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Na atual configuração do sistema de financiamento à cultura o mecenas é muito poderoso. Ele acaba definindo os rumos da cultura. Mas isso pode mudar, sobretudo a partir dos movimentos culturais e de uma visão contemporânea das políticas de cultura e dos movimentos do próprio mercado.
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porque as hierarquias existem e estão consolidadas. Isso é fruto de nosso processo civilizatório. O que não significa que devamos continuar assim. Pelo contrário, as políticas culturais contemporâneas têm justamente esse desafio.
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Cultura combina com todas as outras áreas. É possível falar em segurança pública, por exemplo, sem falar no aspecto cultural? Por isso, precisamos diferenciar uma política para o setor cultural de uma política cultural, que tem mais a ver com um projeto Brasil mais centrado no humano e menos no econômico.
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Na gestão pública, que não conseguiu enxergar seus benefícios.
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Precisamos tornar a função pública da cultura visível a todos, pois ainda é algo considerado muito pouco palpável.
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Todos temos cultura e temos poder. Basta saber reconhecer, valorizar e usar. Um e outro.
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Em primeiro lugar, precisamos garantir os direitos culturais aos cidadãos. Depois, liberdade cultural.
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A cultura do poder é tão forte quanto ele próprio. Sem mudança de cultura não há mudança de poder.
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Nas escolas, nas ruas, campos, construções.
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Um fundo público e não um fundo governamental, movido a combustível político...
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Coco. Fornece água, além de suas mil utilidades.
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Leonardo Brant’s Bio
Pesquisador de políticas culturais e presidente da Brant Associados. Autor do livro O Poder da Cultura e diretor do documentário Ctrl-V.

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