Para algumas perguntas posso ter respostas....O que quer saber?

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    1. Angelita Scardua

      Olá Thais, que bom que você gosta, fico agradecida pelo interesse. Não conheço nehuma especialização em Psicologia Positiva. Não sei onde você mora, mas há alguns grupos de pesquisa em Universidades Públicas com pesquisadores que se dedicam à Psicologia Positiva. Nesses centros é possível fazer Mestrado e Doutorado em algum tema na área, que é o que eu fiz. Por exemplo, há um grupo na Federal do Rio Grande do Sul (você pode conferir nesse link: http://www.msmidia.com/ceprua/maisn.asp#neprpp); há na USP, tanto no campus São Paulo quanto no de Ribeirão Preto. No de São Paulo é possível encontrar pesquisadores na área de Psicologia Positiva na Faculdade de Educação, na de Economia e no Instituto de Psicologia. No campus Ribeirão Preto, no Departamento de Psicologia. Na Federal do Rio de Janeiro você encontra na Faculdade de Psicologia. Bom, esses são os que me lembro agora. Qualquer outra dúvida, é só entrar em contato.

    2. Angelita Scardua

      A Psicologia Transpessoal é uma boa idéia, mas ainda há um longo caminho científico para aquilo que ela defende possa se rincorporado efetivamente pela Psicologia como teoria e prática. Seja como for, é interessante que haja pessoas dispostas a investir no estudo de premissas que são consideradas inadequadas para o campo científico. Particularmente, penso que isso pode levar a dois caminhos: a descoberta de aspectos psicológicos ainda ignorados pela ciência atual, ou um absoluto distanciamento científico que pod elevar a Psicologia Transpessoal para o campo do esoterismo. É um risco! Não tenho nada contra à busca de um sentido para a existência humana pautada em fatores espirituais/transcendentais, mas penso que não se pode confundir as coisas, ou seja, o método científico é muito claro quanto ao que se entende como pesquisa, teoria, prática científica. Até esse momento, a Psicologia Transpessoal não demonstrou estar afinada com as prerrogativas científicas. Muitas abordagens psicológicas também têm esse mesmo problemo de inadequação à metodologia científica, por exemplo: a Psicanálise, mas há tentativas de estabelecer uma aproximação, de se realizar pesquisas que possam validar cientificamente os conceitos e técnicas dessas áreas. Espero que a Transpessoal avance nesse sentido. Infelizmente, hoje, essa abordagem ainda se confunde de muitas maneiras com outras práticas não muito convencionais em Psicologia, o que atrai pessoas sem a "bagagem" acadêmica necessária para lidar com aspectos sutis do comportamento e do desenvolvimento humano. Tudo isso contribui para que a credibilidade da Transpessoal mantenha-se por um fio. Torço para que esse cenário mude!

    3. Angelita Scardua
    4. Angelita Scardua
    5. Angelita Scardua
    6. Angelita Scardua
    7. Angelita Scardua

      Por quê você não faz alguma coisa que envolva paladar/visão ou paladar/olfato? Pode ser bem simples, no primeiro caso você pode pegar maçã cortada em cubos e tingí-la com cornate comestível de uma cor totalmente diferente (roxo, azul, amarelo) dar para as pessoas comerem e tentarem adivinhar o que estão comendo. Com isso é possível demonstrar que muito da a percepção de paladar que temos de um alimento está associada às cores e formas com as quais identificamos o alimento. Se o alimento é apresentado numa cor/forma diferente da que conhecemos temos dificuldade para reconhecer o sabor. No segundo caso, envolvendo paladar/olfato, pode ser interessante "perfumar" o ambiente com aromas que não têm nenhuma relação com o alimento oferecido. Em geral, em situações como essa, em que o odor dominante não é o do alimento ingerido, as pessoas podem ter dificuldade para sentir o sabor do alimento. Grande parte do sabor que sentimos vem do cheiro. Isso pode ser demonstrado confundido os sentidos com cheiros totalmente diferentes do alimento que se está comendo.

