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S~ao iguais, hah os competentes e os incompetentes (assim como entre nos, reporteres). Mas como eu normalmente lido com assessores de grandes instituicoes, todos costumam ser muito competentes. A diferenca na Europa eh que se alguem promete que vai te dar um retorno a pessoa realmente te dah, te liga de volta. Por outro lado, eles muitas vezes trabalham com deadlines mais longos do que estamos acostumados no Brasil ou nos EUA.
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Nem um nem outro. Os que acharam que ele foi ingênuo ou que mexeu onde não devia já pensavam assim antes, e quem o vê como um mediador eficaz que tenta fazer avançar uma pendência importante também já tinha essa ideia de antemão.
Minha percepção? Esse episódio mostrou que o Brasil de fato ganhou voz e projeção no cenário externo nos últimos 15 anos. Mas ter espaço para converter voz em ação são outros 500. Não é algo de que o carisma do Lula vá dar conta sozinho. -
Oi Olha, é meio ridículo isso, mas depende da pauta. Eu normalmente ajo de dois jeitos:
1) observo/ouço/vejo/leio uma coisa legal, checo se é verdade, penso em uma abordagem diferente, coloco no contexto e proponho à Redação;
2) tenho uma impressão formada sobre um determinado assunto que já esteja em curso, aí começo a ouvir gente a respeito, e, se for o caso, checar números. Se a impressão que eu tinha for a mesma impressão de mais gente (ou se for fato concreto), é uma pauta.
Em ambos, trabalho bastante com pré-entrevista, entrevistas e conversas que vc tem com as pessoas mas que não necessariamente vai aparecer em um texto - e certamente vão te dar uma base ou uma ideia para determinado assunto. Em todos os casos, checar se a abordagem/história é inédita também é fundamental. -
Oi Fernanda! Vou ficar te devendo essa. Já fiz documentário, mas faz muito tempo, e não tinha nada a ver com animais - que é um nicho bem específico. Não sei nem te dizer se a produção no Brasil é significativa, mas me parece que o melhor caminho seja procurar as produtoras que trabalham com isso. A National Geographics tem produzido bastante coisa. Abs.
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Pesa, mas não é o fim do mundo. Não trouxe ninguém. Como é por um ano, eu e meu namorado avaliamos que era pouco para ele largar tudo e me acompanhar. Mas fizemos um esquema de visitas aqui, mais ou menos bimestrais. Meus pais acabaram de fazer uma visita, e alguns amigos também passaram já. Quando eu fui para Nova York, foi a mesma coisa (eu era casa então). Sinto saudade das pessoas que eu gosto, claro, mas fora isso não teve maiores dramas. Tenho bons amigos aqui, e vc cria laços com o local onde vive. Se você é muito apegada, pense bem. Mesmo que leve seu namorado com você, vai ter saudade de quem ficou. É preciso ter um temperamento mais independente para morar fora por mais tempo. Você pode tentar se 'testar' por um tempo antes, talvez fazendo um curso mais prolongado, para ver como reage.
Não sei se ajudei, rs. Mas não desista por medo, tente se testar pelo menos. -
Oi, desculpe a demora. Eu disse Islândia, e os redatores escreveram Irlanda no texto. Mas valer, eu havia avisado para que corrigissem também. Não foi gravado outra não pq estava certo, mas suponho que se estivesse errado, seria.
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Oi, Luiza, desculpe a demora. Fiquei meses sem entrar aqui. Vou te mandar um email com meus contatos.
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Melhoraria se houvesse um correspondente em cada país mais noticioso, mas não necessariamente se o jornal dispuser apenas de um ou dois. A burocracia da UE está em Bruxelas, e muitas vezes precisa ser bem coberta. Mas a cobertura de Europa não se restringe às decisões da Comissão Europeia (fora que o Parlamento, por exemplo, está em Estrasburgo, e a presidência rotativa, neste semestre, em Madri _poderia estar em Bratislava até). As organizações estrangeiras estão sobretudo em Genebra, o dinheiro, em Londres e Berlim, as novidades em cultura e a academia (e mais organizações estrangeiras) principalmente em Paris, mas também em Londres. Qualquer que seja sua opção, algo sempre ficará de fora. E, hoje, viajar dentro da Europa é fácil.
