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Opa, obrigado.
Sinto-me na obrigação, no entanto, em virtude da finalidade principal deste perfil, de lembrar que "delícia", como toda paroxítona terminada em ditongo, deve levar acento.
Beijo no coração. -
O "Luís", assim entre aspas, se deve a que, mesmo?
Bem, quanto a sua pergunta: trata-se aqui de um caso interessante. A forma verbal "É" e a partícula "que" (após "privado") formam uma expressão de ênfase que se chama geralmente de clivagem. Clivagem é destaque, separação. Você, com esse "é ... que", está destacando essa parte da oração. Segundo análise majoritária, essa expressão é expletiva, não tem função sintática, nem corresponde portanto a uma oração.
Ela pode ocorrer juntinha também: Com uma ação eficiente é que promoveremos o desenvolvimento. Nesse caso, ela é completamente invariável.
Fique atento quando ocorrer essa expressão, tanto junta quanto separada, porque aí você deve desconsiderar a existência dela para analisar a frase.
Abraço! -
asked by fblucas
Espero que a resposta abaixo tenha ajudado aqui também, veja aí.
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asked by fblucas
Olá! Desculpe a demora em responder, estive envolvido com mil coisas (estou ainda, mas vamos lá).
Complemento nominal é uma das funções sintáticas mais difíceis de definir. A mais difícil, na verdade. Não existe consenso entre os autores, nem entre os da gramática tradicional. Para mim, complemento nominal é uma designação um tanto inútil, como já disse numa pergunta aí embaixo.
Os concursos, portanto, evitam cobrar. A única banca que cobra (entre as mais destacadas) é a FGV. Na frase que você postou, o termo que poderia ser classificado como complemento nominal é "dos gastos governamentais e da crise...", que, pra piorar a confusão, eu posso considerar como um só (composto) ou como dois. No entanto, esse é um dos casos de conflito. E. Bechara chamaria de complemento nominal, mas alguns autores atribuem a essa função um caráter necessariamente passivo. Como os gastos são agente da ação de crescer (os gastos cresceram), não seria complemento, mas adjunto adnominal.
Para efeito de prova da FGV, considere esta lição: se o termo preposicionado (X) está ligado a um substantivo (Y) que dá ideia de ação ou processo, verifique se X é agente ou paciente do processo ou ação Y. Na maioria das vezes, Y corresponde ao sentido de um verbo, e X será sujeito ou objeto conforme o sentido de agentividade ou passividade. Se X for o agente de Y, é adjunto adnominal; se for paciente, é complemento nominal.
Por exemplo: a disparada do déficit público: o déficit público dispara, portanto é agente = adjunto adnominal; a descoberta da fraude: a fraude foi descoberta, é paciente = complemento nominal.
Isso não dá certo sempre, porque nem todos os Y podem ser convertidos em verbo sem perder algumas propriedades de sentido. Trata-se, no fim das contas, de uma classificação contraditória, forçada e, a meu ver, desnecessária para entendimento sintático das estruturas. Mas cai nas provas da FGV, então, se for o caso, decore o esqueminha acima.
Abraços e boa sorte! -
Tal pontuação seria inadequada. Veja que as vírgulas devem isolar um termo que foi inserido fora de sua posição. Não é o caso desse "extremamente", que tem valor idêntico a "muito". A posição dele é direta, está diretamente ligado ao termo a que se refere (bonito) e portanto não deve receber vírgulas. Compare a diferença: se eu dissesse "Ele é, enfim, bonito", ou "Ele é, sem dúvida, bonito", tais elementos não se refeririam a "bonito", mas a toda a oração, estando portanto inseridos em posição livre, o que normalmente é marcado por vírgulas.
Os advérbios referidos a adjetivos, de modo geral, aparecem em ordem direta e sem vírgula.
[]s -
Recomendo a gramática do Bechara mesmo. Um livro específico sobre crase não saberia recomendar.
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Salve!
Faltou coerência aí. Em "à distância", como não é distância determinada, é possível a supressão do artigo e, portanto, do sinal de crase. Idem com "a disposição". Seria interessante uniformizar.
Já em "atendem a risca", há erro, porque a expressão "à risca", como a maioria das expressões adverbiais femininas, deve ter crase.
Abraço! -
Olá. Na medida em que a ordem dos termos é direta, a vírgula é desnecessária. Mas é bastante frequente, e correta, quando separa oração principal e oração adverbial, sobretudo reduzida, como é o caso.
Abraço! -
Olá, Mariana. Infelizmente, não. Acho impossível trabalhar redação em curso pela internet.
Seria possível trocar redações e correções por email, mas atualmente minha disponibilidade não está ajudando muito. Onde você mora? -
asked by matheusfarinhas
Eita, Mateus, eu tinha esquecido sua pergunta por aqui.
Então, olha só: eu já pesquisei um bocado também sobre essa expressão e não achei nenhuma resposta definitiva. Um professor do ciberdúvidas me respondeu que há duas possibilidades de análise:
1) "qual seja" é uma expressão em que o "qual" é pronome relativo, e portanto ela introduz uma oração adjetiva. "Encontrei uma pista do crime, qual seja a mancha de sangue etc..." como se fosse "que é a mancha ...". Nesse caso, a pontuação funcionaria como a das orações adjetivas, e não com a expressão "qual seja" entre vírgulas.
