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Já pedi, mas acho que ela não volta.
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Não. É que faltam apenas algumas semanas para a minha qualificação do projeto de tese e tenho gasto todo meu tempo dizendo a mim mesmo que deveria estar estudando. Como se sabe, procrastinar dá um trabalho desgraçado.
Mas, de vez em quando, dou uma olhada nas perguntas e planejo respondê-las em breve. Podem continuar mandando. -
De nada. Sempre que puder ajudar em algo, estou por aqui.
Aliás, desculpem por não ter respondido algumas perguntas. Durante o próximo mês, estarei mais concentrado na qualificação. -
Final de maio/começo de junho. Prometo que daí não passa, Raduán!
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Dos que posso comprar com alguma regularidade em Natal: Lindt em primeiro lugar, Kopenhagen em segundo. Também gosto bastante daquelas bolinhas pequenas da Cacau Show, mas é um terceiro distante.
Quando morei/visitei a Bélgica, comia com bastante freqüência o Côte D'Or, que não é melhor em termos absolutos, mas que tinha uma ótima relação custo/benefício - e, principalmente, cujo custo permitia que fosse consumido diariamente (sem exagero: uma barra por dia é a receita da felicidade). Obviamente, havia algumas marcas mais caras e deliciosas, mas eu provei delas apenas algumas vezes, de modo que não cheguei a criar preferências. -
Sim.
Namorada, aliás. O engraçado é que não percebi a pergunta flexível e ia respondendo apenas com um singelo "sim" que, certamente, iria gerar várias especulações. :D -
Um pouco, sem dúvida. Mas apenas em relação às opiniões. Em relação aos projetos, tenho na verdade bastante orgulho em ter feito tantas coisas diferentes. Mesmo o que aparentemente não deu certo foi importante, pois adquiri uma visão mais precisa de como as coisas funcionam em certas áreas, aprendi uma série de habilidades práticas, fiz amigos e contatos profissionais e tive muitas experiências interessantes (claro que, tudo isso, ao lado de uma série de decepções, chateações, etc. que também fazem parte do processo).
Hoje vejo que só estou relativamente mais sensato e maduro justamente por ter tido essas experiências. Logicamente, se fosse começar hoje, faria tudo melhor, mas é o velho problema: só poderia fazer melhor agora, porque já tinha feito do jeito que dava antes.
Não que meu caso seja especial (muita gente percebe isso bem mais cedo do que eu), mas fico feliz de ter conseguido romper com a acomodação generalizada que tomou conta da minha geração. É assustador que tanta gente tenha como principal ocupação subir de nível no World of Warcraft.
E sei que estou quase em livre associação, mas devo dizer que acho que a tese básica da Jane McGonigal está errada (vejam aqui: http://www.ted.com/talks/jane_mcgonigal_gaming_can_make_a_better_world.html). Entre outras coisas, ela tenta ver o lado positivo dos jogos: é um sistema que enfatiza a cooperação, a dedicação, a busca de um objetivo nobre (já cansou falar em "épico", né?), que seriam habilidades básicas para a vida adulta. Eu até acho que esse lado positivo existe antes dos dezoito anos, mas, depois que passou dessa idade, o sujeito tem que aprender algo novo: como aplicar essas habilidades no mundo real. O mundo real é cheio de complicações próprias, de frustrações, de sutilezas. Quem ainda passa a maior parte do tempo "logado" depois dos vinte e pouco não precisa mais aprender aquelas habilidades básicas e agora está esquecendo (ou talvez nem tenha aprendido) a aplicação dessas habilidades ao mundo real.
(Nada contra videogames ou contra quem tem uma vida normal e joga apenas como um passatempo. Aqui em casa tem ps3 e wii. Apenas não dá para deixar de trabalhar por causa disso).
E, embora pareça que eu esteja mudando aleatoriamente de assunto, percebam esse fio condutor: ser pago para traduzir e escrever é bastante parecido com aprender uma habilidade em um jogo; se juntar com amigos para divulgar o libertarianismo, montar uma editora ou fundar um partido não é muito diferente do que começar uma "quest"; terminar um mestrado/doutorado é como aumentar o level do seu lattes. Enfim: viver é algo que pode ser visto como uma batalha épica: a cada dia, você luta um pouco para chegar perto dos seus grandes objetivos. A diferença, claro, é que no mundo real tudo é bem mais doloroso (e acho que esse é o principal motivo de todo mundo estar migrando para o lado virtual).
