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What made you smile today?
LEI NΊ 12.630, DE 11 DE MAIO DE 2012.
Institui o Dia Nacional do Reggae.
A PRESIDENTA DA REPΪBLICA Faηo saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Fica instituνdo o dia 11 de maio como o Dia Nacional do Reggae, data em que se homenagearα o ritmo musical difundido mundialmente por Robert Nesta Marley.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicaηγo.
Brasνlia, 11 de maio de 2012; 191o da Independκncia e 124o da Repϊblica.
DILMA ROUSSEFF
Anna Maria Buarque de Hollanda
Luiza Helena de Bairros -
Quando voltará com o podcast?
Em abril de 2012. "Andiamo avanti"!
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Oq leva as emissoras de tevê adotar uma política (de regime) absolutista sem a menor alternância – independente do desempenho – de apresentadores, vide: faustão, SS, xuxa gimenez, galvão, gugu, a.m. braga, c. massa, Jô Soares, zeca c., pha, Pedro Bial...?
É o que a maioria quer. As pessoas levam tudo o que passa nela muito a sério. Aposto que produtores quebram a cabeça o tempo inteiro tentando descobrir do que é que o povo gosta, o que é que ele quer ver e, nessa ânsia de querer agradar à ratatuia, são bem menos poderosos, autoritários ou alienadores do que se pensa. É o que o freguês quer, em última análise. TV nivela por baixo porque o distinto público, bem, não é nada bonito de se ver. Tirando as mocinhas bonitinhas nas primeiras fileiras do programa da Hebe, o resto é uma procissão de abantesmas. As senhoras gordas da platéia, rindo e se refastelando com enorme alegria, "sastisfeitas" que só. A simpática caravana de Jacupiranga, aêêê! Depois a animada caravana de Engenheiro Ernesto Austregésilo, aêêê...
Nem a tv fechada escapou. Me lembro do GNT no começo, tinha bons documentários. Virou um canal mulherzinha - até amigas minhas concordam comigo. Só fala em relacionamento, em discutir a relação, gravidez, filhos, estética, decoração, arrumação da casa, essas chatices. Você põe nele e lá está a Astrid Fontenelle num aeroporto entrevistando gente se despedindo e se reencontrando. Que porcaria é essa?
O que não nivela por baixo hoje? Às vezes tenho a impressão de que a sociedade inteira é uma grande nivelação que nunca passa, não pode passar, do meio-fio. E não estou falando só do povão, dos proles. Todo mundo ama TV. Do alto proletariado (classe média baixa, cada vez mais baixa) à classe alta. As pessoas discutem o emagrecimento do Faustão "ô Loco Meu, vem aí um dos Monstros Sagrados da Televisão Brasileira" Silva com o mesmo entusiasmo com que discutem as diferenças entre planos de operadoras de telefone. É seu mundo mental. Ou no que a Xuxa, que não é animal vertebrado, acredita agora - oh, não mais gnomos? Talvez ela acredite em bonecos de ventríloquo vivos depois de tanto ver o Luciano Huck com aquela cara de cera e vozinha anasalada. Ana Maria Braga, outra desprovida de coluna vertebral, mantém o mesmo sorriso desajeitado há anos num rosto acrílico, falando mole enquanto dá dicas imperdíveis para donas-de-casa. Ratinho e Datena cheiram à churrascaria de posto de beira de estrada, a festa em fazenda de dupla sertaneja, ao sujeito que te abraça com "grande carinho" e te chama de meu querido - e é de se imaginar o cheiro. Pedro Bial no BBB ainda é mais tolerável do que o da fase dos poeminhas. Augusto Liberato e Zeca Camargo são bicharocas e Serginho Groisman é o inominável. O intelectual da turma, o refinado é Jô Soares...
Não quero falar no Sílvio Santos, mas acho que isso aqui resume bem:
Porque sou a favor da violência e do sexo na TV
A Rede Globo é uma empresa nascida no berço da classe-média-alta carioca. É uma TV de Ipanema, do Leblon, com atores de teatro fazendo novela, romancistas e cronistas fazendo roteiros, diretores de cinema comandando núcleos de dramaturgia.
