Pergunta-me se for capaz! :)

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    1. Riverside Hotel

      Geralmente é a minha voz. Não é das mais bonitas, daquelas bem empostadas, com tanta clareza e fôlego. Mas é a que tenho, se é que eu tenho alguma. Mas eu acho que tenho - talvez seja melhor continuar assim, achando.

    2. Riverside Hotel

      Que bom que você perguntou, @pequenainfante!

      Na verdade, aí há uma referência bastante discreta. Rainhas já são casadas com reis, e não seria sensato cortejá-las. Mas quando escrevi isso pensei numa situação em especial.

      Quando Ulisses viaja para sua famosa Odisséia, a Guerra de Tróia, deixa para trás sua esposa Penélope, e seu filho bebê, Telêmaco. Mesmo tendo se mantido fiel a seu marido, aguardando seu retorno, após quase 20 anos Penélope começa a ser inundada por propostas de pretendentes, desejosos por se tornarem o Rei de Ítaca. Para desviar deles ela desenvolve vários estratagemas - que incluiam até ter força o bastante para retesar o arco de Ulisses, que era reconhecido como muito forte -, vindo, em fila, cortejá-la, indo após realizar as provações necessárias pra obter sua mão. Ou seja, mais do que cortejar uma princesa, era preciso cortejar alguém que já havia possuído um rei, superando as provações intrínsecas. Para ser o rei de Ítaca não bastava ser qualquer um, era preciso ser um homem da envergadura de Ulisses. Para cortejar uma rainha, é preciso ser um rei.

      *Pra saber quem levou a rainha, recomendo a leitura da Odisséia ;)

    3. Riverside Hotel

      O texto é o texto, e ele cabe em si. Mas se quiser posso acrescentar algo paralelo.

      Acho que existe um diálogo entre o que as coisas são e o que fazemos dela. Vários filósofos já discutiram a dificuldade de saber o que as coisas são, mas o que nós vemos delas, isso permanece, e faz toda a diferença. O valor que conferimos às coisas, às pessoas.

      Essa semana alguém perguntou se eu gostava de uma amiga de longa data. Eu disse que era subestimar. É mais que isso, ela é minha história, faz parte daquilo que me faz quem sou. Ser história é ser mais do que o que é, é ser o que é submetido ao tempo. O tempo separa o que é história de o que é irrelevante. E a história não deixa de ser uma representação de tudo que amamos, vivemos e sofremos. É a nossa história, como escolhemos contar, sempre. E o mundo é isso, as nossas histórias de nós todos, da forma que nós optamos contar, em infinitas representações.

    4. Riverside Hotel

      Meu primeiro blog se chamava Riverside (já tá fora do ar), onde eu escrevia textos mais literários. Quando passei um tempo nos EUA fiz um blog chamado Condado Laranja (também finado), em que eu relatava as coisas rotineiras da vida na Flórida. Gostei da experiência, e depois fiz um blog chamado Malditas Persianas!
      [http://malditaspersianas.blogspot.com/] - uma referência meio burra, já que era a um texto meu mesmo - também sobre trivialidades. Resolvi juntar os dois e fazer um novo Riverside.

      O nome ficou assim pois uma amiga (Erika Molinari) me falou que foi a um bar em Berlim chamado Riverside, e tirou uma foto pra mim. Depois quando fui visitar minha irmã que morava lá, descobri que não era um bar, mas sim um hotel. É a imagem que ilustra o blog :)

    5. Riverside Hotel

      Excelente pergunta.

      1 - Guimarães Rosa, autor do conto Terceira Margem do Rio, que dá nome ao blog. Até ler esse conto eu me considerava um observador da vida, enquanto ela passava. Depois dele resolvi participar um pouco, e até agora tem sido uma experiência brilhante.

      2 - Neil Gaiman, que me ensinou que cultura pop pode se misturar obscenamente com mitologia ou cultura mais "clássica" em uma salada pode ter muito a oferecer. A edição 8 de Sandman é simplesmente sensacional, deveria ser leitura obrigatória de todas as pessoas em fase de transição.

      3 - Albert Camus - O autor que mais influenciou minha forma de escrever, isoladamente. Antes de Camus eu escrevia mais lento, mais escorregadio, com mais adjetivos, e de forma mais rebuscada. Depois de Camus eu fiquei mais seco, curto, e creio que simples - espero que não simplório. Isso pra não entrar no conteúdo. Apaixonado pela liberdade, e defensor voraz do humanismo.

      4 - Holden Caufield - Personagem principal de Apanhador no Campo de Centeio (Catcher in the Rye, J. D. Sallinger), é um cidadão que não se encaixa no mundo, só bate cabeça, e não consegue ver sentido nisso tudo. O que ele faz? Reconhece que no fundo tudo o que mais quer é ajudar pessoas perdidas como ele. É compaixão e dedicação ao ser humano. E não, isso não é spoiler, pode ir ler o livro.

      5 - Eu queria nomear alguém pra "agradecer" pelo senso de humor - que eu creio sinceramente que tenho. Mas é muita gente pra creditar, desde a irreverência e anarquia de Monty Phyton e George Carlin, até o apreço pela banalidade do Veríssimo ou o surrealismo (às vezes amargo) do Kurt Vonnegut.

    6. Riverside Hotel
    7. Riverside Hotel

      Esse texto especificamente saiu de uma noite de bar em que uma amiga se prestou a ler a mão de todos os presentes. Curiosamente, todos estávamos destinados a uma morte horrenda. Aí eu fiz a piada com alguém: "É a quiromante drástica". Fiz aquela cara de epifania de House, cheguei em casa e escrevi como eu achei que seria.

    8. Riverside Hotel

      Olha, olhando pra trás agora eu acho que já tenho material escrito pra fazer um livro de contos. Também tenho idéias pra escrever 3 livros, mas me falta organização pra sentar e escrever tudo. Isso vai acontecer quando eu transformar isso em uma prioridade na minha vida. Separado disso tudo, tem a coisa comercial, de catar alguém que queira me publicar. Primeiro checo se tem alguém querendo me ler, depois penso nisso.

    9. Riverside Hotel

      Agora tenho um texto pronto e ainda não-publicado que escrevi essa semana, mais uns 12 pela metade e um punhado de textos completos que ainda não me senti à vontade pra publicar por qualquer razão. Também tenho algumas idéias guardadas esperando pra serem desenvolvidas. Essas férias tem sido BASTANTE produtiva. Alguns textos esperam sequência, mas é que a escrita pede vida, escrita sem vida é insossa. Depois que viver um pouco mais, vou continuar escrevendo. Esse que tá pronto que escrevi essa semana vou esperar escrever um pouco mais, em sequência, pra começar publicando aos poucos.

    10. Riverside Hotel

      O principal autor do blog Riverside Hotel é Wagner Artur (@w_artur), mas tenho posts eventuais de Daniel Batista (@danielbs) e outros que tiveram interesse em colaborar.

Riverside Hotel

Riverside, Arcadia

riversidehotel.wordpress.com/

Riverside Hotel’s Bio

Oi, sou um blog em busca de saber quem sou.

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