    8. Angelita Scardua

      Se existe uma forma boa para não "pirar" com o envelhecimento, eu diria que é aceitar que se está envelhecendo. Difícil não? Eu sei que é, mas não tem jeito, não é possível ser jovem para sempre, o importante é entendermos que todas as fases da vida têm seus prós e contras. Nenhuma fase da vida é alegria, o problema é que é sempre mais fácil idealizar aquilo que já não temos mais. Precisamos aprender a usufruir do que temos em mãos, e não nos deixarmos levar pela idéia de que o que perdemos é que era bom. Nenhuma juventude é perfeita, no sentido de ser sem problemas, e nenhuma infância, e nenhuma velhice. Se aos 20 temos toda a libido do mundo também temos toda a insegurança e desconhecimento sobre o que queremos. Para viver bem, seja em que fase for, precisamos aceitar as limitações e as possibilidades de cada momento que estamos vivendo. Importante também é não confundir velhice com estagnação ou debilidade. Há muito jovem estagnado e débil, há velhos em movimento e saudáveis. A vida não é uma equação matemática na qual juventude é igual a felicidade e velhice igual a infelicidade. A vida, eu diria, é muito mais um livro no qual escrevemos os capítulos, um por dia, e que só está pronto quando morremos. Se você quer envelhecer bem, portanto, comece a pensar que história boa você quer escrever nesse capítulo, e deixe de pensar nos capítulos anteriores, pois estes já foram escritos. No mais, se estiver muito difícil lidar com o envelhecimento, procure ajuda profissional. 52 é uma ótima idade para fazer terapia! Sugiro também a leitura do livro "Despertando na Meia-Idade" de Kathleen A. Brehony. Boa leitura e feliz jornada!

    9. Angelita Scardua

      Olá F,
      não tenho uma indicação de leitura que seja específica para o seu propósito. Entendo, contudo, que ao decorar a nossa casa devemos ter muito claro o que é que nos faz bem, seja em termos de cores, texturas, materiais, etc. Ou seja, você pode ler revistas de decoração, algumas são muito boas! você pode ler bons livros sobre o tema, mas, antes de tudo, você precisa saber o que você quer e espera de uma casa. Penso que a casa boa para se viver é aquela que reflete a personalidade - os sonhos, desejos, fantasias, interesses, história - de seu dono. Sendo assim: se você quer organizar o seu lar para que ele te faça se sentir bem, sugiro que você: ouça atentamente o seu coração, perceba o que faz com que ele bata mais alegremente e satisfeito; descubra o que enche seus olhos de encantamento e o que faz com que seus sentidos aflorem - cheiros, gostos, sons...; sinta o seu corpo, e pergunte-se como ele se sente confortável. O cmainho para o seu lar passa por você, e só por você!

    10. Angelita Scardua
    11. Angelita Scardua

      Há um tempo atrás um Francisco S. Bastos fez uma pergunta aqui, eu cheguei a pensar que era você e como ele havia deixado o email, entrei em contato e perguntei. Mas o S. do nome dele é de Schüster! Eu até postei a pergunta dele e minha resposta novamente, logo abaixo das respostas às suas.

    12. Angelita Scardua

      Quem faz essa pergunta é o Francisco?...Sinceramente, não entendi. Seja como for, a resposta é um sonoro NÃO! Nada se distancia mais do que o que eu faço do que a suposta "nova era". Na minha perspectiva de trabalho não há espaço para nada que não se fundamente na idéia de que somos responsáveis por nossas vidas. Srá que você pensou isso por que estudo o tema Felicidade?!...

    13. Angelita Scardua

      Claro que me lembro de você, Francisco! Francisco Saldanha Bastos, de Santana do Livramento, não é isso? Como vai você, por onde anda?...Outro dia mesmo falei de você com meu marido. Engraçado isso, há muito tempo não pensava em você e, de repente, me veio à memória. Carl Jung diria que é sincronicidade! Gosto disso!