Já o SBT é a TV paulistana, do povão. Fundada por um camelô judeu, faz programas para a patuléia, entretém a esculhama, quer agradar ao lúmpem proletariado. Ratinho, Hebe, Gugu, as péssimas novelas mexicanas e os jornais sensacionalistas, que fazem matérias de 5 minutos sobre homicídios na periferia, ou sobre o nascimento de um urso panda no zoológico de Jacarta, estabelecem o patamar intelectual dos programas, que é baixo.
Nos anos 80 o SBT era um lixo. A qualidade técnica e a falta de dinheiro das produções era de doer. Pedro de Lara, Sônia Lima e Sérgio Malandro cambaleavam até a mesa dos jurados de um show de calouros, cujo cenário parecia ser feito de papelão e isopor coberto de cola pritt e lantejoulas. Os filmes eram dos anos 70 e a coisa toda exalava uma vulgaridade ímpar. As nossas faxineiras assistiam ao Domingo da Alegria. Nós, digníssimos membros da classe dominante e opressora, assistíamos ao Jornal Nacional e à novela das 8. O Brasil tinha então duas classes sociais: os globais e os essebetistas. Eu era (e ainda sou) global. A Cícera, minha mucama e ama de leite, era essebetista e, para minha diversão e regozijo, além de tudo gostava de ouvir o Eli Correia no rádio (oiiiiiiiiii, gente!!).
De lá pra cá
Por que o SBT não tinha dinheiro? Vamos lá, Sherlock. Pense. A inflação comia 40% do poder de compra da esculhama, que mal tinha dinheiro para a condução. O salário só dava porque as faxineiras faziam as refeições nas casas dos patrões, em um regime de claras reminiscências escravocratas. O SBT sempre foi feito para essa gente e não fazia sentido alguém comprar espaço publicitário e anunciar produtos para uma horda de miseráveis esfarrapados. O SBT minguava ao lado do povo.
A história toda mudou quando a inflação foi controlada em 94, e a classe baixa ganhou poder de compra. Comparados com uma classe média que via seu crédito achatado por juros de cartão e cheque especial, eles viraram filé. Os anunciantes rapidamente perceberam que seus novos consumidores eram agora os essebetistas e passaram a comprar espaço na banquinha do camelô judeu. Em pouco tempo, o SBT cresceu, novos programas surgiram, com mais dinheiro, mais recursos técnicos, mais pontos de audiência, porém sempre voltados para o gosto do povão: muita bunda, muita violência, muito pagode.
A Globo teve de se adequar ao gosto dos essebetistas para morder um pedacinho da nova torta. O Linha Direta, o Zorra Total e os peladões das novelas das 6 são a nova marca. O Boni, que não gostava da idéia, rodou.
Minha opinião
Minha opinião? A violência e o sexo na TV são o maior legado do Governo FHC. Antes eu reclamava do baixo nível da programação. Isso até ver a nossa Perfeita Biscate, de tailleur Gucci e do alto de seus saltos Prada, defendendo a idéia de uma comissão de burocratas em Brasília para controlar o conteúdo das redes. Aí tudo ficou claro pra mim. Os programas com violência e sexo são uma conquista do povo brasileiro. Talvez a maior conquista desde o fim da escravidão, desde a volta do voto direto. E a Marta, como todo petista assistencialista, que acha o povo estúpido e incapaz até mesmo de escolher um programa de televisão, quer privar os coitados dessa diversão democrática.
A baixaria é a vitória dos excluídos e assim concluo: quanto mais violência e sexo na TV, melhor.
http://canjicas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html -
Essa literatura tem tebm origens na Sociedade Teosófica ou nas suas franjas e reflete bem o tipo de idéia que anima esse neoespiritualismo contemporâneo. -- Pode falar mais um pouco?
