pergunta ae mulekada; que nós respondemos na base do beijo :Dㅤㅤ

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    1. Caio Lacerda
    2. Caio Lacerda

      Crianças soltando pipa, pulando corda e elástico, caindo de patins, virando estrela na rua, tomando banho de chuva, andando na garupa de alguma bicicleta, brincando de tazos, pique esconde, pique rela, pique gelo, pique pega, escolinha, polícia e ladrão, elefante colorido, mamãe da rua, queimada, escritório, cabaninha, passa anel, mês, stop, detetive...

      As crianças que eu conheço só sabem usar a internet e muito bem, aliás.

    3. Caio Lacerda

      Olha, em síntese, eu acho que se tu termina com uma pessoa porque ela ficou com outra, então tu nunca gostou dela em primeiro lugar. Se tu quer um relacionamento duradouro com outro SER HUMANO (e não uma cômoda), tu tem que entender que esse ser humano está exposto ao MUNDO, a outras pessoas, a mudanças, a temperamento, a depressão e a empolgação, enfim, a todo o tipo de sentimento forte e falta de razão que um ser humano pode ter.

      Tu tem que estar preparado pra compartilhar boa parte da tua vida com essa pessoa e receber boa parte da dela de volta, o que envolve coisas nas quais tu não tem envolvimento algum. Ela pode ser tua namorada, tua esposa que seja, mas ela não é e jamais será "tua". Ela não é uma cômoda. É bonitinho chamar a pessoa de "tua", mas ela não é uma posse, e não deve ser tratada como uma. O quanto mais tu tratar ela como tua, mais ela vai querer ser dela mesma.

      Ao longo de uma vida ao lado de alguém, tu vai perceber várias coisas que essa pessoa vai fazer e vai mentir pra ti que não fez, porque tu pressionou ela a fazer isso. Se tu dá abertura pra que ela faça, mas deixa claro que não vai ficar feliz com isso, ela vai most likely tentar te compreender e não fazer. Do contrário, se tu simplesmente impuser que ela não faça algo, pelo simples motivo de que vocês estão comprometidos, ela vai querer desafiar isso, e vai mentir ou te magoar na cara dura. Ela pode também se deprimir e tornar o relacionamento um inferno.

      Eu não gostaria de viver numa gaiola. Eu não quero e não gosto de ouvir "tu não pode". Eu estou sempre aberta a discussões e a compreender a pessoa que eu amo e as razões e sentimentos dela, por isso espero que ela faça o mesmo a meu respeito.

      A MJ não gosta que eu mostre o corpo pra outras pessoas, e isso sempre me magoou porque parecia que ela tava me censurando ou julgando; no momento em que ela conseguiu expressar como ela preferiria que não, que ficaria chateada se eu fizesse, mas que eu era livre pra não fazer, eu passei a respeitar. Da mesma maneira, tem coisas que ela quis fazer e eu a princípio não concordava, mas ela não me pertence e eu não quero que ela se afaste de mim, então preferi aceitar e incorporar isso na minha vida com um olhar positivo ao invés de perder ela, ou pior, incentivar ela a mentir pra mim. Eu vejo isso não só como um ponto positivo na evolução do nosso relacionamento, mas também como uma melhora pra mim, que fiquei bem menos assombrada com o assunto.

      Tô tentando separar as coisas por parágrafos espaçados como alguém me sugeriu, mas como eu normalmente escreveria tudo no mesmo parágrafo por ser a mesma ideia, me obrigo a separar ideias iguais só pra melhorar a leitura. Espero não estar avacalhando ela ao mesmo tempo que tento melhorar 8D

