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      Comecei Digimon Xros Wars sem esperança alguma. Minha sobrinha tava lá com seus 4 anos, e eu pensei em apresentar Pokémon e Digimon pra ela. Mas ao invés de ser um velho otaku empoeirado e nojento, porque não dar pra ela assistir algo atualizado, que tá no ar hoje em dia? Aí começamos a ver Pokémon B&W e Digimon Xros Wars, legendado, o que joga no ralo toda a minha preocupação na escolha do material. Lógica, não trabalhamos.

      Pokémon B&W, inclusive, é bom pra caralho. Pelo menos no início, não tem medo e inova, resolvendo o principal problema que Pokémon sempre teve: os plots repetitivos, insossos e que não levam a lugar nenhum.

      Já Xros Wars era bem fraquinho. De cara eu já não gostei do tal DigiXros, e fiquei 30 episódios na espera da nossa boa e velha shinka. Aliás, quando veio, veio como Chou Shinka e me confundiu todo, até agora não sei qual o estágio do OmegaShoutmon. Se MetalGreymon ainda for Ultimate, então é Mega. Mas divago.

      Não gostei do DigiXros porque descaracteriza o que pra mim sempre foi um dos fatores mais interessantes em Pokémon e Digimon, ver o bichinho crescer e se superar. Eu não sou muito fã de coisas mecânicas que se juntam pra virar outra coisa, e no DigiXros o Digimon perde suas características de ser vivo e se transforma em meras peças mecânicas. Fiquei em estado de choque lá pro fim da série, quando MetalGreymon leva uma surra e suas partes que vieram do MailBridramon, aqui apenas pedaços de armadura, são despedaçadas. Era como se MailBirdramon morresse por desmembramento ali, de uma forma bem mais chocante do que se desfazer em dados, e a série tava CAGANDO pra isso. Sim, eu sei que a consciência de MailBirdramon estava em outro lugar e ali ele era apenas um acessório, mas isso por si só, entregar seu corpo como acessório para outra pessoa, já não é angustiante e não subtrai muito do personagem?

      Subtrair dos personagens é o que Xros Wars mais faz no início. Você tem apenas um digiescolhido e mais dois personagens humanos que não servem pra absolutamente nada. Você tem vários digimons, alguns com muito potencial como Dorulumon e Ballistamon, mas que não ganham um destaque que dure mais do que um ou dois episódios. São 30, com muita coisa colorida em volta, mas inteiramente sobre o Taiki e o Shoutmon.

      Mas aí tudo muda. É visível a decisão da produção de reformular toda a série. Saem Akari e Zenjiro, ganham mais destaque os anti-heróis, Nene e Kiriha. Acontece a tal Chou Shinka, e temos OmegaShoutmon, mas isso nem conta muito, ele só tem uma forma e quase nenhum digiXros. Mas de qualquer forma, de repente, a série ficou incrível. Sério, INCRÍVEL.

      Entrou em um processo de resgate de tudo que Digimon Adventure tinha de bom, o humor, o drama, a sagacidade, tudo. Não tenho certeza se a equipe de produção mudou, mas as melhorias são gritantes. Até um subtítulo a série ganhou.

      O que eu sei é que eu, que só aturei a primeira fase por conta da minha sobrinha, tava agora vibrando e ME IMPORTANDO com esses personagens. O Taiki se tornou um líder extremamente maduro e competente, finalmente a relação de amor e ódio que a série tenta te empurrar desde o início com o Kiriha funcionou (ele faz uma feladaputagem tão grande que se torna o personagem mais odiado no anime inteiro, mas dois episódios depois você não consegue mais sustentar esse ódio, por mais que tente). Só a Nene que continua apagadinha, coitada. Até o Yuu como vilão, que tudo indicava que seria uma forçação tremenda na amizade enquanto seu background ia surgindo, acaba se justificando e fazendo sentido. O cúmulo é o que a série faz, do nada, com o Deckerdramon. Um episódio, duas falas, e toda um relacionamento que não foi nem pincelado em 40 episódios surge entre ele e o Kiriha.

      Ah, AKARI. Nos episódios finais o roteiro faz eu me importar com a Akari, personagem que passava episódios inteiros sem falar nada que não fosse puro diálogo expositivo. E faz isso em, sei lá, menos de um minuto?

      E aí você tá lá, vibrando, com lágrima nos olhos. Essa sensação resume muito bem o que eu sentia quando era moleque com Digimon, vendo Wizardmon morrer, vendo Tai e Hikari, bebezinhos ainda, observando os monstros gigantes destruindo a cidade. E é muito bom ver que ainda é possível sentir a mesma coisa hoje em dia. Terminei Xros Wars com a vontade de rever Adventure e 02, Tamers e Frontier. Se pá até o Savers, que até hoje nem encostei.