Boa parte do que hoje conhecemos (ou melhor, pensamos conhecer) veio por meio do surto de pcultismo, espiritismo e neoespiritualismo da segunda metade do século XIX. Dessa época são as irmãs Fox, Andrew Jackson Davies, Douglas Home, Allan Kardec, Mme. Blavatzky, Olcott, Anne Bésant, Abbé Boullan, Eliphas Lévi, Jean Doinel, Jean Bricaud, etc.
Essa gente influenciou direta ou indiretamente o ocultismo do século XX e movimentos contestadores como a ideologia hippie através dos centros místicos e das seitas da Califórnia, por exemplo.
Todo esse orientalismo New Age vem dessa fonte. É claro que esse orientalismo é uma carcatura ou, no pior dos casos, uma completa deturpação.
Essas sociedades tiveram papel ativo em introduzir no ocidente teses e práticas hindus, budistas ou chinesas desvinculadas de seus significados mais profundos e, por vezes, sem nenhuma atenção aos seus efeitos deletérios fora de uma supervisão autorizada.
Essas lendas dos anos de Jesus na Índia servem para desvincular o cristianismo de suas doutrinas mais características e ligá-lo a esse orientalismo fake, tornando-o mera variação de temas de espiritualidade diluída em litros de sentimentalismo pequeno-burguês.
A força dessas deturpações é tanta que há gente que, honestamente, acha que pode se dizer cristão sem crer na ressurreição de Cristo, na remissão dos pecados ou crer na reencarnação. O cristianismo seria essa sopa pop de bom-mocismo, karma e meditação transcendental.
Tudo isso é lixo da pior espécie e não se sustenta de nenhum ponto de vista. Por exemplo, muitos desses chamados esotéricos, direta ou indiretamente ligados a determinadas sociedades, proclamam que um dia o cristianismo foi reencarnacionista e que Cristo foi deturpado pela Igreja. Bullshit. Nenhum texto evangélico ou mesmo as cartas de Paulo permitem essa idéia e nem mesmo a história do cristianismo.
Cristo na Índia é só uma variação disso. Não há nada que indique, nem remotamente, algo assim. Sabemos que Plotino e Pirro de Eléia foram à Índia e que suas doutrinas podem ter sido influenciadas pelos sábios que os gregos chamavam de gimnosofistas. Há livros excelentes sobre o tema.
Mas, no caso de Jesus é pura especulação. Serve somente para atiçar a imaginação de uma sociedade na qual as instituições religiosas oficiais já perderam a batalha com o laicisismo e não são mais respeitadas.
Serve para um tipo de homem ao qual o que importa são mistérios escondidos e não as doutrinas reveladas que exigem sacrifícios, trabalho e renúncia.
Esse mesmo público que tanto gosta de hinduísmo e de budismo teria a mesma simpatia por essas religiões se soubesse o quanto de sacrifício, ascetismo e renúncias elas exigem? Ele estaria disposto à prática séria do Yoga, por exemplo, e não somente essa palhaçada New Age de academia para desestressar e relaxar após a escravidão materialista?
Tudo isso é apreciado da mesma forma que se aprecia um maremoto. Na distância segura. Tudo isso é lixo.
Toda religião prega a porta estreita. Não há saída. Buddha é bom enquanto é aquele gordinho sorridente que vendem em feiras. Cristo é bom enquanto é um peregrino no Himalaia aprendendo uma doutrina secreta que não me afeta em nada a vida.
Essas historietas secretas sobre o cristianismo são tentativas de adaptá-lo a esse espiritualismo raso, tonto e molenga dos tempos modernos. Me lembra dos apóstolos que, diante de um discurso de Jesus particularmente difícil de aceitar, murmuravam entre si: "Esse discurso é duro. Quem pode ouví-lo?"
Jesus então diz a eles: "Quereis vós também me abandonar?" -
Será que um dia vc vai conseguir escrever um cena tão boa quanto a da morte de Baleia em "Vidas Secas"?
