5/8/13 – Great news friends, Formspring has been saved and is now under new management. Get ready for some cool and exciting new features. Stay tuned for more updates and happy posting!!

PROMOÇÃO! Faça uma pergunta e ganhe uma resposta! (P.S: NÃO sou sua filha, nem querida, nem amor)

Recent Responses

    1. Melin
      melilin responded to CheshireCat 19 Apr

      OE OE MAROTADA, só pra dizer que a Vodafone me deu uma semana grátis de 3G como desculpas pela demora do modem.

      Mas também me enviou uma SMS dizendo que vai ter atraso na entrega. Uhu.

      O negócio é que sempre faltava alguma informação no cadastro ou tinha alguma informação errada e daí trancava tudo. É a terceira vez que eu faço esse cadastro, torçam pelo meu modem D:

      Fora isso, o meu professor dessa semana me apareceu hoje com uma mochila do lanterna verde (se a próxima não for do aquamen, tudo ok), entrou na conversa sobre GoT, Netflix e Elementary, me corrigiu quando eu falei de Thunder Cats e Pokémon e me lembrou de uma quest de WoW. Do tempo que eu tinha horas grátis em WoW.

      E mesmo assim ele continua parecendo um professor normal - ou um adolescente roqueiro de 16 anos, como ele tem cara.

      Se o vento não estiver forte, domingo eu vou fazer trilha num lugar boneto, yay!
      E agora eu vou voltar a jogar LOTRO, yay!

      Ah, e claro, a resposta. É engraçado como, pra quem não entende lhufas de caracteres asiáticos como eu, a única forma de responder essa pergunta seria transformando as meninas em números. Números, seriam apenas números.

      De qualquer forma, o fato de todas elas quererem ser paquitas me incomoda. É como se tivesse algo errado, pq todas tem que se vestir que nem crianças?

      Na verdade faz um tempo que isso tem me incomodado, o fato da estética de alguns lugares asiáticos ser tão infantil. Quanto mais criança parecer, mais bonito. Quanto mais ingênuo, infantil ou imaturo, mais eles gostam. O que me leva a estranhar completamente todas as fotografias e não conseguir gostar de nenhuma D:

    2. Melin
      melilin responded to Formspring 31 Mar

      Yeyeyey, olá a todos pela última vez :)

      Infelizmente a Vodafone ainda não me fez o favor de enviar meu modem e eu to a uma semana sem internet -  e não tenho ideia de quando ele vai chegar. E agora é horário de verão aqui na Irlanda (verão? Cadê verão?) e aumentou ainda mais a diferença de horário entre nós 8D Enquanto escrevo são meio-dia e meia aqui, enquanto aí são oito e meia da manhã.

      Eu não quero perder o contato com vocês, por mais que a maioria de vocês eu não faça ideia de quem sejam por serem apenas leitores silenciosos. Então, por favor, confiram meu about.me/melilin vez ou outra e continuem comigo! Me sigam no twitter pra saber das minhas aventuras nesse lugar congelado, me adicionem no last.fm, LEIAM O MR. RANDOM, me mandem e-mails ou joguem LOTRO comigo :'D Por problemas de não ter internet (parece que faz um mês que eu to incomunicável, sendo que eu saí da host family sexta passada >D) eu acho que ainda to parada no mesmo lugar e, provavelmente, vou demorar um tempo pra aceitar vocês em skoobs ou outras coisas dessas.

      [Aliás, falando em LOTR, ontem as forças de Sauron me venceram e eu comprei um precioso. Depois que eu arranjar um emprego, vai ser o broche de folha e o colar do Aragorn]

      Enfim, como pra maioria de vocês esse vai ser meu último contato e eu já dei uma última resposta de quanto o site foi importante pra mim, queria só lembrar de que (minha galinhada tá queimando~) a única pessoa que pode mudar algo na vida de vocês, são vocês mesmo. E nenhuma mudança é simples, quanto mais mal um problema nos faz, mais difícil vai ser essa mudança. Pode ser que leve anos, pode ser só uma questão de hábito e em uma semana tu já note a diferença, mas não se dê por vencido pelo tempo. O melhor de tudo é poder olhar pra trás e ter orgulho do quanto tu cresceu, de ver coisas ruins sendo superadas e poder ver sonhos sendo realizados.

      Cuidem da saúde. Saúde, SEMPRE, em primeiro lugar. Pq se tu não tiver saúde - mental ou física - tu não pode fazer o resto, tu não pode seguir em frente por limitações físicas. A gente criou um péssimo, péssimo hábito de achar que tudo se resolve com uma semana de comprimidos e duas consultas no médico, mas todo o mundo sabe que não é bem assim. Problemas sobre o corpo se acumulam e pesam, as várias gripes que tu tem hoje podem ser outros problemas piores mais tarde. Se tu cuida da tua saúde, o mundo é teu.

      Peçam ajuda quando precisarem pedir, sintam-se livres pra sonhar - quanto mais sonhos, melhor. Não vivam uma vida curta, vivam uma vida longa, uma vida onde tu não precisa atropelar nada pq tem tempo pra fazer tudo o que tu quer, onde tu tem tempo o suficiente pra fazer aquilo que gosta no meio das obrigações chatas, uma vida em que tu pode fazer muitas coisas em um dia e a semana parece um mês pq tu simplesmente aproveitou ela ao máximo. Uma vida longa, onde o tempo não importa, onde a idade te dá uma experiência diferente, mas te proíbe de nada, um tipo de longa vida onde tu tem tempo pra se dedicar a quem tu ama e a amar a si mesmo. Mas viver uma vida curta ou longa é uma opção pessoal.