Enfim, por isso tudo, quando olho para esses primeiros projetos, realmente vejo ingenuidade e idealismo. Mas é o contrário de algo juvenil: ações concretas são o primeiro passo da maturidade. Gostaria apenas de ter começado mais cedo - mas foi ótimo ter começado. -
Eu também não entendo. Mas também não entendo como alguém pode ser anti-EUA. Cada país é muito grande, muito complexo. Amar e odiar em bloco coisas abstratas não é sensato. Algumas instituições americanas são muito boas, outras péssimas. Por exemplo, é um sistema relativamente estável que deu um grau enorme de liberdade pessoal aos seus cidadãos. Por outro lado, só aboliu a escravidão depois de uma guerra civil sangrenta. Nossa abolição foi mais tranqüila, mas apenas recentemente, em termos históricos, começamos a ter mais liberdade individual.
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No meu entendimento, sim. Apesar de ter saído um pouco de moda o hábito de enfatizar as relações entre diferentes áreas, eu continuo gostando de fazer isso, porque acho que nos dá uma visão mais organizada do conhecimento. (E tem um tom aristotélico nessa afirmação que me agrada).
Mas devo fazer a ressalvar que é uma prerrogativa da filosofia de que cada sistema possa propor novos modos de organizar o conhecimento e, portanto, repensar a relação entre suas áreas. Não duvido que algumas das escolas que eu não conheço muito bem, como pós-estruturalismo e filosofia analítica, tenham perspectivas diferentes. Mas essas divergências você irá naturalmente descobrir depois. -
Certamente é bem mais difícil, mas é possível sim. Um número significativo dos meus colegas de doutorado trabalham (embora, trabalhar como professor muitas vezes implique em uma carga horária relativamente menor e mais flexível do que outras atividades). Eu mesmo tenho dado aula e estou conseguindo avançar no doutorado. No mestrado, é ainda mais comum.
O grande problema de quem trabalha e estuda é ter disciplina e concentração. Uma hora de estudo concentrado vale um dia inteiro de alguém distraído. O problema é que você tem que arranjar um jeito de ter algumas dessas horas por dia. E certamente terá que sacrificar vários finais de semana para fazer os trabalhos das disciplinas.
Meu conselho é ir direto para o mestrado (ou seja: não se preocupe com especializações, por enquanto) e tentar conseguir uma bolsa, que ajuda muito as coisas. Mas se não conseguir, vá em frente.
E já que você ainda tem alguns anos antes de chegar lá, ajuda muito se você for vendo as habilidades e conhecimentos básicos que precisará e já ir se preparando (me arrependi muito de não ter estudado grego antes de entrar, por exemplo). -
Não acho que o problema principal dos republicanos sejam os religious freaks (que existem, claro), mas a retórica de diminuir o governo acompanhada da prática contrária. Mas ainda assim, não vejo vantagem no Obama. Ele aumentou ainda mais o déficit e o envolvimento militar americano (dois problemas criados por Bush, claro, mas que os democratas parecem não ter qualquer intenção em resolver). Fico achando que o melhor governo é aquele que não tem maioria no congresso (como Clinton), que é forçado a negociar e, portanto, a encontrar soluções ligeiramente mais sensatas.
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Pois é. Mas achei que era bom responder ao menos uma vez, para deixar claro que não é uma coisa que me preocupa. No futuro, irei ignorar essas perguntas.
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Eu sei, mas sou distraído, nunca reviso e não dá para editar aqui (e não editaria se pudesse: isso é só um passatempo). Pode procurar que você vai encontrar vários outros erros de ortografia, concordância, etc.
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Não tenho mais acompanhado essas coisas e, como não conheço bem os fatos, não tenho uma opinião muito forte. Mas, em princípio, acho sempre perigoso quando o Estado não pode ser constantemente fiscalizado e começa a criar exceções às próprias regras (se esse princípio não se aplica a esse caso, dêem um desconto: só tenho ouvido o assunto bem de longe).
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Relativamente aos outros políticos brasileiros, FHC realmente foi bastante liberal (e parece que ficou mais ainda depois que se aposentou). No entanto, ele não fez muita coisa nessa direção, embora eu não saiba dizer se foi por falta de interesse pessoal ou por dificuldades práticas.
Exemplos de reformas liberais que não foram feitas: redução e simplificação significativa da carga tributária, flexibilização das leis trabalhistas, redução das barreiras alfandegárias, simplificar o processo de abertura de empresas, de entrada de capital extrangeiro, cortar gastos, etc. Sem falar nas idéias mais extremas: legalização das drogas, padrão-ouro (ou moeda privada), liberdade curricular e certificação privada, substituição dos serviços assistencialistas por vouchers, etc. Isso tudo é bem mais liberal que FHC
Mas certamente isso é uma boa pauta para os liberais: examinar o passado recente e propor caminhos práticos imediatos. Fica a dica para meus antigos colegas. -
Nunca mais estudei, para priorizar outras coisas, mas ainda acho interessante e convivo com alguns psicanalistas e leigos interessados, de modo que nunca fiquei muito longe da psicanálise.
