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Ah... não tenho culpa. Leio mais em espanhol do que em português. E agora eu sou embaixador. Presta atenção. E esse "rá" lembrou-me de algo.
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Conhece muito o bem os termos de nosso acordo. Talvez você esteja precisando de uma viajem. Está cansada, apenas isso. Um mês em Curaçau e os parafusos do seu cérebro voltarão ao seu lugar.
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Hum... "Não há tempo a perder quando se tem uma imperatriz a destronar e artefatos a encontrar". Como você mesmo disse, se sou um nobre senhor e conduzo-me conforme a uma grandiosa vida, é claro que eu não me rebaixaria comportando-me com devassidão. Está querendo o quê?
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Apaixonar-se é para os tolos. Faço acordos, enchemo-nos as mão de joias e assinamos tudo com longos floreios.
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Olá, Diogo. Mas é claro que não. Se você couber e eles de fato forem seus amigos, não vejo inconveniente algum. Deselegância é não saber a hora nem o lugar certos. Não significa que não se possa ter diversão. O que não vale é ficar de mal-humor, porque aí sim você estaria sendo deselegante.
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Mas acho que isso não é impossível. Você pode abanar-me agachado(a).
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Ah... mas se você soubesse a hierarquia que pesa sobre sua cabeça, não estaria preocupado em olhar para os que estão sob os seus pés. Estaria regozijando-se de não ser o de baixo antes mesmo de pensar uma solução para ele. Talvez, depois, viesse a sustentar a opinião de que as pessoas são assim mesmo, fazem o que foram feitas para estarem fazendo, e que por isso mesmo é tolice preocupar-se com um problema alheio quando não se tem uma solução para o próprio.
Seria cinismo demais dizer que muito me convém a razão de seu investimento? Eu também acho. Por isso, dê apenas uns tapinhas nas costas, bem de leve, use algumas palavras não muito fortes e vá para casa calmamente. -
Não sei nem como eu poderia ter deixado essa impressão (supondo que eu saiba o que seja "depressão pós-stalker"). Dei uma olhada no meu reflexo no notebook e está tudo muito bem.
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Que tributo? Que legião urbana? Passou algo e eu não percebi? Mais uma pergunta desperdiçada. Tentarei salvá-la com escadarias, mas cem delas não seria o bastante.
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Idade Média?... Mas, hum, ok. Gosto de suas auto-estradas e de esperar no aeroporto. Já fui entusiasta de viagens espaciais, mas hoje penso que viagens de carro e de avião são bonitas o suficiente.
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[irrompendo pela porta da antecâmara, faiscante de medalhas e faixas condecorativas, chacolhando nos dedos anéis e um bastão na mão esquerda] Olá, olá, que bela surpresa! Por favor, não repare, mal tive tempo de arrumar-me para a sua recepção. Quando Oswaldo avisou-me de que me esperava, estava a escrever algumas cartas. Nada de importante. [sentando-se abruptamente em uma das cadeiras] O, o, o... da minha vida nada falo, pois quanto mais se concede, mais essa gente quer [wink]. Mas conte-me você... Sim, você! Adoro ouvir as pessoas. Não há nada mais fascinante do que a história da gente comum. Só os tolos não veem isso.
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Rs. E há muito mais. É melhor do que transportar enormes blocos de pedra colina acima utilizando toras e milhares de operários. É melhor do que escavar um canal fundo o suficiente para permitir a passagem de navios. É melhor do que ver centenas de charruas rasgando por toda a extensão do campo. É melhor do que diplomacia, editos, legislações, périplos irrealizáveis. É melhor do que espora e mais bonito do que bacamarte.
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Aos homens que feito doninhas farejam pelos tesouros recônditos de nossa Senhora, e seu seio escavam e rasgam em sua funesta ambição. Não são como nós, temerosos dos infernais guardiões, nem se preocupam se no horizonte espreita-lhes o castigo interminável. Virão como bandos de abutre de entre as ramagens espessas, envergando os galhos e grasnando sedentas. É inexorável seu desejo. O Silêncio de Ouro de Cachoeira não demorará a ser descoberto. Há muito que o previram. Resta-nos apenas aguardar furtivos em sombras.
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A casa da família dela, que lá todo mundo gosta da Kátia de verdade, viu?
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Fundando novas colônias às margens do Ponto Euxino.
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Esse é um assunto que "todos gostam", né? E eu não sou uma exceção. Penso em ferrovias, portos, zonas de livre comércio e tal. Mas também em conquistas ultramarinas, fundação de colônias, colossos e bibliotecas gigantescas a beira-mar, com muitos jardins e chafarizes.
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Chic a valer, Seu Ferreirinha. Fica uma coisa excelente nos braços, uma deliciosa figura que não faz às visitas.
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Murilo Munoz
Maringá, Paraná
Murilo Munoz’s Bio
De meu gabinete.






