    4. Caio Lacerda

      Só funcionar com café. Tomar café na Starbucks. Só ir em lanchonete com wi-fi. Ter smartphone. Não ter smartphone porque a tecnologia está acabando com as relações de pele. Ser adorador da Apple. Xingar adoradores da Apple. Dizer que sente falta dos disquetes e outras parafernálias tecnológicas velhas. Ter um tocador de bluray. Ter um Playstation 3. Ter um tocador de bluray E um Playstation 3. Ter um kindle. Ter um iPad. Ler livros no seu ebook reader. Ler ebooks em inglês de livros que você tem fisicamente em português. Usar metonímia. Não gostar de Machado de Assis e gostar de Hemingway. Ler Bukowski. Ler Chuck Palahniuk. Comparar Palahniuk e Bukowski, atestando a superioridade do segundo. Chamar autores pelo sobrenome. Chamar Machado de Assis de Machadão. Fazer playlists para livros. Gostar de Radiohead. Gostar de The Smiths. Baixar soundtracks. Gostar de 500 days of summer. Colecionar selos. Dizer que o filme de Clube da Luta é uma das raras adaptações que ficaram melhor do que o livro. Ser contra o sistema. Ouvir Legião Urbana. Ouvir os álbuns em italiano do Renato Russo. Ter discos de vinil. Comprar CDs por gostar do sentimento de posse real sobre a obra. Ir a exposições de arte. Gostar de Frida Kahlo. Ter um quadro em holograma da boca de The Rocky Horror Picture Show. Gostar de Andy Warhol. Conhecer As Latas de Sopa Campbell por outro motivo que não o episódio de Castelo Rá-Tim-Bum. Dizer que gostava dos programas infantis da Cultura. Brigar com usuários de Internet Explorer, exaltando as qualidades do Google Chrome ou, pior, do Safári ou do Opera. Dizer que o Firefox um dia já foi bom. Dizer que ouvir CDs em modo shuffle é uma ofensa ao artista, que pensou no álbum como uma obra que merece ser apreciada em sua ordem correta e seu todo. Gostar de Pink Floyd. Ter uma camiseta com a capa do The Dark Side of the Moon. Corrigir metáforas com estrelas dizendo que são astrofisicamente impossíveis. Não gostar de anime, só de Death Note. Jogar Pokémon e não gostar dos pokémons de fogo. Escrever fanfic. Ter um blog. Ter tumblr. Estudar em universidade pública e comer no bandejão. Falar "vou pra USP" em vez de "vou pra faculdade". Estudar publicidade, jornalismo, história. Estudar computação, física, engenharia ambiental. Estudar medicina. Dizer que não gosta do sistema de vestibular. Dizer que, se vivesse nos EUA, gostaria de estudar em Yale. Falar USA em vez de EUA. Usar o celular em inglês. Ajustar as horas para AM/PM. Sonhar em ir pra Londres. Falar London em vez de Londres. Gostar da Rússia. Assistir Six Feet Under. Assistir The Big Bang Theory e reclamar das referências erradas. Ter gostado de Beleza Americana. Na copa, torcer pra Argentina. Ser comunista. Dizer que o punk perdeu a essência. Dizer que deveria ter nascido em outra época. Assistir a série clássica de Doctor Who. Discutir sobre a superioridade de Star Trek sobre Star Wars. Dizer que a trilogia nova de Star Wars é ruim. Participar de fandom. Ter insônia. Comer comida japonesa. Corrigir as pessoas, dizendo que yakissoba é da culinária chinesa. Comprar revistas de fotografia. Ser fotógrafo. Ler jornal. Faz palavras cruzadas. Fumar. Só fumar Marlboro. Odiar cigarros com sabor. Ser antissocial. Ir no psicólogo. Tomar remédios psiquiátricos. Não assistir TV. Assistir o Programa do Jô. Usar foursquare. Querer viajar para latitudes acima de 11º a 15 no O ou S, para viver noites brancas. Ir em bares. Gostar de bares "copo-sujo". Comer cupcakes. Ter tatuagens de frases. Gostar de Chico Buarque. Fazer trocadilhos com o próprio nome. Seguir o Obama no twitter. Votar nulo. Ter formspring. Listar coisas pedantes. Fazer muitas das coisas da lista.

    5. Caio Lacerda

      Vejo quantas páginas o livro tem.