      Ame. Tudo e todos, o máximo possível de coisas ao mesmo tempo - principalmente a si mesmo. Ame de leve, ame apaixonadamente ou apenas ame. Sorria, ria, chore. E sorria novamente e chore por meses seguidos. Mas aprenda com o que fez, com o que as experiências transformaram a tua personalidade.

      Não perca tempo odiando algo. Não gosta? Só deixe de lado e vá fazer aquilo que te faz bem. Te poupa dor de cabeça e um estresse desgraçado. Não exija muito de si mesmo, ninguém é perfeito. Não acredite totalmente em mim, as vezes a gente precisa quebrar a cara por nós mesmos pra entender o recado, e eu posso estar redondamente enganada sobre muita coisa. Nunca leia a Capricho, pro editorial da revista nenhum adolescente normal que não tenha pisado do tapete vermelho é perfeito - e tudo o que ela falar sobre meninos e meninas é 97% errado.

      Bebam chá. Tem sabores o suficiente no mundo pra ALGUM agradar teu paladar.

      Por fim, foi um prazer imensurável dividir esse espaço com vocês. Muitíssimo obrigada a todos que estiveram comigo pelo tempo que seja, interagindo comigo ou não. Eu aprendi e cresci muito com vocês e espero que alguém possa levar também um pedacinho de mim. Obrigada pelo espaço que tive na vida de vocês e espero poder continuar com vocês em algum outro canto da internet.

      Por aqui eu sou obrigada a me despedir, mas vocês sabem que (assim que eu tiver internet) vocês podem me achar em vários outros lugares.

      Agora que eu to no finalmente da última resposta deu um tipo denostalgia, um apertinho de quem sabe que é a última vez que vai ver algo que gosta. Pra completar o climax, o McDonalds colocou Adele pra tocar.

      Mais uma vez, muito obrigada. Mil perdões por todas as perguntas que não pude responder (eu realmente queria~). Adeus pra alguns, e até a próxima pra outros :)

    3. Melin
      melilin responded to Lazulikhan 20 Mar

      Como eu sou um gênio assumido com um ego sobrenatural, não tenho vergonha (ok, tenho) de assumir que que só anotei o título de duas músicas 8D Então vou ficar te devendo uma >D

      http://www.youtube.com/watch?v=JNpXE8q_p4s
      http://www.maxilyrics.com/christy-moore-james-larkin-lyrics-4a1f.html
      (Perceba que a melodia é muito bonita pra essa letra - se trata de um dos bloody mondays que a Irlanda teve)

      http://www.youtube.com/watch?v=zF1KoIQVK5g
      http://mysongbook.de/msb/songs/f/foggydw2.html
      Letra ainda mais acolhedora que a outra com uma voz ainda mais fantástica.

      Mas sério, se toda a história da Irlanda fosse colocada num livro, e tu tocasse de leve no livro, ele iria espirrar sangue pra todo o lado. É triste e sangrento. E faz todo o sentido pq eles não gostam dos ingleses.

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    4. Melin

      FIQUEM LIGADOS, se eu fizer um ask vou colocar no meu about.me :)

      https://about.me/melilin

      Aliás, qualquer coisa que eu fizer eu vou colocar no meu about.me >D Vocês podem até me enviar e-mails via about.me 8D Vocês podem saber de toda a minha vida com esse about.me 8D É muito fácil me stalkear, pq, veja bem, eu facilitei todo o trabalho de um stalker colocando tudo no mesmo lugar. Pior: Como eu nunca lembro as contas que eu tenho, eu coloco elas no about.me justamente pra lembrar que eu tenho elas.

      Tal qual nesse exato momento que me recordo de ter feito uma conta no WishList :'D

    5. Melin
      melilin responded to Formspring 18 Mar

      O passado.

      Daqui pra frente nada é constante, tudo é mutável pela lei da própria natureza. Daqui pra frente, eu que escolho como vai ser :)

    6. Melin

      OLHA, não sei se "essa galerinha" me inclui, mas eu nunca escondi que minha vida social é meio muito conturbada 8D Sempre admiti que eu preciso sim urgente de uma e a lógica nos diz que também sempre falho miseravelmente toda vez que tento >D

      Pode ser que seja simples assim pra ti anon, mas entenda que não é o mesmo pra todos. Pode ser que tu realmente esteja vendo muito drama de algumas pessoas, sim, mas de outras talvez tu tenha que entender que não é só pq tu teve um relacionamento limitado no site, os outros terão que ter também.

      Muita gente conheceu um bocado de pessoas por aqui e algumas delas eram exclusivamente por aqui. Quer dizer, por onde que eu falo com meus anons, agora? >D E mesmo aqueles que a gente adicionou em outras redes, aqui era o foco e da onde saia os assuntos pras outras interações - sem isso, pode ser que os assuntos acabem, que tu não conheça mais pessoas e que aquelas pessoas legais virem só pessoas legais em alguma parte do país.

