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Ter gatos é sinônimo de nobreza??
Chic a valer, Seu Ferreirinha. Fica uma coisa excelente nos braços, uma deliciosa figura que não faz às visitas.
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voce ja leu 'o senhor dos aneis'?
Li o primeiro volume. É divertidinho, né? Mas aí depois outros livros, de outros autores e gêneros, chamaram a minha atenção e a verdade é que eu não tenho nenhuma inclinação pra esquizofrenia RPGística.
Eu li também O Hobbit. Que coisa fofa, não? Mas também é só isso.
Quando eu li Tolkien eu tive vontade de ser a espada de Aragorn na lua de mel com Arwen. Eu quis ser uma árvore que observasse o movimento de tanta gente correndo pela mata pra lutar uns com os outros. Ou um vento que fosse avisar aos Elfos que uma nova era de vulcões andarilhos estava pra começar. Eu queria entrar de penetra na caverna cheia de ouro que Bilbo encontrou só pra olhar pra cara dele, mas: que droga, coisas como dragões não existem, nada é real quando você levanta os olhos da página; por mais que queira, você não vai morrer estrangulado por um fantasma cavaleiro – e como é que eu fico diante de tanto escapismo?
Literatura não é um plano de fuga eficiente. Se você lê um livro e ele só te entretém: isso não é literatura. Literatura é confronto. Mas calma aí, esse confronto que a literatura provoca tem que envolver prazer, é claro. Se não tiver prazer, pra que você vai ler?
Agora vai uma receita:
Escreva num papel, nos dois extremos de uma folha, as palavras “confronto” e “prazer”. Escreva o nome do livro que você está lendo na distância certa entre os dois termos. Agora você pode tirar suas conclusões sobre o quanto um livro é formador e genial e bem escrito e foda, e o quanto ele é um substituto ineficiente da televisão e do bolo de chocolate. Pode chamar essa técnica de Literaturômetro. Abs. -
tomo anticoncepcional(diane) desde os 15 (tenho 17) por causa das espinhas (e yay sumiram todas) e nesses últimos meses tenho tomado sem pausa porque odeio menstruar,isso pode me prejudicar agora e/ou futuramente?
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Letra de música é poesia?
Essa pergunta se refere a uma questão legítima mas é frequentemente entendida de maneira meio contingente: é claro que se letra de música for entendida como a letra cantada em uma música ela PODE ser poesia e aí não vai haver diferença nenhuma, simplesmente porque sempre foi muito comum musicar textos que *já eram poemas* originalmente. Mas a questão é se há qualidades intrínsecas distintas no texto escrito especialmente pra ser música e no texto escrito especialmente pra ser poesia. E eu acredito que sim, que há diferenças. Não só pela própria consciência de que a letra de música vai ser música, mas porque isso cria uma técnica de composição objetivamente diferente, que é o de escrever um texto guiado pelas exigências do compasso musical, e não da leitura. Os finais de verso, as unidades sintáticas, o efeito das rimas, as licenças métricas vão ter outro desempenho, e algumas prioridades conceituais da leitura da poesia podem ser intimidadas em favor de uma comunicabilidade mais auditiva na letra de música. Esse é o tipo de diferença mais objetiva, eu diria que intransponível mesmo, porque determinada pelo meio que define cada um dos dois textos.
Mas aí há os casos mais parciais, como poetas escrevendo letras usadas em música com a intenção de reuni-las depois em uma publicação de sua poesia - e neste caso ele pode explorar as qualidades poéticas compatíveis com os interesses da música de maneira mais ambivalente -, ou, vejam só, a poesia que se intitula "canção", e que de fato emula estribilhos e uma métrica mais contínua, seguindo a lógica da música.
Também entram as considerações de que qualquer texto cantado, mesmo que originalmente poesia, já não é mais a mesma coisa que pura poesia, simplesmente pela mudança de ambiente e pela combinação com uma outra arte - creio que a exploração dessa combinação, em que não temos uma soma do efeito da poesia MAIS o efeito da música, mas sim um efeito NOVO mesmo, foi o que inspirou a forma artística do Lied alemão, por exemplo. Sem falar, claro, em poemas que eram originalmente apoiados por uma prática musical mais recitativa, como... a Ilíada e a Odisseia. -
Uma pintura requer um pintor. Uma escultura requer um escultor. Uma casa requer um construtor. E um universo requer...
mostarda?!?!