      Leio a parte de trás, leio aquela parte que serve como marcador de página, leio as dedicatórias, introdução, a fonte em que foi escrita.
      Aí começo a ler de verdade. Paro, finjo que esqueço que tenho um livro, pra voltar correndo e ficar surpresa "oh! como esse livro foi parar em cima da minha cama?". E abraço, durmo com ele, cheiro, dou todo o amor e carinho.
      Pra depois ter que devolver ou guardá-lo na estante. Será que é assim amor de mãe pra filho? :(

    6. Caio Lacerda

      Ah! para que eu estou amando conhecer você, velho sempre gostei de você mesmo antes de te conhecer pessoalmente, sabe aquelas frases tipo "tem pessoas que você conhece a 1 mês e você confia e ela se torna mais especial do que aquelas que você conhece a mais de 2 anos" então essa vai para você linda menina, te adoro muito não se esqueça disso ok? mil beijos p/ você e espero ter você sempre ao meu lado <3

    7. Caio Lacerda

      Primeiro, as cores.



      Depois, os humanos.

      Em geral, é assim que vejo as coisas.

      Ou, pelo menos, é o que tento.

      EIS UM PEQUENO FATO

      Você vai morrer.

      Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.

      reação ao fato supracitado

      Isso preocupa você?

      Insisto — não tenha medo.

      Sou tudo, menos injusta.

      — É claro, uma apresentação.

      Um começo.

      Onde estão meus bons modos?

      Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente.

      Nesse momento, você estará deitado(a). (Raras vezes encontro pessoas de pé.) Estará solidificado(a) em seu corpo. Talvez haja uma descoberta; um grito pingará pelo ar. O único som que ouvirei depois disso será minha própria respiração, além do som do cheiro de meus passos.

      A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu?

      Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo — o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar.

      uma pequena teoria

      As pessoas só observam as cores do dia

      no começo e no fim,

      mas, para mim, está muito claro que o

      dia se funde através de

      uma multidão de matizes e entonações,

      a cada momento que passa.

      Uma só hora pode consistir em milhares

      de cores diferentes.

      Amarelos céreos, azuis borrifados de

      nuvens. Escuridões enevoadas.

      No meu ramo de atividade, faço questão

      de notá-los.

      Já que aludi a ele, o único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade. Ajuda-me a agüentar, considerando-se há quanto tempo venho executando este trabalho. O problema é: quem poderia me substituir? Quem tomaria meu lugar, enquanto eu tiro uma folga em seus destinos-padrão de férias, no estilo resort, seja ele tropical, seja da variedade estação de inverno? A resposta, é claro, é ninguém, o que me instigou a tomar uma decisão consciente e deliberada — fazer da distração minhas férias. Nem preciso dizer que tiro férias à prestação. Em cores.

      Mesmo assim, é possível que você pergunte: por que é mesmo que ela precisa de férias? De que precisa se distrair?

      O que me traz à minha colocação seguinte.

      São os humanos que sobram.

      Os sobreviventes.

      É para eles que não suporto olhar, embora ainda falhe em muitas ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça, mas, vez por outra, sou testemunha dos que ficam para trás, desintegrando-se no quebra-cabeça do reconhecimento, do desespero e da surpresa. Eles têm corações vazados. Têm pulmões esgotados.

      O que, por sua vez, me traz ao assunto de que lhe estou falando esta noite, ou esta manhã, ou seja lá quais forem a hora e a cor. É a história de um desses sobreviventes perpétuos — uma especialista em ser deixada para trás.

      É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:

      * Uma menina

      * Algumas palavras

      * Um acordeonista

      * Uns alemães fanáticos

      * Um lutador judeu

      * E uma porção de roubos

      Vi três vezes a menina que roubava livros.

    8. Caio Lacerda

      Eu, Tu e Ele fomos comer no restaurante e no final a conta deu R$30,00. Fizemos o seguinte: cada um deu dez reais:
      Eu: R$ 10,00
      Tu: R$ 10,00
      Ele: R$ 10,00
      O garçom levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse o seguinte:
      - Esses três são clientes antigos do restaurante,
      então vou devolver R$5,00 para eles!
      E entregou ao garçom cinco moedas de R$ 1,00.
      O garçom, muito esperto, fez o seguinte: pegou R$ 2,00 para ele
      e deu R$1,00 para cada um de nós. No final ficou assim:
      Eu: R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Eu gastei R$9,00.
      Tu: R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Tu gastaste R$9,00.
      Ele:R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Ele gastou R$9,00.
      Logo, se cada um de nós gastou R$ 9,00, somando, juntos gastamos R$ 27,00.
      E se o garçom pegou R$2,00 para ele, temos:
      Nós: R$27,00
      Garçom: R$2,00
      TOTAL: R$29,00

      Pergunta-se: Cadê o 1 Real?

