And I can go on, and on, and on... (but who cares?)

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    1. L.
      lacatrina responded to ailuj 15h

      Num ponto de ônibus na Edgar Facó picharam: "cuidado com o boliviano no ônibus que rouba sua bolsa" ou algo do tipo. Meu impulso foi descer no próximo ponto, voltar e pichar ao lado: "cuidado com o preconceituoso que vandaliza patrimônios públicos". Acontece que o próximo ponto tava MUITO longe, o trajeto de um pro outro não tinha calçada (tem um esgotão no meio) e a avenida é muito movimentada e perigosa. Algumas semanas depois - hoje, mais precisamente - passei por lá de novo e tiveram a mesma idéia que eu. Pena que acrescentaram um "PSTU". A propaganda política tirou toda a beleza do negócio.

    2. L.

      As respostas à essa pergunta são previsíveis. Claro que telefone fixo será obsoleto. Já considero o meu iPhonezinho 3G todo arranhado tão obsoleto quanto um tijolinho da Siemens datado de, sei lá, 1997. Há poucos anos atrás todo mundo queria uma câmera digital de 8 megapixels; hoje todo mundo quer desfilar com sua Canon ou Nikon a tiracolo (ou com uma lomográfica, vejam que ironia). Não consigo pensar em nada que tenha tornado-se obsoleto para sempre; acho que as coisas são apenas substituídas por algo mais "avançado" mas logo são utilizadas novamente; nem que seja como mero objeto decorativo.

      A questão a se fazer é: o que NUNCA será obsoleto?

      Acho que o negócio é com o conteúdo. Fala-se em extinção de livros com o advento dos tablets mas, sinceramente, não sei se isso vai acontecer. Um senhor lá no século XIX afirmou em tom de deboche que os carros eram uma bobagem, o que vão prevalecer mesmo são as carruagens. Talvez estejamos pensando o mesmo que esse senhorzinho em relação aos tablets (e daqui a alguns anos os próprios tablets tornar-se-ão obsoletos também).

      Bem, em relação ao conteúdo:

      Ontem um professor meu estava comentando do quanto a sério Os Pensadores piorou ao longo dos últimos trinta anos (traduções mal-feitas, partes cortadas, roubo de trechos esparsos de vários livros somado à invenção de autores para não pagar direitos autorais, &c) e complementou com uma coisa que é muito verdade: as editoras precisam entender que livros de filosofia não vendem como Paulo Coelho ou Pe. Marcelo Rossi - 10 milhões de exemplares em, sei lá, um mês - mas VENDEM, sim. SEMPRE vendem. Talvez ninguém se lembre de "O Ágape" daqui a um ano; enquanto os grandes centros acadêmicos ainda usam como base de estudos textos escritos há 2.400 anos atrás. Já imaginou se um dia resolvessem somar uma estimativa de livros vendidos dos "Diálogos" de Platão? Não consigo nem conceber essa idéia.

      Taí. Livros de filosofia - e outras obras da literatura universal - nunca serão obsoletos, independente da forma que eles sejam lidos - afinal, muitos foram escritos em papiros. Pode ser em livro, PC, tablet... O que importa é que o conteúdo deles é atemporal. :-)

    3. L.
    4. L.
      lacatrina responded to bebegeleia 29 May

      A mesma chance de eu morrer amanhã. Ou seja, alguma chance há. Só não sei te dizer isso em números. Não é que eu não goste de matemática, eu gosto dela; só não a entendo. É uma raiva ressentida. Que nem com a leitura. É, eu estudo filosofia sem gostar de ler da mesma forma que estudaria física sem gostar de matemática. (Mas, repito, esse "não gostar", é um desgosto ressentido, um ódio invejoso - ou seja, RECALQUE PURO. A gente gosta de ostentar nossos desafetos, nossos ódios, sem nos darmos conta que eles surgem de duas coisas execráveis: o preconceito e a inveja. Mas um dia chego lá.)

    5. L.

      FormspringBR, me contrata.