      E tô começando o Xros Wars II. Já ganha pontos de cara com a referência a The Girl Who Leapt Through Time (que nada tem a ver com Mamoru Hosoda, parem de surtar, seus loucos). A segunda temporada é bem mais amarrada desde o início, já me importo com todo mundo de cara, e quando a virada do meio da temporada vier (e virá, é Digimon, sempre vem), tudo indica que vai ser ainda melhor que a primeira. Ah, e meu problema com o DigiXros foi resolvido. Como só um Digimon pode ser carregado no DigiQuartz por vez, você não consegue ver o outro Digimon se desassociando da sua identidade - é como se ele "emprestasse" o instrumento para o digimon base, ao invés de se transformar. É isso que acontece? Não sei, mas só de não ver a judiação meu coração já não dói mais.

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      Dark Onix foi um dos meus primeiros nicks, lá com meus 11 anos de idade, junto com Fênix e Hero, The Pokémon Catcher. Convenhamos, de uma epicidade que me emociona, esse último. 2001/2002 era a moda entre a criançada e pedófilos satélites ter como nick Dark Nome-de-um-Pokémon, por conta da expansão da Equipe Rocket, no TCG. Em 2004/2005 a onda eram os Shadow Pokémon, basicamente o mesmo conceito, mas impulsionada pelos Pokémon Colosseum e XD - mas isso não tem nada a ver com o assunto.

      Então, eu queria um Dark Meganium, a menina dos olhos do meu time em Pokémon Gold, mas já tinha uma moça com o nick no fórum da TAD. Aì foi Dark Onix, soava bem, a pedra ônix é negra, então vambora. Era meu nick no ICQ também, suspeito que por isso ficou. Aí depois percebi que Darkonix, tudo junto, era bastante sonoro. A pronúncia correta é Darkônix, mas todo mundo que lê sem saber lê Darkoníx - o que é bacana, Asterix e tal.

      O nick do nick oficial é Darko. A contração pra ranking de arcade é DKO, na minha cabeça faz alusão ao Donkey Kong.

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      Não, pois está no estado líquido. Solidifique-o e virará biscoito. Mas congelar não vale, porque aí vira picolé.

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      Difícil...Homunculus me fez devorar 9 volumes em 2 dias. Gosto desses seinen com jeito de cinema, quando penso em um favorito eles vêm a mente, tipo os do Naoki Urasawa, ou do Eiji Otsuka. Mas no pipocão mesmo, One Piece e Rurouni Kenshin e, ultimamente, Bakuman, Medaka Box e Nurarihyon no Mago. Ah, Sket Dance! Faz tanto tempo que não traduzem nada que até tinha esquecido.

    13. Darkonix
      darkonix responded to pepper 16 Dec 09

      Vamos lá. De personagens eu adoro a Donna Noble e todos os falecidos de Torchwood: Ianto, Owen e Tosh. O Jack é fascinante, mas tenho mixed feelings quanto a ele, mais pelos roteiristas às vezes errarem com o personagem. Ah, e a Christina de Souza, tomara que ela volte logo.

      Vilões...os Daleks são insuperáveis, mas são tão usados que às vezes cansam. Adoro o fato de DW já ter tido o Capeta em pessoa como vilão, de uma forma muito criativa. Mas a criatura que mais me surpreendeu foi o próprio ser humano, em Countrycide e agora, em Children of Earth. Aliás, os 456 também podem entrar pra lista, mais pela função deles na trama do que qualquer outra coisa.

      Casais...Jack/Ianto, for sure. E a relação Donna-Doctor, que a graça está justamente em não ser um casal. Owen/Tosh também, que descansem em paz.

      Agora, os episódios você me pega. Gosto de todos de DW que o Doctor não é o foco principal, como Blink, Planet of the Dead, Midnight e até o bizarríssimo Love & Monsters, pelo valor Trash. Silence in the Library/Forest in the Dead pela enorme gama de possibilidades que abre, espero que sejam bem aproveitados. Tem muitos outros, mas eu dificilmente vou lembrar agora. De Torchwood, Countrycide, o arco final da segunda temporada (tirando o último episódio, Torchwood tem problemas com últimos episódios) e toda a terceira temporada, que é impecavelmente chocante. Ah, e TODOS os episódios focados na Tosh, inclusive aquele da alien lésbica que não lembro o nome.

    14. Darkonix
      darkonix responded to pepper 16 Dec 09

      Ace Attorney seria óbvio. Etrian Odyssey satisfaz minha raiz hardcore que gosta de Dungeon Crawlers. Jump Superstars você já deve conhecer, mas se não conhece, é ótimo: você aprende sobre a história da Jump enquanto se diverte com um jogo a la Smash Bros. Não tenho meu DS a tanto tempo assim pra dizer. Mas tem um Shin Megami Tensei pra DS, e recomendo Shin Megami Tensei de qualquer plataforma pra todos que gostam de RPG e nunca jogaram.

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