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Lei de Moore? O tamanho do chip? B^)
Não sou tão nerd assim para responder a isso.
Agora, se vc se refere àquilo que interessa basicamente às mulheres, deveria saber que, quando elas encontram homens com documentos mais que satisfatórios, sentem-se então aliviadas por poder assumir: "ufa, tamanho interessa sim".
Elas nunca assumiram isso para você? Hehehe. ;^)
Ou vc se refere ao tamanho de algo que elas possuem?
Muito genérica essa sua pergunta. -
Vou fazer uma lista numa sentada, sem pensar, do contrário ficarei aqui perdendo um tempo danado, comparando e pesando prós e contras de cada uma. Não estou com paciência para isso. Então, vamos lá. Um dois três e...
Pink Floyd
The Clash
Queen
The Beatles
Supertramp
Dire Straits
B-52's
Talking Heads
The Velvet Underground
Os Mutantes
The Doors
Legião Urbana
Pet Shop Boys
Ultraje a Rigor
The Cure
The Smiths
Sex Pistols
Toy Dolls
Joy Division
New Order
Beck Hansen
Cowboy Junkies
Jimi Hendrix
Janis Joplin
James Brown
Bob Marley
Bob Dylan
The Breeders
The Police
Blondie
Portishead...
Comecei a pensar. Paro por aqui então. (Estava pensando se considerava a fase fusion do Miles Davis como rock. Acho que é, né. Pensei em Secos & Molhados, Caetano... Rock? Gosto de ouvi-los. Chega. Outros estão batendo à porta da minha cabeça...) -
Muitas conversas. Muitos conselhos. Muitas risadas. E ele também me ensinou a fazer feijoada.
Conhece meu texto "O Marceneiro e o Poeta"? Falo mais sobre o Bruno ali:
http://textos.yurivieira.com/cronicas/o-marceneiro-e-o-poeta/
Obrigado pela pergunta. -
Você deve estar se referindo a um tweet que postei meses atrás. (Fiquei meses sem usar o Formspring.me porque o site havia dado um sumiço temporário a minhas respostas.) Bom, acho que o Sergio de Biasi já respondeu a essa pergunta com bastante propriedade:
http://www.oindividuo.org/2010/03/27/gays-de-direita/
No mais, você pode dar uma checada no site que citei na ocasião (e que o Sergio também cita):
http://gaysdedireita.blogspot.com/
e, claro, assistir a esse vídeo do Clodovil, que parece responder bem à sua questão:
http://www.youtube.com/watch?v=YLnXn9LpwuU
Obrigado pela pergunta. -
Que eu saiba, não.
O Bruno morou 30 anos na Europa e, quando ele voltou, a Hilda já havia fechado o coração para relacionamentos -- ela me disse que teve seu último namorado aos 50 anos de idade, isto é, em 1980. Sem falar que o Bruno estava com AIDS. (Em um de seus "causos" mirabolantes, Bruno garantiu ter recebido, assim que retornou ao Brasil, uma cantada da Vera Fischer. Ele lhe teria respondido: "Filhinha, eu tenho AIDS...") -
Juro que teria mais ânimo para responder a todas essas perguntas se não fossem feitas, em sua grande maioria, por anônimos. B^/
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50% de Coppola, 45% de Woody Allen, 5% de Scorcese.
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asked by lgfp
Ah, é verdade, tem isso também. Um comentário que ouço muito. :)
Na verdade, tenho a maior vontade de fazer críticas a certos aspectos desse livro. Tenho vontade de debater certos temas abordados por ele. Não é uma obra fechada e definitiva. Mas se ninguém o lê, ¿de que adianta? Prefiro apenas dizer que ele me interessa e... ponto final.
