deixe aqui sua pergunta! ;)
Recent Responses
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hi, Sebastian! yes, i want to try the new formspring. ;)
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"Há um fantasma neste tugúrio mental,
E isso nunca foi tão nefasto.
Por acidez resiste,
Por doçura se permeia,
Por medo se cala.
Aqui se abriga um vulto áptero
Escondido em vazio, inquietude e agonia
E vivendo das incertezas que se derramam.
A voz ecoa,
O sussurro retine,
O silêncio atordoa.
A curiosidade que paira é vã.
Tudo é solidão.
Não há resposta,
Apenas marasmo:
O fantasma que aqui se esconde
É meu próprio eu."
— Querino Neto -
"gente, vamos ouvir One Direction? acho que The Beatles já deu o que tinha que dar."
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"De início, eu estranharia o fato de você não estar mais na cama. Chamaria pelo seu nome em vão até que, finalmente vencido pela ausência da sua resposta, me levantaria. Lavaria o rosto e, por um longo tempo — talvez apenas a eternidade de um minuto —, permaneceria parado diante do espelho, com os olhos fixos em alguma parte qualquer do meu rosto, mas o pensamento distante. Depois de passar pela cama completamente desforrada, iria em direção à varanda para olhar o céu. E lá me acometeria por uma brisa tão doce e suave que, quando me desse conta, já teria passado um bom tempo arrancado pelos devaneios. Desceria as escadas com pressa e ouviria sua voz cantarolando. Eu a encontraria na copa, preparando o café-da-manhã. Naturalmente implicaria pelo fato de você já estar acordada àquela hora. Você sorriria e aquele seu jeito doce me conquistaria. Seria absolutamente impossível resistir ao teu encanto. Eu reclamaria por ter de ir trabalhar e não poder ficar com você o dia inteiro. Tomaria lentamente um cappuccino e me arrumaria. Inventaria uma desculpa qualquer para levá-la ao trabalho no meu carro — mesmo sabendo que você tem o seu — e, mais uma vez, me encantaria com o sorriso doce que me servia de resposta. Esperaria pacientemente você se arrumar e contemplaria o brilho dos seus olhos ao vê-la descer as escadas, com o exalar do seu aroma. Iríamos silenciosamente dentro do carro, cada um preso em seus próprios pensamentos. Eu a deixaria no trabalho e agradeceria a Deus, em pensamentos, por mais um dia ao seu lado. Seu perfume continuaria no meu carro e eu ignoraria, para a saudade não apertar. Tentaria me distrair com o som do rádio, mas eis a surpresa: era a nossa música que tocava. Talvez aquilo não fosse mais um desenho do acaso. Esperaria até o crepúsculo — momento em que você se desocuparia — quando, finalmente, iria buscá-la. Pararia numa praça qualquer e tomaríamos um sorvete sentados no gramado, esperando o Sol desaparecer no alaranjar. Voltaríamos para casa e, desta vez, eu quem faria o jantar — tudo bem, com a sua ajuda. Esperaríamos a noite cair completamente e deitaríamos para assistir um filme. Em um momento qualquer, talvez vencida pelo cansaço, você adormeceria no meu colo. E eu me fascinaria com sua doçura, como se a visse pela primeira vez. Então lembraria que, no dia seguinte, tudo isso aconteceria novamente. E eu mal podia esperar."
— Querino Neto -
"Eu sou a natureza, já morta
O mistério que se oculta no nada
A solidão que bate em tua porta
Carregando tristezas desafogadas
Se me convém, talvez o silêncio
No oscilar dos teus medos mais sorrateiros
Ora a leveza da brisa, ora a fúria dos ventos
Conforme o querer dos inverossímeis sobranceiros
Mas, se tu desejas, logo sou vida
E, se apraz, sou do teu mundo a cor
Sou teu sorriso, que não se intimida
Mesmo quando teu rosto se cobre de rubor
E se me procurares e eu aqui não estiver
Em pensamentos, seguirás tua utopia e, portanto
Encontrar-me-ás no paraíso íntimo do teu vergel
Porquanto sou tua sombra, teus desejos e teus encantos"
— Querino Neto -
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é amor e isso não precisa de complemento.
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o pote de feijão que vocês achavam que era sorvete.
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escrevo porque só assim eu vou conseguir me reencontrar. talvez porque escrever seja viver num mundo ilusório ou fazer das palavras um refúgio para a pandemia da estupidez. talvez, ainda, porque encontrei nas palavras a maneira mais inteligente de chutar para bem longe essa dor sem que se chegue à loucura.
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"São apenas ébrios na sarjeta tentando lembrar quem são;
São paradoxos em concordância desabrochando pequenas poesias;
São palavras intrigantes decidindo por si o significado que terão;
São tristezas empoeiradas a fim de encontrar vantagem no sofrer;
São verbos desconcertantes sem nenhuma conjugação;
São sorrisos meio forçados apenas para sustentar essa máscara;
São lágrimas já esquecidas das mágoas de outrora;
São fantasias acreditadas que são forçadas a serem reais;
São sentimentos enterrados procurando uma razão na loucura;
São destinos formados por acaso indicando o caminho certo a seguir;
São rancores intensos e desnorteadores planejando fazer vingança;
São olhares enfurecidos abrigando uma súplica de ajuda;
São avisos nada claros prenunciando um desastre;
São mentiras bem-contadas que o tempo torna verdades;
São antíteses incompreensíveis que exigem sinonímia entre si;
São paredes ocultando o lado mais obscuro da vida;
São mentes insanas que se perdem na própria capacidade;
São jovens em alucinação andando meio bambos no trilho do trem;
São versos pequenos e desleixados que não valorizam conteúdo nem estética;
São momentos jamais vividos que permanecem para sempre na memória;
São pressentimentos descartáveis menosprezados pela presença de incertezas;
São apenas estrelas d'uma noite enaltecendo a aurora do dia.