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César, você acredita já ter sido alguma pessoa bem diferente? Digo, já teve muitas idéias e convicções diferentes das que tem hoje?
Sim, claro. Já fui ateu, agnóstico, de esquerda, vegetariano... Não sou apegado às minhas convicções. Não me importo em mudar de ideias, até gosto quando acontece. O cristianismo tem resistido bem às minhas investidas contra ele.
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cesar, quero entender melhor a música popular brasileira. recomenda algo?
Não encontrei o link de uma resposta, que transcrevo abaixo, sobre a raiz da MPB.
O outro link é este, com os discos essenciais:
http://www.formspring.me/cesarmiranda/q/251118981006503434
Eis a resposta mais antiga:
Para se tornar especialista você tem que amar muito a coisa e dedicar a vida a ela. Livros são poucos, já falei aqui do "A Canção Brasileira" de Vasco Mariz, pois para se aprender sobre música, se deve ouvir música.
Da música em questão, para começar, você deve absorver TUDO dos seguintes compositores:
1. Noel Rosa
2. Sinhô
3. Hekel Tavares
4. Waldemar Henrique
5. João Pernambuco
6. Ismael Silva
7. Assis Valente
8. Chiquinha Gonzaga
9. Ernesto Nazareth
10. Lamartine Babo
11. Cartola
12. Pixinguinha
13. Ataulfo Alves
14. Lupicínio Rodrigues
15. Adoniran Barbosa
16. Custódio Mesquita
17. Bide e Marçal
18. Ary Barroso
19. Geraldo Pereira
20. Wilson Batista
21. Garoto
22. Luiz Gonzaga
23. Nelson Cavaquinho
24. Dorival Caymmi
25. Braguinha
26. Herivelto Martins
27. Paulo Vanzolini
28. Dolores Duran
29. Jacob do Bandolim
30. Tom Jobim
31. Waldir Azevedo
E os seguintes intérpretes (tudo mesmo):
1. Carmen Miranda
2. Almirante
3. Moreira da Silva
4. Mário Reis
5. Francisco Alves
6. Aracy de Almeida
7. Clementina de Jesus
8. Ciro Monteiro
9. Orlando Silva
10. Jackson do Pandeiro
11. João Gilberto
12. Elizeth Cardoso -
André, hoje tem uma festa na casa de uns amigos da minha namorada que são bem sucedidos e se acham o orgulho do país. Não quero ir. Lá, reúnem-se aquelas pessoas que te perguntam "por que você não faz um concurso?" e quanto você ganha. Como proceder?
E você acha que eu convivo a maior parte do tempo com quem? Estou acostumado com jovens de vinte e poucos anos que ganham nove a catorze mil, dependendo do cargo na agência reguladora, no Executivo ou sei lá onde. Outros ganham entre catorze e quase trinta mil, dependendo se são da Câmara, Senado e qual o cargo, se são juízes, promotores, procuradores, adovgados da União, etc. Houve um tempo em que me incomodava pra burro com isso. Não mais.
Concluí que não faz sentido e, de resto, não adianta. Sempre haverá trocentos mil seres humanos em qualquer lugar que ganham mais do que você, que levam uma vida mais interessante e feliz que a sua, se bem que o normal é aparentarem uma vida legal e feliz, realizada, não terem uma. O poder das aparências, que jamais deve ser subestimado. É o que mais se vê. Essência que é bom, nada.
E é sobre o que mais se mente. Tudo o que importa, bem entendido. Dinheiro e sexo é do que mais se mente. Todos estão muito bem de dinheiro e têm uma vida sexual animada.
Depois vem o falso desprendimento. Afetar simplicidade. Todos fingem um desprendimento inacreditável das coisas materiais. Todos são simples, se contentam com pouco, gastam "só com o necessário", gostam daquilo que todo transeunte na rodoviária gosta, etc (estações rodoviárias, ferroviárias são esgotos humanos, não importa onde. Aeroportos não ficam longe. O poder civilizatório da água sanitária não chegou ainda a esses lugares. Ninguém sabe explicar o porquê).
