5/8/13 – Great news friends, Formspring has been saved and is now under new management. Get ready for some cool and exciting new features. Stay tuned for more updates and happy posting!!

Ask me anything

Recent Responses

    1. Thiago

      Disse que não iria voltar aqui, mas só voltei porque loguei e li as novas respostas do Marcelo e senti inveja branca. Sabe quando você se esforça, se esforça e tem alguém pensando tudo mastigadinho por você? Mas, continuemos, continuemos.

      Sabe a sensação de bestialismo que padecemos ao longo do dia, se fosse somatizadas, excluindo a linguagem e a civilização, seríamos só um apêndice capaz de construir máquinas (portanto, brinquedos), somente uma parte do reino animal.

      Então o macho, etologicamente bombado, é aquele em que, linhas gerais, a amizade é baseada nessa familiaridade com o reino das bestas; um homem pode apertar as bolas do outro e brincar de rolar no chão sem prejuízo da intimidade. A intimidade nos homens é território e violência, mas-, antes de toda essa conclusão feita às pressas -, havia pensado outras coisas que não me recordo. O que nos leva às fêmeas.

      As fêmas, em que a opinião do vulgo diz ser a obra prima do Criador, não reconhecem zonas limítrofes territorais, ou hiearquia, e são menos quantificativas e sua violência se exerce nos campos linguísticos e simbólicos. Aqui estou revertendo a inteprretação naturalista da filosofia clássica quanto às mulheres e afirmando que é a mulher a própria raiz da civilização, e toda civilização começou com nescauzinho e leite.

      Calma, os homens pegam nas bolas dos outros e manifestam um tipo de intimidade homoafetiva? Não, os homens quando íntimos não vivenciam muitas camadas e repertórios interpessoais, quer dizer que se uma mulher pergar os peitos e na bunda da outra miríades de sensações e emoções, e até sentimentos, surgirão, tais como a libido e a inveja - aqui a advogo uma bissexualidade nativa às mulheres? Não, não estou fazendo isso.

      Quero dizer que as mulheres vivem rodeadas duma bolha simbólica e áreas infravermelhas emocionais, que elas quando não dizem tudo, e quando dizem, dizem em muitos níveis - - quero dizer que, no final, quando o galo estufa o peito num galinheiro ele é altaneiro como o sol, e também monótono e ridículo, mas a galinha quando foge e grita manifesta uma espécie de pateticidade cosmogônica, e só escrevi essa parte final pra parecer engraçado e wise guy.

      Quando você se compromete a cumprir o itinerário agostiniamo de auto-confissão contínua você contempla a desfragmentação que é sua mente, de que você pergunta à pergunta, e a pergunta, e o porquê do porquê de sentir e viver isso e aquilo, e sente às vezes vergonha e culpa, como se o psiquismo fosse um rim entupido por uma enorme pedra, e que a sinceridade se compromete a expulsá-la no mictório.

      Você percebe que no fim a angústia é um símile mental do imperativo categórico de mijar? Uma bexiga cheia também é a imagem da origem cósmica dos materialistas.

      Mas, aqui, estou, parodiando o Marcelo para dissipar essa inveja branca.

      Estou aqui em vestes sacerdotais sujas no catarro do narcisismo. O exercício agostianimo tem um quezinho de auto-humilhação também, de alguém que desce à terra pra virar argilar e ser remodelado por Deus.

      E Deus faz tudo novo novamente, igual um forró.

      Beijo, agora vou pro ask porque não vejo o olho horusiano do Marcelo.

    2. Thiago

      Acho que -- a rigor -- um clássico só pode ser atestado após a morte de nossa geração e depois de algumas. Sei que é um formalismo crítico, só que nesse caso seria um ultrasubjetivismo doxomático; agora se um livro consegue dar um lume de compreensão obras do passado e influencie outras gerações, então, quer queiramos, ou não, é um clássico. A cultura pop mostra numa dimensão menor o quanto endeusar algo que se torna datado e obsoleto e taxá-lo de clássico é apenas fogo no rabo coletivo.