Escrever tem um lado egoísta. Tem um lado estúpido. Tem um lado confuso. Provavelmente, fazer poesias seja mesmo isso: fabricar clichês."
— Querino Neto -
"Eu sei, as palavras machucam. Mas aquele silêncio ardia mais. Ardia como saudade em brasas. Você sabe o quanto se machucou. Nem o teu orgulho foi suficiente para cicatrizar aquelas feridas. Mas parecia valer sempre a pena arriscar. Depois disso, só restaram ruínas. Sentimentos despedaçados, coração em cacos. Danos e desilusões. E, claro, aquela marca que não sarava nunca que aquele pseudo-amor havia deixado em você. Agora chove. No céu e no teu olhar. Anda, enxuga logo essas lágrimas e esquece esse passado! Abra a fresta dessa janela e deixa que a chuva molhe teu corpo e tua alma para que com ela se esvaia toda essa saudade. De repente, uma mescla de lembranças e aflição. Saudade? Era loucura e nós dois sabíamos disso. Mas acontece que não se pode tentar explicar essas coisas do coração. Sim, é saudade! Por que negar? Ela já está se esborrando, mesmo. Que sabor teria ela? Talvez ela tivesse gosto de lágrimas. Talvez, ainda, a saudade fosse doce. Ou amarga. Ou agridoce. Depois disso, só ruínas. E aquelas coisas inexplicáveis que só faziam sentido para o coração. Mas valia a pena arriscar de novo. Ah, valia, sim..."
— Querino Neto -
a vida sempre é feita de escolhas. quando você dá um passo à frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás.
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vingar-se é a arte de acusar um erro cometendo o mesmo erro.
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"Aurorejava. Alvorecia. As cortinas logo se abriram e aquele cenário pacato se ergueu. E o cantarolar prenunciava o nascer do Sol. Logo a hipnose cessava e nascia um paraíso sem extremidades. Ali, ora pairava a prosa; ora pairava a poesia. Nos extremos de cada uma delas, o horizonte alaranjava. Aquele reerguer fascinava, enquanto a utopia parecia transbordar. Todo o silêncio havia sido quebrado. Todas as dores haviam sido sanadas. E os olhos brilhavam pela quimera. Ainda assim, todo o desconhecido amedrontava. Da ventania à tempestade. E sonhos. Ah, os sonhos! Que volitavam ao redor daquelas mentes pequenas, levando-as consigo ao além até elas perderem a noção do real; que, incessantemente, transpareciam rogativas àquele universo para que conspirasse a favor dos seus idealizadores. Mas o enredo apenas começava: tomou-se liberdade; eternizou-se egoísmo; deu-se forma à vaidade. Compreender que, não só os gritos, mas também os sussurros, eram ouvidos nas duas dimensões era questão de tempo. Evoluíram, aos poucos, embora tenham regressado várias vezes. E assim o fazem; e assim o farão, porquanto a estupidez é hereditária e, enquanto assim for, seus olhos nunca serão capazes de enxergar que sempre — absolutamente sempre — quando o silêncio aqui eterniza, lá fora poetiza."
— Aurora, por Querino Neto -
"Acontece que mais cedo ou mais tarde, em algum ponto do tempo, a ficha cai e você simplesmente acaba percebendo que está sozinho. O mundo inteiro pesa nas suas costas. E você se cansa dos sorrisos falsos, dos abraços vazios, dos libidos forçados, da quimera distópica que você mesmo construiu. Qualquer música versejada que toca na vitrolinha começa a fazer algum sentido. Ou mil e um, dependendo das circunstâncias. Você se permite afogar no vazio. No seu próprio vazio. Como se sua vida tivesse sido escrita dentro daqueles versejos. Ou como se você estivesse tão afogado nesse vazio, que qualquer coisa mal escrita pudesse servir para combinar com a sua vida mal vivida. E de novo, aquela angústia. Até quando você vai sustentar essa máscara? Até quando vai permanecer inerte e passível diante de toda essa obscuridão? Até quando vai se permitir corroer, tentando nadar contra a correnteza, quando não passa de um peixe maltratado e sufocado pela nocividade de onde vive? E um silêncio. Um doloroso silêncio. Hey, waitress, please! Uma dose de desilusão, por favor, que é para essa angústia amargar de uma só vez. Mas agora, só o som dos seus passos. Vagueando, como se o mundo fosse acabar em qualquer esquina. Talvez acabe mesmo."
— Querino Neto -
finais são sempre necessários.
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substituindo por amor próprio.
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Querino Neto’s Bio
ATENÇÃO: este espaço está reservado para a prática do xadrez mental, do sarcasmo e da ironia. se não tem estômago, passa longe. se já aprendeu que não se leva a vida tão a sério, boas-vindas.



