Às vezes, perguntas são mais poderosas que respostas.
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Minhas "primeiras vezes" foram todas com a mesma pessoa, o meu ex-namorado. Meu primeiro beijo foi estranho, principalmente porque não me lembro bem dele. Lembro de estar parada na rodoviária, bem em frente ao ônibus que ele ia pegar de volta pra São Paulo. Eu abracei ele, ele me abraçou e quando vi, já tinha ido. E aí eu "apaguei", porque não me lembro do restante. Não lembro se teve língua ou se não teve e muito menos se fiz certo ou errado. Na minha cabeça, foi um completo desastre, mas ok, acho que o primeiro beijo tem que ser um desastre, senão não tem graça.
Meu primeiro amor, como eu disse, foi meu ex. Primeiro e talvez único, porque eu sinceramente não me vejo amando alguém como eu amei aquele cara. Eu o amei pra caralho. E ainda o amo. Não acho que eu amo ele, a pessoa física e sua personalidade, mas eu amo o ele que mora na minha memória. Quando eu lembro da gente, eu sinto um amor gigantesco. Eu amo aquele garoto que me visitava de boné e que deixou de usá-lo porque eu não gostava. Eu amo os abraços que ele me dava, os beijos, os carinhos. Mas eu o amo naquela época, daquele jeito. Eu o amo na lembrança. E eu sempre achei essa coisa de "primeiro amor a gente não esquece" uma babaquice, mas hoje eu sei que é a mais pura verdade. Eu não vou esqucê-lo nunca, nunca. Foi estranho amar alguém assim, porque antes dele eu achava o amor uma coisa idiota, sem sentido. Eu não precisava de amor. Mas parece que quanto mais a gente ama, mais a gente precisa e agora eu sou viciada em amor. Só que, ao mesmo tempo que foi estranho, foi completamente natural. Foi acontecendo, dia após dia, palavra após palavra. Simplesmente foi. Quando me dei por mim, já estava o amando mais do que a qualquer outra pessoa. E eu posso dizer que, apesar de tudo, eu vivi uma bela história de amor. Ao meu ver, foi uma das coisas mais incríveis que já vivi e ainda vou viver. Foi especial, foi forte, intenso... Foi tudo que uma pessoa pode imaginar quando pensa no verbo "amar". Foi tudo. Ele foi meu tudo.
Bem, a primeira conquista... Eu nunca conquistei alguém. Não tentando conquistar. Eu conquistei meu ex-namorado sem querer. Não sei como ele gostou de mim, mas ele gostou. Eu realmente não tentei, eu simplesmente fui eu mesma, a pessoa que eu sou com qualquer amigo. Ele deve ter gostado, sei lá. Acabou sendo uma conquista acidental, não intencional, que por sinal deu muito certo.
Já minha primeira vez na vida sexual... É um pouco embaraçoso falar disso, não? Não que eu tenha muito pudor, mas é exatamente por isso que é meio embaraçoso. Não posso acabar expondo demais outra pessoa. Eu posso dizer que minha primeira vez foi incrível. Para mim, foi incrível. Eu lembro de estar estar com medo de que meus pais descobrissem, porque eles confiavam em mim. Depois que ele me acalmou sobre isso, fiquei tranquila, até que... Claro, até que realmente aconteceu. Eu fiquei bem nervosa, bem nervosa mesmo. Lembro do meu corpo tremendo. Lembro de sentir dor. E falando assim, parece que foi horrível, mas quer saber, não foi. Foi maravilhoso. Para ele, eu não sei, mas para mim foi perfeito. Eu não senti prazer nenhum, só dor. Mas não me importava. Porque era quem eu queria e eu sempre tive muita certeza disso. Além disso, ele foi muito cuidadoso e atencioso comigo, se preocupava a cada minuto... Foi perfeito. Não vou entrar em mais detalhes, porque acho que já estou falando demais, mas isso eu posso garantir: foi perfeito. -
Você pode achar isso bobinho, anon, mas eu acredito, sim. E eu acho isso bobo, por isso te disse. Mas eu acredito que tudo que é, é porque é pra ser e tudo que não é, é porque não é pra ser. Coisas muito importantes aconteceram na minha vida e eu acredito que foi tudo culpa do destino. O destino colocou e tirou muitas pessoas da minha vida porque era pra ser assim. Parece uma explicação meio vaga essa, "porque era pra ser", mas eu a levo à sério a maior parte das vezes. E isso me ajuda também a não me culpar por todas as merdas que já fiz. Acabo culpando o destino.