      Anteontem disse a um colega de trabalho que eu sou a melhor pessoa do mundo pra se contar piadas. Antes de terminá-la, jà estou a ter fanicos. Meus colegas de trabalho dizem que nunca me viram de mau-humor. Se digo um "bom-dia" sem um sorriso eles já perguntam: "tá tudo bem?" isso incomoda um pouco, claro. Eu de fato sou bem-humorada, e tento o máximo possível não afetar os outros com meus problemas. Ai, se o resto da humanidade agisse como eu ajo... O problema é que não agem e sou vista como boba. O BÁRBARO SOU EU!

    6. L.

      Ai, eu queria ser mais radical com as coisas, o problema é que eu me meto a pensar demais, pesquisar demais, discutir demais e dá nisso. Aí as pessoas acham que eu mudo de opinião só pra agradar certo grupo e, pfui, antes fosse isso, já que todo mundo tem aversão à contraditórios e eu acabo não agradando ninguém, mesmo - o problema desse meu atrevimento em repensar certas opiniões desagrada a mim mesma, que se fodam vocês. Não tô em busca de smiles, louros, aplausos ou tapinhas nas costas, tô em busca DE PAZ. E é claro que eu atingiria essa paz com mais facilidade sendo burra. Ou me assumindo burra. Ou me descobrindo burra! Talvez eu seja burra e não saiba. Ou talvez saiba e não queira admitir. Enfim. É muito mais gostoso ver gente com opiniões firmes - porque, mesmo que aquela opinião seja idiota, dá pra se divertir com ela. Eu entendo a reação de vocês com as minhas posições confusas. Nem eu fico tranqüila. O problema é que quanto mais eu penso nelas mais tenho tendência a me contradizer. Queria ser aquelas pessoas que são escrotas e admitem que o são. Eu, sempre que vou dizer algo, me apita o alarme do politicamente correto - e, depois desse, o alarme da chatice, do senso comum, de pensar que ser politicamente correto nem é tão gritantemente necessário assim. Ai, gente, é um tormento ser eu, na real. Desistam de mim. Eu desisti até de ir em busca da verdade. Tô em busca do sentido. Tô em busca de uma pizza de calabresa, agora.

    7. L.
      lacatrina responded to heimweg 26 May

      Antes de mais nada: sou mulher, a favor dos direitos LGBT e não mencionarei em momento algum a palavra "Deus" na resposta abaixo. ;-) Mesmo assim, acho que os homens cisgêneros e heterossexuais têm o PLENO direito de opinarem sobre o assunto, sim. Vivemos numa democracia, esqueceram?! E pra se gerar um bebê, é preciso que haja um homem e uma mulher, não?

      Enfim, demorei a responder porque ando com preguiça desse assunto.

      Nunca faria um e sempre deixei isso bem claro; só que antes eu era a favor da legalização em qualquer caso. Hoje em dia tenho repensado mais nisso só de, veja só, acompanhar discussões feministas.

      Acho que pra se chegar ao ponto de precisar abortar é fruto de irresponsabilidade, sim (exceto em caso de estupro, claro - e por isso, nesse caso, sou a favor da decisão caber à mulher). Não falo isso num tom de bronca, mas de advertir que o aborto deveria acontecer só em ultíssimo caso. Namorei durante quatro anos e durante todo esse tempo usei os métodos contraceptivos mais rudimentares possíveis (tabelinha e coito interrompido) - odeio camisinha e sempre me esqueço de usar a pílula. Mesmo assim, não engravidei. Claro que, mesmo não querendo ter filhos naquela época, se eu engravidasse não seria um grande problema pra mim (eu trabalho, e meu namoro estava bem firme), mas, se eu estivesse DESESPERADA em não querer um filho, porra... tem camisinha, pílula, DIU, laqueadura... Jamais eu preferiria sofrer um procedimento tão violento.