:) -
Difícil responder a isso porque não li "todos os escritores brasileiros". Isso até me lembra as conversas com a Hilda Hilst e o Bruno Tolentino na casa dela. Ele adorava discutir sobre literatura e escritores. A Hilda achava um saco. Eu adorava ouvir as opiniões do Bruno, mas, como a Hilda, nunca senti essa ânsia de ler tudo o que faz parte da tradição literária e da produção contemporânea. Vou degustando aos poucos. Selecionando afins. Quando um texto me chateia, não vou até o fim apenas porque falam bem do autor. Não sou um crítico. Leio muito, mas nem tudo o que leio é uma obra literária. Como artista, busco impressões e intuições. E essas não vêm apenas pela literatura.
Mas... sim, tenho meus prediletos: Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Machado de Assis, Monteiro Lobato, Jorge de Lima, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Nelson Rodrigues... Só que você pergunta qual o mais "genial". Humm. Sigo o conceito de gênio definido por Oswald Spengler: "a força fecundante do varão que ilumina toda uma época". Ou seja, aquele autor cuja obra influencia toda uma época, que contamina gerações de outros autores. Dos citados, ¿quem teria realizado tal proeza? Com maior intensidade, embora não seja meu predileto, diria que apenas Machado de Assis... Com menor intensidade, todos os demais citados.
Obrigado pela pergunta. -
Arrogante? Não sei, acho que ando é sem saco mesmo. Mas não ignoro quem me procura, de forma sincera, por razões de "busca de conhecimento". Eu também busco conhecimento. Eu sou é lento (muito lento) para responder emails. (¿É disso que se trata?) Ainda assim, eu tardo, mas não falho. Já respondi emails com quatro anos de atraso. Sério. Mas estou me esforçando para melhorar nesse quesito.
Agora, o que eu venho ignorando é gente que não deseja senão provocar, agitar, me fazer perder tempo. (Já perdi tempo demais.) Nesses últimos anos venho aprendendo a distinguir quem quer encontrar uma verdade sobre um tema de quem não pretende senão empurrar sua própria verdade ou, o que é pior, empurrar sua própria descrença na possibilidade de se encontrar verdades. Nem me refiro a uma Verdade absoluta, fonte de todas as demais. Eu sei que, infelizmente, muita gente não crê ser ela possível. Mas não tenho mais paciência para explicar a neguinho chato que, esperneando ou não, a linguagem tem sim uma conexão com a realidade e que, graças a isso, é possível apreender significados reais, reconhecer valores, discernir proporções, exprimir ideais plausíveis e assim por diante. Sou um artista, não sou um filósofo, não tenho talento e habilidades suficientes para realizar "partos". (Maiêutica, ¿tá ligado?) ¿Que culpa eu tenho se há esse monte de gente que, de modo totalmente paradoxal, vive discutindo aqui e ali e ao mesmo tempo não confia na linguagem e no pensamento? Acham que só a relatividade é absoluta... Estou cansado disso... Nos anos em que perdi tempo discutindo, outros escritores ficaram... escrevendo. É o que estou fazendo agora.
Não se engane: eu adoro falar, conversar, debater. Mas se for para encarar um interlocutor que vem com quatro pedras na mão, prefiro partir logo para a capoeira. Ou então, orar, que é falar com Deus, um Cara que realmente sabe ouvir. E que, para quem está atento, até responde...
Obrigado pela pergunta. -
Ainda não. Mas fiquei interessado quando li a respeito dele. É um tema que me atrai.
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Se não sei quem é você, ¿como poderia responder a essa pergunta?
(Aliás, ¿as perguntas anônimas são maioria apenas para mim ou isso é geral? "/ ) -
Estou preparando uma coletânea de crônicas, contos e ensaios publicados entre 1995 e 2009. Tudo indica que terei de dividi-la em dois volumes. O título ou subtítulo provisório será "Escritos da Virada do Milênio".
Além destes, tenho iniciados outro livro de contos e dois romances/novelas. Sou enrolado mesmo. Reescrevo o início dezenas de vezes, já que este dá o tom do livro inteiro. E fico pulando de um projeto para o outro. Um dia aprenderei a lidar comigo mesmo.
