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melhor coisa: passei em modelagem
pior coisa: perdi uma unha inteira na aula de modelagem
sou uma pessoa simples. -
asked by Formspring
matei uns maconheiros da usp e depois os separei com o cutelo em cortes nobres e de segunda. os guardei de maneira organizada na geladeira e freezer.
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eu gosto muito de janeiro e fevereiro, porque é quando eu viajo e é quando eu aprendo mais em um mês do que supostamente aprendi em um ano na escola ou faculdade. mas claro, não viajei todos os anos da minha vida - passei alguns verões insuportáveis aqui em são paulo ou pior, em lugares mais quentes. (OU PIOR PIOR PIOR, quando viajei para lugares quentes no verão... que desespero). bem, eu continuo gostando de janeiro e fevereiro, porque são meses em que eu realmente consigo descansar um pouco, tomo remédios para dormir sem me sentir culpada e, devido ao calor, minha pressão despenca e eu passo o dia inteiro dormindo ou em um estado letárgico que só consigo descrever com uma expressão inglesa, "molten lava". minhas lembranças são de acordar as 16h ou 17h, e ir tomar banho, aquele calor ainda insuportável mas começando a ceder, e aí sair pra comer um sanduíche ou tomar um sorvete com meu irmão, ou ficar sentada no telhado de casa ouvindo música e tomando sucos e refrigerantes, isso até bem tarde (ou cedo).
eu gosto porque em janeiro e fevereiro sempre chove no meio da noite, e eu costumava amar uma pessoa muito, muito, muito, e eu sempre mandava uma mensagem para ela no meio da noite, com as mesmas palavras:
"está chovendo".
e eu sabia que ela ia ler, e eu sabia que ela ia entender. eu sempre gostei muito da chuva, aquela chuva inesperada no meio da noite que quebra um pouco o calor equatoriano. eu ficava deitada na cama, a casa toda escura e a janela entreaberta, e me sentia um pouco menos sozinha.
não consigo entender quem gosta do sol e dos dias ensolarados. do mesmo jeito que ninguém entende porque eu sempre me senti bem a noite. mas pra mim sempre foi assim. janeiro e fevereiro, três da manhã. de certo modo, entre uma e outra garrafa de água com limão, as minhas baterias eram completamente recarregadas.
(ainda são) -
celebrei esse belo compêndio de números cabalísticos passando mal pra caralho e vomitando como a menina d'O Exorcista, valeu aí por perguntar.
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asked by maycrownn
orhan pamuk, o museu da inocência, mas orhan pamuk é um autor muito cretino que escreve livros que precisam ser lidos de uma sentada. todos os outros que li dele foi a mesma história, eu começava, parava uns dias e quando eu voltava não tinha como retomar o ritmo - sentia necessidade de retornar ao início. estou no meio de Museu da Inocência mas sei que isso não quer dizer nada - eu vou precisar voltar.
mas esse cara é maravilhoso, queria dar meu primogênito para ele, as protagonistas dele são lindas e humanas e os personagens masculinos sempre me dão um nojo tremendo, acho que isso é super liberador na literatura mesmo hoje em dia. sou terrivelmente apaixonada por todos os livros desse maldito, mesmo sendo tudo muito político. é o tipo de livro nerd que muita gente sequer considera ler, mas me dá muito gás dedicar meu tempo à um escritor turco, sair dos estados unidos/inglaterra e imaginar aquelas pessoas bonitas com nomes com trema e com um bronzeado que eu jamais serei capaz de possuir.
tl;dr: orhan pamuk é o cara. -
asked by maycrownn
- um caderno grande o suficiente, de preferência sem pauta. quando eu estivesse entediada poderia desenhar umas bengas, umas xanas, fazer uns aviões de papel, uns origamis...
- meu estojo com todas as minhas canetas, todos os meus lápis, todos os meus marcadores.
- minha gata margot porque ela esteve comigo todos esses anos, e não vai ser agora que ela vai me abandonar. -
asked by maycrownn
eu roubaria um carro conversível e desapareceria.
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sempre acho dinheiro na rua, SEMPRE.
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asked by unfashionerd
já aconteceu isso comigo, achei a carteira em um ponto de ônibus. liguei para o celular e a pessoa não atendeu. levei para casa e liguei de novo. ela atendeu, obviamente estava desesperada - aí combinei com ela de nos encontrarmos em uma estação de metrô. devolvi a carteira no dia seguinte. fim.
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não tenho cócegas. nunca tive. é uma coisa estranha e nós podemos traçar um ótimo paralelo se me compararmos com meu irmão, que de longe é a pessoa que sente mais cócegas que um dia eu já conheci. alguém pode vir aqui e apontar o dedo na minha cara e dizer que é absurdo o que eu vou dizer, mas eu sinceramente acho que isso sempre definiu muito a nossa personalidade como um todo.
um exemplo. eu sempre fui uma criança tímida e JULGADORA. não é que eu fosse tímida e tímida apenas. na minha timidez de me esconder por detrás das pernas da minha mãe ao ver uma pessoa desconhecida eu ganhava precioso tempo para julgar mencionado desconhecido. minha mãe diz que quando eu nasci e nos meses seguintes eu tinha um olhar engraçado. não exatamente o de um bebê risonho. eu sempre tive essa aparência de hoje em dia - os olhos meio fechados, coisa de míope mesmo, e sério, se eu tivesse cinco pernas, todas ficariam para trás. aparentemente, para quem gosta de astrologia, minha lua em virgem é responsável pelo meu nariz torto. não tem jeito - nos primeiros momentos que eu conheço uma pessoa, eu só opero de uma maneira. MODO ESCROTA.
meu irmão, quando criança, foi o oposto de mim, e esse é um dos motivos pelo qual, quando criança, eu odia-lo (de certo modo). meu irmão era o típico clichê do idiota infantil que iria embora na Kombi dos Palhaços (que linda lenda urbana). eu costumava andar atrás dele por aí vigiando as merdas que ele fazia. quando ele tinha 4 anos (e eu 5) eu o vi roubando um anel da minha avó para dar de presente de noivado na escola. quando eu tinha uns 7, evitei que a casa pegasse fogo porque meu irmão achou legal colocar metal dentro do microondas e isso gerou uma explosão generalizada na cozinha.
o que isso tem a ver com cócegas?
tudo.
cócegas são, pra mim, um momento de vulnerabilidade... simplesmente absurdo. eu nunca me permiti sentir cócegas. hoje em dia você pode tentar me cutucar com o que quer que seja, e eu vou continuar sem rir, sem aquele sentimento desesperador. e o meu irmão, as pessoas acham que ele mudou muito. tem gente que acha que a extrovertida sou eu, e o quieto é ele. mas isso é mentira. isso é adaptação (e isso é outra história). mas você pode ter certeza que aquele menino de quase 1m90, com aquela suposta cara amarrada, pode ser derrotado com apenas um dedo.
e aí.
e aí que cócegas querem dizer muita coisa. -
eu sou o tipo de pessoa que quer as coisas e que faz de tudo pelo o que quer.
e tem gente que diz que eu sou legal. -
http://www.youtube.com/watch?v=V_y5aB6Faa8
enquanto eu choro. ah, calma, é só a água do chuveiro. -
Igreja dos Incapazes de Perceber Quando uma Pergunta é Ruim
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seria mais fácil responder a respeito das poucas pessoas que ando suportando atualmente.
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