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Isso me lembra um dos meus primeiros dias no trabalho, em que a gente estava aprendendo mais sobre a área de comunicação da empresa, tendo uma visão geral de diversas áreas de atuação e diversos projetos patrocinados, até chegar no campo de responsabilidade social. Aí vieram uns caras do projeto Tamar e falaram um pouco sobre o trabalho deles, a trajetória, as ações que eles realizavam, e no final passaram um vídeo muito bacana. Aí então eles perguntaram se alguém tinha alguma dúvida, algum comentário, e um colega meu que tinha vindo do Pará levantou a mão e disse “acho bonito vocês cuidarem porque tartaruga não pode acabar, isso com arroz é uma delícia”. E eu ri e tal. Até perceber que ele tava falando sério, aí eu fiquei meio culpado e constrangido.
Quanto a tortuguita, sou da escola dos que primeiro comem a cabeça, para cessar as atividades vitais da tartaruga de chocolate, e só depois partem pras perninhas, o rabo e depois o corpo. Ainda me sinto culpado, sabe? -
Esses dias eu estava conversando com um moço no *cofcof*okcupid*cofcof* e ele respondeu com maestria a essa indagação, chegando até a uma solução para o conflito, cito-o:
"O momento de se comer a tortuguita é um onde pode-se deixar para trás as forças opressivas civilizatórias para que entremos em contato com o âmago violento e obscuro do nosso passado genético como animais. Assim, é um momento onde olhamos ao abismo e nos perguntamos, nos livrando de toda a moral judaico-cristã, quais são os verdadeiros valores subconscientes que nos guiam como seres humanos.
Comemos as patas, que simbolizam a liberdade, e admitimos nossa vontade de poder avassaladora que compreende o ir e vir como a restrição do alheio?
Comemos o rabo, que simboliza o ímpeto sexual, e nos revelamos como joguetes da natureza destituídos de individualidade no esquema da propagação da espécie?
Comemos o casco, que simboliza as instituições, e damos vazão às forças revolucionárias que batem-se contra o absurdo de um sistema produtivo onde os cascos guardam o recheio de morando ao invés de resguardar a potencialidade do ser humano?
Por fim, comemos a cabeça, e expomos a racionalidade e a compaixão como pretextos hipócritas de uma civilização que permanece a valorizar tradições vazias e selvageria para com todos que não pertencem ao grupo?
A resposta não pode ser outra senão nom nom nom chocolate." -
lcaralho03's responses are protected.
Rabo, patas, cabeça e corpo, como toda pessoa de bem.
Primeiro, a cabeça. As perninhas, o rabinho e depois o casco.
(q, gente.)dawlamademecry's responses are protected.
Depende do dia, as vezes eu torturo ela, as vezes como a cabeça primeiro p/ evitar sofrimento.
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