Oi?

Only accepts questions that include a name.
RSS Feed
    1. Ieda Marcondes

      Acho tudo aqui muito desinteressante (já não perguntaram tudo?, as respostas não são mais ou menos previsíveis?, principalmente se você levar em conta quem tá respondendo?). Prefiro ficar confraternizando com um macaquinho enquanto bebo amargamente achando que minha alma gêmea morreu em uma explosão (tá passando Indiana Jones).

    2. Ieda Marcondes
    3. Ieda Marcondes
    4. Ieda Marcondes

      Ainda não fui muito longe. Comecei por "Early Dialogues" do Sócrates, onde tem um diálogo sobre coragem e uma pequena introdução. Na introdução, eles citam o "A República" e achei que tinha encontrado de cara justamente o que eu queria pra poder corroborar o que eu desconfio. Mas aí consultei o Lucas Mafaldo, Platonista de plantão, perguntei se era o que eu tinha entendido mesmo, e não era. Já vi que as traduções confundem muito, e que o ideal mesmo seria ter alguma noção de grego.
      Mas enfim, no diálogo, um dos personagens diz que a coragem é o conhecimento dos valores morais. Mas Sócrates diz que não pode ser simplesmente um conhecimento, que deve ser algo mais. E, óbvio, ele não conclui. Eu tentei deduzir o que era esse algo mais, mas eu preciso ver se é isso mesmo. Aí que está o trabalho.

    5. Ieda Marcondes

      Em livros? Nunca peço pra ninguém autografar/assinar/escrever/desenhar nada em livros. Só eu que escrevo, com lápis, e só em certos tipos de livros, como os de filosofia, mas nunca em romances.

    6. Ieda Marcondes

      Meus pais, pão de queijo, guaraná, brigadeiro, coisas assim. Não há nada que me orgulhe muito na história ou na cultura do Brasil. Mesmo assim, quando saio do país, acabo invariavelmente sentindo falta de casa, da minha família e da minha língua, só por ser minha casa mesmo.
      Sempre que leio Chesterton me sinto um pouco culpada por não ter quase que nada de patriotismo. Mortimer Adler também diz que o patriotismo é das formas de amor mais superiores, e eu não consigo sentir.
      Fico triste ou irritada quando falam mal do Brasil ou mesmo da minha cidade, mesmo que eu concorde (e eu concordo), mas daí para amar realmente tem uma distância enorme. É só um desejo de que aqui fosse um lugar mais interessante e bom.
      Mas, bem, Chesterton também disse que os romanos não amavam Roma porque ela era grandiosa, mas que ela se tornou grandiosa porque eles a amavam, então tem de ver isso aí. Talvez o Brasil fosse melhor se tentássemos gostar um pouco mais dele.

    7. Ieda Marcondes
      ieda responded to delance2 13 Jul 11

      Eu não falo "par de jeans". Ninguém que eu conheço fala "par de jeans". Todo mundo fala calça jeans, ou jeans mesmo.

    8. Ieda Marcondes

      Quando os supostos inimigos morrem as coisas mudam um pouco. Eu tinha uma amiga com quem eu briguei feio e nunca mais falei. Poucos anos depois, ela faleceu num acidente de carro. No enterro, eu era quem mais chorava, completamente inconsolável. Vi a mesma coisa com a minha vó.
      Desde criança, nunca vi meus avós se tocarem. Eles dormiam em quartos separados e conviviam de modo extremamente frio, com algumas discussões ocasionais. Nunca vi trocarem um beijo, um abraço, nunca os vi de mãos dadas. A convivência era meramente funcional, ele fazia o que tinha de ser feito, como ir ao mercado ou consertar alguma coisa, e minha vó cozinhava e limpava a casa. Minha vó falava muito mal do meu avô, mas muito mal mesmo, o que meu vô, sem paciência sequer para discutir, simplesmente ignorava, mas quando ele morreu, ela ficou completamente sem chão, chorava e se perguntava o que ia fazer da vida sem ele.
      Falei de casos em que duas pessoas se gostaram, ou até mesmo se amaram, e depois passaram a se odiar (talvez não de verdade, mas na aparência pelo menos). Inimigos são freqüentemente ex-amigos, ou mesmo familiares, pessoas que se preocupam tanto com a outra que não podem tolerar ou esquecer um ato, alguma coisa dita.
      Não imagino como alguém possa se tornar um inimigo meu sem que eu o conheça profundamente e sem que eu me interesse de certa forma por ele, nem que seja algo de negativo, uma coisa tão besta ou feia que você não consegue parar de prestar atenção. Mas talvez a morte cause o perdão imediato, o esquecimento de todas aquelas reclamações das pessoas que foram um dia queridas.