Elitismo social? Cultural? Nojo manifesto de pobre em estado bruto, nos confrontando com seu olhar vácuo num estacionamento escuro à noite, no metrô ou nos tronchando em shoppings (vamos lá, todo mundo sente isso, não faz mal)? Nenhum deles faz ou sente isso. Quem? Eu? moi? Antes muito pelo contrário, etc. Num sentido estreito, se fôssemos acreditar no que elas dizem, vivemos cercados de comunistas ideais e este já se instalou faz tempo, deixando de ser utópico.
A Utopia de More convence mais. Este, carola inflexível, perdeu a cabeça por excesso de implicância. Questões religiosas e um rei que não gostava que os outros ficassem reparando muito no em sua vida amorosa. É o fim de quem não sabe se dobrar. Estou caindo de conhecer tipos túrgidos e ocos como More, chato como seu oposto, o que se acomoda e rasteja. A diferença é que hoje ninguém perde a cabeça, nem mártires, nem capachos.
Tem os inteligentes com quem dá pra conversar - e que de vez em quando até me assustam com demonstrações de cultura. Sei lá, conhecimento sobre algo que as pessoas normalmente ignoram. Assuntos que conheço só de livros, que nunca tive a sorte de discutir com alguém e, de uma hora pra outra, me aparece exatamente esse alguém, que não só conhece como sabe do que está falando, fala naquilo com propriedade. É sempre um prazer quando isso acontece. Pode parecer bobagem, mas não é: me sinto menos só quando encontro alguém com quem posso falar sobre a Roma César, música clássica, as séries de tv que estão passando, literatura inglesa, cultura geral, guerras, filmes em comum, etc. Já conheci leitores do Alexandre Soares Silva (@soaressilva), por exemplo. Em Brasília...
Já conversei com entendidos em assuntos que pensava só eu entender, ao menos num nível que contasse, que fizesse alguma diferença, num raio de dez mil quilômetros (fora dele talvez houvesse mais meia-dúzia). Assim, por acaso, bem na minha frente.
É mais ou menos como sair conhecendo as mesmas pessoas que você só irá conhecer, digamos, num formspring, só que pessoalmente. Uma sensação muito boa. Isso me faz pensar às vezes que há mais gente boa por aí do que imaginamos.
Voltando aos bobos. Se é o trabalho deles, o que fazem que o incomoda, saiba que na maioria das vezes eles não falam muito de trabalho em reuniões ou festinhas. Por "eles" quero dizer funcionários públicos, mas isso se aplica também às profissões liberais. Falam do que está passando na tv, da reforma da casa, da mudança para um apartamento maior, do filho que vai nascer, da última viagem que fizeram, do carro que compraram. Ah, e futebol, o assunto de vendendor de churrasquinho de ponto de ônibus predileto dos que não precisam vender churrasquinho no ponto do ônibus. Enfim, efemeridades.
Não se ponha em posição de recebê-las, as perguntas desagradáveis. Não fique vulnerável, socialmente falando. Inúmeras situações são evitáveis e devem ser evitadas.
Se tudo mais falhar, seja seco. Se isso também falhar, cale a insistência do chato sendo grosso mesmo.
Olha, só gente muito cretina e sem educação é capaz de virar pra você e perguntar quanto você ganha. Sobretudo gente que não tem intimidade com você. Isso merece uma contra-pergunta: "E você, quanto você ganha? Só gente de classe média, insegura por natureza, pergunta isso pros outros. E se eu te disser que vivo de rendas? E se eu te disser que não vou responder de qualquer maneira, porque isso não é da sua conta?"
Quanto aos concursos, responda que não os faz porque estes não te interessam. "Não, isso não me interessa." É o que faço.
Mas nada disso será necessário, porque tudo transcorrerá na mais bovina normalidade. Você vai fazer cara de Mona Lisa, de paisagem, dando respostas vagas e pasteurizadas a perguntas vags e pasteurizadas. Banalidades se respondem com banalidades, não com a exposição de nossa revolta interior, se houver. Em Roma, faça como os romanos. -
Lord, hoje tem uma festa na casa de uns amigos da minha namorada que são bem sucedidos e se acham o orgulho do país. Não quero ir. Lá, reúnem-se aquelas pessoas que te perguntam "por que você não faz um concurso?" e quanto você ganha. Como proceder?
