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Bate-papo sobre RP. Você pergunta, eu tento responder. Se não der c erto, escreva para rodrigo@mundorp.com.br :

Recent Responses

    1. Rodrigo Silveira Cogo

      Não vejo que exista "características de um RP", mas certamente é uma área que exige uma grande capacidade de análise de ambiente, de sensibilidade com o contexto, de entendimento do ser humano, transformando estes insights em ações de relacionamento e de comunicação. Criatividade então passa a ser um indicador importante, porque temos que atingir o público certo, na hora certa, com o conteúdo certo e buscar a adesão deste público para nossa causa, produto, ideia, projeto. Para a criatividade existir, precisa haver muita leitura, muito interesse pelo mundo, por experiências, como alguém curioso e observador. Outra questão que merece atenção seria a capacidade deste RP de colocar as ideias que pensa e cria (sozinho ou em conjunto com alguém) no papel, na forma de planos e projetos e campanhas, ao mesmo tempo preocupado com formas de avaliar a eficiência e eficácia destas ideias quando implementadas.

      Já a respeito da minha escolha pela área, que aconteceu no vestibular de 1989, foi aleatória. Estava entre Jornalismo e Relações Públicas, mas os dois casos só apareceram pra mim no teste vocacional após eu precisar desistir de Psicologia (curso não oferecido na instituição federal da minha cidade). Mas sobre "ter descoberto se era isto que eu queria pra minha vida", já aconteceu logo no primeiro semestre numa disciplina introdutória, que todas as habilitações cursavam, falando da abrangência da futura profissão - inclusive em comparação com uma visão mais restritiva dos colegas jornalistas e publicitários.

    2. Rodrigo Silveira Cogo

      Por "canibalização" você deve estar-se referindo ao desempenho de atividades de RP por profissionais de outras formações superiores. Bem, isto pode ser interpretado como concorrência desleal ou até ilegalidade, porque no Brasil temos uma legislação regulamentadora e restritora de atuação para graduados e registrados na área. Mas, se estivéssemos na absoluta maioria dos demais países do mundo, isto seria interpretado somente como concorrência - algo do tipo: ganha espaço quem tem melhor performance, ou quem faz melhor divulgação de seus talentos e atributos. Eu prefiro pensar nesta segunda percepção, afinal não é uma lei que deve garantir espaço pra gente no mercado de trabalho, mas sim a competência com que fazemos as nossas atividades.

      Sobre especificamente profissionais de PP e Marketing, a concorrência se dá em algumas tarefas ou em alguns segmentos de negócio, mas não em todos. Há atuações para RP que não colidem com estas áreas e nem são confundidos com elas pelos potenciais empregadores. De outro lado, há confusões em relação a jornalistas, psicólogos, administradores, assistentes sociais e até secretários(as)... Dai que a "briga" por lugar ao sol é árdua mesmo, e na grande maioria das profissões - não somente na nossa.

      Em geral, pra terminar sua pergunta, a profissão de RP terá progresso sim, mesmo com tudo isto que escrevi, pelo simples fato de que as organizações precisam relacionar-se com grupos e indivíduos de maneiras diferentes do que propaganda convencional ou publicações em veículos de imprensa (tem funcionários, comunidade, acionistas, fornecedores, Governo... pra pensarem). A constatação de que os públicos são muito mais extensos e complexos do que falar com jornalistas ou consumidores leva naturalmente à contratação de alguém pra desempenhar a área de RP. Será este alguém formado em RP e com carteira do Conrerp? Não sei, isto será decidido na arena, como eu já disse acima, dos melhores desempenhos ou da melhor divulgação de si próprio ou da própria categoria para serem "desejados" pelas organizações como potenciais solucionadores de problemas ou ocupadores de oportunidades.

    3. Rodrigo Silveira Cogo

      A articulação de ações para melhor informação da sociedade sobre o que é a profissão de Relações Públicas em sua região deve partir de sua universidade, de seus professores. Através de um projeto coletivo, envolvendo a agência de comunicação de sua instituição e profissionais já formados que trabalhem na cidade, é a única maneira de resultar em algo consistente, que tenha visibilidade e surta efeitos pra vocês todos. Os procedimentos são normais deste tipo de campanha, como promoção de palestras para públicos estratégicos (como os empresários da Associação Comercial e Industrial da cidade), forte trabalho de assessoria de imprensa nos veículos locais e regionais com entrevistas de RPs, alunos e professores, programa de visitação instrutiva em agências de recursos humanos/contratação de pessoas/ofertas de vagas para melhor compreensão da área, inserção de profissionais de RP para serem palestrantes em semanas acadêmicas de outros cursos (como Marketing, Administração, Psicologia, História - de profissionais que trabalhem em interfaces com estes campos pra demonstrar a chance de boa parceria entre as partes), veiculação de campanha publicitária (outdoors, anúncios, cartazes, adesivos), mobilização em lugares públicos com um estande e entrega de folheteria informativa da profissão, e assim sucessivamente. Tudo depende da sua cidade, da potencialidade dos locais e parceiros que podem ser pensados.

