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    1. Ariel Alves Pontes
      arael responded to jujufaria 3 Jun 11

      É, bem, sempre depende de como você define a palavra pra eu dizer se acredito ou não.

      O que eu não acredito é que haja uma propriedade humana que seja capaz de desafiar o desenrolar dos eventos que vêm acontecendo em cadeia desde o big bang.

      O que determina minhas ações pode ser sempre atribuído a algo anterior à minha existência. Meus pais me conceberam com um dado código genético que eu não escolhi, me criaram de uma forma sobre a qual eu não tive influência, e eu fui exposto a um ambiente que não poderia ter sido outro porque eu nunca tive oportunidade de optar sobre o assunto. E se alguma sequência de eventos não for determinística, ela é, por definição, aleatória. O que não me faz sentir nem um pouco mais "livre".

      Um exemplo que eu gosto de usar pra ilustrar minha opinião é a de um serial killer. Eu acredito que se tivesse o mesmo código genético, tivesse sido criado da mesma forma, na mesma época, no mesmo ambiente (tudo rigorosamente até os mínimos detalhes), teria feito todas as mesmas coisas(Por mais que para mim no meu contexto essas coisas possam parecer atrocidades horríveis). Porque afinal eu seria ele, e não haveria nada que distinguisse esse "ele" do "eu" sobre quem eu comecei falando. E se o que determinou as ações "dele" foi X, então X faria com que "minhas" ações também fossem iguais.

      Acho que "nurture + nature" são o que define um indivíduo e consequentemente suas ações. E se não temos influência sobre nenhuma delas, então o que define nossas ações independe de nós. Ou seja, não existe livre-arbítrio.

    2. Ariel Alves Pontes
      arael responded to jujufaria 3 Jun 11

      (Depois de anos sem responder, cá estou eu novamente.)

      Estou achando ótimo! A próxima pergunta é sobre prós e contras na Suécia, então vou emendar tudo aqui:

      Prós

      Putz, tanta coisa que é até difícil enumerar: Transporte público ótimo, cidade limpa, sensação de segurança em todo lugar, pouco mendigo, pessoas que respeitam o espaço das outras (não ficam tocando funk no celular no ônibus etc, por exemplo… ok, até acontece de noite as vezes quando as pessoas tão bêbadas, mas é bem mais raro, e não é funk, obviamente). Pessoalmente, eu gosto do frio porque é só colocar um casaco bom que resolve, enquanto que no calor não há muito o que se possa fazer. Além do mais só é frio no inverno, outono e primavera, não o ano todo. Opções de atividades para todo o tipo de gente: de boates caras pra patty/playboy até "rock clubs" onde tocam até In Flames na pista de dança /,,/ Natureza, vários parques, subúrbios que são relativamente próximos do centro e ainda assim em um ambiente bem verde. Sistema social bom, o cidadão paga imposto e tem um retorno, educação pública boa, saúde, etc. Lugares bonitos… avançados com questões morais e de liberdades pessoais como direitos dos gays por exemplo. Preocupação com igualdade de gênero e meio ambiente. Me identifico com o povo em certos aspectos, como o de serem reservadas, não serem expansivas, emocionais/irracionais demais, supersticiosas/religiosas, etc.

      Contras

      Eles têm uma política muito restrita com álcool por exemplo que eu acho meio excessiva… é absurdo de caro, e eu me pergunto o quão problemático seria se eles dessem uma aliviada. Mas ok, nada demais. Política de tolerância zero com drogas também que eu acho que não é a melhor abordagem com o problema, simpatizo mais com a política da Holanda, por exemplo. Mas uma coisa que me irrita mais é a presença aparentemente exagerada de seguranças e policiais em todo lugar. Não que eu quisesse estar fazendo nada ilegal haha mas sei lá, te dá uma sensação meio agoniante de estar sempre sendo observado, sob controle restrito.