Diga "Porque eu quero fazer alguma coisa com a minha vida." Não é uma resposta inteiramente justa, já que há quem tenha feito concurso e tenha alguma espécie de vida mental ao mesmo tempo. Mas dita com sinceridade aparente, como se você não percebesse que isso pode soar ofensivo, pode ser que provoque algum choque benéfico.
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hahaha pq vc acha a região norte tão desagradável assim? já viajou por esses grotões? (queria conhecer a amazônia mas tenho medo tbm)
Conheço o Norte de passagem, rápida. Dizem que é bom pra turismo, apesar dos problemas e do calor que tudo apodrece. Só sei que eu demoraria demais pra me acostumar com o clima tropical úmido, chuva o tempo inteiro e nenhuma sensação de frescor no ar - odeio a sensação de que você não tomou banho e ainda por cima está sujo, mesmo tendo acabado de sair dele.
Já fiquei em Cuiabá, que é antesala da porta do Inferno, Goiânia no auge do calor e Teresina, naquela época em que ainda não haviam inventado o tunelzinho pra sair do avião, a porta abria e você sufocava com o calor do lugar. Não dá, isso acaba com a disposição de qualqer um.
Uma amiga minha foi forçada a morar em Belém do Pará por um ano (bilbiotecária na Embrapa, bom salário) porque o concurso era do tipo em que a sua posição determinava pra onde você iria ou, sei lá, só havia vagas pra cidades ruins mesmo. Foi um alívio quando conseguiu ser transferida de volta pra cá. Me disse nunca ter visto tanta gente feia junta num lugar só. Imagino. Achou o povo mais atrasado e deficiente de proteínas no cérebro que a desalentadora média nacional. Imagino isso também. Serviços públicos vagabundos, segurança pública quase inexistente, a partir de uma certa hora não se sai na rua, ponto. Um calor assassino, o Sol queimando e ela ali, toda branquinha e sensível e delicada. A garota gosta de Jane Austen e das irmãs Brontë, minha nossa senhora. Agora imaginem vocês isso.
E conheço muitos brasilienses que nasceram no Norte (não voltam nem pela mão de Deus Pai) e uns paulistas malucos que viraram fazendeiros em locais aprazíveis, tépidos e pitorescos como Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Pará... Por bem ou por mal, se acostumam a viver em Estados onde a capital já é um lixo, o interior então melhor nem dizer nada, falta tudo, tudo é difícil, caro, inacessível, demora demais pra chegar, quase nada funciona direito e o povo, apesar de vestido e andando de carro pra lá e pra cá ainda vive mentalmente no neolítico indígena.
Lá também dá uns cascas grossa da Europa Oriental, russos e gente do Sul, que só não contaminaram a região pra valer porque muito hostil, menos receptiva ao homem do que, por exemplo, Goiás, região que invadiram feito gafanhotos. Trabalham como insetos e progridem muito pouco intelectualmente, mesmo os que ganham dinheiro. Continuam falando errado, pra variar, enquanto os estrangeiros, se forem de uma certa geração pra trás, nem aprendem o português. Não querem nem saber. Sabe como é, sua caminhonete quebra num dos confins desse Brasilzão de meu Deus e você dá de cara com uma fazendinha e logo vai lá falar com os mais jovens da casa, porque os mais velhos nem pensar, só falam pomerânio, ruritânio, ruteno, valáquio, batavo, alemão do Séc. XII, russo ou qualquer outra língua deliciosamente incompreensível. Deve ser meio engraçado encontrar um descendente de mujique em vez de um índio, o que seria mais natural.
Por falar em Goiás, basta ir aqui "pertinho" (eu sei, nada no Brasil é realmente perto) em Tocantins pra experimentar calor, atraso, etc. Se bem que lá as coisas ainda são mais ou menos. Toleráveis.