      Há sempre o acordo da obra-zumbi que revive mesmo desacreditada e talz. Sempre me pego surpreso, em quase todo texto, o quanto é possível ser dialético ou relativista com qualquer assunto, e às vezes somente a robustez - uma palavra clássica - de uma obra maior pra falar em linha-reta sobre aquilo que temos dúvidas.

      Tô ouvindo Mariah Carey, o que para mim é uma versão acudíssima e feliz da Etta James, e justamente esses agudos despropositados e essa alegria farão com que ela seja lembrada com desgosto por gerações futuras do R&B; a gastronomia mostra-nos que tudo que é excessivamente doce estraga fácil e é assolado por ratos e insetos.

      Bem, é o que tem pra hoje.

    3. Thiago

      Eu nunca entendi a moral da história do rapto de Ganimedes. Zeus o rapta porque o rapaz é bonito ou porque ele próprio, pai celeste, estava entediado e queria colocar o bonitão no Olimpo pra provocar sua mulher?

      Transformar em águia pra puxar um homem pela bunda e levá-lo ao céu, os gregos tem um senso de humor muito pitoresco e alegre. Normalmente alguém gratuitamente rouba alguém, sequestra, mata, caça, etc. São engraçados, mas são pouco lúgubres. Normalmente são histórias assim, cheia de reviravoltas e sem motivo.

      Dostoiévski evidentemente entendia Shakespeare, mas Dostoiévski é tipo um notícias populares "pai mata filha e enterra o corpo no quintal" e S. é tipo Datena "curioso caso de homem que matou os filhos porque estava cansado de bater cartão".

      Por que estou dizendo isso tudo além do fato de me exibir e mostrar minha sacadinhas? Eu queria dizer que existem tipos D. e tipos S.

      Dostoiévski era um homem sensível,
      ele nunca superou a idéia de que alguém, um mujique grosseiro e frustrado, poderia surrar uma égua inocente. Dostô quando põe na boca de Dimitri Karamazóvi e o faz dizer que queria viver como um apache e um índio, está entando fazer as pazes com a mãe natureza, fugir do mormaço das cidades e da civilização, quer voltar a ser Abel, o filho bondoso do primeiro casal.

      S., Shakespeare não, Shakespeare quer raptar um homem, levantá-lo pela bunda e rir lá embaixo da transcedência, e quase tudo em Shakespeare é uma mistura de tédio e de alegria, e quase sempre esse tédio e essa alegria são fatais.

      A égua de crime e castigo, do sonho de Roscô, é um símbolo tão poderoso quando a conversa de Gloster e Lear quando um é cego e o outro é louco, mas a égua não é um estado cósmico de um ser que é depositário da frustração alheia e paga com a própria dor essa frustração; a loucura de Lear e a cegueira de Gloster são estados de condenação que a própria ineficiência do humano se comprova, quando um pai é burro a ponto de se deixar levar por elogios de filhas ingratas e um outro cria uma serpente invejosa e maldita, o seu filho bastardo Edmund.

      Eu concordo com o Harold Bloom quando ele diz que S. é pré-cristão e as tentativas de tê-lo como autor cristão redundam mal. Dostô é todo cristão, os personagens dele choram de raiva e de desespero, os personagens de Shakespeare riem de espanto e matam por tédio e avareza.


      Há pouco sol na Inglaterra elisabetana e pouco sol na Rússia dostoievskiana - se eu atinar para o fato de que há muito sol na Ática e na Grécia, poderia entender o heroísmo de Píndaro e de Homero, e diria que os gregos se transformam em águia não porque sentem frio e fome e tédio, mas porque roubar e raptar pessoas é engraçado mesmo, tanto quanto é transformar-se em cisne ou jantar os filhos.


      Se você colocar Gloster e Rei Lear no Rio de Janeiro eles provavelmente iriam olhar pro bumbum das mulheres alegres e se esqueceriam de seus filhos ingratos; Lear, louco, iria correr atrás de funkeiras e iria descrever suas bundas ao cego Gloster; Dimitri Karamazóvi iria andar tatuado na praia do Arpoador e pediria um sorvete e uma água de coco, sentaria num quiosque e ia falar pra Aliocha olhar as bundas, e Aliocha ficaria perplexo e atônito com a beleza do sol tropical.