      Outra coisa que me incomoda é que a divisão que existe entre os grupos é muito forte. Existem pessoas muito mais tr00 do que eu costumo ver no Rio, mas existem pessoa MUUUUUUUUITO mais pattys/piriguetes que no Rio. É bizarro. É até feio, sei lá. Tem umas mulheres aqui que se vestem com umas roupas muito curtas, saltão etc. Parecem até mesmo prostitutas as vezes. Além do estilo, existe uma distância entre os grupos no sentido que eles simplesmente não interagem. O punk não fala com a patty e acabou. Um não frequenta o lugar do outro e é como se vivessem em mundos separados. No Brasil eu posso preferir um ambiente a outro mas se eu resolver ir à Baronneti eu vou e ninguém me impede. Na Suécia não, e isso é de longe o que mais me irrita aqui. Se nego não for com a sua cara não te deixa entrar, e a desculpa clássica pra esconder a discriminação é "You're too drunk", por mais sóbrio que você esteja. E eles falam na maior cara-de-pau e não tem nada que você possa fazer pra mudar a idéia deles. Pode ser porque você não está bem vestido o bastante, porque não parece europeu o bastante, porque tem piercings demais, porque já tem muito homem lá dentro, whatever. Eles falam "sorry, you've drunk too much, you can't get in". E é algo tão absurdo que é óbvio, é descarado. Todo mundo vê, e só acontece em certos lugares específicos. Onde eles querem ter um ar de "restritos, VIP, só tem gente top aqui". Eu odeio esse tipo de lugar e acho que o que eles fazem deveria ser crime. Acho que é, na verdade. But disguised in a way that they can get away with it.

      O sol que dura demais no verão também me incomoda. Fico meio perturbado e durmo meio mal, mas sei lá, talvez eu me acostumasse.

      Outra coisa que é meio chata é que o povo sueco é estranho. Claro que não é 100% né, mas em média. A questão é que eles não só são "tímidos" ou "introvertidos" (como eu me considero, por exemplo), mas mesmo se você tomar a iniciativa de falar com eles, eles evitam. Eles são simpáticos até num primeiro momento, mas só de fachada. Se você tentar manter contato eles simplesmente somem e não respondem mais. Quando eles tão bêbados, tudo muda. Eles parecem pessoas super simpáticas dispostas a conhecer pessoas diferentes. Uma vez num nightbus eu conversei com uma garota sueca e ELA me adicionou no facebook (não fui eu, foi ELA!) no smartphone dela. No dia seguinte ela até foi simpática e nós nos falamos. Depois eu tentei manter contato mas ela simplesmente nunca mais respondeu. E porra, sou eu. It's not like I was hitting on her or anything. Eu só queria aproveitar o que me pareceu uma das poucas chances que eu teria de praticar sueco, já que eu não falava sueco nunca com ninguém. But no avail. A garota nunca mais me respondeu. E tem outras histórias parecidas, e muitos suecos concordam. Suecos e noruegueses também que tem o mesmo estereótipo. E quando eles são exceção eles normalmente também reclamam, e falam que odeiam isso na Suécia.
      ----

      Bem, falei até muito nos contras, mas não quer dizer que eu esteja desgostando mais do que gostando. Muito pelo contrário! Mas é que são coisas mais complexas de explicar, enquanto que os prós são bem óbvios.

    3. Ariel Alves Pontes

      Hum, boa pergunta. Não sei, nenhuma.

      A religião à qual eu cheguei mais perto de pertencer foi o espiritismo. É menos simplista do que o cristianismo no sentido moral, já que não existe somente "CÉU" e "INFERNO", mas um "dégradé" com vários níveis entre os dois, além de dar razões à primeira vista mais aceitáveis ao porquê das "punições" etc. Olhando por esse lado o espiritismo pode parecer menos vergonhoso, mas por outro lado, ele me irrita porque esse próprio fato, ironicamente, faz muitos espíritas se acharem mais "racionais" e "científicos" do que outras religiões, o que não faz O MENOR sentido. A veracidade de uma hipótese não é função do quão moralmente agradável ela é. O mundo não tem o "objetivo" de ser justo, não tem objetivo nenhum. A moral é um conceito humano e uma teoria não faz mas sentido por agradar mais nossas mentes humanas. O Espiritismo me irrita por ser pseudo-científico, o cristianismo e islamismo por serem simplistas e condenarem as outras religiões ao inferno, e o judaísmo embora não tenha exatamente um inferno também condena todas as outras religiões e deuses e prega uma moral com a qual eu discordo em vários pontos.

      No final, sei lá. Talvez o budismo seja mais respeitável, mas aí praticamente nem é uma religião. Mas eu não sei muito sobre o budismo. Se prega a existência de seres mágicos, e cobra que acreditem incondicionalmente neles, então é uma religião como as outras que encoraja a fé cega e irracional, o que é uma forma de pensamento que eu não acho que deva ser encorajada e portanto sou contra. Aceitação sem questionamento. Eu diria que essa é a raiz de muitos problemas. É o ingrediente básico para manipular pessoas e fazê-las aceitar situações injustas.