Sempre acho graça quando alguém se espanta de que Graciliano Ramos faça chorar com "a morte de uma simples cachorra". Ora, o que há de mais fácil é fazer chorar com cena de morte de cachorro, eles estão lá para isso mesmo.
Noventa por cento dos cachorros de filme morrem, e cem por cento dos que aparecem em thrillers e filmes de horror. Truquinho emocional mequetrefe, mas eficiente. Da minha parte não consegui nem olhar para a tela durante a morte do cachorro em "I Am Legend".
"Vidas Secas", o "Marley e Eu" da caatinga. -
Espaço para falar mal dos seus anônimos:
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Como ter consciência da morte? quer dizer, é muito fácil falar: ''um dia todos morreremos'' sendo que muitas pessoas mesmo assim agem como se tivessem muito tempo. como ter de fato consciência da morte? sabendo que cada ato seu pode ser o ultimo etc
Bom, depende muito do sentido que a morte tem pra vc.
Se vc acha que a vida acaba aqui mesmo e que a morte é um passaporte só de ida para o nihilum, então não lembrar que um dia vc vai morrer talvez possa ter suas vantagens.
Mas para o que crê, a morte é uma passagem para um destino póstumo que é decidido cotidianamente em cada ato da vida. A morte virá, efetivamente, como diz o Evangelho, como um ladrão à noite. Vc não sabe quando, nem como e nem onde.
Por outro lado, comumente, ninguém lembra de algo o tempo todo. Aliás, a lembrança é sempre precedida pelo esquecimento. Lembro, pois esqueci.
Ter consciência meramente "conceitual" de que vc vai morrer adianta pouco. Ou seja, vc sabe que vai morrer porque todo ser humano morre. Ou mais, pq tudo o que é limitado tem um fim.
O importante é se convencer intimamente de que vc vai morrer e que isso pode se dar agora. E essa consciência só vem com a meditação frequente dessa realidade.
Eu penso sempre na morte e a certeza de que posso morrer hoje me ajuda a tomar decisões, a ser correto. Não pq eu tenha medo de morrer ou do Juízo.
Mas pq a morte me mostra a impermanência de tudo, relativiza minhas pretensões e meus apegos.
Eu diria a vc que a morte é só um aspecto de uma verdade metafísica mais ampla e mais fundamental: a de que todo temporal é finito e que tudo acaba. Tudo o que é finito é impermanente.
Tudo se esvai no tempo. Aristóteles nota, na Física, que o tempo destrói tudo, pois basta que uma coisa exista para que comece a decair e morrer. Há uma assimetria entre a construção e a destruição. A construção leva tempo e exige ação. A destruição leva tempo, mas não exige necessariamente ação.
Sempre penso, dentro dessa perspectiva, no fato de que eu pasarei como passa o mendigo anônimo da rua do qual ninguém se lembrará qdo estiver morto.
Posso ser lembrado por meus filhos (se ostiver), meus netos (idem), meus amigos, etc. Mas, com o tempo, minha memória vai se perder e nenhum traço realmente significativo de mim terá restado. Isso é uma verdade que não posso negar.
Então, isso serve para humilhar minhas pretensões e orgulhos e saber que o único permanente é Deus. Cabe a nós nos tornarmos, pelo tempo e nas condições que nos são dadas, -ou ao menos esforçarmo-nos - seres humanos verdadeiros, realizarmos a metanóia que nos conduz de volta ao nosso lugar. Ou, em termos ontológicos, realizarmos nossa natureza plenamente.
Nosso destino póstumo está ligado intimamente a esse esforço. -
O que acha de Dubai? Da arquitetura da cidade?
Roubei essa pergunta do Gripp para citar o texto definitivo sobre Dubai, na qual ela é comparada com "a monster truck made of diamonds":
An Interview With Dubai
Matthew Diffee
CARTOON LOUNGE: Dude, what are you doing?
DUBAI: What?
CL: With all these flashy glass towers? You look like an idiot.
D: No, it’s awesome.
CL: No, man. It’s not awesome. You’re totally trying way too hard. You’re like a sixteen-year-old kid in West Virginia driving a Porsche—or even worse, like a monster truck made of diamonds.