    9. Caio Lacerda

      Fico horando com tão belas palavras. Só acho que temos que saber diferenciar um site de outro assim como com o que conversa com cada pessoa, não devemos ser iguais em todos os lugares. Mas isso não que dizer que você tem que deixar de ser você mesmo, mas que as vezes não se cabe ser engraçado ou serio de mais em alguns ambientes, temos que nos saber porta em cada lugar e levar isso como aprendizado na nossa vida. Sei lá isso que acho e penso, cada um sabe o que faz porém ne, Beijos

    10. Caio Lacerda

      Gatos, quaisquer filhotes de animais, descobrir que tem algum doce em casa, receber um presente inesperado, receber alguma coisa pelo correio, sol de 16:30, passar a mão em uma superfície macia, abrir na exata página do livro que o professor mandou, achar dinheiro no bolso da calça (ou em qualquer lugar, for that matter), receber um elogio qualquer, sentir nostalgia, ver alguém sorrindo por minha causa, witty comments, a sensação de acordar antes da hora e poder voltar a dormir, receber uma SMS inesperada (que não seja da operadora, que senão é frustrante), ver alguém dormindo em paz, ser bem-recebido por um funcionário numa loja, sons diferentes, adivinhar a hora sem olhar para um relógio e depois conferir que estava certo, coxinha com muito requeijão, chocolate com menta, descobrir que tem Fanta Uva no lugar onde estou almoçando, lembrar inesperadamente do nome da música que se manteve na minha cabeça há horas, ver uma criança com um DS, ou ver uma criança se divertindo genuinamente com coisa pouca, crianças educadas, ser tratado com educação por moradores de rua, ser chamado de "senhor" por atendentes de telemarketing, fazer bolhas assoprando uma bebida, acidentalmente derramar essa bebida em alguém fazendo isso, lembrar de um sonho, poder me enrolar nos meus cobertores sem me preocupar com mais nada, notar que alguém sabe meu nome completo, ver as pessoas tentando pronunciá-lo sem sucesso, receber café-da-manhã na cama, ser elogiado particularmente no que diz respeito à minha inteligência e escrita, sensação de ser lembrado pelos outros, estourar plástico-bolha, sensação de liberdade ao tirar os tênis ou desabotoar a calça, ver que algum programa que eu goste está passando nas raras ocasiões em que ligo a TV, ou então uma música que eu goste na rádio, garotas de moletom e sem maquiagem, sardas, cabelo macio, the chirping of birds in the morning, tacar água na frigideira e ouvir o som da calefação, sensação de dever cumprido e consequente sensação de preguiça pelo resto do dia, quando a máquina de refrigerante finalmente aceita a nota amassada, o cheiro da minha namorada nas minhas roupas, chegar em algum lugar antes que esteja lotado, acordar antes do alarme tocar, ou mesmo esquecer de configurar o alarme e acordar do mesmo jeito, conseguir ajustar o chuveiro à temperatura perfeita, conseguir fazer alguém rir ALTO, cheiros de infância, cheiro de livro novo, sotaques, sair correndo com um carrinho de supermercado, sair correndo com alguém DENTRO deste carrinho de supermercado, witty TV comercials, achar alguma coisa que eu tenha perdido há muito tempo, ouvir o ronron do meu gato, ver/ouvir pipocas estourando, conseguir achar múltiplos argumentos durante uma discussão, conseguir lembrar o que fui fazer em algum lugar logo depois de esquecer, fazer xixi depois de MUITO TEMPO querendo isso, comer sorvete no jantar, a sensação de estar em casa sozinho, acordar antes de qualquer outra pessoa em casa, descobrir que minha falta foi sentida, pão que acabou de sair do forno, a sensação de rastejar até o meu travesseiro depois de um dia cansativo, ver caligrafias interessantes, ouvir o espirro ou bocejo da minha namorada (it's too darn CUTE.), letras bonitinhas do Pato Fu, ser elogiado por algo em que botei esforço, conseguir pensar num bom nickname QUE NÃO ESTEJA EM USO!, ver fotografias antigas, receber agradecimentos por segurar a porta ou o elevador para vizinhos, cumprimentar porteiros e atendentes, receber algum pedido de "saúde" ao espirrar na sala de aula, ver casais velhinhos andando na rua, conseguir comer algo inesperado usando hashis (do tipo, comer M&M's com hashis), escova/pasta de dente novas, quando dizem que eu estou cheirando bem, comer sorvete direto do pote, tomar água direto da garrafa, pão com manteiga bem derretida, receber amostras grátis, ouvir histórias sobre quando eu ou meu amigo eramos crianças, a sensação de quando as luzes são apagadas no cinema, cheiro de pipoca, ter o troco exato para a passagem de ônibus, quando me perguntam algo sobre animais por eu fazer veterinária, ouvir músicas MUITO velhas, conseguir dormir rápido, a sensação de adorar uma música que conheci há pouquíssimo tempo, descascar frutas, som de grilos e cigarras à noite, ver que o elevador está lá quando eu acabei de chegar, sentir adrenalina subindo, quando se oferecem para segurar minhas coisas no ônibus lotado, a sensação que vem logo após o espirro, adormecer sem querer no sofá e acordar vendo que alguém te cobriu durante o sono, ser elogiado sobre alguma insegurança, notar que sou da mesma altura do que a pessoa com quem estou falando, a sensação de quando uma pessoa com quem eu comecei a falar há pouco tempo me chama de amigo pela primeira vez, ver que o dever de casa tem uma página só, descobrir que algo é mais barato do que eu pensava, conseguir avistar uma pessoa de longe quando eu marco de nos encontrarmos, avistar a comida que eu pedi vindo até mim no restaurante, responder algo corretamente durante a aula, acertar a nota exata de uma música de primeira tentativa, conseguir resolver um problema de matemática muito grande, conseguir lembrar de uma mnemônica que eu mesmo inventei, sensação de papel quentinho recém-impresso, quando eu sorrio junto com minha namorada durante um beijo, conseguir sintetizar um pensamento em exatos 140 caracteres, conseguir pegar algo frágil no ar antes de cair, ler conversas antigas, pisar em poças d'água usando galochas, apertar o botão de parar do microondas logo antes de ele começar a apitar, a sensação de quando você finalmente pode grampear um trabalho pronto, arrancar uma página de um mês no calendário, quando alguém responde uma sms minha imediatamente, quando o meu gato vem todo animado até mim quando eu chego em casa, conseguir abrir a tampa de um pote que ninguém mais conseguiu, ser elogiado por um prato que eu mesmo preparei, ver notifications de que gente que eu não conheço começou a me seguir em alguma rede social, descobrir que alguém tem a mesma mania estranha que eu… e ler listas sobre o que faz os outros sorrirem.