É verdade que existem os que adoram mato, calor e malária. Porém, vi não poucos de espírito aventureiro, que fazem concurso pra delegado de polícia, agente de polícia, juiz, procurador e quejandos para ir trabalhar no Norte desistirem depois de um tempo. Uns nem mesmo assumiam o cargo. O motivo, além dos mencionados, costumava ser a sensação - correta - de que se você vai pra esses buracos pra trabalhar de verdade, ainda mais como autoridade judiciária ou policial, logo te enquadram. Aquilo ali é uma terra sem lei, zona de tráficos mil, quadrilhas, narcotraficantes, madeireiros ilegais, garimpos, etc, e onde boa parte do Estado é comprada, corrompida e tem presença meramente nominal. Sei de histórias horríveis de gente que jogou a toalha, quando não saiu corrida de lá, por conta de ameaças. De vez em quando morre um. Muitos saem antes que algo pior aconteça, outros recebem o recado e no minuto seguinte fazem a mala e pegam o primeiro vôo.
Um procurador de justiça chegou no Acre, rapaz novinho, vinte e poucos anos, todo janotinha, luminar do Direito, cheio das idéias e doidinho pra mostrar serviço, tomado daquele espírito de justiceiro. "O homem que faz justiça, mas não é justiceiro", a melhor definição que conheço pra juiz, só que esse jovem aí queria fazer justiça, acreditava piamente na Lei e na suma importância do ordenamento jurídico para que este "colimasse" um resultado produtivo para toda a Nação... Mexeu com a máfia local, que passou em sua casa numa noite. Descarregaram munição pesada, 7.62mm, suficiente pra parar um protesto na Avenida Paulista, do tamanho que fosse. A parede do quarto acabou caindo mais tarde de tão triturada. Deu sorte, escapou inteiro. Hoje leva a vidinha burocrata-padrão em Brasília. Ficou mais manso, menos convicto. -
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Qual a sua experiência com drinks azuis?
Servia-os aos detentores do poder, aos estrategistas, aos apostadores, aos que brincavam de tirar dos bolsos chaves e entregá-las nas mãos de chantagistas.
Você pode dar outro exemplo de manipulação recente na indústria fonográfica brasileira (além do Luan Santana), Alex? Acha que entramos num estado irreversível de produção simples e descartável pro grande público ou ainda podemos entrar numa catarse?
Tudo é feito pensando em reduzir a capacidade de apreciação artística, que pode existir inclusive no rock, e o julgamento musical. O ouvido pode atrofiar muito rápido e por isso periodicamente é preciso ouvir um pouco de Bach para que não sejamos deficientes nesse sentido. Com o advento da música eletrônica essa questão da musicalidade é posta completamente de lado: o importante são as batidas por minuto e sua interação com as drogas complementares aos movimentos da rave ou pool party. No caso do sertanejo universário, é um gênero grotesco que apela somente para as esferas infra-humanas na pior acepção que isso possa tomar (pq existem casos em que uma música destruidora e um weird sound podem ter um efeito interessante na psique).
Sobre os destinos possíveis da música é dificil prever. Tendo em vista a aceleração constante da destruição de quaisquer formas regulares, inclusive a letra, em nome de um simples embalo, é complicado pensar que algo que tenha alguma qualidade figure no mainstream.Você sabe bastante sobre o quê?
ENFIM CHEGOU O DIA :(
Desde que estou aqui receio esta exata precisa pergunta. Não sei bastante sobre nada :(
Tenho dois planos, e será bem difícil concretizar os dois ao mesmo tempo. Um é saber bastante sobre VERSO. Retórica é um interesse forte, também, num sentido bem amplo, e que acho que só ajuda ao caso.
O outro é ser sábio 8Y
Ao fim do ano que vem tenho a obrigação formal de ter concluído uma história das tentativas de inserção de metros clássicos em português.
MENTIRA SEI BASTANTE SOBRE UMA COISA
Tenho uma excelente capacidade prática, derivada de temperamento guiado por técnica, de ficar sozinho por tempos enormes sem me entediar. Posso ficar sozinho e sem nenhum estímulo divertido, aliás. Parece besta (a mim me parece besta), mas [talvez esteja a me convencer de que] é algo a se orgulhar, e só recentemente terminei de aprender o básico. Agora é levar testes adiante, e aplicar às mil coisas :)Você perdoa facilmente?