    9. Ieda Marcondes

      Night owl. Eu costumava achar isso muito bom, bonito até, ficar acordada enquanto todos dormem e só esperar amanhecer pra ir dormir. A verdade é que às vezes a minha ansiedade não me deixa dormir, então a ansiedade vira produtividade (pra ler, escrever ou seja lá o que for) durante a madrugada. Por conseqüência, me sinto cansada durante o dia. E assim segue.
      O único problema disso é que você vai perdendo o contato com as pessoas. Algumas pessoas ficam online ou podem até estar fisicamente com você, mas não é a mesma coisa que andar na Av. Paulista no horário do almoço, coisa que pode ser incrivelmente infernal, mas, ou justamente por causa disso, estabelece uma conexão sua com o mundo.
      Como dizem as tias, faz bem sair, ver gente, tomar um ar. Isso é uma verdade. Um sujeito em depressão tem de sair de casa e conviver com as pessoas, pra tentar esquecer um pouco de si mesmo. Uma depressão é uma imersão tão profunda em si mesmo que você não vê mais nada que valha a pena, nenhuma coisa no mundo. Você tem de sair, se relembrar das coisas que existem ao seu redor.
      As night owl activies são essencialmente solitárias ou egocêntricas, então é perigoso acabar perdendo a perspectiva.
      Robin Williams no Actors Studio falou de como foi quando se livrou das drogas e de como era bom fazer parte, enfim, da "daylight experience". A "daylight experience" parece algo banal ou até mesmo irritante (frequentemente irritante), mas é uma experiência importante, se não for a mais importante.
      As conotações que luz e escuridão têm não são a toa. Noite, escuridão, trevas, etc., é onde você perde a definição das coisas, onde você se perde e não vê com clareza. A luz é quando você se acha e compreende.
      Mesmo sabendo disso e conhecendo bem os perigos das night owl activities, sigo com uma tendência natural para a noite. Mas me forço sempre a fazer parte da daylight experience porque sei que é para o meu bem.

    10. Ieda Marcondes
    11. Ieda Marcondes
      ieda responded to delance2 11 Jul 11

      Não, credo. Não é culpa da ferramenta se as usam para o mal. Veja, usar para o bem é remover um fio, uma olheira. Se você produz uma foto bonita E com aparência de natural, ótimo. Usar para o mal é aquela coleção de Photoshop Disasters, quando as pessoas ficam distorcidas, etc.. Com o Autotune, a mesma coisa, aquilo deveria servir para retoques, não para distorcer completamente. Isso vale para toda e qualquer tecnologia, em qualquer campo. Por exemplo, efeitos especiais em filmes. Alguns ficam uma merda, uma abominação. Em outros, você sequer percebe. Uma ferramenta é uma ferramenta, você pode fazer um bom uso ou um mau uso, a culpa é sempre da pessoa que a utiliza, nunca da ferramenta.