      Se quisessem abortar só em casos muito extremos - como no estupro e no caso de anencefalia - o aborto não precisaria ser legalizado simplesmente porque já tem respaldo da lei nesses casos. Dizem que gravidez indesejada é uma violência - como se o aborto não o fosse. O aborto é muito mais, e nisso todos os médicos concordam. É um processo extremamente traumático em todos os aspectos. Sei disso porque convivi de perto com uma familiar que sofreu um (e logo no comecinho da gestação). Me lembro que assisti à uma palestra de sexualidade na adolescência e o professor alertava às alunas: "gente, não usem pílula do dia seguinte 'porque é bonitinho' não... é algo extremamente perigoso pro corpo... usem outros metódos anticoncepcionais!" Fico imaginando ele dizendo o mesmo pras adolescentes quando o aborto for legalizado, porque tá se tornando uma coisa tão NATURAL que me assusta.

      Defendia a legalização porque achava que a mulher, um ser humano plenamente formado, tinha, sim, mais direitos do que um ser humano em estágio embrionário/fetal. Agora, me pergunto: por quê? Qual a diferença entre um feto de 6 meses na barriga da mãe e um bebê prematuro de 6 meses recém-nascido? Este último tem mais valor só pelo fato de estar fora da barriga da mãe?! Não é uma noção de pertence no sentido de se responsabilizar pela vida, mas de propriedade - como se pudesse decidir se o filho vive ou morre só pelo fato d'ele ser meu e de mais ninguém.

      Recentemente um casal de cientistas americanos publicou uma pesquisa defendendo (só teoricamente) a tese de que bebês recém-nascidos defeituosos (com anencefalia, síndrome de down...) podiam ser assassinados, no pretexto de que eles ainda "não tem consciência de si"... Enfim, os mesmos argumentos dos pró-escolha. Me parece que o único argumento das pró-escolha são que elas têm direito de decidir sobre a vida de OUTRO ser humano (não acho que é vida "em potencial" - o bebê reage dentro da barriga, se alimenta, respira, reage a estímulos... é vida, sim!) só pelo simples fato de estar na barriga dela. Me parece algo muito egoísta e infundado.

      Falam das "vítimas do aborto clandestino", como se elas fosse OBRIGADAS a abortarem clandestinamente. Ora, quem é pró-vida não quer aborto nem clandestino, nem legalizado. Cuide-se! Há tantas formas de evitar um filho...

      Um amigo meu disse que vivemos hoje em dia numa sociedade que exige muitos direitos, mas esquece dos seus deveres. E muitos pró-escolha argumentam que os pró-vida defendem a proibição do aborto mas não adotam nenhum bebê. Ora, claro que não e não vejo contradição nisso. Não vou pagar pela irresponsabilidade dos outros. Eu tenho o pleno direito de não querer criar um bebê que eu não gerei. Deixo isso aos que não podem ter filhos... É o mesmo que eu ir presa pelo crime que outra pessoa cometeu.

      E quanto aos que argumentam "proíbam a punheta!". Bitch, please. Não queira comparar um GAMETA que não dá em nada depois de 9 meses sozinho com um ser humano em plena formação.

      "É contra o aborto? Simples, não aborte!" Sim, da mesma forma que sou contra o assassinato e jamais matarei alguém. E não é por isso que quero que o assassinato seja legalizado. Parece falácia, mas acabei de provar lá em cima o porquê não vejo muita diferença entre aborto e infanticídio. Eu QUERIA de qualquer forma enxergar essa diferença, mas infelizmente nenhum pró-escolha foi capaz de me provar do contrário.

      Quer dizer, existe sim: a própria lei.
      http://direito.folha.com.br/1/post/2010/04/aborto.html
      (Inclusive uma amiga minha comentou que a proibição é uma "aberração em termos de legislação" e eu concordo plenamente com ela.)

      Mas né. Lei. Leis só servem pra assegurar nossos direitos - e se esses direitos são bons ou não é que são causa de discussão. Vejam isso aqui também: http://direito.folha.com.br/1/post/2012/01/por-que-quem-causa-o-acidente-contra-uma-grvida-pode-ser-julgado-por-dois-homicdios.html

      Contradições, contradições.