      E olhando o céu ele veria numa faixa do horizonte a bunda de Ganimedes e mais, mais, mais acima veria o desapontar da lua e lembraria da mãe morta, e falaria pra Dimitri "hoje, é o dia, eu quase posso tocar o silêncio, a casa, vazia. - Só as coisas que você não quis".

      O personagem central da tradição greco-romana é o cavalo de Julio César que lhe advertiu que a morte estava próxima - e ninguém o ouviu porque ele não sabe falar.

      S. Paulo, 24 de Janeiro de 2013.

    4. Thiago

      Agora, postando aqui, vejo os migos no ask espremidos num cortiço mal iluminado cheio de goteiras, com o cabelo molhadinho e a camisa cheia de musgo.

    5. Thiago

      toda vez que me sinto angustiado leio essa pergunta e me vejo lado a lado, ombro a ombro, com hegel. me sinto capaz de escrever a segunda versão da fenomelogia do gasparzinho numa versão em tirinhas.

    6. Thiago

      Tô aqui aproveitando os últimos dias de pompéia pra registrar frases.

    7. Thiago

      Todos filmes brasileiros terão pobres. Sempre que um diretor colocar um personagem angustiado, numa comédia de erros, numa situação incomum, sempre aparecerá um pobre pra dizer - E daí que você está angustiado, eu não almocei hoje!

      O cinematerceiro mundista só se reencontrará com angustia e o tedio vitae quando os problemas econômicos forem sanados, aí os pobres apareceram no cinema como figurantes, - talvez eles próprios angustiados.

    8. Thiago

      Formspring é aquela balada legal que terminou e a gente continua lá dentro -- porque lá fora tá frio e chovendo. Acabou, mas continuamos com medo de enfrentar novas redes sociais.
      Depois do auge quando todos inteligentes estavam ativos e escrevendo, o FS foi tomado por esdrúxulos personagens monotemáticos, rancorosos, ressentidos, e toda sorte de mendigos.hmtl, cada com mostrando sua chaga ("ai, ateusinho, "ai machistinha", "ai, feministazinha", "ai, sou anarco-sem-padrões").


      Hoje em dia o FS é a cracolândia e o caminho em que as pessoas precisam passar entre drogados, prostitutas, cafetões, mendigos e monomaníacos. A diferença, todavia, é que todos esses - drogados, prostitutas, cafetões & mendigos - estão na rua seguindo o doloroso princípio da necessidade, a necessidade de sofreviver e arranjar alguns trocados.

      Já a motivação dessa trupe de drogaditos monotemáticos é o bom e velho complexo de inferioridade; ou seja, quem disse que o carvão que alimenta lomomotiva brasileira é a inveja, estava certo.

      Nêgo sem talento e sem o que dizer sempre quer tomar o microfone de quem tem. É um país que ter rabo é malhado é mérito e estudar e ler "é babaquice".


      Podem me denunciar também, eu posso produzir e reproduzir conteúdo através da linguagem. O FS é só um meio. Bruno também, ninguém vai tirar dele a sua erudição. (Lágrimas). Nem quem vai tirar o sorriso do meu rosto. Denunciem, medíocres, denunciem, denunciem!


      Quem não tem o que dizer, solta grunhidos. Podem grunhir, javalis. Podem grunhir.

    9. Thiago

      Fourzita, nunca mais te chamei de fourzita, eu não sou januário, eu sou octoberino, nascido no segundo decanato de libra - o cabrito tá só no ascendente. A minha lua tá em câncer, por pouco coloquei siri equânime. Agora chega de egoreferência e vem cá dar abraço de aniversário. Parabéns, parabéns!

    10. Thiago

      Você é tipo o tio engraçadão da família, do pavêoupacumê, que eu tento esconder dos outros pra evitar constrangimentos.

    11. Thiago
    12. Thiago

      É esse limite que eu imponho ao palhaço: atravessou meu espaço, meia lua e soco forte na cara dele = Hadouken.

    13. Thiago
    14. Thiago

      Qualquer redatora da Marie Claire lhe dirá que transformar as coisas em pódio gera expectativa desnecessária. "Não existem fórmulas", prosseguirá a redatora. Seja você mesmo!