    4. Rodrigo Silveira Cogo

      Entendo a graduação de relações públicas como pertinente para qualquer atribuição profissional posterior. Mesmo que este RP ganhe cargos que não tenham nome RP, e um deles pode eventualmente ser na área comercial, certamente o olhar institucional e relacional, de comunicação dirigida, que o RP constroi é um diferencial para outros concorrentes ou colegas de mesma função. Por isto, para RP é tão importante ter disciplinas como Filosofia, Psicologia, Sociologia, Antropologia, porque nos dão a capacidade de buscar compreender o humano e tratar com ele, em nome de uma marca, produto, governo, empresa.

    5. Rodrigo Silveira Cogo

      Não existe resposta possível em sua questão para o dia-a-dia do profissional. Isto porque um relações públicas trabalhando num hospital e cuidando da comunicação institucional terá um cotidiano bem distinto de um relações públicas trabalhando para um cantor e cuidando da assessoria de imprensa, ou ainda um relações públicas trabalhando numa indústria de mineração e cuidando das relações com a comunidade do entorno da mina. A remuneração também é bem variada, nos casos expressos acima e na variedade de atribuições do profissional de RP no mercado (e das relações de trabalho, como por exemplo ser ou não contratado com carteira assinada, ou como free-lancer). Outro ponto: o que é "satisfatório" pra você em termos de dinheiro, será que é o mesmo que seria "satisfatório" pra mim? Então acabo não podendo ajudar se sua pergunta não for mais detalhada.

    6. Rodrigo Silveira Cogo

      Consultei o site do Guia do Estudante, que afora o ranking em si de instituições de ensino, traz também um sistema de busca por estado e cidade. Então achei curso de RP nas Faculdades Integradas Hélio Alonso e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ambas na capital (pode até haver alguma turma em algum pólo do interior...) e depois somente na cidade de Campos dos Goytacazes no Centro Universitário Fluminense.

    7. Rodrigo Silveira Cogo

      O profissional de Relações Públicas, através de várias interfaces de comunicação (visíveis através de projetos, campanhas, ações) com públicos diversos, trata de questões de reputação. Bem, se esta reputação é de um jogador de futebol, uma indústria de pneus, uma loja de brinquedos infantis, um padre, uma mineradora, um motel, uma cantora, uma academia de ginástica, uma prefeitura, uma ong que cuida de crianças com câncer, um deputado... é uma questão de perspectiva. Todos estão dentro do escopo de trabalho.

    8. Rodrigo Silveira Cogo

      Sim, é possível. O trabalho de assessoria de imprensa não exige uma formação profissional ou acadêmica específica, segundo entendimento entre dois órgãos que regulam as profissões de Relações Públicas (Conselho Federal de Profissionais de RP) e Jornalista (Federação Nacional de Jornalistas). Na verdade, se for ver a legislação vigente no Brasil, é atividade de relações públicas fazer o relacionamento com a imprensa, mas isto foi flexibilizado em nome da boa convivência entre colegas e da própria regra de mercado que requisita competência e não diplomação. Em alguns países, como Portugal, o jornalista que atua em assessoria de imprensa precisa devolver seu registro profissional de jornalista, dado o entendimento de incompatibilidade entre as duas atribuições.

    9. Rodrigo Silveira Cogo

      Qualquer profissional que esteja na estrutura organizacional responsável pela área de "Comunicação Corporativa" ou outros nomes semelhantes com as mesmas atribuições de interlocução com vários públicos de relacionamento pode ser incumbido da atividade de porta-voz. Esta figura está sempre respondendo pela organização, ou se pronunciando em nome dela, para imprensa, autoridades, funcionários, comunidade tanto em gestão de crise quanto em outras situações de informação e relacionamento cotidianos. Diante desta minha resposta, fica evidente que jornalistas podem perfeitamente ser porta-vozes, quando trabalham na organização, e fica evidente que o mesmo acontece com relações públicas. Não raro, a figura do porta-voz sequer é desempenhada pelo comunicador da empresa ou por um comunicador de empresa fornecedora, mas sim por quem desempenha o cargo máximo - como o diretor-presidente ou CEO, além de casos em que o porta-voz é o maior especialista da empresa no tema que precisa ser falado (ou seja, algum advogado da área jurídica, algum engenheiro da área industrial, algum administrador da parte de recursos humanos...)