      Em todo o caso, fiquei satisfeita com as respostas à sua pergunta pois muitos pró-escolha parecem preocupados com os efeitos negativos que essa legalização possa trazer. Nos EUA, o aborto é legalizado até o 9º mês de gestação e isso me dá calafrios. É preciso muita, muita educação e consciência por parte da população antes de tomar uma decisão arriscada dessas. Infelizmente, o Brasil não funciona como outros países europeus - onde o aborto, depois de legalizado, só diminuiu. Acho que quanto mais a população for bem-instruído, menos o aborto - clandestino ou legalizado - será necessário.

    8. L.

      Eu não ia publicar isso não, mas vou aproveitar a deixa pra ressaltar aqui o quanto a timidez é uma safada, em todos os aspectos. Esses "sorrisos desarmados" eram fruto da minha consciência me alarmando do papel ridículo que eu estava fazendo (quem tirou as fotos foi minha irmã, mas a intenção de publicá-las no FB já era clara).

      Então, a timidez. Me lembro com clareza daquele trecho de "Memória de Minhas Putas Tristes" onde o protagonista diz: "o rubor é traiçoeiro." Diria que não só o rubor, mas o sorriso também nos trai. Às vezes, diante de um elogio, se me enrubesço ou simplesmente sorrio de vergonha, essas reações podem ser entendidas como se eu estivesse gostando do que ouvi. Não, pelo contrário. Primeiro que, em questão de elogio (e críticas, também), não me importo com o elogio ou crítica em si, mas com a pessoa que a faz. E, se gosto do homem que me elogia, costumo vestir a máscara da indiferença pra fazer charminho - assim como a gente escolhe a roupa de acordo com quem a gente sai, né? Se saio com um cara bonitão, é lógico que capricho no visual; caso contrário, visto qualquer roupinha ou reajo com naturalidade, mesmo.

    9. L.
    10. L.

      Também não sei o que ela anda fazendo. Quer dizer, sei em parte, mas é claro que ela não me conta tudo. Imagino que deva estar distribuindo autógrafos pra garçons dos bares soteropolitanos, como um garçom de um boteco do Largo do Paissandú (ao lado da Galeria do Rock) que, ao comentar que ela "parecia uma artista" (detalhe: ela estava sem maquiagem, de coque e vestindo um casacão azul simples), ganhou uma assinatura no seu bloquinho de notas com a seguinte dedicatória: "um beijo da BAILARINA DA BAHIA". Muito amor.

      Fatos verídicos.

    11. L.
      lacatrina responded to bdelykleon 21 May

      BASTANTE, nada. Quer dizer, tudo é uma questão de comparação, né? Perto dos meus colegas de trabalho eu sou uma verdadeira Draª em Astrologia quando vamos comentar um simples horóscopo, mas perto de uns amigos do RJ me leram meu mapa em questão de segundos me senti uma completa ignorante no assunto. Sei conversar sobre cinema sem passar muita vergonha também. E por aí vai. Eu sou como aquelas donas de casa que vão decorando trechos de enciclopédia pra impressionar as visitas - sei de tudo um pouco, nunca de pouco tudo. Me viro em conversas entre filósofos, fãs de BBB, góticos, satanistas, católicos, jogadores de RPG, garotas viciadas em esmalte, feministas, conversadores, fãs de Harry Potter e de Jorge Luis Borges.

