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Não. Embora há décadas tentamos eu e você escapar, como o diabo da cruz, da valoração imortal e suprema que todos dão a arte literaria, o texto do Nobel com certeza será muito mais sacro do que o do Grammy. Na Suécia provavelmente estarei completamente sóbrio e agradecido pela graça alcançada, com feições ternas de quem fez um trabalho digno para a humanidade. Em Los Angeles, por sua vez, tudo passará como um raio, a sobriedade será duvidosa, estarei no fundo preocupado com os invejosos e com os donos da mega-gravadora que estão de fato levando todo o meu dinheiro. Mas talvez as descrições estejam invertidas. Nos agradecimentos terá o nome comum de Washington, um taxista que conheci aos 14 anos indo para o Teatro Tablado e que me pediu, caso eu ganhasse o Oscar, que agradecesse a ele por aquela corrida. Ele dirigia um Passat modelo antigo e provavelmente nem se lembra de mim. Mas até que tudo isso aconteça, nada disso vai acontecer dessa forma.
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Numa noite em claro tive a iluminação de Zagallo vestia a camisa 7 quando ao lado daquela fabulosa seleção que nunca vimos ao vivo, conquistamos a primeira copa do mundo em 1958. 7 em número primário é 111, que podemos interpretar como número que valoriza o talento individual de cada um dos Sete Novos. Sem falar nos sete anões, sete dias da semana, sete pecados capitais, sete o que você quiser. Inventamos também a mão com sete dedos, porque não? A verdade é que a resposta para essa pergunta muda sazonalmente. Aliás, parabéns por escrever "Os Sete Novos". Nem mesmo nós sete conseguimos escrever com a grafia correta a nossa própria alcunha; entre os três tem gente que escreve 7Novos, Setenovos, mas prefiro não citar nomes.
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Outro dia fiquei horas (mentira, foram alguns minutos) pesquisando uma resposta para essa pergunta. Descobri que originamente não é canoa, mas sim outro substantivo comum do folclore nacional cujo nome me escapa. É um ditado que deve ser emitida em tom de desafio, tipo "agora voce vai ver com quantos paus se faz uma canoa, miserável!". Em tom de pergunta me parece só uma oração feita pra testar o canal fático. É canal que chama, Jakobson?
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não, um, sem, poucos artifícios dentários, street casual, média, duas com pés invertidos estilo curupira, waleska, cabeludo, digna de nota.
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São todas canções de amor no disco. Exceto uma pausa para uma crise pessoal do eu-lírico do álbum em "Não é por não falar", que põe em questão a tensão do falar bem do amor e do falar do mal de amor. É sobre amor o disco. Foi se construindo e tomou essa forma amorosa, que eu prezo muito. Comecei a escrever poesia por causa do amor, talvez seja o meu tema recorrente, talvez meu único tema até então. E falar e cantar sobre amor me faz pensar na crítica sobre isso: frivolidade, irreverência, esvaziamento. É bem verdade que desde a efervecência dos anos 60 brasileiros em que o cidadão era e deveria ser pensante e que o artista fazia querendo ou não arte politizada, tudo o que não se refere a isto é visto como esvaziado. E justamente por sermos guiados nesse momento por senhores sessentões que viveram sua juventude engajada nos loucos anos 60, essa é a crítica que resta a juventude artística sem ideologia, como a nossa. O que acontece é o seguinte: hoje o artista jovem pensante, que outrora era o politizado, procura fazer a sua arte apenas em prol dela mesma. Lição que aprendemos muito bem dos artistas dos mesmos anos 60 (e 50 e 70) ingleses e norte-americanos que não estavam muito pensando em como civilizar e politizar culturalizar as massas. É como se cada um desses novos geniozinhos estivessem criando seus Sgt. Peppers nos seus estúdios, alheios as intempéries socio-históricas. Talvez apenas em nome do amor a própria arte e pronto.
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A última coisa cuja leitura me instigou, fora a biografia do Padre Cícero (de Lira Neto), foi um flyer de uma loja de doces de Recife que me inspirou um poema.
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there is no such a thing, mas posso te falar as duas mais tocadas do meu itunes. Internacional: "Title music from Bombay Talkie", de Shankar & Jaikishan. Nacional: "Hei você", de José Augusto.
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casa | vontade de ficar na rua
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não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / beatles: todas / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / paul: perante o resto, todas / john: perante o resto, todas / não tenho conhecimento sobre / não tenho conhecimento sobre / não sei quem você é
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Tudo ao mesmo tempo agora ;)
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Acho o meu nome muito legal na verdade. Me orgulho muito do meu nome e da minha data de nascimento: 1 de abril. As duas coisas, sem astrologimentos, dizem muito sobre mim: nome pouco comum, data de nascimento engraçada. Pelo menos gostaria eu que dissessem.
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Hoje, dia 9 de dezembro de 2010, estou mais para Luis Caldas.
