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Pode comemorar: essa amostra de indicadores sociais que você elencou, apesar de (ainda) não ter sido adotada pelo IBGE, funcionou comigo. Das 6 coisas que você citou, curto uma de rico e uma de pobre - ou seja, classe média na veia.
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Blogs piscou-clicou do momento: A Feminista, Biscoito, LLL, NPTO, Fal e Já Matei Por Menos.
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Não. No trinômio sexo-drogas-rock'n'roll, as drogas conseguem a façanha de me interessar ainda menos que o rock'n'roll. Ainda bem que sobrou o sexo.
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Como todo bom texto raivoso e regina-duartista, é engraçado a perder de vista. Vejamos: acho engraçado chamar de preconceituosa uma disciplina que oferece todos os elementos para que se des(cons)truam os preconceitos (tão característicos de uma época e de uma classe social) do seu próprio criador. Acho engraçado chamar de ilógica uma teoria que trata justamente daquilo que não tem lógica, e acho engraçado que se chame de reducionista e falsa uma leitura - da qual se pode discordar, claro, mas falsa? Haveria então uma única leitura correta, essencial e superior a todas as outras? - original e criativa de um mito. Acho engraçado também que a Psicanálise seja vista basicamente como os textos que Freud escreveu há um século, como se eles não fossem constantemente reavaliados, criticados e reinterpretados pelos próprios psicanalistas - aliás, nem é preciso entrar numa biblioteca para constatar isso, basta ler os artigos de jornal da Kehl e do Calligaris. Mas, tabajaramente falando, não é só isso: o autor parte do pressuposto de que "Freud descobriu o inconsciente" é uma afirmação análoga a "Pedro Cabral descobriu o Brasil". E tem também essa suposição hilária de que os psicanalistas encontram-se loucamente empenhados em provar a cientificidade da Psicanálise. Enfim, é tudo muito engraçado, mas o mais engraçado mesmo é o ódio do respondedor: "Psicanálise boba, feia, cabeça de melão!". Talvez eu ache isso o mais engraçado de tudo por ser tão distante da minha experiência - a última vez que senti qualquer coisa que se aproximasse a ódio de uma disciplina acadêmica foi lá pelo terceiro colegial, quando eu tinha que estudar química para passar no vestibular. Enfim, obrigada pela dica, me diverti muito. :-)
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Então vamos ao universalmente aceito top 10 de hoje:
Jobim - Urubu
Gismonti - Alma
Hermeto - Festa dos Deuses
Dori - Kicking Cans
Orquestra Popular de Câmara - Orquestra Popular de Câmara
Toninho Horta - Serenade
André Mehmari - ... de árvores e valsas
D'Alma - A Quem Interessar Possa
Tutty Moreno - Forças D'Alma
Guinga - Cheio de Dedos
Paulo Bellinati - Guitares du Brésil -
Nem um pouco. Quem pergunta pra mim, em geral quer saber da minha vida, de música ou de psicanálise (é dessas coisas que meu blog fala); quem pergunta pro Idelber, geralmente fala de política, literatura e futebol; pro Gitti, de relacionamentos; pra Ana Elisa, de culinária... Nada que cause muita surpresa, portanto. Agora, uma coisa eu te digo: eu morro de curiosidade de saber quem são os entrevistadores do Alex, porque frequentemente as perguntas que fazem para ele parecem aqueles termos de busca do Rafael Galvão - as pessoas de fato perguntam ao Alex como perguntariam ao Google, ou seja, a Deus / o Oráculo. Essas pessoas sim, são merecedoras da minha curiosidade e admiração. Todas as outras são leitores comuns, e no contexto formspring pouco importa se se chamam Maria ou José.
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De nada, disponha sempre, beeeeeeeeeeijos.
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Adoro esse filme, e o mais incrível nele está na interpretação - como você bem assinalou - mais comum que lhe foi dada: um filme tem que ser muito brilhante mesmo para ser universalmente compreendido como uma grande aula aos homens heterossexuais sobre as mulheres quando o suposto professor - o personagem principal - é um estuprador.
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Teve um dia em que deixei 3 ovos caírem no chão, e aí xinguei muito o gênio (o que é sempre melhor do que xingar a si próprio). Foi assim: eu os tinha tirado da geladeira para que ficassem em temperatura ambiente, e deixei-os sobre um pano de prato branco. Ovos brancos, pano branco... Passou um tempo, lavei um copo; puxei o pano pra secar e os ovos, camuflados, voaram pela cozinha toda. Não foi bonito de se ver. Só não chorei porque felizmente tenho o melhor papel-toalha do mundo, que nesse dia me ajudou deveras.
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Meu top defeito e minha top qualidade, como sói acontecer, são os dois lados da mesma moeda, os dois legumes da mesma faca, o Côncavo e o Convexo, a Ruth e a Raquel... Enfim, um só existe por causa do outro e vice-versa versa-vice num ciclo da vida que não é bem o do rei leão, mas sim o do Freud mesmo - a imbricação das pulsões sexuais e de morte e tals. Explico. O top defeito, de longe, é a preguiça: monumental, macunaímica, procrastinadora, espreguiçadora, envolvente como o diabo. A top qualidade, por sua vez, é uma ultra mega empolgação, excitação, paixão, entusiasmo, ânimo e interesse - pelo quê é o de menos, o objeto varia. Vai daí que, como sou empolgada ao extremo para algumas coisas, frequentemente não sobra energia alguma para todas as outras. Naturalmente, as coisas com que eu mais me empolgo dificilmente coincidem com as mais urgentes e necessárias que tenho pra fazer.