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Na redação? No caso de Mundo, recolher material a partir de fontes zero (como os sites das instituições ou relatórios), de agências de notícias e de jornais estrangeiros para elaborar um texto que use essas informações como base e seja adequado ao leitor e à cobertura do jornal, colocar contexto (e se possível relações locais) nas informações, adequar o texto ao tamanho da edição, titular etc. Os redatores também cuidam, nas demais editorias, do texto dos colegas repórteres. Em inter, o bom redator não é um regurgitador de agências, e sim aquele que produz um texto original a partir das informações não apuradas por ele.
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Como jornalista, comecei em 1997 (segundo ano de faculdade), na Reuters. Em 2000 fui para CNN, fiquei dois anos. Em 2002 entrei na Folha Online, cobrindo mercados, e em 2003 na Folha, em Mundo, onde fui redatora, correspondente em Nova York (2004-5) e editora-adjunta até vir para Genebra
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Acho que o jornalista tem que ter ALGUM diploma, e de preferência em alguma área de humanidades (mas não necessariamente).
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Na Folha (e na maioria dos lugares que conheço), salário fixo - afinal, ser correspondente demanda um acompanhamento tão intenso dos assuntos de interesse que é difícil depender de freelancer. Mas temos excelentes colaboradores, sobretudo em Paris, que ganham por matéria e sugerem pautas de temas específicos.
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Nossa, muitos. Mas para me ater ao meu tempo de vida, da queda do Muro de Berlim (ok, eu tinha 11 anos), porque simbolizou uma reconfiguração geopolítica do mundo. E no Brasi, das Diretas Já.
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Sempre, sobre tudo. E se for um tema em que vc estiver por fora, tem de correr para ouvir quem entende. Leio em inglês, espanhol, francês e italiano (apesar de não falar as duas últimas direito). Dá para identificar assuntos em alemão e dá para identificar em russo também, porque eu aprendi o alfabeto. Mas nesses casos é só para saber do que estão falando mesmo, sem condições de ler. De qualquer forma, sempre tem algum site noticioso com versão em inglês na maioria dos países.
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Olá. Telefone + background que eu já tenho sobre o assunto. Isso é possível porque esse tipo de matéria não é exatamente uma apuração, não busca furos, é uma matéria analítica. Para saber quais os prognósticos, entrevistei um analista que esteva lá no primeiro turno, trabalha com política ucraniana e viaja frequentemente ao país. As informações básicas (data da eleição, candidatos) estão disponíveis em órgãos oficiais, artigos de analistas e agências há meses, são de conhecimento comum de quem acompanha o tema. E o histórico do país eu conheço, por ter acompanhado a Revolução Laranja e por ter já ouvido/lido muita coisa a respeito desde então.
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É difícil avaliar a quente, mas eu acho que precisaria de muito mais para o euro acabar(se é que dá para acabar, pois um projeto político de décadas não acaba em um surto do mercado). Mas balançou e deve continuar balançando.
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Podia, claro (e não culpo o repórter). A Folha nem foi das primeiras. É difícil analisar, mas na falta de um 'outro lado' acessível e talvez por verossimilança e empatia, nós da imprensa/mídia compramos depressa demais a versão da advogada, no máximo questionando a autoria do ataque, mas não o ataque em si. A diplomacia brasileira, aliás, também. É por isso que visões estereotipadas só estragam o jornalismo.
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Ela teve de pagar uma multa por ter enganado a Justiça suíça e foi liberada. Segundo o advogado, está se recuperando, mas não se diz onde.
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Lu Coelho’s Bio
Genebra, Suíça
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