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Olha, quando li essa pergunta, a primeira pessoa que me veio à cabeça foi o Marcos. E depois o Dan. Estou com saudade deles. De ver eles, sabe? Eles moram na capital, então não, não há nada que eu possa fazer para matar essa saudade (pelo menos, não agora). Pretendo ir visitá-los em breve. Mas não estou sentindo saudade, saudade mesmo de alguém. Nada daquela saudade que aperta, dói, sufoca... Estou bem tranquila em relação à isso... Hoje.
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Já vi muitas coisas adoráveis em meio a tantos gestos medíocres. mas acho que o que eu nunca vou esquecer, porque foi um dos gestos mais bonitos e bondosos que já vi, foi um do Lucas, quando estávamos indo até o mercado comprar coisas pra comer. Vou contar a cena toda.
Quando estava indo na casa do Lucas, passei por um senhor caído na grama, bêbado e falando sozinho. Parecia que ele não conseguia levantar e queria ajuda, mas eu simplesmente passei por ele e segui, porque eu não ia parar pra ajudar um homem bêbado, que poderia, sei lá, me assaltar ou coisa pior. Então fui para a casa do Lucas e depois a gente resolveu sair, ir ao mercado comprar besteiras pra comer.
Quando estávamos indo, passamos por esse velho de novo, que continuava bêbado, falando sozinho e caído no chão. O Lucas disse: "Acho que ele quer ajuda pra levantar." E eu: "Não, ele só tá bêbado." Passamos por ele e o Lucas olhou para trás, soltou da minha mão e voltou até o velho. Eu fui atrás, óbvio. Ele perguntou para o velho se ele queria ajuda e, falando nada com nada, o velho esticou a mão para o Lucas pegar. Ele puxou o velho para cima, este sentou e ficou olhando com olhos perdidos para o Lucas. E eu ali, só observando. Daí o velho, meio grogue ainda por causa da bebida, começou a falar e o Lucas perguntou se ele estava bem, se queria que chamasse uma ambulância ou que o levasse pra algum lugar. O velho balançou a cabeça e disse: "Você... Só por você ter me levantado... Deus vai ser bom com você." Foi alguma coisa assim, só que com dificuldade, por causa da embriaguez. "Você foi o único que estendeu a mão."
Naquela hora eu quase chorei. De vergonha, de emoção. Foi lindo, entende? O Lucas nunca tinha visto o cara antes e provavelmente nunca mais vai vê-lo. Mas ele ajudou. Ajudou pelo simples fato de ajudar, sem querer nada em troca, sem esperar recompensa. Eu tinha passado pelo cara e pensado coisas ruins dele, só um bêbado, só um velho. Ele não. Ele o viu como gente, como pessoa, como humano, independente da sua situação, do seu cheiro de pinga ou das suas roupas sujas. Depois de dar um tapinha amigável no ombro do velho, o Lucas pegou a minha mão de novo e continuamos nosso caminho. Eu, quando passei pelo velho da primeira vez, o vi apenas como uma perda de tempo. Se eu parasse para ajudar, não faria diferença nenhuma, apenas perderia tempo para ir para a casa do Lucas. Ele não viu assim. Ele viu isso como ganhar tempo, e realmente ganhamos. "Você é a melhor pessoa que já conheci", eu disse para ele, meio tonta com toda aquela auréola de bondade. Talvez porque ainda estivesse emocionada pelo gesto, talvez porque ele realmente era, não sei. Só sei que ele deu um sorriso e continuamos indo para o mercado, como se nada tivesse acontecido. Mas tinha. Ele tinha ajudado alguém. E isso ficou e talvez fique sempre na minha memória.