Obrigado pela pergunta. -
Bom, acho que já respondi a uma pergunta semelhante. Há informações relevantes nesses dois links:
http://www.formspring.me/yurivs/q/94893928
http://www.formspring.me/yurivs/q/22542126
No mais, não sei dizer. Os meandros do financiamento público são sujos demais para meu gosto. Fora os obscuros critérios de seleção de projetos, há também todo tipo de máfia. Há uma máfia de captadores (que fazem um verdadeiro loteamento das empresas, tipo "essa é minha, aquela é sua" e tal). Muitas vezes você encontra uma empresa, mas não consegue o dinheiro porque um captador se coloca entre vc e a administração da empresa, exigindo a porcentagem dele. E isso porque ele divide essa grana com gente de dentro da empresa... Entende? Gente escrota, a podridão da Terra. Há ainda uma burocracia estúpida que obriga os realizadores a comprar notas fiscais, uma coisa nojenta, porque, para provar que não estão mentindo, que estão fazendo o filme, são obrigados a mentir, a dizer que tais notas correspondem a esse ou àquele serviço, sendo que, na verdade, é tudo uma grande forçação de barra. E por que isso? Porque exigem prestação de contas antes mesmo de o filme ser rodado! Talvez essas coisas não se apliquem a todos os tipos de leis de incentivo. Mas já me enojei o bastante com as que encarei. Meu último curta-metragem foi feito com dinheiro da empresa.
Assim, minha resposta é: farei um longa-metragem quando tiver meu próprio dinheiro para isso. Ou quando algum louco quiser me bancar. E olha que meu filme não seria uma "artistice", seria entretenimento também. Ou seja: haveria, além da intenção estética, intenção lúdica e intenção de lucro... (Tenho alguns argumentos engavetados.)
(Sim, nessas condições é também possível que nenhum longa-metragem meu venha a ser rodado. Não me importo. A literatura é uma arte mais profunda, polissêmica e... barata. E eu gosto muito de escrever.)
Obrigado pela pergunta. -
Como assim "ainda rola"? :) Se quer saber se o livro ainda me interessa, a resposta é sim, me interessa muito. É um dos livros mais impressionantes que já li. Mas já tratei a fundo do tema neste ensaio:
http://textos.yurivieira.com/ensaios/tlon-urantia-borges-deus/
Obrigado pela pergunta. -
Não sei se entendi bem sua pergunta. Talvez vc se refira ao Copyright. Porque, sendo eu um escritor e cineasta, como poderia ser contra meus direitos enquanto autor? Logo, sou a favor desses direitos. Mas o Copyright é uma outra história. Ainda não tenho uma opinião totalmente formada, mas já pensei bastante a respeito. Tanto que, se vc entrar no meu blog,
http://blogdo.yurivieira.com
verá que há um link indicando que ele possui "Copyleft".
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/
(Ali, no pé da página, onde se lê "Alguns direitos reservados".)
Tá vendo? Sou um cara de direita que parece preferir "Copyleft" a "Copyright". Por que isso? Porque nessa nossa "era da reprodutibilidade técnica" -- olha só o cara de direita citando Walter Benjamin, marxista da Escola de Frankfurt -- nessa nossa era, não dá para controlar a forma como os "artefatos" artísticos são reproduzidos. (Neguinho vai copiar meeeesmo.) E nem acho que devemos controlar. Acho que o pensamento e a arte devem ser livres. Como escreveu Monteiro Lobato: "A censura é cerca de taquara; as idéias são ondas hertzianas". (Meus ebooks e curtas-metragens estão acessíveis gratuitamente na rede.) Nesse contexto, o que é o Copyleft? Nada mais que o próprio Copyright adaptado a essa nova situação. Copyright é, para mim, algo natural: eu fiz, eu criei, então é meu. Daí eu usar o Creative Commons e seu "Copyleft", a melhor proteção ao Copyright, pois ele garante:
1 - Atribuição: "Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que este concede qualquer aval a você ou ao seu uso da obra)";
2 - Uso não-comercial — "Você não pode usar esta obra para fins comerciais";
3 - Vedada a criação de obras derivadas — "Você não pode alterar, transformar ou criar em cima desta obra".