2) "qual seja" é expressão equivalente a "a saber": Achei uma pista, qual seja, a mancha de sangue. Neste caso, a pontuação é a mais habitualmente verificada no uso desse termo (entre vírgulas).
Nos dois casos, há problema ainda com a concordância. Achei duas pistas, quais sejam a mancha e o revólver. Ou: Achei duas pistas, qual seja, a mancha e o revólver (esta me parece errada).
Ou ainda: Achei uma pista, qual seja (ou sejam?) as manchas de sangue.
As gramáticas não falam muito dessa expressão. Te deixo sem resposta, na verdade. Parece-me que, sobre a pontuação, as opções 1 e 2 que descrevi acima são válidas, dependendo da ênfase que se quer dar.
Eu particularmente gosto da primeira forma de analisar a expressão, mas ela dificulta a discussão sobre concordância que mencionei.
Se você descobrir alguma obra que fale mais disso, me conte.
Abraço!
OBS: o link pra discussão que tivemos no ciberdúvidas é este aqui: http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=29408 -
Olá!
A construção está correta, apesar de soar estranha.
Neste caso, não havendo fator de próclise e não sendo início de frase, podem se dar todas as colocações: as que você citou e ainda "está se disseminando", no caso do português formal do Brasil.
A ênclise, que é a colocação do pronome depois do verbo, com hífen, só não pode ser usada em três casos, basicamente:
1) quando houver fator de próclise (palavra de valor negativo, conjunção subordinativa, pronome relativo), a depender de vários outros fatores que as gramáticas não reúnem num consenso satisfatório;
2) em verbos no particípio, caso em que é proibida;
3) verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito do indicativo, quando também é proibida a ênclise.
Quando não for nenhum dos três casos anteriores, vale usar a ênclise. Já a próclise, no português do Brasil, pode ocorrer em qualquer contexto, exceto, para um nível maior de monitoramento linguístico (como uma prova, um texto oficial etc), em início de frase.
Em tempo: isso não é bem o que as gramáticas, sobretudo as escolares, ensinam, mas aí já é outra história. Sobre isso, vale ler isto aqui: http://aletramata.blogspot.com/2007/08/no-fi-lo-porque-no-quilo.html
Abraço! -
Olá,
A gentileza é "de verificar", mas eu "peço que verifique". Então depende de como a "gentileza" vai entrar na frase:
1) Peço-lhe a gentileza de verificar
2) Peço-lhe a gentileza de que verifique (preposição "de" obrigatória)
3) Peço-lhe que, por gentileza, verifique...
Prefiro a primeira opção.
Abs! -
asked by Ragpontes
Olá. Eu tiraria a vírgula depois de "ela", usaria maiúscula em "traz" e tiraria a interrogação final, já que se trata de um pedido e não de uma pergunta.
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Olá.
Você consegue reconhecer de que oração estamos falando? -
Na norma-padrão, sim. Trata-se de voz passiva, em que o termo "produtos", sendo paciente da ação verbal de comprar, é encaixado como sujeito (paciente) desse verbo. No caso em tela, o sujeito é o pronome relativo "que", o qual retoma "produtos". Como este é um termo plural, o verbo deve ir também para o plural. A palavra "se", no caso, por indicar a passividade do sujeito, classifica-se como pronome apassivador.
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Boa pergunta.
A análise tradicional desta frase classifica a oração "pensam seus adversários" como oração intercalada, e só. A oração principal então é "O valor depende de uma reação individual".
No entanto, parece-me interessante ir além dessa análise e pensar a relação entre as duas orações como uma subordinação: a forma verbal "pensam" tem como sujeito o termo "seus adversários" e, sendo um verbo transitivo, seu objeto seria a outra oração. Como não há conjunção fazendo a ligação, ao contrário do que seria se escrevêssemos "Seus adversários pensam que o valor depende...", podemos dizer que se trata de uma justaposição. Não conheço nenhum gramático que explore essa possibilidade de análise, mas me parece profícua. -
Olá, Carolina. Por favor, deixe o seu email numa pergunta aqui e eu entrarei em contato.
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Olá.
Num nível de maior rigor no uso da norma-padrão, sim, seria necessário usar a preposição: "aprender o de que se gosta".
Como se trata de uma estrutura um tanto chocante no uso comum, coloquial da língua, reserve-a para casos em que a obediência cega à norma-padrão seja necessária (por exemplo uma prova de concurso ou um texto acadêmico).
Mesmo na imprensa, o uso me parece pouco aconselhável. Stephen Kanitz escreveu, há alguns anos, uma crônica intitulada "Fazer o que se gosta", e achei mais cabível, no contexto, do que seria a estranha fórmula "Fazer o de que se gosta". -
Olá!
Boa pergunta. O que acontece é que, quando uma oração é regida por preposição e iniciada por conjunção, sobretudo a conjunção "que", é muito comum (e correto) omitir-se a preposição. Acontece em "Gostaria que ele viesse", "Preciso que ele volte", "Creio que não teremos problemas", "Tenho certeza que ela é fiel" etc, e se incluem aí as frases que você citou: "Antes que eu me arrependa", "Depois que foi feito".
Se usar a preposição, não haverá erro, mas é pouco usual. Alguns autores creem que, no caso das orações ligadas a nomes (as completivas nominais), a preposição é obrigatória: Tenho certeza de que não haverá problemas, mas E. Bechara, por exemplo, diz que pode dispensar sim o "de".
Abraço!
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Luis Tavares Ladeira’s Bio
Professor de português online.

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