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Oh, que bonitinh@ você. É que eu parto do pressuposto - claramente ingênuo - de que os negos e negas que se dispõem a me perguntar qualquer coisa aqui já conhecem o meu blog (mas, sei lá, vai ver isso aqui é tipo chatroulette de perguntas e só eu não percebi ainda), então eu pensei que você sabia maomeno de que tipo de música eu gosto. Eu tenho dois blogrolls só pra isso, clica em qualquer coisa e tente ouvir por mais de 10 segundos: http://rre.opsblog.org
Mas fico feliz que você tenha sentido vontade de compartilhar comigo algo que te encantou. :o) -
Eu recomendaria que, antes de qualquer livro, você procurasse ler o que a sua família escreveu e passou adiante - bilhetes, cartas, anotações de aula, diários, cadernos de música, de receitas...
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Além dos genéricos? Porque eu, como basicamente todo mundo que conheço, tenho preconceito contra tudo aquilo que não é o homem-rico-branco-heterossexual. Alguns preconceitos idiossincráticos, que fogem dos preconceitos-chavão contra negros e homossexuais, por exemplo, são: preconceito contra quem pontua assim!!!!!!!!!!! entendeu????????; preconceito contra quem cozinha com Sazon; preconceito contra apreciadores do gênero musical pagofunk, e assim por diante. As possibilidades são infinitas.
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Sim, ué. Você olhou a lista, viu que não tinha Coltrane lá e... Vem me perguntar se faltou? Claro que faltou, oras, qual é a dúvida? :-)
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Não acho babaquice não, acho só ignorância mesmo. A gente se forma no colegial - bom, pelo menos aquela gente que, como eu, fez um colegial ruim - com um conceito positivista de ciência. Por acaso fui estudar Psicologia depois, e me desfiz disso - mas se eu tivesse ido fazer, sei lá, engenharia, era capaz de eu ser até uma excelente engenheira hoje - com a mesmíssima visão de ciência desses caras aí, revoltados com a pouca cientificidade da Psicanálise.
Mas vamos às leituras! Obviamente que esta não é uma lista "aprenda psicanálise djá" - vou só mencionar alguns livros e textos pelos quais me apaixonei: Freud - A Interpretação dos Sonhos, Luto e Melancolia, O Estranho, Além do Princípio do Prazer; Melanie Klein - Mourning and its relation to manic-depressive states; Bion - Learning From Experience; Winnicott - Playing and Reality; Ogden - Subjects of Analysis, Conversations at the Frontier of Dreaming, This Art of Psychoanalysis; Fabio Herrmann - Clínica Psicanalítica: A Arte da Interpretação; Luís Claudio Figueiredo & Nelson Coelho Jr - Ética e Técnica em Psicanálise. -
O jazz entrou na minha vida por causa da separação dos meus pais. Enquanto eles eram casados, minha mãe dominava a vitrola de casa, basicamente com MPB e música erudita. Então minha primeira infância foi marcada por Jobim, João Gilberto Gil (que para mim eram a mesma pessoa), Jobim, Elis, Jobim, Caymmi, Jobim e um Chopin aqui e ali. Nunca entendi bem o porquê, mas foi só quando eles se separaram que meu pai foi atrás de ouvir a música que lhe agradava, e que nunca interessou muito à minha mãe. Eu tinha 8 anos, e o que mais me marcou nessa época foi Frank Sinatra (por causa do disco com... Jobim), Pat Metheny Group (em boa parte também por causa dos parentescos com a música brasileira - a gente ouvia muito o Still Life e o Letter From Home naquela época) e Oscar Peterson, que - aí sim - era bem diferente de tudo o que eu conhecera até então. Com essas três referências iniciais, fui indo. Quando um disco te interessa, é fácil chegar a outros dez apenas a partir daquele.
Sua outra pergunta é bem mais difícil de responder. A resposta padrão é "jazz e música brasileira", mas a verdade é que é realmente difícil extrair um denominador comum de toda a música que eu amo (e, aliás, graças a deus). Talvez a única característica presente na maior parte (e atente para o fato de que "maior parte" é um conjunto menor do que o todo) da música que ouço hoje em dia é a improvisação. -
Porque os médicos, estes Seres Superiores, obedecem à uma Entidade Superior, a Ciência, que é onipotente, onisciente, está acima de todas as coisas e não erra jamais, amém.
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Quando você diz "optar", você diz como preferência teórica ou como opção de tratamento para pessoas ou patologias específicas? Te digo que "optei" pela psicanálise no sentido de que foi um troço pelo qual me apaixonei e resolvi estudar em determinada época da minha vida; mas isso não quer dizer que seja necessário "optar" pela psicanálise no tratamento do que (ou de quem) quer que seja. Psicanálise não é para tudo nem para todos, oras.
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