    14. Angelita Scardua

      Olá, Francisco, é uma longa história! Tudo começou quando eu fazia estágio de pós-graduação no depto. de Neurociências/USP, lá eu desenvolvia uma pesquisa sobre a relação entre os estados afetivos e o ciclo vigília-sono.

      Basicamente, eu estava estudando se a qualidade do sono influenciava na variabilidade do humor ao longo do dia. Esse era um tema muito pesquisado no exterior naquela época, meados de 1990, em função do avanço dos quadros depressivos no mundo. Em paralelo, eu participava dos seminários da Escola Brasileira de Psicanálise, ministrados pelo Jorge Forbes e, também, de uma pesquisa sobre arquétipos e identidade brasileira coordenada pela Profa. Anna Mathilde Nagelschmidt, no IP/USP.

      Nos seminários com Jorge Forbes fui levada a pensar sobre a relação entre o que vivemos e o que desejamos viver e a busca de satisfação com a vida; e a pesquisa sobre identidade brasileira me fez questionar muito os estereótipos sobre a alegria nacional. Todas essas coisas agrupadas: a tentativa de entendimento dos estados afetivos por meio das neurociências, a reflexão sobre satisfação com a vida e o questionamento dos estereótipos sobre a alegria - e dos simbolismo que isto agrega - me despertaram o interesse pela experiência da felicidade.

      Perguntas como: o que é felicidade? ela existe? porque algumas pessoas parecem mais satisfeitas com suas vidas do que outras? porque algumas pessoas deprimem? além do fator genético, qual seria o papel do ambiente e da história de vida/personalidade no surgimento e manutenção dos quadros depressivos? porque algumas pessoas são capazes de superar o sofrimento e a adversidade de forma muito mais efetiva do que outras? porque algumas pessoas parecem ser mais capazes de satisfazer os próprios desejos do que outras?...e por aí vai...

      ...assim eu comecei a querer estudar a felicidade, suas variáveis biológicas, cultrais, históricas, arquetípicas e sociais, tanto no âmbito individual quanto coletivo. E continuo a fazê-lo!

      Quanto aos psicólogos brasileiros e o desinteresse pelo tema felicidade...WOW!...isso é complexo e muito desgastante, mas, de forma bem suscinta: entendo que há um certo encantamento com o sofrimento na psicologia, e na latina em especial.

      A própria cultura latina é muito afeita às vicissitudes, há no imaginário dos povos latinos uma crença de que o sofrimento enobrece, redime, etc. Similarmente, há no mundo acadêmico e intelectual ocidental, e mais especificamente no francês - que exerce forte influência sobre os pensadores brasileiros -, uma influência romântica de idealização da miséria humana. Ou seja, nesse contexto intelectual tende-se a associar dor/sofrimento/tristeza com criatividade, inteligência, refinamento, etc.

      Assim, a felicidade costuma ser encarada como um sentimento vulgar, menor, próprio das mentes simplórias e obtusas...uma pena! Junte-se a isto, um certo pessimismo afetivo/cognitivo que ronda nossos pesquisadores mergulhados na visão romântica do ser humano, e que alimenta a crença de que a felicidade é uma quimera, um tema/sentimento por demais subjetivo e imaginário, impossível de ser estudado ou entendido...quando não, uma invenção da sociedade capitalista de consumo que quer entorpecer as mentes para dominá-las...Rs!

      Agora, falando sério, entre os pensadores/pesquisadores brasileiros há muito preconceito conceitual e intelectual - e também afetivo e cultural - em relação às emoções positivas de forma geral, e não apenas em relação à felicidade. Tanto é que discute-se muito mais a falência do casamento do que os casamentos que são muito bons, e eles existem, acredite! Fala-se muito mais das famílias desestruturadas do que das funcionais, do sofrimento no trabalho do que dos profissionais que se sentem realizados com suas profissões...enfim! há entre nós, psicólogos em geral, um certo apego obssessivo à morbidade emocional que, embora internalizado, pode ser plenamente compreendido como fenômeno histórico e cultural. Como o conhecimento é produzido por seres humanos, a produção deste sempre será "recortada" pela perspectiva de seus produtores. Psicólogos que não acreditam na felicidade não se ocuparão de studá-la; simples, não?!