Respeitando esses meus direitos, a pessoa pode:
Compartilhar — "copiar, distribuir e transmitir a obra".
Em suma, a pessoa pode compartilhar a obra apenas se não esquecer de dizer QUEM é o autor, se NÃO VENDÊ-LA sem autorização (e isso é que é pirataria) e se NÃO usá-la como base para criar outra coisa, pois aí seria PLÁGIO. (Embora eu sempre me lembre que Shakespeare, Camões, etc. plagiaram outros autores, melhorando-os... Outra questão a se discutir.)
Desde a época da fita K7, copiamos músicas uns dos outros. Não há estudante universitário que sobreviva sem xerox. Emule... Limewire... Torrent... Sites de download... Como barrar isso? Prendendo essa gente? Besteira. Enquanto artista, quero mais é que meu trabalho se espalhe, que as pessoas tenham acesso ao que faço. Agora, quando alguém tiver uma idéia para ganhar dinheiro com o que faço, me inclua.
Outra coisa: acho 75 anos um tempo demasiado longo para que uma obra caia em domínio público. Não devia ser mais de 30 ou 35 anos.
No mais, o site http://mises.org traz boas discussões sobre "direitos autorais", "copyright" e "copyleft". Algumas coisas que disse aqui certamente estão lá, porque é onde mais li sobre o assunto nos últimos anos.
Espero que tenha respondido à sua pergunta.
Abração! -
asked by KosherX
O poeta Bruno Tolentino, anos atrás, me presenteou com o livro "Astrologia e Religião", do Olavo de Carvalho. O texto da quarta capa explica seu conteúdo:
"'Astrologia e Religião' prossegue a abordagem iniciada em 'Astros e Símbolos' mostrando a relação da astrologia com outras artes e ciências, que na Idade Média estavam integradas em um corpo uno de conhecimentos denominado 'Artes Liberais'. Isso permite entrar em contato com o que pode ter sido o sentido orgânico do estudo e conhecimento da astrologia e a relação intrínseca desta com outras artes e ciências. São mostradas aqui as diferenças entre astrologia natural e espiritual, as relações entre lógica e astrologia, e se aprofunda o conceito do que seja 'ciência tradicional'. Segundo Olavo: 'Não foi outro o nosso propósito, ao longo desses anos de trabalho, senão expor algo da significação espiritual desse sistema das ciências da Idade Média, abandonado na entrada da modernidade.'"
Eu de novo. No mais, a astrologia estudada pelo Olavo não tem nada a ver com a astrologia vulgar, essa de horóscopo de jornal. Numa entrevista ao Pedro Bial ele fala claramente da besteira que é aplicar o princípio de causalidade aos astros: o que há é correspondência, correlação. Os astros não causam nada na nossa vida, não nos influenciam.
Veja o trecho da entrevista ao Pedro Bial em que ele fala de astrologia:
http://www.youtube.com/watch?v=nOkq9S3fIHM
Obrigado pela pergunta.
{}'s -
Gosto muito do filme "Tropa de Elite". Acho que expressa um desejo de paz e justiça sim, um grito de desespero de quem deseja o fim da violência pela ação do Estado, uma vez que é deste a atribuição de manter a segurança.