Eu amei ter presenciado aquela cena, porque foi linda. Cresceu em mim aquela idéia de que a humanidade não estava totalmente perdida. Mesmo que estivesse perdida dentro do coração de muitas pessoas, inclusive do meu, ainda existe pessoa que se importavam umas com as outras, conhecidas ou não. Aquilo foi belo. Foi mágico. Foi adorável. -
Meu ex-namorado. Na verdade, perdi a senha do meu Twitter uma vez, daí ele conseguiu recuperar e, em troca, colocou o nome dele como senha. Deixei lá por um bom tempo, até depois de terminar, porque tinhha esquecido que essa era a senha (eu deixo minhas senhhas memorizadas e as contas entram sozinhas). Daí quando lembrei, troquei a senha de novo. Foi a única senha de nome que eu tive.
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Eu vivo questionando minha sexualidade. Acho mulher uma coisa muito bonita, seios, bunda, barriguinha, ossos, olhos. Existem mulheres muito lindas mesmo, como essas que a gente vê em fotos no Tumblr. Daí eu me pergunto: será que estou olhando para elas e as admirando e sentindo inveja? Ou sentindo desejo? Aí, depois de muito me perguntar isso, eu vi que era inveja mesmo. Queria ter o corpo delas, ser bonita como elas, etc. São lindas, sim, realmente, mas ver beleza em alguém do mesmo sexo não define sua sexualidade. O que define isso é o desejo que você sente pela pessoa e, até agora, pelo menos, eu nunca senti desejo por nenhuma garota. Sinto curiosidade em beijar uma garota e talvez eu beije um dia, só pra saber como é. Mas não senti esse desejo de ter alguém do mesmo sexo ainda. Além disso, se tem uma coisa que eu acho feia e até nojenta, essa coisa é vagina. E acho que pensar assim é a coisa que mais me faz assumir, atualmente, a minha heterosexualidade.
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A minha vida.
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Acho muito bonito, mas não tenho o costume de usar. Faço vez ou outra, para disfarçar quando meu cabelo decide acordar feio. Normalmente faço a tal da embutida, ma já fiz a normal e até duas trancinhas, uma de cada lado. Mas atualmente, se eu for usar trança, vou usar a embutida, porque é a única mais legalzinha que sei fazer.
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Não, normalmente são os marca-páginas mesmo. Mas sequei as rosas azuis que ganhei do meu ex-namorado, de Dia dos Namorados, e as uso como marca-páginas. Acho que tem uma dentro d'O Menino do Pijama Listrado. É um livro que eu gosto, uma flor que eu gosto, uma lembrança boa... Vai ficar lá. E isso me lembrou que tenho que pegar o restante dessas rosas azuis que deixei para secar.
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Adoro panqueca. As salgadas, normalmente com carne moída e molho de tomate ou molho branco, sei lá, o que minha mãe fizer. As doces têm que ser com Nutella. Que delícia.
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Acordei às oito da manhã, com uma maldita crise de bronquite que não quer me deixar mais. Perdi o sono. E ok, o sábado já passou, então contarei como ele foi. Na verdade, não sei se foi sábado ou domingo, estava tão lotado de tédio que não consegui identificar direito. Passei a manhã fotografando (precisava de fotos do meu undercut), editando essas fotos e fazendo as unhas dos pés e das mãos. Almocei aquela comida ridícula que minha dieta manda pra pesar e ver que engordei. Depois tudo se resume a ligar e desligar o computador, tentando encontrar algo de interessante por aqui, mas nada. Tive uma recaída na hora do banho, onde eu tive um diálogo mental com meu ex-namorado, em que eu dizia à ele tudo que eu sempre quis dizer. Chorei até a morte. Ressuscitei, voltei para o computador, "casei" com Basili e fiz inalação. Basicamente, foi isso. Bem cara de domingo, não? Pelo menos eu achei.