      Eu acho que não diria que tem UMA RELIGIÃO que eu "respeite" mais do que outras, mas formas de pensamento. Um cristão mente aberta que vê o cristianismo como uma das formas possíveis de se tentar atingir o transcedental, e que reconhece que segue essa forma por razões culturais mas que seria igualmente válido seguir outra forma, é um cristão que está muito mais próximo de ter meu respeito do que um espírita que acha que o espiritismo está certo porque é mais científico, enquanto as outras religiões são inferiores por se basearem em crenças irracionais e supersticiosas.

    4. Ariel Alves Pontes

      Bem, economia e política não são meu forte, mas eu acho que pra começar essa visão de "Capitalismo X Socialismo" é retrógrada e dualista demais.

      Eu sou a favor do liberalismo econômico, mas também acho fundamental que o governo se responsabilize por prover condições básicas para o bem estar das pessoas.

      Acho que o socialismo como se viu na época da expansão soviética foi uma tentativa excessivamente extrema de se evitar os males do capitalismo.

      Podemos talvez pensar no capitalismo como a bebida alcoólica. Traz alguns problemas para a humanidade, mas com uma legislação que a regularize eficientemente esses problemas são suficientemente minimizados. O capitalismo que surgiu logo depois da revolução industrial era como uma sociedade onde pessoas de todas as idades bebiam livremente em qualquer lugar, dirigiam bêbadas, etc. Esse cenário foi tão aterrorizante que acabaram "proibindo o álcool", mas obviamente não deu certo.

      Não se pode privar a humanidade de certas coisas. A lei-seca nos EUA mostra isso no exemplo do álcool e, bem, acho que o fracasso do socialismo mostra isso com relação ao capitalismo. As pessoas não conseguem viver sem a possibilidade de ficar mais ricas, sem absolutamente nenhuma desigualdade, sem nenhum consumismo, etc. Ainda não li "A revolução dos bichos" mas até onde eu sei sobre o assunto do livro, creio que ele argumente a meu favor nesse aspecto.

      Eu pensei nessa analogia agora… não sei se é tão boa, mas acho que se interpretada cuidadosamente explica razoavelmente bem a minha visão sobre o assunto.

      Acho que o sistema político ideal seria algo como a social democracia. Onde "o álcool é permitido", mas controlado para que não haja abuso. É o que se pratica nos países mais desenvolvidos atualmente.

      A Suécia é um exemplo. Ironicamente, no entando, acho a política com o álcool aqui desnecessariamente rígida heheh

    5. Ariel Alves Pontes
      arael responded to xdddre 4 Nov 10

      Hahaha, acho que sim até. Não com a riqueza de detalhes com que você responde, mas não iria apagar e tentaria não dar uma resposta evasiva demais.

    6. Ariel Alves Pontes
      arael responded to jujufaria 4 Nov 10

      Hum, this is a rather good question in fact.

      Sei lá. Ler e controlar a mente das pessoas é bem amplo. Mas dá uma sensação estranha. Poderia acabar sendo quase como viver numa matrix onde você é o único humano e os outros são programas. Daria uma sensação estranha de solidão, e então eu tentaria controlar a mente das pessoas o mínimo possível.

      O controle do tempo seria muito bom. Eu tendo a preferir esse eu acho. Eu não sou do tipo de pessoa que se arrisca muito e isso as vezes me deixa entediado. Podendo voltar no tempo eu poderia testar tudo e ver no que dá, seria perfeito! Além do mais, eu poderia parar o tempo pra estudar, ler e coisas do tipo, teria tempo pra tudo!

      Nossa, essa pergunta fez eu me sentir como se eu fosse criança de novo, eu era obcecado com super-poderes e tal. Pena que essas coisas não existem =(

      btw, eu considerei "tempo" = "time", não "weather". Acho que foi essa a intenção da pergunta. Entre controlar o clima e a mente das pessoas prefiro controlar a mente, fato.

    7. Ariel Alves Pontes

      /* Abandonei o formspring por anos porque não aprendi a administrar meu tempo morando sozinho, mas só tem 8 perguntas, vamos ver se consigo aos poucos responder todas. */

      "Não quer ter bebê? Leve-o para a adoção! Ou não faça-o!"

      Adoção? No Brasil? Bem, eu nunca fui a um orfanato mas, sério, agora fiquei com vontade só pra poder confirmar o quão lixo deve ser.