No mais, já tratei do assunto na crônica "O Rolex e o Celular":
http://textos.yurivieira.com/cronicas/o-rolex-e-o-celular/
{}'s -
Falso. O primeiro comunista — mais especificamente, o "primeiro teólogo da libertação" — foi Judas Iscariotes. (Vide João 12, 1-8.) Jesus estava na casa de seu amigo Lázaro — que era um rico proprietário — e a irmã deste, Maria, começou a massagear os pés de Jesus utilizando um óleo perfumado que apenas os endinheirados podiam comprar. Judas achou aquilo o fim da picada e disse: "Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?" ¿Percebe? É exatamente o mesmo que iria lhe dizer Leonardo Boff, Fidel Castro, Chávez, Lula, Dilma... Jesus replicou: "Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto; Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes". Ora, ¿você vive no mesmo mundo escolhido pelo Senhor do Universo para viver Sua experiência mortal e vem com uma frescura dessas? O cara criou o Sol, as estrelas mais próximas e você vai mocozear um Chanel N°5? Por favor... Se toca, cumpadi.
No mais, Jesus foi um profissional autônomo (marceneiro, carpinteiro, construtor de barcos, empreiteiro, pescador, etc.), que trabalhou dos 14 aos 29 anos como arrimo de família apenas para criar seus seis irmãos mais novos. Mais tarde continuou trabalhando para se sustentar. E jamais se meteu com política. Quando tentaram colocá-lo contra o Império Romano, usando uma armadilha lógica , ele deu a volta por cima:
Perguntaram: "É lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos?", e lhe mostraram uma moeda.
Ele disse: "De quem é esta imagem e inscrição?" E eles lhe disseram: "De César". E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele.
No mais, não fazendo acepção de pessoas, Jesus nunca se incomodou com a classe social daqueles que lhe seguiam. O viajante indiano de quem ele foi intérprete, e a quem acompanhou durante uma viagem a Roma, era um comerciante rico. Muitos homens ricos ajudaram-no. (¿Quem você acha que bancava a rede de mensageiros que mantinham os apóstolos em contato quando saíam a pregar de dois em dois?) O próprio José de Arimateia, membro do sinédrio, que acreditava nele e que durante o julgamento votou por sua absolvição, era um homem rico e comprou uma sepultura nova para ele. Sim, comunistas vivem do dinheiro alheio, andam cheios de ricos a sustentá-los. Mas Jesus sempre trabalhou para seu sustento e, de tempos em tempos, fazia os apóstólos darem um tempo na pregação e trabalhar para juntar dinheiro para o grupo. O papo do rapaz rico que não quis segui-lo, quando Jesus lhe disse para antes doar tudo aos pobres, tem a ver mais com apego do que com riqueza. Jesus quis testar a fé daquele sujeito que se esforçava para parecer sincero, mas cujo entusiasmo era fogo de palha, cuja compreensão da Boa Nova era superficial. O cara preferiu manter suas parcas riquezas terrestres a caminhar lado a lado com o criador do Sol e das estrelas. Outros ricos andavam com Jesus e ele nunca lhes fez essa exigência, porque sabia que eram sinceros em sua fé.
O conselho que Jesus dá sobre não se preocupar com o dia de amanhã pode servir metaforicamente para qualquer um, mas, em seu sentido literal, material, não era senão um conselho a seus apóstolos e missionários, e não um mandamento para todos os filhos de Deus. É o conselho que pastores de uma infinidade de igrejas não respeitam: ¿quer pregar a Palavra? Então esqueça do dinheiro. As "sincronicidades" é que se encarregarão de mantê-los vivos.
Em suma: Jesus nunca foi comunista. Nunca foi mendigo. Um mendigo não anda com um tesoureiro (Judas Iscariotes). Aquele suposto "comunismo" dos cristãos primitivos não era senão o mau uso do conselho dado à organização dos evangelizadores e missionários: apenas eles deviam compartilhar tudo e não todo ser humano na Terra. Sim, a caridade em seu sentido material deve existir. Mas, em grupos sociais mais amplos, compartilhar sistematicamente tudo o que se produz gera inação, preguiça, parasitismo. Jesus veio falar das coisas do Espírito e não estimular uma revolução político-social. Do contrário, teria aceitado a coroa de Rei dos Judeus, que, após o milagre da multiplicação de pães e peixes, 5.000 pessoas tentaram lhe dar.
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Yuri Vieira’s Bio
Escritor, cineasta.


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