    12. L.

      Agora é moda as pessoas afirmarem categoricamente que "não perdoam e não esquecem" quase como se isso fosse uma virtude, e talvez seja por isso que os escorpianos sejam tão admirados na astrologia. Vou mandar a real pra vocês: só quem verdadeiramente guarda rancor sabe o quanto sofre com isso. O rancor só faz mal pra quem o carrega. A solução pro rancoroso não é assumir uma suposta maldade, mas tornar-se masoquista. Porque dessa dor a gente não larga. Comentei ontem com a @alanafalcao que, agora que temos mais conhecimento sobre astrologia, sabemos que signos solares não são determinantes; mas parece que tentamos nos desvencilhar tanto dessa idéia que acabamos nos esquecendo da importância deles. Porra, eu tinha até me esquecido do quanto meu lado escorpiano é forte no sentido de nutrir sede de vingança e de não tolerar a deslealdade. (O escorpião prova do próprio veneno - é a representação mais fiel do que o rancor nos provoca.) Há pouco tempo sofri outras traições - não, não foi a traição ligada à infidelidade, mas à deslealdade. Por muito tempo achava bobagem essa coisa de diferenciar fidelidade de lealdade, mas essa diferença de fato existe. Infidelidade é você se relacionar com outra pessoa sem se desvincular de outra (pode ser amigo, namorado, ficante, qualquer coisa); deslealdade é você se desvincular de alguém sem mais nem menos, sem motivo algum e sem o mínimo de consideração, havendo uma outra pessoa ou não. Acho isso podre, ainda mais quando não há motivos. Parece que essas pessoas nos punem gratuitamente. E não vão pedir perdão por nada, pois aparentemente não fizeram nada de errado. E nem a gente fez. É um negócio estranho! E aí eu perdôo a pessoa, da boca pra fora, na tentativa de nutrir um perdão verdadeiro por dentro, mas não consigo. Foi me espelhando nessas pessoas que concluí que minha maior preocupação nessa vida é não me desvincular de ninguém - pelo menos não no sentido que mencionei anteriormente. Se eu me afasto de alguém, o faço de maneira franca, justa e limpa, como quem golpeia alguém de frente, e não por trás. Exponho os motivos, peço perdão e depois sigo em frente. Não sei como essas pessoas seguem em frente com dívidas tão altas. Posso dever pra bancos, lojas e outras instituições, mas jamais com os sentimentos de outras pessoas. Não preciso manter uma amizade ou qualquer outra relação com quem não me interessa mais; mas aí fingir que elas não existem, ignorá-las por completo e desconsiderar tudo o que já vivenciei com amigos, namorados e familiares me parece algo tão frio, tão cruel, tão ingrato e desumano que jamais compactuaria com isso. Então, torno a repetir: esse tipo de coisa eu perdôo da boca pra fora, mas por dentro, o rancor permanece.

    13. L.
    14. L.
    15. L.
      lacatrina responded to Formspring 19 May

      Álbuns completos, sempre. Adoro álbuns conceituais - ou aqueles que não têm um tema específico mas seguem uma atmosfera única, como Jessico, dos Babasónicos. O Babasónicos é uma banda de pop rock argentino (estilo Skank, Jota Quest, eu sei, um lixo), mas esse álbum é realmente especial. Tanto que a revista Rolling Stone do país fez uma eleição do melhor álbum dos anos 2000 de pop rock e "Jessico" ficou em 1º lugar (fico imaginando o lixo que é a música argentina em geral). O álbum segue uma atmosfera única. Alguns têm influências japonesas (El Loco), outras uma pegada mais rock 'n' roll (Soy Rock, mas dessa não gosto muito), romântica (Los Calientes, amo, sucesso absoluto)... e Yoli é maravilhosa. E olha o clipe dessa aqui, Rubi. Tem que ter conta no youtube pra assistir! O clipe é uma mulher se masturbando (não é explícito). O genial é que fizeram uma versão feminina e outra masculina pro clipe. E, apesar de ser heterossexual, vou postar aqui a versão feminina, porque homens se masturbando SEMPRE têm uma pegada cômica no meio. O homem é frenético demais; já a mulher é mais LÂNGUIDA, calma.
      (E no final do clipe aparece o RIDÍCULO, HORROROSO vocalista do Babasónicos com seu CABELINHO DE DÉBORA - obrigada, @trobairitz, por essa genial definição capilar que levarei pelo resto da vida.)

      http://www.youtube.com/watch?v=61AvoA5wqxg

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    16. L.
    17. L.
      lacatrina responded to Arkhangelsk1 17 May via iOS

