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É a cabeça da Moira Shearer interpretando Olympia no filme "Tales of Hoffman". http://www.imdb.com/title/tt0044103/
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O tema do livro é a prostituição intelectual e o embrutecimento dos ideais causado pela vida comercial burguesa.
O que eu acho mais interessante nas personagens destes grandes romances realistas é a crítica a um tipo de idealismo 'não testado' pela experiência, que se revela uma mera grandiloquência vazia quando submetido ao cinismo da vida real. No fim, todos os grandes planos de Lucien de Rubempré se mostram pequenos: sua falta de consideração pelos familiares, sua ambição mesquinha por um lugar na sociedade. Lembro de um texto de Paul Johnson em que ele dizia que Rousseau nutria um amor abstrato pela humanidade, mas tinha um desprezo real pelas pessoas. É exatamente como eu vejo os 'heróis' idealistas de Balzac.
É meio que a antítese da tradição alemã dos romances de formação em que o jovem burguês inexperiente conhece pessoas que aos poucos o ajudam a formar seu caráter e a entrar em contato com as grandes questões da humanidade (veja o Hans Castorp, de A Mágica). Em Balzac e Flaubert as personagens se corrompem com facilidade porque jamais se submeteram a uma verdadeira Bildung. Tanto Lucien quanto Fredric Morel, de 'A educação sentimental', são jovens cheios de discursos grandiosos, que acabam sucumbindo à perversidade e à ambivalência ética das tramas sociais. -
"Love is not love which alters when it alteration finds, or bends with the remover to remove"
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Várias. Quem canta acaba invariavelmente decorando as peças de estudo.
Confesso que fiquei com vontade de aprender a pronúncia do russo só poder cantar essa aqui ó: http://www.youtube.com/watch?v=1vRYwaJC5FY&feature=related -
Charlatão.
Não irei desenvolver, mas pode confiar em mim. -
Ouvi dizer que ele lia 2 livros por dia. Vc poderia começar tentando repetir a façanha.
Desde que você não vire um perenialista, por mim tudo bem. -
É uma boa introdução genérica à história das religiões, em que Eliade faz antes o papel de historiador do que de teórico. Livros em que ele discute especificamente sobre a ontologia do sagrado, analisa fenômenos religiosos universais e discorre sobre cosmogonias são "Mito do eterno retorno", "O sagrado e o profano", e "Mito e realidade", este último sendo uma ótima introdução a Eliade.
"O tratado da histórias das religiões" é um livro mais denso e sistemático, em que ele analisa símbolos específicos de religiões de culturas diversas. Ele tem livros sobre o xamanismo tb, que eu não li e não me interessam. Segundo @Otsomagus não são o que há de melhor considerando o resto da obra.
(@urivaladaresfs também conhece Eliade, se quiser saber mais). -
O cinema clássico francês da década de 30 e 40 só tem obras-primas. Já falei aqui até demais sobre Carné, Renoir e Rene Clair. Os filmes deles tem uma cor tipicamente francesa, desde os cenários até o tipo de ironia social, que lembra Balzac ou Maupassant.
Clouzot e Melville tb são indispensáveis, quase tudo deles é bom.
Alías, nesta semana assisti Les yeus sans visage, sobre um cirurgião maluco e sua filha que usa uma máscara de porcelana meio sinistra porque seu rosto foi desfigurado num acidente. Gostei bastante. A trilha do Maurice Jarre no final do filme combinou perfeitamente com a imagem meio grotesco e meio bonita de Catherine indo embora da mansão.
http://www.youtube.com/watch?v=OuWb_nSsRSA -
Aos 15 eu era uma adolescente preguiçosa. Já tinha largado as aulas de piano, e fora o colégio e curso de inglês não praticava muitas outras atividades. Ficava o dia todo em casa lendo, assistindo filmes ou jogando video-game.