      Eu acho que sou bem bobo.

    11. Caio Lacerda

      Acho estúpido, muito estúpido, COMPLETAMENTE estúpido ficar definindo orientação sexual. Se você se atrai mais por pessoas de cabelo curto do que de cabelo comprido ninguém te classifica, mas quando você se atrai mais por pessoas de determinado sexo do que do outro, todo mundo tem o direito de te rotular? É só uma questão de preferência, isso não vai mudar quem tu és. E principalmente: isso não interessa A NINGUÉM além de você mesmo. Então eu acho que não há necessidade de definir esse tipo de coisa, uma vez que as pessoas que você leva ou não leva ou quer levar ou levará pra cama é um problema unica e exclusivamente seu.

    12. Caio Lacerda

      Eu peso o módulo do valor da resultante do produto entre os valores da minha massa corporal em função da aceleração da gravidade.

    13. Caio Lacerda

      Porque eu acho bacana o sentimento que provoco nas pessoas pelo simples fato de ainda existir virtualmente. É como se minha presença incomodasse e despertasse em anônimos (como você) uma vontade absurda de se intrometer em um assunto que não entende, dando palpites que a você não são empregados. Acho fantástica essa ilusão que as pessoas criam de "já que você odeia todo mundo, porque ainda tem rede social?" sendo que uma coisa não faz, necessariamente, ligação com outra. Você lê meia dúzia de tweets e pensa que já entendeu toda uma história, você lê meia dúzia de respostas aqui e pensa que já “sacou” qual o problema. Minha querida se fosse assim, terapia não seria tão necessário. Mas já que insiste, existe uma coisa chamada indiferença, já ouviu falar? É o que a gente faz com pessoas que não gostamos, seja na RL ou virtualmente. Quando eu não gosto de alguém, eu ignoro. Não fico perguntando e questionando o motivo de sua ainda-existência. Com o tempo você aprende.