      E, como eu disse, cada pessoa teve um tipo de relacionamento pelo site. Algumas pessoas, como eu, tiveram quase uma exposição íntima aqui. Aqui tem pensamentos meus de várias épocas, dá pra ver meu amadurecimento de dois anos pra cá só pelas minhas respostas, é a minha memória aqui. A minha opinião, a minha personalidade. Parte da minha identidade tá aqui. Literalmente, parte da minha identidade, pq foi aqui que eu escrevi o que eu penso e como penso, o que eu sou e como ajo, pensamentos expostos em forma que muitas outras pessoas que me conhecem pessoalmente não vão conhecer. Eu sempre fui mais crua e espontânea escrevendo, e aqui tá esse pedaço crú da minha identidade. Aqueles que me conhecem pelo o que eu expus aqui provavelmente conhecem uma Melina que outros não conhecem. E eu gosto da parte que eu revelei aqui.

      Outros provavelmente só escreveram trocadilhos, respostas monossilábicas e xingamentos. Digamos que é realmente complicado se afeiçoar a algo com esse tipo de dedicação ao algo, então faz sentido pessoas que vinham aqui só pra brincar não acharem nada de mais o site fechar.

      Mas eu venho pra descobrir quem eu sou. Entendo que não seja nada de mais pra ti e entendo que certamente tu deve ter visto gente fazendo tempestade em copo da água, mas entenda que cada um teve uma experiência única aqui, e como tu é tu e elas são elas e tu não sabe a experiência delas, achar que tu pode julgar o comportamento delas é um luxo que tu não tem. Tu pode julgar o teu, já que tu tá na tua pele e só tu sabe o que tu fez aqui, mas não a vida dos outros.

      E não só aqui, na boa. Pra vida, se tu puder aprender alguma única coisa comigo, tu só pode julgar a ti mesmo moralmente, tu é livre pra fazer isso, mas aos outros tu respeita a liberdade que eles tem de serem eles mesmos, de rirem a própria felicidade e chorarem a própria tristeza - concorde tu ou não, a vida deles é a vida deles, e a ti só cabe cuidar da tua vida.

      Não pegue isso como agressividade, por favor >D Falo isso de boa pra ti pq é o que eu acredito, que cada um tenha a liberdade de ser e fazer o que quiser sem ninguém pra ficar apontando pra ti, rindo de ti, falando mal de ti ou te julgando. Aposto que tu não iria gostar se alguém aparecesse pra ti e te falasse que é besteira ficar triste pelo motivo que te faz triste. Ou que do nada apareça alguém e te chame de, sei lá, de marginal só pq tu tá usando uma calça rasgada nos joelhos. Falando de boa, mesmo mesmo, sem rancor algum, pq é aquilo que eu acredito. E é o que eu quero passar a diante até pros meus alunos :)

    7. Melin

      Na maior parte do tempo, sim. Gratuitamente, eu tenho que dizer.

      Eu tenho que cuidar muito, muito bem o que eu faço nas minhas horas livres pq eu sou tipo uma esponja, eu absorvo tudo ao meu redor com muita intensidade e não percebo isso. Se tem alguém doente ou um pássaro machucado eu logo já fico extremamente agoniada e me culpando por não fazer nada. Eu sinto angústia pela dor dos outros e pela minha própria incapacidade.

      No caminho da escola eu passo de manhã por um grupo de garotas perto de um campo que se encontra ali pra fumar antes de irem pra aula delas. Só de sentir cheiro de cigarro eu já fico agoniada, saber que são adolescentes é como colocar uma faca no meu estômago diariamente. Eu quase pondero a possibilidade de fazer o caminho 20min mais longo só pra não passar ali.

      E eu to sempre me cobrando coisas impossíveis, sempre me cobrando ações e reações, sempre esperando e cobrando melhoras de mim mesma, as mais mínimas e estúpidas cobranças possíveis. Eu sou o meu maior motivo de angústia, 70% delas completamente dispensáveis.

    8. Melin

      MEU DEUS tu leu tudo? >D

      Estou encantada com um anon tão dedicado, obrigada >D

    9. Melin

      Era o apartamento que eu não conseguia achar até hoje de tarde quando eu finalmente achei um lindo e maravilhoso 8D

      Agora minha preocupação são minhas aulas pq pra variar eu to me cobrando aprender as coisas no ritmo dos meus colegas e não no meu, e arranjar um emprego pq agora eu tenho uma casa pra pagar.

      Mas sério, entenda o facepalm do meu drama: A escola que eu to tem 7 níveis, eu entrei no nível 6 e to me cobrando passar pro 7 semana que vem. E, aliás, não tenho confiança nenhuma pra escrever e ler em inglês.

      Eu mereço, sei lá, o leite estragado que bebi ontem.

    10. Melin

      Hahaha belo momento pra me conhecer >D Seja bem vindoa e espero que me acompanhe até o fim dessa jornada :)

      Eu não sou alguém que faz listas pq eu gosto de dissertar longa e detalhadamente sobre as coisas. Na verdade, ano passado passado eu poderia te jurar de que eu era capaz de escrever monografias espontâneas sobre qualquer coisa que se passaria na minha cabeça pq eu entro num assunto e desmonto ele até conseguir entender o mais integralmente possível. Na verdade eu continuo podendo escrever monografias espontâneas, "só pra brincar", a diferença é que agora eu to mais preguiçosa. E também mais organizada, o que é estranho já que vontade e organização GERALMENTE andam juntas.