Em essência, não mudei muito. Com a diferença de que hoje em dia eu não consigo me entregar ao ócio contemplativo ou meramente inútil com a mesma ausência de culpa como aos 15 anos. -
De filosofia da ciência gosto muito de Edwin A. Burtt, Koestler, Alexander Koyré e alguma coisa de Kuhn. Uma leitura que eu quero retomar é a o Anthropic Cosmological Principle, de John D. Barrow, deveras fascinante.
Gostaria de saber mas sobre filosofia da mente, dei uma olhada por alto em Bernard Williams, que tem uma teoria interessante que diz que é possível que o foco da consciência não esteja localizado apenas na mente. Outras coisas que andei lendo me pareceram se respaldar demais num certo tipo de determinismo biológico, no estilo de um Sam Harris, que não me agrada muito.
Só sei alguma coisa sobre a filosofia da natureza dentro dos sistemas filosóficos idealistas (Naturphilosophie), especificamente o de Schelling, que é o autor que estudo. De maneira bem geral, a filosofia da natureza do início do século XIX, em contraposição ao mecanicismo, retoma a noção organicista de um cosmos dotado de uma inteligibilidade ou força vital que o direciona a um fim.
No caso de Schelling, a finalidade da natureza é o aparecimento da consciência humana, última etapa do processo de autorevelação do absoluto. -
Me parece que a conquista das liberdades civis que justificavam a existência do feminismo o deixou num vácuo que agora é preenchido por melindres e reivindicações inócuas. A cultura feminista nos dias de hoje é o maior reservatório de paradoxos. Exaltam o útero e ao mesmo tempo lutam pela legitimidade do aborto; consideram a feminilidade uma construção cultural ao mesmo tempo em que cultuam uma suposta supremacia feminina que dá vazão ao desprezo pelo sexo oposto; desejam extravasar a própria sexualidade mas não querem ser tratadas como objeto, e assim vai.
O que se passa na cabeça das feministas é que a sociedade tem uma dívida histórica que deve ser sanada através da hiperafirmação radical daqueles aspectos sob os quais a mulher supostamente teria sofrido algum tipo de repressão na história (estejam relacionados ao poder, à sexualidade ou ao espaço ocupado na sociedade), e nesta hiperafirmação acabam eliminando características constitutivas, como se tudo o que se relacionasse ao feminino fosse um papel imputado por um tipo de cultura dominante.
Na maior parte das vezes o que você vê é um discurso sexista e autoglorificador baseado num entendimento superficial e desarticulado do mundo, que não só confunde o papel da mulher, quanto tem por efeito colateral confundir o papel do próprio homem. -
Como se explica a passagem do infinito ao finito, que algo proceda do nada? Como se chega a sair de um Absoluto e a ir a um oposto?
Que a ciência fornecesse evidência material a respeito dos 3 primeiros segundos iniciais em que o universo foi gerado (seja a partir de um estado de contração anterior, seja a partir de quaisquer outras condições), a natureza metafísico daquelas questões e o mistério que elas comportam permaneceria intocado.
Se se postula que as leis mecânicas sempre existiram, automaticamente terá que se questionar pelo princípio que preserva a estabilidade e o funcionamento destas leis; se se postula que as leis mecânicas surgiram do nada, terá que se questionar pelo princípio que propiciou este surgimento. Isto é, o princípio que deve ser explicado jamais está contido no objeto da explicação, o sensível sempre depende de um princípio supra-sensível. -
Fassbender seria a Mônica Bellucci do universo feminino?
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Combinação imprescindível para um futuro promissor.
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Quem sabe, esses dias andei pensando em retomar o blog. =)
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Não sei. Tenho a nítida impressão de que prefiro ele com roupas.
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Evelyn Petersen’s Bio
i lie awake night after night and never get the answers right
Wants Questions About
- Thomas Hardy
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- filosofia da natureza
- espiões da guerra fria
- pintura sumiê
- música
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- noir francês
































