Considerando que você praticamente só se comunica com o seu marido (garçons e lojistas de vez em quando não conta porque a maioria mal fala inglês), eu acho difícil de acreditar que seu inglês falado seja bom. Escrito concordo que é fantástico. Continua.

  • Lolla Moon

    Isso não é uma pergunta hater não, mas é apenas seguindo a lógica de que só aprendemos uma língua com a prática, se você não pratica muito a fala não tem como ela ser excelente. Já a escrita você lê muito, faz sentido ser tão boa assim.

    R.
    Obrigada pelo elogio ao meu inglês escrito, mas eu discordo. Não acho tão fantástico assim, eu ainda escrevo mal - para os meus padrões. Sobre o inglês falado, eu nunca disse que era bom; disse que era relativamente fluente. Fluência é capacidade de se comunicar num determinado idioma, de ter uma conversa. Não tem que ser sinônimo de falar como o Stephen Fry em IQ, não tem nem mesmo que ser 100% gramaticalmente correto. Desde que você seja claro, consiga passar a mensagem e entenda o suficiente do que diz o seu interlocutor para prosseguir com a conversa, eu já considero fluente.

    Tenho uma dicção clara, ninguém fica pedindo pra eu repetir o que acabei de dizer como vejo ser feito com muitos estrangeiros. Tento respeitar a pronúncia (muitos apenam reproduzem foneticamente o que lêem) e não falo rápido para esconder deficiências no vocabulário. Eu falo em inglês com o meu marido, com a minha sogra, com meus cunhados e com pessoas na internet. Tive a sorte de poder praticar o idioma com o Respectivo, que tem um vocabulário bem acima da média (P.G. Wodehouse manda beijo e cobra royalties) e é grammar nazi de carteirinha. No começo ele tinha vergonha de corrigir meus erros, mas depois de anos de encheção de saco da minha parte para que ele o fizesse agora ele perdeu o medinho.

    Concordo sim que a gente aprende o idioma com a prática. No entanto um pouquinho de inteligência ajuda e faz diferença. Assim que cheguei aqui conheci uma pessoa (não temos mais contato) que já morava aqui há vários anos, trabalhava e lidava com clientes (ingleses na maioria) diariamente. Era casada com um nativo e mesmo assim o inglês dela SUCKED BIG, FAT BALLS. Bem ruim mesmo, a bichinha não conseguia construir uma frase simples sem engasgar, tascar um "she don't spoke tú mí" e passar vergonha. Eu vi aquilo e me desesperei, pensando "porra, se essa mulher com dez anos de Inglaterra e prática constante fala desse jeito então eu tô ferrada". Mas aí me lembrei de que o português escrito dessa moça também era péssimo; ou seja, se faltou capacidade pra aprender a língua nativa, imagina uma segunda. Também lembrei do meu ex, que já falava fluentemente cinco ou seis idiomas e que aprendeu italiano sozinho em poucos meses, nível ler livros no original, escrever e me ensinar um pouco de conversação. Prática dele com italiano? Zero.

    Resumo da ópera: adianta pouco ter anos e anos de prática se você é idiota. Já se tiver capacidade, fizer um esforço pessoal e ler bastante isso vai te elevar acima da média - até mesmo da média dos nativos idiotas, como os asnos dos comentários do YouTube. Se prática fosse assim tão importante a gente não teria aqui adolescentes ingleses, com família e amigos "backbone of britain" e que ainda assim falam e escrevem TÃO mal.