      Eu não faria essas monografias, na verdade, por puro crédito próprio. Claro que eu adoraria exibir por aí que eu escrevo monografias como passatempo (o qual você deve corretamente supor que 1- Eu gosto de me exibir, principalmente se for algo que eu tenho orgulho de ter feito e 2- Eu geralmente não ligo muito pra quem me acha louca, é basicamente a história da minha vida) mas na verdade eu faço isso inconsciente e compulsivamente. Meu cérebro tá num constante modo investigativo tentando entender a essência de tudo, os motivos, as origens. Escrever uma monografia só seria um jeito de organizar as ideias na minha cabeça (pq escrever é a melhor forma de entender algo confuso já que tu tem que colocar as palavras numa ordem lógica), na verdade toda essa informação tá aqui. E provavelmente o que eu vou descobrir amanhã e semana que vem também já tá na minha cabeça, só esperando que eu faça a investigação pelo ângulo certo.

      Eu acho curiosíssima essa característica em mim, na verdade. É bizarro pq eu sou boa nisso. Por "boa" entenda que eu disse que eu me acho boa comparado ao que eu percebo que as outras pessoas são, não disse que sou a melhor ou que os outros abaixo de mim são ruins. Apenas quis dizer que eu sou boa nisso. É algo que vem da observação e da investigação e é algo tão da minha essência, tão natural, que eu mesma tenho dificuldade de descrever o que é e como é. Desconfio, na verdade, que seja mais um mecanismo de defesa que eu desenvolvi a partir de uma capacidade que eu já tinha. É meio que como eu sempre tivesse tido uma boa observação e a capacidade não exercitada pra investigação - então alguns medos fizeram a capacidade investigativa se exercitar ao ponto de ser o absurdo que sou hoje.

      Essa semana eu tava na aula lendo um artigo na apostila sobre grafologia. O estudo do reflexo da tua personalidade na tua caligrafia, sabe? Aí a professora nos mandou escrever um texto e trocar com os colegas pra tentar fazer um estudo grafológico a partir do que o artigo nos dizia pra analisar. Eu deixei o texto de lado pq eu me sentia lenta com ele e fiz a análise por mim mesma. Minha colega ficou surpresa, eu fui 100% correta. Eu não tinha feito nenhum tipo de estudo da personalidade dela antes ou qualquer coisa do tipo, simplesmente peguei o texto que ela escreveu e liguei com a figura que tava na minha frente. Sinceramente, acho que eu fiquei mais surpresa com isso do que ela.

      Ainda essa semana eu fui num shopping aqui da cidade que guarda um pedaço de um muro medieval. Eu tava almoçando olhando pra ele quando eu comecei a notar diferenças entre o padrão das pedras, os tipos de pedras, o cimento, os tamanhos e notei até cortes no muro. Reparei que um pedaço do muro ja tinha caído, que uma das torres fora movida de outro lugar e colocada ali, que a base da estrutura era moderna, que um tempo atrás tinha uma goteira no prédio e que o muro tinha sido restaurado pelo menos 3 vezes, ao que eu pude notar.

      Sabe, acho curioso como a minha distração me concentra, as vezes >D Eu comecei achando que as pedras tinham sido pintadas e terminei concluído que os restauradores daquele muro fizeram um trabalho que nem a cara deles. Quando eu decidi que queria ser antropóloga cultural na verdade eu não tava escolhendo a profissão que eu iria exercer, eu tava só dando um nome pra aquilo que eu já sou. Da mesma forma que quando eu decidi que queria ser professora na verdade eu só estava assumindo a identidade daquilo que eu já era. Ou mesmo pesquisadora.

      Obviamente não são muitas as pessoas que gostam de ficar perto de mim. Não sou alguém com uma skill de carisma muito alta, ou melhor, as pessoas até acham que eu sou enérgica quando me conhecem, mas o tempo vai passando e elas vão descobrindo que na verdade eu to sempre na minha, energética sim, mas pras minhas próprias coisas e nunca as mesmas. Inconstante. Logo, as pessoas me acham tediosa. Tendo a perder bastante pessoas simplesmente por não conseguir manter o contato com elas. Veja que eu sei o que se passa, entendo o que acontece, mas minha personalidade não me ajuda a conseguir fazer as pessoas continuarem interessadas em mim.

      Nem de longe eu tenho uma cabeça privilegiada. É incrível o que eu posso fazer, ah sim, mas não é nada inédito ou superior a todos. Quer dizer, consigo analisar um muro medieval mas não consigo fazer nem metade dos pontos necessários pra passar em medicina no vestibular - 1/3 se muito (por sorte, nunca quis fazer medicina). Provavelmente meu QI deve ser uma piada já que meu cérebro tem vontade própria e só se exercita quando quer, de forma que eu to sempre lenta e enferrujada. Mas o que eu consigo fazer eu sei que é incrível, e eu tenho muito orgulho disso.