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Sua pergunta ficou pela metade, concordei com a metade exposta até agora. Me mande novamente!
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Desde a tenra infância sempre tive dificuldades de expressar o meu pensamento, sobre qualquer coisa, por inteiro. Respondia sempre o final desse pensamento, o que muitas vezes já era um réplica da própria conclusão que por sua vez nunca foi externalizada. Talvez esse seja, até hoje, um dos meus maiores problemas. (Veja que estou tentando ao máximo esclarecer tim tim por tim tim desse problema). Por outro lado esse pensamento-síntese me serve muito bem para escrever poemas. Uma das respostas de "o que é poesia?" ou "como se faz um poema?" é justamente usar desse recurso: pensamento-síntese, o que muitas vezes gera uma piada interna que somente as pessoas que leem poesia (de verdade) vão buscar o possível significado dessa "piada interna". Pensando dessa forma poesia também significa uma espécie de relato curto pró-ironia. O poema fica muito bem quando no lugar da deadline (ferramenta comum para poetas iniciantes) você justamente omite o deadline, ou esconde ele muito bem nas entrelinhas. A omissão nesse caso funciona como uma espécie de sacanagem, também pró-ironia. Passei das 15 linhas. Gostaria de uma tréplica, Lois.
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Jonas, é claro! Não tenho nenhuma afinidade com os livros do Tolkien, não os li nem na infância, nem na adolescência. A Faculdade de Letras me ajudou a criar uma trava para que também não tivesse vontade de lê-los na idade adulta. Mas, claro, vi a trilogia no cinema e achei-a muito bonita. Jonas é muito mais poderoso que Gandalf, seja na música ou nas questões misteriosas do conhecimento humano. Meu grande amigo, parceiro musical desde a adolescência, aprendi muito escutando ele tocar, cantar e compor. Quando Jonas aparecia na TV lá em Santo Amaro, minha dizia: Mariano venha ver aquele preto que você gosta.
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Coalhada fresca. Gosto muito. Rapadura em segundo lugar, mas nem tanto. Maria mole nunca fui fã.
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Maracanã, com certeza. Embora eu sinta um profundo respeito e carinho pelas localidades dos dois outros estádios. Engenhão: porque ali perto nasceram, cresceram, moravam, e ainda mora, grande parte da minha família. Rei Pelé: porque é o maior estádio de Alagoas, embora eu nunca tenha ido lá. Mas foi no Maracanã que vi meu primeiro jogo de futebol (e foi uma experiência bem recente, na verdade). O Maracanã é uma espécie de Coliseu. Daqui a milhares de anos pessoas irão visitá-lo e ficarão pensando como se portavam o público e os jogadores que pisaram no seu gramado, da mesma forma que fazemos hoje em dia com o Coliseu.
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Nesse momento a Maravilha Contemporânea é (fisicamente): Alice Sant’Anna (teclado, metalofone e voz), Daniel Macacchero (guitarra), Papel (baixo e voz) e Fabiano Ribeiro (bateria). Na primeira formação Mariana Albuquerque era a baixista. Com a sua saída, entrou finalmente o Papel, que nos primeiros ensaios da banda, em 2008, eu tentei escalar para ser o segundo guitarrista. E agora ele veio com essa maravilhosa novidade: o baixo. Mas se você quer saber o que para mim é a maravilha contemporânea fora do contexto musical, digo que existem duas: o Iphone e o Google Earth. Dois aparatos fundamentais do dia a dia que povoavam meus sonhos de criança. Um telefone portátil com walkman?! Um mapa feito com fotos reais do planeta inteiro?! O futuro de fato chegou!
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Na verdade o Dominó é um momento pré-Maceió, pré-fitas K7 com meu irmão. Eu era muito criancinha quando meu primo Eduardo fazia sucesso como um dos cinco integrantes do Dominó no programa do Chacrinha. Eu lembro que eu dançava e cantava “Tipo One Way”, o grande hit deles, composto pelo Tavinho Paes. Morei em Maceió de 1991 até 1994 e justamente nessa época rolou o boom da axé music no Brasil. Antes de invadirem o sudeste, Daniela Mercury, Chiclete com Banana, Asa de Águia e Banda Beijo (com Netinho nos vocais) passaram com seus trios-elétricos literalmente na frente do meu prédio em Maceió, no bairro da Ponta Verde. Eu odiava a axé music. Ela representava pra mim tudo o de pior que existia nessa minha breve vida em Alagoas, longe da minha família e dos meus amigos no Rio de Janeiro. Porém, mais velho, ao voltar a escutar aquilo tudo com curiosidade e livre dos traumas, reparei que sabia todas as músicas de cor. Principalmente o disco Se Ligue, do Asa, de 1992, e o da Banda Beijo de 1993. Por causa dessa vivência fiz essa versão bossa-havaiana de Não tem lua.
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Mariano Marovatto’s Bio
Nasci no dia primeiro de abril de 82. Aí veio tudo acontecendo.