      Tchau, tchau.

    14. Caio Lacerda
    15. Caio Lacerda
    16. Caio Lacerda

      É só ver meus followers, tem um monte lá.
      O problema e que as pessoas não veem quão ridículo é se fazer de pseudo-cult. Elas tratam como se fosse tudo muito lindo e esquecem de, de fato, fazer o que pseudo-cults dizem fazer. Falar é fácil.
      Café é bom, mas duvido muito que 90% das pessoas que digam que são viciadas em café não tomem café com leite porque é mais ~~~fraco.
      Fico feliz quando dizem que são viciados em Beatles, mas daí eu pergunto qual a música favorita e me respondem, cinicamente, que é Yesterday, Let it be ou Help. Ou, acredite, dizem que a música preferida dos Beatles é ~~Imagine. APRENDAM: IMAGINE NÃO É DOS BEATLES, É DE UM INTEGRANTE DOS BEATLES, É DIFERENTE!
      Sobre a bipolaridade: isso e uma doença, parem de se orgulhar por """""ter""""" isso, caralho! Eu conheço quem tem e vejo que é realmente sério. Não é porque tu acordou feliz e, logo depois, ficou triste porque lembrou que tem que ir pra escola, que tu é bipolar. A frase mais babaca que eu já li sobre isso foi: "Minha bipolaridade não é doença, é escolha." e eu vi isso no Tumblr, e tinha mais de 1000 notes. FILHA, SE É PRA ESCOLHER TER UMA DOENÇA, POR QUE TU NÃO ESCOLHE TER CÂNCER TERMINAL?
      A única parte mais ou menos boa sobre isso é o fato de ser """"viciado em livros""". Digo isso porque a pessoa lê um pouco (nunca tanto quanto diz), mas pelo menos um pedaço, mesmo que mínimo, de literatura ela adquiri. Tenho certeza do que falo porque eu comecei a ler (de verdade) quando ganhei Crepúsculo. Eu li e achei o máximo, li todos os outros em menos de uma semana e fui, aos poucos, me interessando por livros. Hoje eu sei que Crepúsculo e sua saga não chega nem perto de uma boa literatura (mas, confesso, é bom o suficiente pra começos) e digo isso porque eu, sim, leio muito e sei o básico sobre literatura. Digo o básico porque sei que mesmo que não pareça, ainda falta muita coisa pra eu ler, descobrir e discordar. Vou aproveitar o espaço dado (me tirem da interneta) pra falar de como eu fico irritada com quem diz que ~~ama~~ Clarice Lispector ou Caio Fernando Abreu: TU LEU MEIA DÚZIA DE FRASES SOLTAS QUE, POR ACASO, ERAM BONITINHAS OU TE DESCREVIAM, TU NUNCA LEU UM LIVRO DELES PRA VER QUE NÃO É TUDO UM MAR-DE-ROSAS. Por trás daquelas frases nhonhonho tem muita coisa ruim (principalmente quando se trata do Caio), muita "sujeira", cinismo, frieza e, principalmente, utopia. Ah, aliás, duvido que tu consiga ler um livro da Clarice sem ter que reler alguma frase por causa das palavras difíceis e desnecessárias que ela costuma usar. Outra coisa: Literatura é muito mais do que isso, eles são parte dela, mas tem MUITO mais. É como se eles fossem a ponta da corda, sendo que ainda existe quilômetros desse fio gigante e denso e imortal chamado literatura.

      Enfim, é isso. Sei que tem muitas coisas que pseudo-cults "fazem" e que eu não citei aqui, mas não quero me prolongar mais do que isso. Seria bom que vocês percebessem o quão ridículos vocês parecem perante o mundo.

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Caio Lacerda

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Who made Caio Lacerda smile

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