      A população do Brasil já é grande o bastante e não tem tanto rico pra ficar adotando assim. Acredito que a maioria das crianças não seja adotada nunca.

      Quanto a não fazer bebês, claro. Incentivo toda forma de controle de natalidade e é óbvio que em primeiro lugar os métodos preventivos. Acontece que, QUANDO os métodos preventivos falham, a pessoa se fode. A pessoa e eu, porque isso "por acaso" tende a acontecer mais em comunidades mais pobres. O que leva à favelização, que leva à criminalidade, vandalismo, poluição física, visual, sonora, odora etc. Todas essas coisas que tornam a cidade onde eu moro um lugar não-tão-agradável de se viver.

      Como a existência dos métodos preventivos não é suficiente para evitar a gravidez indesejada, principalmente entre classes menos instruídas, então resta a aplicação de métodos corretivos (achar essa simples palavra foi o que me fez deixar o texto de lado antes de parar de usar o formspring de vez).

      Agora, finalmente: "Aborto é algo absurdo."

      Discordo.

      Na maioria dos países onde o aborto é legalizado (se não todos), é só até o 3º mês de gravidez. Só depois de três meses é que pela primeira vez são detectados sinais elétricos no cérebro do feto [1]. Isto é, antes disso o feto não tem consciência nem é capaz de sentir dor.

      A partir daqui cada "pró-vida" vem com um argumento diferente. A maioria deles baseados em alguma doutrina religiosa, e esses eu vou ignorar porque já cansei de falar minha opinião sobre religião.

      Além desses, um muito comum é que "matar é errado, e o feto é um ser humano vivo (mesmo que não tenha sinais elétricos no cérebro)".

      Mas ora, se não há sinais elétricos no cérebro, então não há vida. É aí que muitos discordam e falam "Ué, mas ele é um feto humano em crescimento! As células estão se multiplicando, é um organismo vivo!". Sim, na definição biológica da palavra. Mas moralmente, quando falam "tirar a vida de uma pessoa é errado", a palavra "vida" assume um sentido diferente. Esse argumento se sustenta na definição da palavra "vida", mas falha porque essa é uma palavra ambígua. (Só pra exemplificar como as palavras podem fugir da definição "científica" dependendo do contexto, pense no termo "vida-após-a-morte")

      A ausência de atividade neural define a morte cerebral, que é o critério usado para confirmar a morte de uma pessoa [2]. Nessa altura o corpo pode continuar funcionando [3], mas até o Papa seria declarado morto e os aparelhos que mantém o corpo ativo seriam desligados sem polêmica. Por que não usar essa definição também para o início da vida? É a única coisa que faz sentido.

      Se quiser definir a palavra "vida" de algum outro jeito completamente louco e diferente, tudo bem. Só não espere que depois disso eu ainda concorde com a frase "tirar a vida é errado", porque isso é só uma frase. Dependendo da definição das palavras que a compõe pode significar qualquer coisa.

      [1] http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Fetus#Development
      [2] http://en.wikipedia.org/wiki/Brain_death#Medical_criteria
      [3] http://en.wikipedia.org/wiki/Brain_death#Organ_donation

    8. Ariel Alves Pontes

      Sim. Pretendo inclusive ser pai um dia. Deve ser bem interessante ajudar a moldar uma pessoa.

    9. Ariel Alves Pontes

      Pois bem, respondo sim. Pelo menos respondia. Até hoje, eu só não respondia perguntas que tocassem em assuntos íntimos que envolvessem outras pessoas.

      Meu inbox, porém, foi floodado com perguntas-spam. Eu até responderia essas perguntas se tivesse tempo, mas é simplesmente impossível. Além disso as perguntas eram em sua maioria do tipo nada profundas, e eram feitas pra serem respondidas em uma linha. Eu não gosto de responder perguntas dessa forma, então não fazia sentido. Eu não tinha tempo pra responder as perguntas "decentemente" e acabei abandonando meu formspring.

      Eu, porém, gostava do formspring antes. Então hoje, após cerca de um mês e meio, resolvi dar um basta nessa situação. Apaguei as 50 perguntas que eu estava enrolando para responder do meu inbox. Foi um grande alívio e estou com a sensação "Hooray o/ Tenho um formspring novamente!" =)

      A essa altura já respondi a sua pergunta faz tempo. Acho que tudo isso explica porque demorei tanto.