    10. Rodrigo Silveira Cogo

      A única pesquisa que conheço sobre faixa salarial nesta área é do Jornal Folha de S.Paulo em seu Caderno Empregos - portanto, especificamente para esta abrangência estadual, indicando algo entre R$ 2.600 e R$ 4.900. Mas isto para cargo de analista, porque à medida em que o profissional se torna gestor vai agregando outros valores.

    11. Rodrigo Silveira Cogo

      Peço que veja respostas semelhantes a esta no histórico das perguntas já registradas nesta plataforma. Pra resumir: não posso fazer juízo de valor e "eleger" as melhores faculdades porque eu cursei graduação na Universidade Federal de Santa Maria/RS e especialização e mestrado na Universidade de São Paulo - são as duas únicas que posso avalizar. Todas as demais opiniões vindas de mim seriam parciais, incompletas ou supostas, porque não derivadas da minha experiência, mas somente de imagem pública.

    12. Rodrigo Silveira Cogo

      Como você ainda é aluno(a), a única oportunidade de experienciação da profissão se dá por estágios. Se você se candidatou a estágios e não conseguiu a vaga, tente buscar da empresa/agência/órgão governamental onde vc fez processo seletivo o motivo da sua exclusão - vai ser a única maneira de vc entender quais são suas fragilidades e correr atrás de melhorar, se for o caso. Atualmente, há inúmeras vagas para trainee, então você ainda tem chance quando for recém-formado: veja as opções disponíveis nos sites ou cadernos de jornal do tema "empregos" e semelhantes e envie seu currículo. O seu currículo pode não ter nenhuma experiência prática, suponho isto pelo que foi escrito na pergunta, mas poderá conter o seu trabalho de projeto experimental (que é uma espécie de "prática") ou de monografia de conclusão, afora as pesquisas acadêmicas que tenha participado, os eventos que tenham frequentado, os projetos de extensão dos quais fez parte, os idiomas que domina, sua capacidade no manuseio da informática, etc. Espero poder ter contribuído pra alguma coisa.

    13. Rodrigo Silveira Cogo

      Se pensarmos que em 2006 a internet recém havia iniciado comercialmente no Brasil, há toda uma leitura sobre novos padrões de comportamento da sociedade e de comunicação por conta das redes sociais digitais. Há farta literatura no tema e sugiro a autora e relações públicas Carolina Terra, que tem dois livros. Uma leitura mais teórica seria "Do Público para as Redes" do Massimo Di Felice. Nestas três dicas, a origem é o portfólio da www.difusaoeditora.com.br que é impecável na nossa área. Existem três obras da Editora Saraiva, todas organizadas pela professora Margarida Kunsch, que igualmente precisam ser lidas pra você entender o novo patamar de reflexão e de prática que temos. Espero que sejam bons caminhos pra vc.

    14. Rodrigo Silveira Cogo

      Nao faço indicação de instituições, nem pra curso de graduação e nem para opções de pós-graduação. Isto porque eu precisaria conhecer profundamente cada curso para poder fazer algum juízo de valor e, mais ainda, para prestar indicações a terceiros. Outra dificuldade em responder sua questão estaria no tema da pós-graduação: nenhuma indicação poderia ser genérica, mas sim dependeria da área de conhecimento que você tem interesse/procura - gestão? comunicação empresarial? comunicação digital? pesquisa de opinião? organização de eventos?... certamente para cada tema pode haver uma instituição que tenha um curso mais "reconhecido", embora tudo também esteja na dependência da região do Brasil que vc está ou que vc pode frequentar. Vou ficar lhe devendo esta resposta devido a todas estas questões.

    15. Rodrigo Silveira Cogo

      Bianca, eu respondi já várias e várias questões semelhantes sobre esta pergunta de indicar faculdades - por exemplo, veja aqui: http://www.formspring.me/rodrigocogo/q/326403322191826049 . Também várias questões já constantes na minha lista aqui no Formspring detalham o perfil do RP. Peço que vc dê uma olhada nas respostas anteriores pra não ficar repetitivo, ok?

    16. Rodrigo Silveira Cogo

      Tatiane, a área de RP na área governamental depende de dois pontos: ou este profissional é cargo de confiança indicado pelo político, partido ou coligação (e isto é bem mais raro acontecer) ou este profissional faz e passa num concurso público específico para RP ou mais abrangente, como analista de comunicação (neste caso, as ofertas são crescentes, cada ano tem mais e mais opções). A pós-graduação, de maneira mais genérica, fica difícil responder - se vc estiver alocada como funcionária pública numa secretaria de assuntos internacionais, pode ser interessante encaminhar-se para a área de Relações Internacionais, por exemplo; mas se estiver alocada numa assessoria de cerimonial e protocolo, seria legal fazer uma pós em eventos ou direto em cerimonial, idem para assessoria de imprensa ou responsabilidade social no caso do RP em uma secretaria de Assistência Social. Uma opção ampla seria uma pós em Políticas Públicas, ou de Gestão Pública, como dispõe a FGV. São alguns caminhos, eu teria que entender melhor o seu caso para poder sugerir algo mais assertivo.

