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Amanhã esta paulicéia aniversaria seus 456 aninhos de vida. Há um tipo de ciclo, começa com susto, passa por tolerância até que esta maior cidade das américas começa a revelar os seus segredos.
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Cada cidade precisa de gente que careca dela. E isto é questão de momento. Hoje eu tenho necessidade de S. Paulo.
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Há algo mais difícil de ser conquistado? Roubei do Nietzsche essa definição metafórica de filósofo, que já não serve para o cientista nem para o artista, muito menos para o político.
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Meu primeiro contato foi com a Condição Humana. Nunca havia lido Heidegger. Uma professora aposentada da UFSC começou um grupo de estudos na Udesc. A gente leu os primeiros capítulos. Ela cobrava interpretações rigorosas. Há muitos casos de amor à primeira vista com a Hannah. Mas as idéias centrais dificilmente ficam claras na primeira leitura. A cada ano a leitura fica mais surpreendente, porque ela se deixou influenciar por tudo que aparecia no século vinte. É legal. E só depois li Heidegger, outro pensador fascinante, com o saudoso prof. Hebeche. É claro que, então, a leitura de Zein und Zeit ensinou a entender a ontologia de Arendt.
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Foi uma empolgação que surgiu com minha prima, estranhamente sem motivo maior do que vontade de agir sobre o mundo.
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Meu interesse inicial era estudar Lógica e Inteligência Artificial.
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Uma posição sem graça: meio liberal, meio de centro, sem negar as instituições, a idéia (sempre revisada) do desenvolvimento e as diversas tradições intelectuais.
Leandro Damasio’s Bio
O galanteador da verdade.


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