-
All responses Most smiled responses
-
Foi só um rant imoderado que era, inicialmente, comentário numa lista de email com meus amigos e que depois decidi publicar no facebook:
"Fiquei estupefato com vários trechos, mas destacarei o que diz que "a literatura brasileira está entrando numa fase qualitativamente madura". "QUALITATIVAMENTE MADURA"??? Quero dizer, há algum argumento pra isso além de dois livros, SR? Ou a maturidade que vc diagnostica (ou vaticina) só depende de DOIS LIVROS para se atestar? Ainda, me ocorreu se vc está pensando em parar de publicar ficção - e, com isso, contribuir para a redução da "explosão quantitativa da última década". Isso, imagino, seria bom: um mau ficcionista a menos no mercado.
Escusado dizer: minha opinião. Mas não é menos opinião que a sua ignominiosa hipérbole aí na resenha, qdo vc diz que "Numa proeza técnica digna de Don DeLillo, que mereceria análise à parte". Como assim? É sempre possível que o Paulo Scott tenha escrito um livro razoável; não li esse livro ainda, mas já li três outros do Scott, um dos quais resenhei e, considerando o que já li dele, não tem como ter saído de uma mesma pessoa escrever aqueles livros que julguei hediondos e produzir algo comparável a DeLillo. Isso, imagino, só poderia acontecer se ele tivesse sofrido um derrame com formidáveis consequencias literárias, ou algo assim, estilo os casos do Oliver Sacks. Na duvida, e considerando o passado do Autor, fico aguardando aqui na caixa de comentários seus pujantes exercícios de "análise à parte". Manda ver, que seus leitores hão de querer ler. Brilhantismo na crítica é tão bom qto na literatura, e vai ser bom ter chance de aplaudir vc.
Manda ver."
Mas pra que isso faça algum sentido vc precisa ler a resenha do SR ao livro novo do Scott. -
Acho que vc confundiu, Alana: quem está fazendo romance é o Raposão (aka Marcelo Rota) - aliás, periga já estar pronto, e ele estar com preguiça de publicar. Estou terminando um livro sobre Bernardo Carvalho e Conrad que deve sair em 2012 e começando um sobre Saer e Aira que devo terminar em 2013 (o plano é um livro pequeno, em anos alternados). Mas é crítica: ficção, de mim, não sai não - muito menos "ultrarromance" :-)
-
asked by alanafalcao
Alana, eu levo tudo a sério.
-
"Estudo diz" como fórmula introdutória para a apresentação de bogus science: disserte.
Se nado, durmo bem, mas mesmo assim em geral menos de 8 horas. Sono ruim só qdo tá uma merda no trabalho, ou no resto da vida: aborrecimento me tira o sono. -
Quem me aplicou foi o Kelvin, e funcionou pra mim: gostei muito daquele Amphytrion, mas não li os outros não - até comprei um posterior a esse, La gruta del Toscano, da ultima vez que fui em BsAs em um balaio por, sei lá, 10 pesos, mas não li até hoje. Me interessa ler mais, devo ler mais.
Mas, assim: GRANDE LITERATURA não é não. Portanto, se vc ainda não leu Ficções, Respiração Artificial, A Pesquisa, O Mestre e Margarida, Fogo Pálido e obras dessa estirpe invista nisso antes do Padilla. -
Ô, Alana, um beijo nessa sua bochecha azul: isso seria certamente um presente pra mim :-)
-
Acho o ensaio bom, embora não dos melhores do Saer - no livro epônimo, p ex, tem o formidável Lineas del Quixote, que é show de bola. No geral acho que os ensaios coletados em El Concepto de Ficción é que são os mais rentáveis (e isso se vê nos meus exemplares: o Narración-objecto está riscado, mas ainda novo: o Concepto de ficción está caindo aos pedaços, com grifos de várias eras). Saer mandava bem no ensaio: é sempre bom lembrar que Saer é de uma época em que as pessoas liam bastante, depois se esforçavam muito pra escrever e, depois de muito trabalho de leitura, reflexão, e escrita, se faziam escritores. Essa época, sabemos, passou.
-
Adorei a pele azul. O bicho!
-
asked by alanafalcao
Azula Blue :P (nem vai te servir mais, demorei pra caralho, perdão)
-
Quem sou eu pra responder isso? Acho que um entusiasta do DFW pode te dar uma resposta melhor.
Mas:
1) comecei a ler o Markson por causa de um texto do DFW, e eu adoro o Markson.
2) DELILLO
Então, vc viu, né? Terminei respondendo. :-) -
- "Is there a text in this class?" é formidável: muita excelência argumentativa, muito joie de vivre hermenêutico: Fish era relativamente jovem, não era ainda uma instituição, e os textos tem isso, e lhe contaminam com essa juventude. Rorty dizia que foi um dos textos fundamentais pra ele, e eu subscrevo respeitosamente. Li textos desse livro qdo ainda estava na graduação, e usava textos do Fish qdo dava aulas para calouros de Letras: se isso for utilizado cedo, vc nunca vira essencialista depois. :-)
- "Doing what comes naturally" tem textos incríveis: o melhor tratamento de explicação de Derrida que já vi ("With the compliments of the Author"), uma detonada campeã no Iser ("Why no one's afraid of W I") e outras pérolas ("Short people got no reason to live", "fear and self-loathing in literary studies").
Foram, junto com os artigos do Rorty, o Contingencies of Value e o Belief and Resistance da Smith, textos fundamentais pra minha formação. -
Isso, e eu só conheço esse. Depois li (não sei onde) que o Lubbock só fez requentar teses de James. A conferir: vivo planejando ler esses textos do James sobre ficção (eu e meus planos: depois de ler The Master, planejei foi um livro sobre isso, sobre o que James teoriza a respeito do que faz como Autor - há umas notas em um caderno e é bem possível que fique por aí ou, na melhor das hipóteses, vire um ensaio um dia, misturado com outras coisas).
-
Sim, sim: IN CARVER WE TRUST. Vá com fé.
Antonio Marcos Pereira’s Bio
Reader: professional, heavy weight, champion (1974-present day).




Loading...