      Coadjuvante, lógico. Ser coadjuvante não é uma opção, é uma imposição. Existem instruções de como ser bonzinho e de como ser malvado, mas nunca, jamais existiu um manual de instruções de como ser um coadjuvante, PORQUE NINGUÉM QUER SÊ-LO. É um acidente. Mesmo que haja a pretensão e o esforço em ser protagonista ou antagonista, você pode tornar-se coadjuvante involuntariamente. Porque ser coadjuvante dói mais do que ser figurante (assim como ficar em 2° lugar numa competição dói mais do que ficar em, sei lá, 3°, 9° ou 20° lugar). É aquela pessoa que não saiu no primeiro paredão do BBB, mas ficou até a final e mesmo assim não se destacou. Porque no mundo só há a dicotomia entre o Bem e o Mal, o Bom e o Ruim, a Perfeição e o Defeito - e tanto um dos dois como ambos podem habitar no ser - mas entre esses dois há o Nada, e é nesse Nada que o coadjuvante existe. Nos filmes e nos livros existe o protagonista inclinado a ser vilão; o vilão inclinado a ser herói; mas nunca o coadjuvante inclinado a ser protagonista - porque quando ele o é, deixa de ser coadjuvante. O coadjuvante é puro em sua nadice, ele é SÓ coadjuvante. Melhor, ele NÃO É. O oscar ao melhor ator coadjuvante é uma farsa: eles só premiam os atores que fizeram com que seus personagens "coadjuvantes" saíssem de sua essência pra promoverem-se a vilões (Christopher Waltz ganhando a estatueta por seu Hans Landa em Bastardos Inglórios é um ótimo exemplo) ou a heróis (não me recordo de nenhum exemplo agora, me ajudem). Ainda vou criar a parada do orgulho coadjuvante para propôr novas modalidades de prêmios à Academia: melhor ator herói; melhor ator vilão e melhor ator coadjuvante em sua mais pura essência. Mas, claro, só depois de promover a parada do orgulho contraditório; parada do orgulho escorpiano e PARADA DO ORGULHO MUSSUM (saudades, Mili).

    18. L.
      lacatrina responded to urivaladaresfs 16 May via iOS

      Meu impulso foi responder "CAPITÃO ÓBVIO CONTRA-ATACA" ou algo do tipo. Justo nesse último final de semana passei pra Alana umas respostas de um ano atrás usando, lógico, essa ferramenta. Mas o contentamento da galera com essa "descoberta" me surpreendeu tanto que eu acho que vou ficar quietinha, mesmo...

    19. L.
    20. L.

      A internet é traiçoeira porque a vida é traiçoeira. Como saber se você não tá me trollando? Eu vejo perfis por aí de gente que já me trollou e que talvez nem façam idéia de que eu ainda me lembre da trollagem deles, mas eu, infelizmente, me lembro de tudo. O rancor vem fácil. Eu disse a uma amiga ontem que eu quase choro ao perceber que eu constantemente volto à estaca zero em relação à várias pessoas. Com todo mundo é assim: começamos como desconhecidos, nos conhecemos, nos envolvemos - superficial ou profundamente, tanto faz, mas é envolvimento e marca de qualquer forma, e pode ser amor, amizade, qualquer coisa - e, por alguma razão, nos separamos e voltamos a ser completos desconhecidos um pro outro de novo. Dependendo dos casos, se a gente cruzar com essas pessoas na rua devemos tratá-las como se fossem completamente desconhecidas - por mais que elas ainda nos sejam importantes. Essas imposições são tão cruéis. Mas ainda mais cruel é o curso do tempo: a vida dá voltas. A gente ouve isso nas músicas, vê nos filmes, lê nos livros, chega a pensar nisso de vez em quando, mas quando CONSTATA ISSO DE FATO faz a gente quase enlouquecer. E sabe porquê? Porque com isso a gente perde totalmente a esperança. Acha que a gente nunca vai a lugar algum; que não há nada além disso a não ser a volta, a volta, a volta... Eu voltei a ser o que era. A partir do inverno do ano passado até o fim do último verão eu era uma pessoa triste, mas esperançosa. Hoje sou indiferente, porque se não for, enlouqueço. Aí você se entrega, vai, perde o controle, sem pensar em sonhos ou arrependimentos, porque tudo é ilusório, até mesmo o presente. Não quero conhecer gente nova - sinto medo, desânimo, cansaço de passar pelas mesmas coisas outra vez. É tudo tao igual. Sorte que a vida dura pouco. Imagine se fôssemos imortais? Deus é misericordioso de fato.

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