      Mas não são todos que gostam de ter alguém assim por perto. São uma minoria, na verdade. Dois a cada 30 ou por aí. Eu constantemente me sinto sozinha pq raramente tenho alguém que pense parecido comigo ou que, pelo menos, ature minha presença. Eu sou fácil, muito fácil de lidar pq sou compreensiva, mas sou tediosa de aturar. E essa, caro anon, é uma grande frustração da minha vida, a minha incapacidade de ganhar pontos em carisma.

      Fora isso, sou alguém que os conhecidos procuram em situações de emergência pela habilidade de desenrolar problemas na minha cabeça sem muitos mistérios, por conseguir compreender como funciona a cabeça das pessoas e ser compreensiva por isso, por ser bastante otimista e conseguir ver as coisas imparcialmente - mas logo depois essas pessoas voltam a sumir. Entendo que pra algumas coisas isso é muito pra uma pessoa só, quer dizer, eu não bebo e não me sinto confortável em boates, isso é o suficiente pra determinados grupos de pessoas me acharem uma madre tereza ou qualquer coisa do tipo.

      Confesso que na verdade eu tenho gostos realmente estranhos pra maioria das pessoas. Quer dizer, de tantos lugares famosos no mundo que eu escolhi pra fazer intercâmbio eu estou na Irlanda, em Galway, uma cidade que ninguém fora do país sabe que existe. Não gosto de cidades grandes, é como se todas as pessoas estivessem num eterno ciclo vicioso de vícios e eu sinto que eu nunca tenho tenho espaço pra mim pq as pessoas nunca tem espaço pra elas. Aqui eu consigo deitar no gramado e passar a tarde olhando pro céu ou brincando com os cachorros dos vizinhos. Isso pra mim é impagável. Eu gosto do silêncio, eu gosto de abraços, eu gosto de jazz, de músicas dos anos 80 com coreografias, gosto de criar plantas, gosto de estudar, gosto do vento na cara, gosto de sair fotografando que nem uma criança, gosto de ver e ouvir a chuva, os trovões, de comida caseira e feita a mão, de roupas largas e confortáveis, de lugares que me façam me sentir parte do mundo que vivo. Volta e meia as pessoas me perguntam se eu sou vegetariana ou vegana e embora eu não seja, entendo pq elas acham isso - simplesmente faz meu tipo. Eu sou apaixonada por tudo aquilo que é provido naturalmente, desde árvores até estrelas, e acho tão incrível que considero isso a minha religião.

      Grande parte de mim é prematuramente madura. Acima de tudo, sempre falo sobre respeito e liberdade - juntas, as duas trabalhando juntas e não tentando atrapalhar a outra. Mas tenho outras partes ridiculamente infantis na minha personalidade. Sou relativamente carente e quando isso se agrava, eu fico como uma criança que já passou da hora de dormir. Algumas atitudes egoístas e mal pensadas em outras determinadas situações, e claro, uma auto-exigência desgovernada cobrando sempre que eu percebo que a criança apareceu, que ela volte pra de onde saiu. Eu sempre me cobro, tudo, e me puno exageradamente se faço algo que sei que não deveria. Desse modo eu tenho um bom senso de responsabilidade e auto-controle, mas se eu fizer algo de errado por ter certeza de que eu vou estar inconscientemente me punindo.

      Por fim, eu sou o tipo de pessoa que se importa em escrever tudo isso espontaneamente depois de jantar pra um anon que sabe o site só tem mais alguns poucos dias de vida >D Pq eu gosto de falar de mim e to sempre tentando me entender. Confesso, na real, que é um tantinho complicado pra mim aprender a relaxar completamente, é quase como se eu até mesmo dormisse com o corpo completamente tenso pra acordar no dia seguinte e começar a fazer o que eu tenho que fazer.

      Aliás, bem lembrado, semana que vem vai ter um curso de meditação aqui perto de casa. Tirando a minha falta de auto-confiança sem justificativas pra fazer isso em inglês, acho que vou tentar.




      [quem sentiu falta das respostas quilométricas e incompletas?]

    11. Melin
      melilin responded to Lazulikhan 16 Mar

      "The Hair of the Dog".
      Então você bebe todas numa noite misturando tudo que é alcool que tinha no pub e na manhã seguinte a primeira coisa que você pensa é "AH MEU DEUS" e acha que seria preferível estar morto a ter que sobreviver a essa ressaca.

      A solução que os irlandeses inventaram pra ressaca é o "hair of the dog". Que é, nada mais, nada menos, do que voltar na noite anterior da ressaca e beber mais. O primeiro copo de bebida alcoólica que tu toma no dia seguinte da bebedeira é chamado de hair of the dog e, segundo os próprios irlandeses, é a única cura pra ressaca.


      [facepalm]

    12. Melin
      melilin responded to HerbetCunha 16 Mar

      Eu pensei nisso quando eu vi as datas 8D Mas pra isso deveria ser o vetor inverso. A notícia teria que ter aparecido no dia 1° de Abril pra ser só uma pegadinha, sabe?

      Pq daí não tem como, ser o fim e de repete voltar mas na verdade é realmente o fim.

      Menos de 5%, eu diria~

    13. Melin

      someone sent just to you 7h
      Tu viu que o forms irá acabar? Vai pro ask agora, por favor, melin.