Dubai: That would be tight.
CL: No man, that would be stupid.
Dubai: Whatever, but at least you’d get people’s attention.
CL: Yeah, for being a huge tool.
Dubai: You’re just jealous, man.
http://www.newyorker.com/online/blogs/cartoonlounge/2008/07/an-interview--2.html -
Você me tem saído o maior olavete da paróquia. Em todo post elogiando o maluco da Virgínia lá está você sorrindo.
Mas eu sou olavete. Estou dizendo desde 2006 que é um grande homem. E continuo dizendo.
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Bruno, o que tem a dizer a respeito de pessoas que veem a música como diversão e nada mais? Ou que até mesmo defendem as de qualidade vergonhosa com a desculpa de que 'precisam escapar da realidade cotidiana'? (o que pra mim não faz sentido).
É uma boa pergunta, Rafaela.
Não é uma questão que eu tenha bem definida comigo, sabe (por isso demorei duas semanas para responder, hehe). Se arte é algo além de diversão ou não. Se a diferença entre o cara que vai pro teatro ouvir a terceira de Mahler com a partitura na mão tem objetivos diferentes daquele que baixou "Baby, baby, o" do Justin Bieber no iTunes e fica ouvindo isso no iPod e dançando no meio da sala é meramente de escala ou de gosto.
A princípio eu diria que não. Trabalhemos com esta hipótese. E também vou usar o meu axioma de que a música não pode expressar significados não musicais.
Seriam coisas diferentes porque o objetivo das duas fruições é diferente, o ouvinte de Bieber está interessado em ouvir apenas algo que lhe seja familiar e estimule primariamente, enquanto o ouvinte de Mahler está interessado em ver progressões harmônicas, contraponto, etc.
Mas contra, eu gostaria de dizer que no fundo, os fenômenos complexos que existem na grande música, em última instância reduzem-se a um fenômeno de contração-distração que é basicamente o mesmo de uma música do Bieber. É lógico que há uma mudança de escala, ocorrem mais desses fenômenos de maneira mais complexa, mas o tijolo é o mesmo.
Assim, eu poderia dizer que a diferença entre Bieber e Mahler está na complexidade do fenômeno e não numa diferença formal exata.
Portanto, a diferença da pessoa que ouve Mahler da que ouve Biber, com a justificativa qeu Bieber é só pra divertir na verdade tem só um profundo mau gosto.
Espero ter respondido sua questão. -
Bruno, como seria a plebe romana digitando em miguxês latino aqui no fs?
Salve amiculi! :>) (emoticon romano encontrado nas catacumbas)
HoZi sun tam tlistis :<(((
Infeni cod kanis amice mee mortust :<((
Scriba ili cod multum amica meast et volo illa felice videre :>)))
hauahuahuaahuahau -
Ler HQs por causa do roteiro é como ir à ópera pelo libretto. Ñ q seja d todo sem importância, mas se o interesse é esse há opções melhores. - por que ler HQs, então?
Em geral eu procuro numa arte específica o que nenhuma outra oferece.
Por mais detalhadamente que um livro descreva algo, a minha liberdade ao imaginá-lo ainda é quase infinita. Á vezes é bom abrir mão dela por uma visão 100% pessoal, nos mínimos detalhes, daquela árvore ou daquela mulher, que é o que pintura dá.
Mas sendo a pintura um instantâneo, há visões visões desse tipo que ela não pode criar, que são de dois tipos: aquelas que se desenvolvem no tempo, como um naufrágio do início ao fim, um duelo, e aquelas grandes demais pra caberem num instantâneo, como um país. Pra isso existem quadrinhos e cinema.
Quadrinhos se justificam apesar do cinema porque existe neles uma coisa que não existe no cinema, nem mesmo no de animação, que é a liberdade quase total de ritmo de leitura. Você pode ler uma HQ um pouco como quem passeia num museu, passando mais rápido por aqueles quadros que interessam menos e demorando o tempo que quiser nos que gostar mais, e ir e voltar quase instantaneamente, e sem botões. -
Mas qual é o motivo da sua hesitação?