    10. Ariel Alves Pontes

      Bem, com dinheiro compra-se quase tudo. Como eu não sou auto-suficiente, então sim, dinheiro é importante. Minhas necessidades básicas são: água, comida, abrigo, ar condicionado, um computador e uma internet razoáveis. Dinheiro compra tudo isso.

      Não sou super ávido por coisas caras. Como solteiro, estaria satisfeito morando na Europa ou Canadá numa casa razoável, com um bom computador e internet. Mas pretendo um dia ter família e tal, então gostaria de ter dinheiro para sustentar um ou mais filhos e poder oferecê-los no mínimop aquilo que eu tive e tenho.

      Se eu tiver dinheiro suficiente para isso, e um trabalho que eu goste, acho que não faria questão de muitos luxos a mais.

      Mas é claro que quanto mais dinheiro melhor, então faria o que fosse possível para ter o máximo, desde que isso não atrapalhe outros aspectos da minha vida.

    11. Ariel Alves Pontes

      A esquerda no Brasil tende a usar o dinheiro público para dar privilégios provisórios às classes mais baixas (como bolsa família) ao invés de investir em atitudes que realmente tenham um resultado profundo e a longo prazo, como dar educação básica de qualidade, facilitar o acesso da população pobre a procedimentos contraceptivos e estimular o planejamento familiar, etc.

      Além disso a esquerda dificulta muito a criação de pequenas empresas, o que eu particularmente acho que não faz muito sentido. Os países mais ricos e com maior IDH do mundo são liberais e até onde eu sei não dificultam tanto a iniciativa privada.

      Além do mais a maioria dos candidatos de esquerda são extremamente populistas e apelativos. A ponto de eu achar que muitas vezes seus projetos sociais totalmente paleativos, que só "resolvem" problemas num prazo curtíssimo, são na verdade um artifício político para conquistar uma massa desinformada e ganhar votos.

      A classe média é explorada com impostos e eu só vejo "urbanização de comunidade", "complexo esportivo da rocinha", bolsa isso e aquilo. Eu não quero sustentar isso.

    12. Ariel Alves Pontes

      Nao costumo. Já li Super-interessante. Mas me decepcionei um pouco com algumas edições e nunca mais li. Agora leio uma ou outra de vez em quando, mas faz tempo. A última deve ter sido uma Scientific American ou algo do tipo. To com umas pra ler aqui.

    13. Ariel Alves Pontes

      Qualquer coisa. Adoro frio. É bom tanto para ficar em casa aconchegado quanto para fazer as obrigações cotidianas sem chegar em casa suado e fedido no fim do dia.

    14. Ariel Alves Pontes

      Cara, não gosto muito de chocolate. O único ovo que eu gostaria de ganhar seria o do Ferrero Rocher. Foi o que eu ganhei, aliás. Além de uma caixa com mais 15 bombons. Foi uma overdose de Ferrero Rocher. Ainda nem acabou a caixa na verdade, faltam 3 se eu não me engano.

    15. Ariel Alves Pontes

      Putz, sei lá. Nunca tive nenhuma páscoa muito marcante. Nem lembro da maioria delas. Teve uma que fizeram pegadas de coelho pela casa (eu morava numa casa grande), e a gente seguiu. Acho que essa é a única que eu me lembro. Mesmo assim não foi nada super marcante na minha vida. Mas acho que ficou na minha memória por que foi a mais produzida e acho que só fizeram isso uma vez, então foi algo diferente. Se fizeram mais de uma eu to misturando as páscoas e então realmente não tem nenhuma mais marcante.

    16. Ariel Alves Pontes

      Acho que é mais uma evidência da susceptibilidade da criança com relação aos pais e pessoas mais velhas no geral. Acredito que seja um mecanismo muito importante na nossa biologia, que nos permite transmitir nossa cultura hereditariamente com mais eficiência, e por isso foi selecionado evolutivamente.

      Acho que esse mesmo mecanismo, porém, pode ter efeitos negativos em algumas situações. Quando uma criança é exposta com intensidade suficiente a algum elemento cultural, o cérebro dela fica impregnado com aquilo para sempre. Isso faz com que a cultura fique difícil de ser mudada.

      Grande parte da nossa cultura atual só fazia sentido em um contexto muito primitivo, mas nem por isso essa parte da cultura desaparece. A crença em deuses/astrologia/vida-após-a-morte etc, por exemplo, foram respostas que povos ignorantes criaram nos primórdios da humanidade para algumas questões que eles tinham. Mas por propagação cultural algumas pessoas acreditam até hoje em algumas dessas coisas, mesmo embora não haja nenhuma evidência nem razão lógica para se acreditar nisso.

