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Considere a possibilidade de que você seja um imbecil. Não digo isso para ofender: é um bom exercício para todo mundo, e faço isso também de vez em quando.
Mas faça a sério. Se olhe no espelho e se pergunte, procurando com seriedade pela resposta, se não existe uma possibilidade de que você seja um imbecil. -
Quer entender o Brasil, estude o Ratapulgo.
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E que tal trocar a sua criança pobre por uma cacatua?
Quem reclama de quem tem cachorro dizendo para adotar uma criança no lugar do cachorro, nem adota cachorro, nem adota criança. -
asked by alanafalcao
Li não, Alana. Curioso de ler tanto esse estudo quanto o romance. Mas o filme é meio ruinzinho.
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Para ler PDF é ruim - eu não leio - mas nos formatos apropriados é excelente. Não entendo quem é contra ebooks.
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Mais ou menos: homem-vai-para-a-guerra-e-volta-da-guerra-sendo-afetuoso: http://dgmyers.blogspot.com/2009/01/wife-of-martin-guerre.html Mas não sei se é bem o que você procura.
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Você está julgando às pressas uma frase tirada do fim de um longo texto que a justificava. Ele não se refere a fundamentalismo religioso, à Igreja Católica nem a nenhuma religião organizada. Ele se refere ao esquerdismo atmosférico, que as pessoas apanham como gripes simplesmente por sair à janela no século XXI - equalismo, socialismo, multiculturalismo, crença em aquecimento global causado pelo homem, etc - esse conjunto de doutrinas que de fato regem o mundo atual e contra as quais não se permite oposição. Para ele esse conjunto de idéias é uma religião descendente diretamente do protestantismo dos wasps de Harvard e Yale, roubada de transcendência, e que por sua vez descende dos puritanos da Nova Inglaterra e dos English dissenters.
E não copie exatamente a estrutura de algo que eu disse para usá-la contra mim - essa é a forma mais baixa de espirituosidade. Era a única forma de wit à qual o Smart Shade of Blue/Hermeneuta ("quem?") tinha acesso. -
Sim, sim. Sempre que vejo qualquer série policial ou leio Elmore Leonard. Imagino que vou ser assim mesmo aos 73 anos, tomando minha sopa enquanto vejo Bullit. "Será que ainda dá tempo?"
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Pensando. Columbo não é propriamente um covarde, mas tem medo de altura, fica nervoso em carros em velocidade um pouco alta (a ponto de ficar tenso em um carrinho de golfe), etc. Fracos: o rabino David Small (daquela série "Sábado o Rabino fez isto", "Domingo o Rabino fez aquilo", etc) é magro e dele se diz que "trazia a cabeça levemente inclinada para a frente como se estivesse examinando um livro; os ombros arqueavam-se eruditamente". E Miss Marple, claro, era uma senhorinha. Sem contar que há detetives morbidamente obesos, e outros paraplégicos, cegos, etc.
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asked by aevus
Carpeaux? Acho a leitura frequentemente divertida, porque gosto de ler histórias da literatura, mas o marxismo me parece mais presente do que seria suportável. É ridículo, na verdade. Várias vezes me pego rolando os olhos e dizendo "eita, luta de classes de novo" enquanto leio Carpeaux.
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Roubei a pergunta feita ao Gustavo porque queria (sempre quero) chamar a atenção para isto: http://www.twitlonger.com/show/97el8s
Se cortassem todas as repetições de "burguês" (e similares tipo "burguesia", "aburguesamento" etc) da "História da Literatura Ocidental" de Carpeaux, daria para publicar tudo em um único volume, de cem páginas. -
Qualquer coisa de Bonnard ou Dufy. Ou o Retrato de uma Jovem Veneziana, de Albrecht Dürer.
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asked by Acampanate
Não li muito deles, mas me parece que nenhum desses três escreveu algo que vá sobreviver até o século seguinte, não? A verdade é que sou ambicioso e quero, em algum momento, entrar nessa bullshit da qual você fala. Conseguindo ou não, acho bichice não tentar. Há entre essa geração de gente que escreve bem na internet uma adoração da ataraxia, da despretensão caboclinha, um nojo dos sonhos de glória, que acho boba. Escrevam livros, God dammit.
Nesta geração, é visível que as gentes que escrevem melhor, não escrevem livros. Escrevem blogues durante uma época, fazem umas graças, depois talvez twitter. Depois param de escrever, ou gastam o talento em jornalismo ou outras coisas abaixo deles. E fazem isso com gosto. Sempre que os vejo, estão felizões.
Ao perceber isso entendi que sempre deve ter sido assim: que no mundo sempre houve Goethes que escreveram um soneto ou dois, que mostraram para os amigos, e depois foram fazer outra coisa qualquer na vida. Flauberts que não se deram ao trabalho de escrever um livro, porque acharam a busca pela glória uma boçalidade.
Entretanto pode ser tudo culpa da falta de testosterona. Sejam ambiciosos, seus hipster-doofuses. Ponham-se à prova contra as gerações que os precederam, ao invés de ficar do lado de fora do ringue, comendo mendoratos.
(E recebi, Acampanate, e peço desculpas pela demora, que eu sei que parece grosseira, mas é que as últimas semanas têm sido um pouco cheias demais. Mas responderei, hein.) -
asked by leopbrito
Ah, mas eu leio Roissy desde 2007 ou algo assim, Leo. Ele dá bons conselhos, em geral. Conheço vários sujeitos que eu acho que precisavam ler esse blog.
Vou dizer algo que revela uma vaidade ridícula e descabida, mas lá vai. Às vezes queria que fosse possível carimbar um link para provar que você é a primeira pessoa do país a acessar um site. Algo como um carimbo de descobrimento, "Alexandre descobriu isto no Brasil""Étienne descobriu isto na França", etc. Eu carimbaria os sites bons que encontrasse e as pessoas saberiam para sempre que fui eu que importei o link para o país. Para sempre!
Mas bah, melhor voltar meu orgulho para outros feitos gloriosos. -
É verdade, bem notado. Quantos Manducas leprosinhos não estarão ainda agora discutindo excitadamente no Facebook sobre o Pinheirinho ou o Irã.
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Não. E sinto muito prazer em ir até a janela e olhar o trânsito parado lá fora.











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