      </p><r>

      Oh gente, calma D: Isso me lembrou aquela coisa medieval de "o rei morreu! Vida longa ao novo rei!", sabe? Posso ficar triste um pouco antes de pensar sobre isso? >D

      Eu ainda não sei e até onde me consta eu tenho umas duas semanas pra decidir. O fato é de que eu realmente só não ia pra lá pq eu tinha aqui e aqui era o suficiente pra mim.

      Isso me fez perceber bastante a importância que o forms teve e isso foi bizarro. Não só pelo fato de conhecer pessoas, mas principalmente por responder. Quer dizer, a única página que tá na página inicial do dolphin é o forms >D Eu até fiquei irritada esses dias pq eu abria o dolpin pra pesquisar alguma coisa no google, mas automaticamente eu clicava no ícone do forms e tinha que esperar a página carregar pra poder pesquisar o que eu queria.

      Eu.. queria poder exportar as perguntas, também ):

      Vou confessar que desde que colocaram os anúncios ano passado eu tava desconfiada do problema de dinheiro dos caras e quando eu vi o "Important Formspring News" eu já sabia que não era nenhuma alteração dos termos de licença e uso. Também desconfiava do fato de nunca mais terem feito uma alteração no layout quando isso já foi tão frequente, enfim, eu confesso que tava esperando isso desde o fim do ano passado. E até que durou bastante, quase um semestre a mais do que eu tava esperando.

      Mas sabe, não deve ser nada, nada fácil manter um servidor desses online. Muito menos barato.

      Enfim, vocês não tem ideia de como eu gosto de responder vocês. Mesmo. Eu não sei como eu vou reagir a isso, na verdade, pq não é simplesmente ir pra outro site, sabe? É começar tudo de novo. É achar novas pessoas com boas respostas pra seguir, é ter que recomeçar a lidar do começo com todo o tipo de pergunta, enfim. É começar do zero (ou do 10%, caso eu tenha alguém daqui que me seguiria). E eu to começando do zero fora do computador também, sabe? >D To em outro país, falando outro idioma, com pessoas que eu nunca vi na vida, procurando uma casa pra morar e provavelmente vou estar completamente por mim mesma pela primeira vez na vida. Não sei o quanto de formatar tudo de uma só vez meu cérebro aguenta.

      Por outro lado, responder aqui é um pedaço bem íntimo meu. É quase o único lugar que eu posso ter privacidade, por incrível que pareça >D Ainda mais agora que meus pais criaram até twitter pra me seguir, não posso mas nem fazer uma piada sem que eles venham desesperados perguntar pra mim se eu tava falando a verdade 8D Eu preciso desse espaço aqui, um lugar que eu sei quem eu sou. Que alguma coisa é constante e fixa.

      Eu ainda não sei, mas SE eu fizer um, vocês vão continuar a fazer essas perguntas gostosinhas e bonitas? ):

    14. Melin
      melilin responded to HerbetCunha 16 Mar

      Tem um motivo pra não terem colocado o Ant-man no filme dos Avangers.

      Quer dizer, não sei vocês, mas pra mim o Ant-man é o maior facepalm da ficcção científica marvelísta >D E sim, eu to sabendo que tão tentando fazer um filme dele. Mas vergonha alheia de um poder desses, viu? >D

    15. Melin

      e alguém formado em história da arte? pode fazer oq?

      </p><r>

      Com bacharel em artes você vai ser artista, então :'D~ Na verdade essa é uma resposta relativamente ampla, desculpa >D

      Enfim, o artista é aquele que faz arte. E arte pode estar ou ser requisitada em QUALQUER lugar. Sabe, tu pode desde colocar tuas obras em museus até produzir peças decorativas de casas (que é, decoração é o que se considera o oposto de arte, vai por mim >D). Tu pode ser ilustrador ou mesmo grafiteiro.

      Esse negócio de faculdade pra artes confunde um pouco a cabeça, então pra fins didáticos esqueça que faculdade de artes existe. O artista é aquele que tem o domínio plástico sobre determinados materiais - ou seja, ele domina o material de trabalho - e plena capacidade criativa devidamente exercitada. Ou seja, tu vai ganhar dinheiro por ter a capacidade criativa em cima do teu material, seja ele qual for. Porém, é claro, se tu deseja uma ilustração pra capa do teu livro, tu não vai contratar um escultor de metal e muito menos um grafiteiro - tu vai ir atrás de ilustradores (desenhistas) ou fotógrafos.

      E esse é o ponto, pra tu ser um artista tu tem que tem um histórico plástico-criativo, um portfólio mostrando como tua criatividade domina bem aquele material. Se tu não tem esse domínio criativo do material ou precisa de maior reconhecimento ou ajuda pra isso, tu procura alguém que já tem esse domínio pra te ajudar a te concretizar como esse tipo de artista. E por "tipo" de artista entenda que é justamente as diversas coisas que um artista visual pode ser (pintor, escultor, ilustrador, gravador, fotógrafo e por aí vai).