      Uma tribo pagã louca qualquer ensina toda sua mitologia para as pobres e suscetíveis criancinhas. As crianças ensinam para seus filhos, que ensinam para os filhos, e assim sucessivamente. No final chegamos ao século XXI com crenças pagãs ainda sendo parte importante da nossa cultura e atrasando a evolução moral, científica e até causando morte e guerras em alguns casos extremos.

      Pena que a maioria das pessoas só se toca que o coelhinho da páscoa e o papai Noel eram mentira.

    17. Ariel Alves Pontes

      - Religião (meu favorito):

      Não possuo.

      - Livre arbítrio:

      Não acredito.

      - Aborto:

      Nada contra antes dos 3 meses.

      - Eutanásia:

      Nada contra se houver consentimento da pessoa.

      - Drogas:

      Não gosto muito da idéia. Pode causar problemas para os usuários, mas acho que algumas drogas não são grande problema e deveriam ser legalizadas. As pessoas devem ser conscientizadas e devem ter o direito de optar quando não prejudicam os outros. Usuários responsáveis têm que pagar pela irresponsabilidade de quem usa inconsequentemente.

      - Prostituição:

      Nada contra.

      - Casamento gay:

      Nada contra.

      - Adoção por gays:

      Não sei. Complicado. Depende.

      - Legalização dessas coisas todas:

      Ah, dá pra imaginar pelas respostas anteriores.

      - Música, gostos pessoais no geral, estilo pessoal:

      Depende.

      - Não gosto muito de futebol, mas é interessante discutir racionalmente sobre o assunto, costuma ser polêmico.

      Sei lá o que mais, qualquer coisa do tipo. Normalmente coisas que toquem em questões fortes culturais da pessoa (Religião, futebol), as vezes trazem um conflito moral (aborto, eutanásia, drogas, etc). Mas eu não gosto só de temas polêmicos, gosto de temas filosóficos no geral (livre-arbítrio, origem do universo, natureza humana, etc). Acontece que muitos desses temas acabam se tornando polêmicos porque as religiões costumam ter uma verdade postulada para responder todas essas questões, e aí fica meio difícil separar as coisas. Por isso religião se tornou meu assunto favorito, acaba afetando todos os outros.

    18. Ariel Alves Pontes
    19. Ariel Alves Pontes

      sso?

      Po, sei lá. Eu meio que não acredito que seja possível algo alterar muito minha consciência. Acho que eu gosto de ser assim. Acho que faz parte da minha consciência/racionalidade. Por outro lado talvez eu acabe me travando muito e seja pouco espontâneo demais. De qualquer forma não gostaria de depender de drogas para superar isso. Todas que eu conheço fazem algum mal. Exceto LSD, mas aí até onde eu sei não tem esse efeito anyway. De qualquer forma é chato ter que ficar comprando substâncias ilegais (por menos que faça sentido elas serem ilegais).

      Eu não sei se gostaria de mudar isso porque nunca experimentei uma alteração significativa da minha consciência, então não sei se eu iria gostar. O mais próximo disso é quando eu estou quase dormindo, mas pouca gente tem o privilégio de me observar nesse estado.

      Além disso, também é complicado porque não é que eu não sinta o efeito exatamente. É que eu tenho consciência de que é o efeito que me está deixando daquele jeito e eu continuo capaz de pensar com meu eu sóbrio se eu deveria ou não fazer alguma coisa.

      Gostaria sim, por um dia, ficar tão suscetível quanto a maioria das pessoas aos efeitos do álcool por exemplo. Poderia ficar suscetível a tudo, por um tempo. Mas não ia optar por mudar isso pra sempre sem nem saber bem como é.

      De qualquer forma, mesmo que eu do nada me tornasse suscetível a tudo, não ia virar usuário freqüênte de nada que faz mal, dá trabalho conseguir, vicia, custa dinheiro, etc.

    20. Ariel Alves Pontes

      Ah cara, tive épocas legais na minha infância mas não sou muito nostálgico não. Não sinto muita saudade de nada que eu não tenha hoje. Só de ter animais e uma casa grande talvez. Mas eu também gosto e morar em cidade grande.

Ariel Alves Pontes

Rio de Janeiro, Brasil

www.meadiciona.com/arielpontes

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