      Gostei muito da sua pergunta, Francisco, e ainda escreverei mais e melhor sobre o assunto.

    15. Angelita Scardua
    16. Angelita Scardua
    17. Angelita Scardua
    18. Angelita Scardua

      Olá Janaina,

      eu penso que o ensino à distância não é diferente de outras formas de ensino. Como assim? Bom, entendo que o nível do nosso aprendizado, de forma geral, depende muito do nosso envolvimento e comprometimento com o estudo. O fato de o professor estar presente ou não faz muito pouca diferença na qualidade da nossa formação. A maior parte do conhecimento/entendimento que adquirimos sobre um tema qualquer não ocorre na sala de aula, propriamente dito, mas no envolvimento que desenvolvemos com o tema e do quanto nos dedicamos a ele na nossa vida cotidiana. Por exemplo, não adianta estudar desenvolvimento infantil na sala de aula, com o melhor dos professores, se você não gosta do tema você não vai ler sobre ele no seu dia-a-dia, não vai tentar entender como o que você está lendo se aplica no mundo real, etc.

      Um bom professor dá uma boa aula, consegue manter nossa atenção, oferece bons exemplos, nos estimula a querer mais, etc., e isso é muito bom! sem dúvida, mas isso é só parte do processo de aprendizagem, e não é nem a metade dele...Rs! A aprendizagem de qualquer coisa deve ser encarada como um ato diário, de questionamento, busca, pesquisa, observação, etc. Não é numa sala de aula que aprendemos as coisas. O momento na sala de aula pode nos despertar para algo que não percebíamos antes, mas isso um filme pode fazer, um livro, um artigo de jornal, um envento que presenciamos na rua...qualquer coisa pode desencadear um processo de busca de entendimento. E isso, penso eu, é aprender.

      Em alguns países, como a Inglaterra, o modelo do ensino à distância funciona muito bem. No Brasil os resultados não são tão bons, principalmente em termos do que poderíamos designar como a qualificação final dos estudantes; mas, no Brasil, o nível de qualificação de estudantes e de professores é baixo quando avaliado por provas internacionais. O problema, então, não é do ensino à distância mas do ensino brasileiro de forma geral.

      O único problema que vejo nesse tipo de ensino, o à distância, é que entendo que o estudante precisa ter muita disciplina, senão ele acaba estudando nada. Quanto ao ensino presencial, entendo que a grande vantagem dele é possíbilitar uma interação imediata com a percepção que outras pessoas têm do tema que está sendo estudado, e isso é bem legal! Afinal, entendo que o debate, o confronto de idéias divergentes, é parte fundamental da aprendizagem. O debate, contudo, também pode ser conseguido de outras formas: em blogs na Internet, com amigos, com outros profissionais e estudantes em listas de discussão, em seminários, etc.

      Para resumir a ópera, Janaina, avalie as suas necessidades e as possibilidades que existem para satisfazê-las; então, escolha aquela que melhor te atenda. Quem faz o seu estudo valer a pena é você, e só você!

    19. Angelita Scardua

      Olá Sabrina,

      segue abaixo:

      “As Bases Biológicas do Comportamento: Introdução à Neurciência”
      Autor: Marcus Lira Brandão
      Editora: E.P.U

      “Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso”
      Autores: Barry W. Connors, Mark F. Bear & Michael A. Paradiso
      Editora: Artmed

      “O Cérebro: Uma Introdução à Neurociência”
      Autor: R.F Thompson
      Editora: GEN

    20. Angelita Scardua

Angelita Scardua

10 o South and 55 o West

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