    17. Rodrigo Silveira Cogo

      Eu não produzo nenhum tipo de ranking de instituições universitárias com curso de RP, pelo simples fato de que é impossível eu ter este conhecimento de maneira ordenada e racional sobre todos eles, ou mesmo sobre parte deles regionalmente falando. Eu fiz RP num curso do interior do Rio Grande do Sul, e fiz especialização e mestrado em uma instituição paulista e somente teria condições mínimas de dizer algo sobre onde eu mesmo estudei. Digo isto porque não posso responder sua pergunta sobre "melhor lugar" - isto implicaria uma avaliação de valor dos cursos existentes. Quem sabe, se vc acreditar neste tipo de coisa, poderia ver alguma lista no Guia do Estudante - http://guiadoestudante.abril.com.br/home/ . Já uma lista simples, sem avaliação, de cursos disponíveis no Brasil pode ser vista em http://www.mundorp.com.br/centerp/rp.cursosgraduacao.html ou você pode ver na página do Ministério da Educação - http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17246 .

    18. Rodrigo Silveira Cogo

      Não faço indicação de nenhuma instituição universitária com curso de Relações Públicas. Há uma diversidade de motivos para escolha de onde fazer graduação (e mesmo pós-graduação) cujas particularidades dependem de cada pessoa e suas circunstâncias de vida. Ademais, o que eu poderia falar além da Universidade Federal de Santa Maria (onde fiz minha graduação) e da Universidade de São Paulo (onde estou no mestrado)? Afinal, se não fui aluno efetivamente de nenhuma outra, seria bem leviano eu fazer qualquer tipo de comentário.

    19. Rodrigo Silveira Cogo

      Amanda, não sei se compreendi sua questão. Ela ficou bem abrangente e talvez eu não atinja sua necessidade. Mas vamos lá... Questão de vestimentas no mercado de trabalho atende a prerrogativas diversas, sobremaneira ao estilo da organização que lhe contrata. Tem lugares que exigem e fornecem uniforme, tem lugares que o tema é completamente livre, tem outros ainda em que há um código implícito por roupas mais formais (como no caso de bancos, em que terno nao é exigido, mas é desejável). Várias empresas editam até códigos de etiqueta, que envolve parâmetros para o funcionário atender as expectativas em relação as suas escolhas de indumentária. Em outros casos, dependendo da profissão, há até regras obrigatórias por lei sobre a roupa, como para médicos e enfermeiros, além de profissões em que equipamentos de proteção sobre a roupa são também regulados e cobrados. Isto que mencionei se aplica a cabelo, maquiagem, tamanho ou cores das unhas, brincos, piercings e tatuagens. Há mercados em que você não precisa preocupar-se em nada com isto, e em outras áreas algumas liberalidades (vindas da sua personalidade e das suas escolhas de vida e de estilo) que podem provocar fechamento de portas, espaços, promoções. Como tudo na vida da gente, todas as escolhas repercutem em alguma coisa depois.

    20. Rodrigo Silveira Cogo

      Eu não entendi a pergunta. Vou fazer alguns comentários rápidos. Pra você ser profissional de Relações Públicas em território brasileiro, e estar dentro da lei, precisa ter cursado Comunicação Social com habilitação em RP e também estar registrado no Conselho Federal de Profissionais de RP. Então, a vantagem de estudar RP está em habilitar-se para o exercício legal da profissão de RP. Contudo, vc verá que existem pessoas que ocupam cargos com o nome de RP ou com atribuições específicas de RP, por vários motivos (não vem ao caso aqui indicar), que não apresentam estes requisitos. Ainda assim, eu aposto muito no período universitário e na aprendizagem que ele permite para desempenho das funções na área e para a própria compreensão de mundo. Mais do que nos formar em ferramentas de comunicação (como fazer jornal, TV, mural, boletim, evento, assessoria de imprensa, cerimonial...) a universidade é relevante para que sejamos seres humanos melhores - o que pressupõe coisas como diversidade e alteridade numa formação mais humanista.

Rodrigo Silveira Cogo’s Bio

São Paulo, SP

www.mundorp.com.br

Profissional de Relações Públicas e extremamente curioso sobre as possibilidades interativas potencializadas pela internet.