    12. Ieda Marcondes

      Se eu responder um videogame, vão falar "oh, típico da geração, é a decadência da humanidade, no meu tempo a gente brincava com dominó, etc". Muito bem. Eu brincava com dominó, com a minha vó. Brincava com ioiô, mas não gostava. Eu vivia me acertando e meu irmão ria de mim. Eu gostava de brincar de "polícia e ladrão". Era diferente de um mero "corre-corre" porque você tinha times, tinha prisões, das quais os presos podiam escapar, etc.. Gostei consideravelmente menos de "polícia e ladrão" quando brinquei com um baixinho chamado André que corria mais do que qualquer um. Eu achava que eu era rápida, mas esse André alcançava qualquer um e aí não tinha graça. Nas aulas de educação física, eu gostava de queimada, era boa, ficava sempre até o final, até levar uma bolada inglória na bunda e perder. Gostava também de rouba-bandeira. Mas meu videogame favorito era Mortal Kombat, porque meu controle era turbo e era a única forma de conseguir dar uma surra no meu irmão. Eu jogava com a Sindel.

    13. Ieda Marcondes
      ieda responded to delance2 9 Jul 11

      Vi no canal Viva, o Professor Raimundo perguntou àquela aluna portuguesa por que Sócrates brigou com os sofistas. Ela disse que os sofistas muito provavelmente haviam dado com a prancha em sua cabeça enquanto estava a nadaire.

    14. Ieda Marcondes
    15. Ieda Marcondes

      Quando no verão intenso do Brasil, sempre sonhei em viajar pra algum lugar em pleno inverno.

    16. Ieda Marcondes

      Queria poder dizer que pausei várias coisas importantes, mas nah. Estava olhando o twitter, o facebook... Queria poder pausar minha dor de garganta, mas isso não parece possível no momento. Agora eu poderia ler um livro que pode ser útil, mas tudo que é útil eu enrolo um pouquinho pra fazer. Acho que vou jogar um joguinho no computador.

    17. Ieda Marcondes

      Nunca conheci pessoalmente. Todos os velhinhos acima dos 70 que conheci ou não tinham mais paciência com coisa nenhuma (isso pode parecer sinal de inteligência crítica, mas no final das contas é uma deficiência, uma falta de controle) ou eram burros como qualquer outra pessoa mais nova.
      O mito do velho sábio é saudável porque faz com que a gente respeite os mais velhos na dúvida de que exista um sábio admirável, detentor dos segredos da vida, quando na verdade é preciso respeitar qualquer pessoa que tenha vivido tanto, sábia ou não.
      Ninguém fica sábio com a idade, automaticamente. Depende da pessoa extrair algum conhecimento concreto da experiência que ela tem, e isso é algo que raramente fazemos porque temos de remexer várias coisas, dá trabalho e nem sempre o que se aprende é agradável. Não é da disposição de todo mundo se tornar um sábio, ou mesmo querer se tornar um sábio, ainda mais na velhice, quando estamos, suponho, não só com o corpo cansado, mas com a memória cansada, a disposição cansada.
      Eu ainda acredito nos velhinhos asiáticos. Acho que é um daqueles casos que é clichê porque é verdade, porque realmente têm velhinhos asiáticos sábios. Eu sei que minha professora de japonês tinha uns 40 e pouco e eu achava ela muito sábia, então não duvido que um avô ou avó dela, se tiverem o mesmo temperamento que o dela, possam ser mais incríveis ainda.
      Mas, ó, acho que é isto: A sabedoria depende muito do temperamento correto. Talvez seja a combinação de temperamento e tempo e não somente tempo.

    18. Ieda Marcondes
    19. Ieda Marcondes
      ieda responded to delance2 1 Jul 11

      Não. Ou acho que não. Sinceramente, não me lembro. Se mandei, não foi nada malicioso, deve ter sido algo banal.

    20. Ieda Marcondes

Ieda Marcondes

São Paulo, BR

flavors.me/ieda

friends
smiles
40 all-time

Who Ieda Marcondes responded to

  • Delance
  • Marcio S.
  • Marco Aurélio
  • Vitta
  • Ramayana
  • Alana Falcão
  • B
  • Alicia Nunes Quinn
  • Vinícius
See all »

Who Ieda Marcondes is following

  • defective turret
  • Ductilissimo
  • Daniel Pellizzari
  • Raquel
  • Yu Huang Shang Ti
  • João Lucas Pimenta Pinto
  • Bruno Garschagen
  • Richard
See all »