      Em L'Amour, livro que estou lendo homeopaticamente há meses, uma versão erudita da redação da Marie Claire, Stendhal diz que espontaneidade é a mais indicável virtudes de interação social; entrentanto, nós, latinos, confundidos espontaneidade, não raramente, com excesso. Ainda que se passe uma boa impressão, baseada na artificialidade, dificilmente perdurará com uma mulher. "Seja você mesmo", diria a voz da redatora Marie Claire. Stendhal diria, noutras palavras, a mesmíssima cousa.

      É, então, necessário tomar cuidado com a castração, ou melhor, auto-castração que o "medo do ridículo" impõe e tomar cuidados frequentes para não atravessar a fronteira entre o sublime e o patético.

      As mulheres são, em linha geral, muito suscestíveis a elogios esporádicos e espontâneos, mas podem se entediar e irritarem-se com submissão; nunca é inteligente elogiar uma mulher a ponto dela chegar àquela situação em que imagina um babador imaginário pendendo no seu pescoço e te confunda com adorador maníaco. Então, a redatora diria que pequenas surpresas, bom humor e um pouco de gravidade combinados auxiliam muito nesses momentos.


      Além do elogio, as fêmeas são muito mais suscetíveis à imagem do desejo desenhado em seu rosto, mas não é uma expressão sôfrega, não, seria imprimir no rosto tanto o princípio da fome da necessidade e o orgulho de um cavaleiro hussardo.

      Toda mulher vive numa torre e é uma versão particular da rapunzel, por isso um puxãozinho de cabelo com cariño é mais válido do que mil lisonjas. Acho que os manuais de bem viver e de boas maneiras chegam até o ponto de coibi-lo de errar muito, mas falam pouco do que se fazer, como fazer, quando fazer.

      Nossa, como essa coisa de jogo da sedução é chato e sem graça e é por isso que eu nunca gostei de seduzir mulheres, ou elogiá-las. Sempre segui o dito do bispo Macedo "ou dá ou desce" < - isso é mentira, eu nunca fiz nada disso. Eu sempre olho pras mulheres como um soldado desgarrado em solo inimigo com a voz súplice de quem pede água, pão e carne. E nem sempre funciona, mas é melhor do que 'ai como são lindos seus cabelos, como são pálidas suas mãos, como suas veias são a nascente do Tibre'. Normalmente a psicologia das fêmeas é construída à frente do espelho, e as belas mulheres sempre sabem que são belas, o quanto belas, e até aprenderam, pela cosméstica como serem ainda mais belas; o papel do homem, nessas circustâncias é não deixar que esse efeito o paralise: melhor é falar nossa, nossa, assim você me mata, Delícia, que Delícia, ai ai.

    15. Thiago

      entendo tudo de roque. faça um perfil com seu nome e rosto verdadeiros que a gente conversa.

    16. Thiago

      Pessimismo metodológico.
      É um gnóstico da era moderna. Por gnóstico vou usar a classificação olavéfica. Citação livre "aquela existencial - negativa - acerca da existência de Deus". Noutras palavras, a experiência gnóstica, é quando conhecemos a face punitiva de Deus e do cosmos. Todo mundo passa por isso na vida. É um rito de passagem humano, supra-cultural. Para não ficar em generalidades, vou citar exemplos: experiências em que "nada faz sentido", momentos em que a justiça não faz sentido, estados emoções de profunda apatia e angústia, desencanto etc.


      Kafka inteiro é assim. Tanto que o Harold Bloom, na contracapa duma edição bilingue que tenho aqui duns poemas da Emily Dickinson, diz que, - novamente citação livre- "ninguém pode expressar o desespero como Kafka e Emily Dickinson". Na poesia, pex, a experiência gnóstica é enriquecida através do simbolismo, quando um fenômeno de negatividade (uma experiência atroz que quase sempre promove a dissolução do ego, da auto-consciência, o contemplação do macroscópico em oposição ao microscópico), enfim, na poesia, essa experiência é, às vezes, positivada, com um simbolismo redentor.