Formspring em português
Chamada do programa da Márcia: PERDOEI MEU MARIDO E ELE ME TRAIU COM MINHA MELHOR AMIGA
Sandra Annemberg tem certeza que é a Ana Maria Braga junto com a Márcia Goldschmidt que fazem essas perguntas, o que configura quebra de contrato. Evaristo Costa e Rosana Jatobá concordam. E acham isso muito deselegante.
Já Gil acha que não importa quem ou o que é essa mola que veio sabe-se lá de onde, enquanto o gato preto cruzava a estrada, passando por debaixo da escada e lá no fundo azul, na noite da floresta, a lua iluminou a dança, a roda, a festa. Mola que é mola enquanto objeto geométrico de fundo helicoidal, em toda sua afirmação, em toda sua plenitude, em toda sua alegria de filha de Ghandi em dia de oferendas. A mola não só está presente como se faz presente em nossas vidas, a todo momento e a cada instante - e se fazer, mais do que meramente ser, escancara a transmutação da mesma, essa causa justa em si, o que é algo muito mais relevante, dialético, meteofórico e até mesmo anaeróbico do que ficar se preocupando com o que é deselegante ou não.
Catito acha que é válida, que é muito válida essa colocação. E faz questão de colocar também que a mola, ao contrário dessas elites globais que vem nos dizer o que fazer, o que comer e o que vestir, não provoca a dor, estando muito acima dessas considerações pequeno burguesas sobre o que seria deselegante ou não. Afinal, o que é deselegante aqui pode não o ser no Haiti. Catito aproveitou pra dizer que é sobretudo nesses momentos que é neguinha. Ou não.Como era seu dia-a-dia aos dez anos de idade? Fale um pouco sobre essa época de sua vida. ;)
O dia-a-dia de uma criança normal de dez anos. Escola, desenhos animados, alguns filmes e livros. E alguns problemas na escola, durante essa época e até bem mais tarde, acho que até os quinze. Delinquentes inconvenientes que às vezes tinham que levar uma surra - era isso ou apanhar. Apanhei em alguns casos, de primeira, mas sempre revidava mais tarde, quando já não batia feio logo de cara.
Havia outros pequenos marginais que não incomodavam, chegava a fazer amizade com eles.
Alguns, covardes, vinham pra briga acompanhados de mais cinco. Nesses casos eu também vinha com meus cinco - e era nessas horas que via a importância em manter boas relações diplomáticas com os delinquentes mais amistosos
Nunca fui suspenso, porque as brigas eram fora da escola, todo acerto de contas era sempre fora dela. Nem chegava em casa com marcas visíveis de que tinha brigado. O importante era atingir onde doesse mais e pra derrubar: pescoço, estômago, baço, rins. Saber como bater também - e para onde direcionar a força. Isso de bater no rosto é coisa de cinema.
O engraçado é que não tenho natureza violenta, mas convivendo com um bando de animais como os meus coleguinhas a gente acabava ficando esperto. E, nossa, como havia delinquentes no Marista e no Leonardo Da Vinci. Muitas vezes eram filhos de pais ausentes. Alguns eram filhos de gente importante ou que simplesmente tinha dinheiro. E havia os psicopatas natos, pouco importando se tinham pais amorosos ou não. Com esses não havia argumento. Era bom ir batendo logo de cara, assim que o monstrinho abrisse as asas, pra delimitar o território. Crianças são animais selvagens.
Fora isso tive uma infância normal.Murílio, eu lhe trouxe essa canção em minha tupperware para servir-lhe de inspiração para a série de perguntas da grávida desesperada http://www.youtube.com/watch?v=_2xYN5hd5aU Não espero menos que o seu melhor, viu?
Inclusive um de nossos telespectadores mandou um vídeo para nosso estúdio e que, penso, auxiliará em muito. Gravidez é plenitude, contração do infinito, a concepção do impossível, das desrazões, do imperfeito e do perfeito, das trevas e dos astros, da privação do ser ao absoluto inatingível. A cidade não aceita? Exploda sobre ela em chuva de líquido amniótico. Inspire o cosmos! Inspire!
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André Kangussu
Curitiba, Brazil
André Kangussu’s Bio
"São tantas as respostas que eu não sei
Mas me perguntar já é tão gostoso"










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