Tzimtzum

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  1. All responses Most smiled responses
    1. Thiago

      Como deve ser o inferno dos estetas? A feiúra? Duvido.
      Deve ser uma atriz do auge hollywwodiano arquejando uma sobrancelha e se transformando num sapo-boi.

    2. Thiago

      Não gosto das pessoas.

      Na infância e adolescência isso era um suplício, porque sempre causava frustrações em terceiros porque fugia de compromissos coletivos. Sempre me sentava ao redor de garotas (mesmo criança) e me sentia bem. Ficava calado ouvindo. Quando a professora movia alguma de lugar meu cosmos entrava em degradação, murchava, ficava azul, cinza, roxo, preto, depois descascava e jurava me vingar.

      Falarei da audição à frente, quem tiver paciência até lá leia. Voltarei ao masculino.


      Não tenho interesse no masculino. É baseado na competição, no que pode ser medido aritmeticamente; chegava a passar tardes inteiras falando de Cavaleiros do Zodíaco e qual era o mais forte. Nossa genética, nossa espiritualidade, nossas volições estão voltadas para o ato de dominação e conquista. Antes de terminar a resposta já sinto preguiça. Tenho muita força, mas pouca vontade de materializá-la. Mas também não sei o signifcado de desistência. Uma vez entre amigos colocamos um tapete num terreno baldio e improvisamos um esporte similiar ao sumô, que consistia em tirar o outro (à força) para fora dos limites do tapete. Não consegui tirar ninguém dali, e ninguém conseguia me tirar. Éramos todos da mesma faixa etária e logo o jogo se transformar numa obsessão coletiva em me tirarem dali; respondi permanecendo no jogo, já sem vontade também de tirar alguém dali, ou também de desistir da brincadeira. Ninguém conseguiu. Chamaram alguns moleques mais velhos que também falharam em me tirar dali. Depois me sentei em posição de lótus, acendi um cigarro e perguntei "foi bom pra vocês?".

      Resistir é instintivo e parte da minha natureza; lutar, forçar, violentar, não. Não agrido vontade alguma. Nem que o desejo arda minhas entranhas, sou incapaz de possuir qualquer coisa que seja através da violência ou da força. Nunca aceitei que fizessem o mesmo comigo. Há nisso uma terrível desistência vital, mesclada com covardia e um senso de individualidade resistiva pronunciada. Não invadam meus espaços, não me puxem pelo braço, não marquem compromissos para mim e jamais tentem me tirar do lugar que esteja. Sempre acreditei na primazia, então se estou aqui, o aqui é meu, e aí lutarei para permanecer, não para avançar <-- tenho medo de dar um passo e deixar o aqui: eis a a gênese do meu fracasso pessoal. Já perdi coisas que nem cheguei a ter.

      Quando criança tinha medo de fechar as pálpebras e não recobrar a visão novamente. Ficava a noite inteira fixando os menores pontos luminosos possíveis e às vezes não dormia; costumava encarar todas as coisas ao meu redor como se fosse a última vez.. Conseguia fechar os olhos quando ouvia música. Quando ganhei o primeiro fone de ouvido foi um salto existencial olímpico: enfim, poderia fechar os olhos! E aí mais solidão. Foi quando a música me criava enredos imaginários, lugares imaginários, situações imaginários. Perverti o senso visual e o almagamei à audição. Às vezes abstraio visualmente a aparência da pessoa com quem interajo, e escuto sua voz, desloco seus estímulos auditivos.

      Imagine se todos nós fôssemos cegos, toda hiearquia feita a partir da visão seria desconstruída e as vozes seriam icônicos. Fonícones. Consegui ouvir desdém como quem morde um pedaço de torrada com alho; sei o gosto da arrogância, o nervosismo, milimetricamente posso captar mentiras, mentiras bem construídas: vozes, vozes, vozes.

      Coloquem-me num quarto escuro com um daqueles relógios estridentes cujos ponteriam avaçam segundo por segundo - aquilo é a passagem material do tempo. Os segundos são violentamente rápidos e sempre os comparei à foice tanatológica: é o desespero ali - clap clap clap clap

      Volto ao masculino?

      Então, não gosto do masculino. Os homens mensuram demais, e há algo de muito errado em proporcionar, em proporções, em aritmética: o que é precioso não tem tamanho. Todo senso de dor que uma comparação nos provoca reside no fato de querermos adições e não subtrações: somos tão pérfidos que queremos ter mais orgulho, mais dignidade, mais bondade, mais força, etc

      Tudo que tem preço tem valor.

      Se você arrancar os ponteiros do relógio, notará 12, 12 números - que podem ser doze signos, doze cavaleiros do zodíaco, doze latinhas de ervinha, doze trabalhos hercúleos; se você abastrair o número verá um círculo. Se você abstrair o círculo e fechar os olhos







































      RÁ PEGADINHA DO MALLANDRO

    3. Thiago
    4. Thiago

      Queria chamar alguém de balofo.
      A vida tem pouco sentido se você não chama alguém, pelo menos uma vez, de balofo. Balofo. "Seu balofo!"

    5. Thiago

      Vou começar um dicionário temático.

      Misticismo.
      Espiritualidade que tomou pouco viagra. Espiritualidade pau-mole. Curiosidade sem vitalidade por mistérios, seja lá quais forem. Busca lúdica por contemplações e sensações. ver *Safadeza.

    6. Thiago
    7. Thiago
    8. Thiago
    9. Thiago
    10. Thiago

      eu era indiferente a essas pessoas ateh ficarem me perguntando deles. qdo escrevo sobre esses escritores sinto q traí uma missao. é como se filmasse um cavalo gozando na cara dele em slowmo, num lirismo fertilizante cheio de pungencia. veja, o poder desse tipo de literat. scat-lírica é que vc desce nesse nível de bestialismo facil-facil. já termino o texto imaginando o mirisola sendo comido por um hipopótamo com o por-do-sol de zanzibar.

    11. Thiago

      isso eh mto antigo na literatura. mas sempre que aparece alguém falando de cocô parece ser primeiro, alguem que descobriu os fluidos corporais. eh um recurso antigo, mas sempre que alguem ele parece ter nascido ali. imaginei um parágrafo do mirissola escrito 'caguei' e alguem lendo aquilo como se tivesse descoberto a existencia do intestino delgado. as pessoas ainda se impressionam com o óbvio. se vc escevre cu e buceta está fazendo referencias anatomicas que todos têm, mas por escrito parece que nao tá falando de um pinto ou de uma buceta, mas de princípios cosmogônicos.


      caguei rs

    12. Thiago
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    20. Thiago

      Preciso pensar melhor a respeito.
      antes disso só registrar que "putinha" numa defesa de tese seria o triunfo do lexico de alcova pro mundo academico. defendo dissertaçõesem puro dialeto de msn. bobão também seria recomendável. e colocar em casa capítulo o som que você tava ouvindo.

      "da ideia de aidamonia em aristoteles - john lennon - jealous guy'

      E aí construir uma tese tranks como se desenvolve uma conversa por mensageiro. Até ligar a cam no meio da tese e mostrar o pau pro banca.

      Que 6acham disso?

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