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Acho que foi Harry Potter e a Pedra Filosofal, que li duas vezes e meia. Depois dele, todos os outros, que li duas vezes cada, e Orgulho e Preconceito, que também li duas vezes. E sabe, leria cada um desses livros uma terceira vez, se não tivesse tanta coisa nova para ler. São meus favoritos.
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Eu normalmente dobro a pontinha da página em que está a passagem que me agradou e tenho muito esse costumo. Alguns livros meus têm dezenas de páginas com "orelha proposital". Como estou com preguiça de levantar e ir pegar um desses livros para ver, vou mostrar um trecho que postei no Facebook, um trecho muito bonitinho aliás. É do livro que estou lendo agora, mas não tenho dobrado as páginas dele, porque é da minha irmã e não sei se ela gostaria. Além disso, o livro é daqueles que se precisaria drobrar todas as páginas, de tão fofo que é.
"Fiquei esperando só para te ver naquela paz, queria ficar do seu lado, queria que você acordasse devagarzinho ou assustado, ou só ficasse meio acordado e virasse e voltasse a dormir ou falasse meu nome dormindo. Eu queria ficar te olhando para sempre, ou dormir do seu lado para sempre, ou dormir para sempre e você ia acordar e ficar me olhando, qualquer coisa assim para sempre." (Por Isso A Gente Acabou, pág. 179) -
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Criei uma página no facebook para divulgar o meu trabalho como fotógrafa, caso alguém queira dar uma olhada o link é: [53]
http://www.facebook.com/gabrielaminksfotografia
Ah, mas que linda. Curti com certez e curtiria mil vezes se preciso.
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Nome: Tamires Santos Prado.
Idade: 18 anos.
Mora em: Taubaté, São Paulo.
O que faz da vida: Atualmente, trabalho com telemarketing de cobrança.
O que mais curto fazer: Dormir, comer, fotografar, ler, ficar na internet, ouvir música, fazer sexo e dormir de novo.
Tipo de perguntas que gosto de responder: Todas, menos aquelas muito importunas.
Tipo de pergunta que não gosta de responder: Aquelas muito importunas.
Bem vindo à esse tédio chamado "eu". -
Quase desisti de te seguir quando vi que você é corinthiano, mas suas belas respostas falaram mais alto do que meu preconceito bobo. Adorei seu Formspring, estou seguindo. (:
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Metaforicamente falando, eu já perdi as contas de quantas vezes quebrei a cara. Perdi as contas de quantas vezes esperei por algo que nunca veio ou as vezes em que veio algo pelo qual eu nunca esperei. E o que eu aprendi com isso? Creio que nada. Se eu tivesse aprendido alguma coisa, acho que eu não estaria quebrando a cara novamente, não é? Se eu aprendi algo com isso, foi a aceitar que eu quebro e quebrarei mesmo a cara muitas e muitas vezes ainda.
Agora, literalmente falando, eu quebrei a cara uma vez. E a lição que aprendi com isso foi: nunca desça correndo por uma ladeira de noite usando chinelo Havaianas. O resultado foram ralados nos joelhos e nos braços, cara ensaguentada, uma cicatriz na ponte do nariz e um dente da frente quebrado pela metade. Portanto, se lembrem do que eu aprendi e nunca, nunca façam o mesmo que eu.
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Tamires P.’s Bio
Taubaté, São Paulo
listography.com/morangosmofados
"Mas até mesmo em seu riso faltava alguma coisa. Ela nunca parecia verdadeiramente feliz; parecia estar apenas passando tempo enquanto esperava por algo mais."