      Sendo assim, quando tu faz faculdade de artes visuais e escolhe ser artista, tu tá aprendendo a dominar algum tipo de material. E é esse teu material de trabalho (seja qual ou quantos forem) que vai ser teu trabalho e tua mercadoria. Eu não posso te dar um catálogo pronto de o que o artista pode trabalhar pq, veja só, se tu é fotógrafo tu pode vender teu serviço desde pra festas de casamento até pra revistas tipo Vogue. Mas tu é fotógrafo e o que tu faz é tirar fotos, agora onde tu vai atuar como fotógrafo é o mistério do ganha-pão do artista >D

      Não vou te dizer que a maioria dos estudantes de artes querem ter suas peças em paredes de museus. Mas essa é a ideia clássica e básica de pq alguém escolhe esse curso - pra entender como funciona o mercado da arte, como funciona o sistema da arte, e poder se colocar dentro de galerias e bienais e conseguir vender alguma coisa a partir dessas exposições ou ganhar prêmio colocando suas obras em concursos. Essa é a vida clássica do artista visual, mas como eu te disse, como artista tu pode fazer praticamente qualquer coisa - usar o conhecimento de tintas e cores pra pintar quadros pra expor ou pra pintar a maquiagem no rosto de mulheres.

      Já pro historiador da arte o campo já fica bem mais específico e, por tanto, restringido. O historiador da arte é aquele que estudou a história pela perspectiva dos artistas, ou seja, ele conhece a história pelos movimentos artísticos, pelos artistas e pelas obras de cada um. Consequentemente ele acaba tendo que entender o contexto histórico desses artistas e peças pra poder entender eles. Basicamente, o campo da pesquisa, teoria e crítica. Pesquisar sobre arte, teorizar sobre arte, criticar a arte - da rupestre até as obras da exposição que começou ontem. Esse conhecimento, em geral, é usado em universidades, ou críticas de revistas/jornais e/ou, principalmente, dentro das próprias galerias. Pq o historiador da arte é aquele que mais entende como funciona o sistema da arte, então ele, mais do que qualquer outro, é o perfeito curador. Curador é aquele que elabora as exposições (não, os artistas só escolhem onde as próprias obras vão ficar dentro da exposição se a exposição só tiver obras desse artistas E o curador for generoso), que cria a temática, que compra obras pro acervo da galeria, que contata artistas, que estabelece o preço de cada obra, que inaugura cada exposição, que decide quem aparece e quem não, que decide quando onde e como, enfim, é o grande cérebro por trás das galerias e museus de arte.

      Pra não dizer que historiadores da arte ficam só nos livros, história da arte é um bom curso inicial pra quem planeja trabalhar pesquisando as próprias obras. Tipo, trabalhando em restauros ou tentando descobrir de quem são as obras achadas pelo tipo de tinta, pincelada e pincel e pistas do tipo. Pode trabalhar pesquisando a própria obra, também, construir a história da arte.

    16. Melin

      Tenho 5 em mente. Todas elas são pequenas e um tanto pessoais. A que eu poderia fazer JÁ (literalmente - tem um estúdio do outro lado da rua do bar que eu to agora) eu tive a ideia a muito pouco tempo e quero deixar isso amadurecer um pouco na minha cabeça.

      Tatuagem é um negócio pro resto da vida, penso eu que se eu passar bastante tempo gostando da ideia do desenho então eu não vou ter problemas de lamentar mais tarde. É como se o desenho estivesse em estagio >D Se ao longo do tempo a ideia persistir, então dá pra contratar.

      De qualquer forma, se eu fizer tudo o que eu quero, eu vou parecer que acabei de sair de um ritual tribalístico >D

    17. Melin

      Depende da tatuagem, de onde ela fica, do desenho em si, o tamanho, do emprego que tu quer, do teu currículo, do teu comportamento e coisas do tipo.

      Em regras gerais, qualquer um pode ter tatuagens, desde que em lugares que sejam fáceis de esconder do chefe ou dos clientes com roupa. Então, se for nas costas ou na barriga, por exemplo, coxas ou pés, é tudo ok. Mas é o seu segredo durante as horas de trabalho.

      A não ser que tu trabalhe em locais que não tenham problemas com isso. Empresas de design ou publicidade, por exemplo, praticamente esperam que os candidatos tenham o cabelo de alguma cor diferente e pelo menos uma tatuagem a mostra, que se vistam de alguma forma alternativa ou tenham um corte de cabelo inusitado. Isso demonstra criatividade e dinamismo, exatamente o tipo de profissional que essas empresas querem.

      Eu sofro um certo tipo de ambiguidade, na verdade. Pra conseguir um emprego eu tenho que ser uma pessoa exemplar, afinal um professor é um modelo de pessoa apresentado pra pessoas com personalidade em formação. Segundo o senso de "exemplo" que nós bem conhecemos, ter tatuagens não é algo que se espera que se passe pras crianças, justamente pq todas elas já querem ter uma e eu só estaria confirmando de que não tem nada de mais fazer. No entanto, existem dois jeitos de ser próxima de alunos quando eles são adolescentes: Se vestir e se arrumar conforme o que eles consideram uma pessoa legal (nada que uma jaqueta de couro, metade da cabeça raspada e um all star furado não resolvam) e tatuagens. Pq o aluno sente que o professor não é aquele adulto cansado da vida que nem todos os outros, ele não sente que o professor é o trabalhador atarefado que nem seus pais - ao contrário, o aluno sente que ali tem alguém que fala o idioma deles, não em questão de gírias, mas que entende o que se passa na cabeça deles e então vai saber como ajudar eles, como ensinar eles.