O Inferno. Acho difícil de aceitar. E reencarnação, num sentido individual e bronco, sem orientalices, ainda faz sentido para mim.
Mas sim, é verdade, Jesus falava sobre o Inferno. Digo a mim mesmo: "Não importa se você acha absurdo ou não, se Jesus disse que o Inferno existe, ele existe." Estou a meio segundo de dizer "É verdade, se ele disse, o Inferno deve existir."
Como alguém a meio segundo de pular numa piscina. E já meio caindo, não consigo deixar de pensar que continuo achando o Inferno absurdo. -
"Não fazem sobremesas? É isso que dá tentar ser engraçado o tempo todo, acaba soltando umas bobagens de corar meretriz da Vila Mimosa. Será que ele nunca comeu docinhos árabes? Nunca viu as sobremesas indianas? Nunca experimentou um gulab jamun?" by Daher
Mas por que você me joga uma mensagem por cima do muro e depois sai correndo, com seus pezinhos descalços de menino de recados? Por que não aperta a campaínha? O que acha que eu vou fazer, bater com uma vara de marmelo nas suas nádegas em pânico?
Mas sim, gulab jamun é bom sim. -
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Você admira os hippies?
Não, mas graças aos hippies nós temos isso:
http://www.youtube.com/watch?v=5AIRBpW1drEQuais são as melhores coisas pra se fazer em SP capital? Algumas dicas, Lord, sivuplê.
A vantagem de São Paulo é que ela é tão feia que você tem que ficar trancado em casa levando uma vida mental intensa. Logo, o que há pra se fazer em São Paulo é ler.
Mas quanto a lugares pra ir: Masp, Pinacoteca e restaurantes. Depois volta pro hotel correndo e tenta esquecer a cara das pessoas e das ruas.Não sei se que religião seguir. Não sei no que acreditar. Poderia você me dar uma dica?
Forget your troubles c'mon get happy,
you better chase all your cares away.
Shout hallejulah c'mon get happy
get ready for the judgement day.
the sun is shinin c'mon get happy,
the lord is waitin to take your hand.
shout hallejulah c'mon get happy,
we're going to the promise land
http://www.youtube.com/watch?v=2U-rBZREQMwMili, achas que o trabalho realmente dignifica o homem? Por que as pessoas quando querem atacar gente como eu, leia-se que não trabalha (não desempregado), usam esse argumento? O que há de tão especial, divino e louvável em trabalhar?
o trabalho em quase todos os casos escraviza e desumaniza. jah experimentei por alguns meses o mundo corporativo e, se a pessoa tem algum senso de liberdade, ela percebe a transformação dos neuronios em cupins e em seguida as outras celulas tb. logo vira uma massa de cupins, sem perder os delineamentos do seu corpo de humano. pés feitos de cupim, braços, mãos, paus de cupim entrando em bcetahs de cupim, cupins amassados no sexo. pegue um montinho de cupins com a mão e bata espalmando-a sobre a mesa e siga pressionando os cupins, amassando bem, dê socos na pasta que vai se formando. assim eh o sexo entre operários.
as cadeias produtivas sao cupinzeiros, as pessoas sao monstros-cupim dentro delas.
profissao eh um perigo pq todos vao confundir sua identidade com ela, e vc vai fazer o mesmo. nos telejornais aparece o nome do entrevistado e abaixo sua profissão. isso é o simbolo do que estou dizendo, o amalgamento perverso entre o nome próprio e o ofício. é preciso trabalhar mas mantenha-se acima da sua profissao. duplique seu self, ou triplique ou n-plique se for necessario, e mantenha estes selfs extras pendurados nos tetos lustres e nuvens, vendo tudo o que vc faz lá de cima. eles nao podem se misturar ao que vc faz mundanamente. ou vai sobrar o que de vc?
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Leandro Caracciolo
São Paulo, SP








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