      Na terminologia judaica e também escolástica, temos a terrífica expressão do Deus absconditus, o Deus que se afasta da criação, e já não ouve. A imagem de um patriarca em profundo sono/dormência.

      Experiências gnósticas, citando mais exemplos, podem envolver, como aludido acima, a sensação de incomunicabilidade, o massacre da nascente burocracia frente à possibilidade de liberdade, o mecanicismo repetitivo das fábricas (daí o próprio Bloom chamar o marxismo de "esperneio de dor"), meu tio que acabou de acordar, às 4h20m da manhã cantando uma música horrível dos anos 70, terminar com a namorada, rompimentos, ascestrais malignos, doenças misteriosas; a sensação de impotência, inclusive a peniana, o abandono, a carência afetiva insanável, - muitas vezes, resumidamente, a experiência pessimista pode ser o confronto do infinito plenipotente e a fragilidade material, o terrível princípio da necessidade. Esse reino lilás e obscuro do pessimismo, incluindo a maldade e a representação infinita de papéis sociais, a hipocrisia reinante, a teatralidade, a difícil comunicação entre opostos (exemplificados na figura do masculino e do feminino), etc, como dizia, esse reino é o reino onde as delícias do ritmo e da melodia são mormente confundidos com o ruído e embotamento, é um lugar froteiriço onde o homem põe os pezinhos à beira do abismo e o fita; é a imensidão do infinito negativo que Kierkegaard tentou descrever. Aquelas esferas em giros intermináveis, os perdigotos de um homem velho e ressequido sendo derrubados sobre nossas faces, a namorada que não quer colocar uma calcinha mais enfiada, o chefe te ligando em casa pra você ir no churrasco, o vendedor de churros de aspecto cadavérico, casais de velhos onde um é alzheimer team e o outro é meio surdo; negros ressentidos, navios negreiros, judeus usurários, vendedores de picolés envenenados.

      Essa experiência com o mal e a finitude faz parte da existência e da maturidade da própria alma; é, inclusive, através dela que seu espírito começa a se deslocar de categorias tempo-espaço & matéria, para inteligir o infinito positivo, o que todas tradições religiosas dão de Deus.

      Cioran, para mim, é o sujeito que responde o silêndio de Deus com um mugido mouco e, ansioso, não é como Eliseu e Elias e os profetas que, desde sempre, souberam que a expressão de Deus não está no trovão, no sol, nos raios, no martelo, no esmagamento, mas na suavidade e na misericórdia.

      Cioran, então, acaba por transferir à pena, aquele aziago gosto de cansaço e morbidez própria dos hospitais e dos panos e lençóis onde convalesceram tuberculosos e tísicos.

      É uma modalidade de Nietzsche sem a loucura e a frase chantagista e dramática; é uma imagem horrenda da "criança velha", daquele estúpido que amadureceu sem ter adquirido sabedoria, então, por fim, acaba por derramar seu lasso suor sobre tudo aquilo que construímos com alegria & esperança.

      A esperança, como entende o cristianismo, não pode ser uma irmã etimológica do verbo esperar - a Spe, dos latinos, só pode ser, para mim, aquele último suspiro do tição à espera de um bafejo divino. Quando S. Paulo, bilioso, escrevia cartas às igrejas da ásia menor, muitas vezes preocupado com o "crescimento espiritual" de seus pares, falava de inferno, mas de um inferno àqueles que não superavam essa etapa da gnose, da experiência da tristeza abúlica dos fracos; muitas vezes a realidade nos bate, é claro, para nos tornarmos mais fortes, então é por isso que muitos não suportam as chiatadas, porque se acham grandes e importantes pra apanhar.

      Cioran me lembra aquele cujas cintadas não o fizeram crescer, mas levantar-se nervosinho dizendo "quero colo, vou fugir de casa. Só vou voltar depois das seis".


      Meu filho vai ter nome de santo.


      rs <--- o riso é a arma do artista.

    17. Thiago
    18. Thiago
    19. Thiago
    20. Thiago

Thiago’s Bio

Lupercalia

Amei.Um.Bicheiro.1952.DVDRip.x264.mkv