      Então, vai depender do teu objetivo profissional e da tatuagem em si. Sim, tu pode, mas em determinadas profissões, tu vai ter que saber esconder - e vai ter que pensar 10 vezes antes de fazer em qual vai ser o tamanho, o desenho (nada agressivo, no caso) e onde tu vai fazer. Não é um empecilho, a não ser que tu queira muito tatuar "ódio" nas costas na mão (aí desiste, cara >D), na maioria das vezes é só pensar bem sobre o tipo de uniforme que a tua profissão exige e sobre a área limite de onde tu pode tatuar e nunca mostrar pra ninguém dentro da tua área de trabalho, mas só enquanto tu estiver em local de serviço. Então só pensa BEM no que tu quer tatuar e quais são as possibilidades futuras de trabalho pra ti :)

    18. Melin
      melilin responded to Lazulikhan 12 Mar

      Descobri que eu chamo a atenção pra me fazer presente. E preciso me fazer presente pra saber que eu existo.

      Perceba o tamanho do buraco existencial dessa descoberta, atravessa a Terra ao meio >D

      Eu tava percebendo que eu normalmente sou alguém que não passa despercebida naturalmente, e até aí ok, só que eu ainda tiro proveito disso. A forma com que eu me visto, com que eu me arrumo e até mesmo, as vezes, que eu falo, é simplesmente pra chamar a atenção. É sim de acordo com o meu gosto, mas meu gosto é justamente aquilo que me faz aparecer perante os outros. Um certo exibicionismo, sim.

      Algo errado nisso? Não, absolutamente nada, na verdade. É normal e extremamente saudável querer se arrumar pra se sentir bem e pra os outros nos vejam bem, não tem nada de mais nisso. Eu só percebi que geralmente as pessoas fazem isso pra atrair as outras pessoas - é o instinto natural, é pra isso que serve a aparência, pra atrair pessoas junto de nós, seja pessoas pra contatos profissionais ou novos amigos - mas eu, além disso, faço pra mostrar que eu estou ali. Não preciso que ninguém vá falar comigo ou me elogiar, posso até ser um pouco ríspida nesse sentido pq tenho uma certa relutância em falar com desconhecidos, só preciso ter certeza de que eu estou ali e que muita gente me viu. De que as pessoas saibam que eu existo. É como se eu quisesse que se alguém falasse "a guria alta de cabelo curto do segundo andar" então todos saibam quem é. Não precisam saber o nome ou mais informações do que isso, só quero que saibam que eu existo ali.

      Existir, só quero ter certeza de que eu existo.

    19. Melin
      melilin responded to CheshireCat 12 Mar

      Um vez eu vi no tumblr uma imagem que tinha algo como "você sabe que o livro é realmente bom quando tu tem que fechar o livro por alguns segundos pra respirar e poder seguir em frente" escrito.

      Faz um bom tempo que eu não tenho essa sensação, na real. Acho que os últimos foi alguns Harry Potteres, talvez eu tenha feito algo assim com Eragon e algum livro do Dan Brown que li, se não todos. Aquele tipo de livro que tá tudo ok sacrificar mais duas horinhas de sono só pra ler mais um pouquinho :)

      Não sei se eu fiquei muito chata (e era mais fácil de me encantar com livros antes dos 18) ou se eu realmente não peguei muitos livros interessantes pra ler, ultimamente~

    20. Melin
      melilin responded to CheshireCat 8 Mar

      Ônibus, praticamente. Porto Alegre só tem uma linha de metrô que cruza as cidades da região metropolitana, ou seja, uma estação pra cada cidade com a exceção de Porto Alegre que tem 3. É mais pra ligar as cidades satélites menores do que pra praticidade de transporte, mesmo.

      Só vale a pena pegar o metrô se tu quer ir pro aeroporto e casionalmente mora no centro, a primeira estação. Depois tem a rodoviária e o aeroporto. Pro resto todo, TODO da cidade, só de ônibus.

      Algumas linhas de ônibus tem uma superlotação horrível de manhã. Já peguei ônibus que eu tive que ficar 20 minutos na porta pq simplesmente não tinha mais lugar sequer pra andar. Outras, que são mais vazias, só tem horários a cada 45 minutos. Na maioria das vezes os ônibus são bem pontuais, com margem de erro de 5 minutos pra mais ou pra menos, mas o problema mesmo é a quantidade e os horários, não a pontualidade. A passagem é relativamente cara, 2,85 a última vez que andei. Eu diria que até 2 ou 2,50 é um preço justo, mas mais do que isso é abuso. Felizmente estudantes podem conseguir meia passagem com o cartão TRI - e a segunda passagem em menos de 30 minutos é gratuita, o que permite que a gente possa ir pra lugares que precisam de 2 ônibus pagando só uma passagem.

      O pessoal que vem de outras cidades também tem uma certa facilidade, compram a passagem integração nos ônibus das cidades e gratuitamente ganham a passagem pro trem.

      Eu diria que o caminho tá certo, só tava faltando um reajuste pra MENOS nessa passagem.

Melin’s Bio

PoA, rsrs

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Get back! I've a dragon and don't know how to use! Tenho muito o que expressar mas são poucas as palavras que sei.
Curso história e artes visuais. Não sou médica nem psicóloga, tudo o que sei o Google sabe mais. Leia a bula.
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