E psicanálise lacaniana, of all things. -
Em certo sentido, o mais difícil no estudo da filosofia é começar e continuar. Tanto porque a área é muito ampla como porque ela parece ser fácil no início e rapidamente se torna muito complicada. Por isso, meu primeiro conselho é ter paciência e persistência (pois também arrisco em dizer que é a área que traz mais recompensas intelectuais).
O segundo seria procurar livros de história da filosofia, para ter uma visão geral do campo. Todos os especialistas acham problemas nesses livros, pois por serem amplos demais, acabam sendo parciais, superficiais ou incompletos em alguns pontos. Mas não se preocupe com isso: vá lendo que essas coisas se resolvem com mais leituras. Quando eu estava começando, gostei muito de ler a "História da Filosofia" do Julián Marías. Hoje vejo que tem alguns problemas, mas tem o mérito de tratar de cada autor brevemente e conseguir passar o modo de pensar sobre o problema principal. Outra opção boa são os volumes de História da Filosofia do Giovanni Reale, que são um pouco mais completos (e um pouco mais chatos também).
Depois disso, é interessante pegar uma história da filosofia de um período específico que tenha lhe interessado mais. Essas costumam ser bem melhores, porque justamente o autor pode se concentrar em um período menor e se aprofundar mais. (A história da filosofia grega do Guthrie é uma ótima opção).
Em seguida, é interessante você se familiarizar com as principais áreas da filosofia (epistemologia, lógica, ontologia, filosofia política, estética, etc.), para descobrir o que lhe interessa. Vá em uma biblioteca e compare os verbetes para cada um desses temas em vários dicionários de filosofia, na Enciclopédia Britânica e no Syntopicon (um livro que está na coleção "The Great Books of Western World"). No início, não se preocupe em comprar esses livros, pois é melhor comparar o mesmo assunto em todos eles e todos podem ser encontrados em uma boa biblioteca). Esse site também vale a pena: http://plato.stanford.edu/
Depois que você tiver uma visão geral da história da filosofia e um entendimento razoável de cada uma de suas divisões, você vai poder decidir em que área quer se concentrar. Nesse ponto, você precisará de orientações específicas para cada área. Existem vários guias específicos publicados pelas grandes editoras acadêmicas que, em geral, costumam ser um bom ponto de partida. Procure pelos guias da Routledge ou pelos compêndios da Cambridge. Nesse ponto, você já estará mais do que preparada para falar com professores da área e começar a trilhar um caminho mais especializado.
Boa sorte! -
Não li nem lerei o livro ou mesmo a matéria, por pura falta de interesse, logo não entrarei nesse caso particular. Porém, não concordo que Globo e Veja sejam órgãos de "doutrinação direitista", principalmente porque "direitista" é um termo vagos demais que engloba coisas bem diferentes.
Muito do que as pessoas vêem de direitista na Veja é o apoio ao PSDB (como no caso de Reinaldo Azevedo), que certamente não é um partido liberal, pois chega a tomar posições à esquerda do PT, como em matérias de regulação da internet, programas de saúde, etc. Por isso, mesmo quando esses partidos estavam por cima, não se fizeram reformas realmente liberais. -
É algo que me pergunto bastante, principalmente porque penso em emendar outra assim que terminar a atual.
Se eu pensasse em termos puramente de interesses intelectuais, poderia ter adaptado o tema da minha dissertação para usar o mesmo material em letras clássicas, história antiga ou educação. Além disso, há áreas inteiramente diferentes que me interessam o suficiente para passar alguns anos fazendo pesquisa nelas, como teoria política, economia e até matemática (mas, nos dois últimos casos, sinto que precisaria recomeçar pela graduação).
Porém, qualquer uma dessas opções complicariam a minha já complicada situação prática. Como minha graduação é em psicologia e o mestrado em filosofia, muitas vezes não posso fazer seleções para ensinar em nenhum dos cursos. Por isso mesmo, hoje vejo que o mais sensato seria ter feito mestrado e doutorado em psicologia (ou ter feito logo, paralelamente, a graduação em filosofia - o que penso em fazer em breve). Tenho até o tema mais ou menos pronto: seria uma questão no campo dos fundamentos epistemológicos da psicanálise (o que é, aliás, praticamente uma questão filosófica).
Mas, de todo modo, estou bem satisfeito com minha escolha. Pela própria natureza, filosofia é amplo o suficiente para acolher todos esses interesses, de modo que terei muita liberdade para escolher o que ensinar, mesmo puxando o assunto de volta para a psicologia, política e mesmo matemática (e, como quero continuar sendo professor, essa flexibilidade é o que mais me interessa - isso e poder ensinar em uma departamento com um setor forte de pesquisas, claro). -
Já, mas vou receber um pouco de volta. Só trabalhei uns poucos meses no início do ano passado e, de lá para cá, vivi de bolsa de pesquisa (paga pelo governo, aliás).
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lucasmafaldo’s Bio
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