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  1. All responses Most smiled responses
    1. André Kangussu

      Boa tarde, leitor. Aqui você pode enviar perguntas ao André.

      Agora você mesmo pode resolver seu problema. Antes de prosseguir, verifique se seu problema já está em Dúvidas Frequentes. Clique sobre a pergunta.

      Dúvidas Frequentes
      ● Kangussu é seu sobrenome de verdade?
      ● de onde vem esse sobrenome nuss mt estranho
      ● Quantos anos você tinha nessa foto?
      ● já pegou a ana guadalupe? kkk
      ● alo vose
      ● Quais são seus formsprings preferidos e por quê?
      ● Seguindooooooo segue de volta
      ● Já teve namorada? ............ e namorado rs
      ● Que curso você faz, André?
      ● Kangie, sua personalidade me ïntrïga

    2. André Kangussu
    3. André Kangussu

      Eu entendo, não é nem teu nome, nem seu twitter que vai dizer quem tu és. Senta-te aqui, anônimo de fumaça, e limpa essas lágrimas de plasma. Senta-te aqui, vulto sem formas, que eu te faço um chá para acalmar teus nervos inconcebíveis. Tu és bonito assim, incorpóreo, viu? Não dês ouvidos à sociedade hipókrita.

      E, tá bão, não precisa dizer quem és. Isso ninguém sabe. Eu me satisfaço em saber "o que" és. Acende as luzes e sai de trás desse biombo. Surpreende-me. Tu és um vampiro? Uma força da natureza? Um designer? És éter?

    4. André Kangussu

      MINHA CAMA NÃO TEM CABECEIRA. Ela está bem encostadinha na parede, onde, huh, não tem livros. Mas tem no criado-mudo. Nesse momento há Amor Líquido, do Bauman, um livro ilustrado do Cícero Dias que um amg me emprestou, um saco de poesia do Nauro Machado que o Sesc distribui, um panfleto de rebeldíssimos colegas da UFPR, a revista mensal da Livraria Cultura =/, uma embalagem vazia de Chocolícia, uma Taschen do Duchamp e o caderno do meu curso de idioma.

    5. André Kangussu

      Sabe que eu li recentemente que o Himalaia era uma "formação moderna"? "Moderna", mesmo tendo sido formado há uns 50 milhões (?) de anos. "Moderno" nas artes é o quê? Cem, cento e vinte anos atrás — tempo de vida que eu não quero e nem vou conseguir viver. Estou falando isso porque fiquei triste pensando que eu e toda minha geração vamos morrer sem ver nenhum evento importante da geologia. Acho que Ana Guadalupe compartilharia minha tristeza se eu contasse isso pra ela.

    6. André Kangussu

      Nossa, que pergunta preciosa.

      Talvez porque o username correto já tinha sido ocupado? Para não ser encontrado por parentes ou empregadores? Não sei.

    7. André Kangussu

      Eu ouço música popular, que, há quem diga, é sempre lixo, sem exceção e por natureza. Não concordo: muitos compositores populares (sobretudo da música brasileira e do jazz) que compuseram no violão e falaram de amor e de gente pobre me parecem ser mais virtuosos e mais naturalmente hábeis que uma enxurrada de eruditos que compuseram para câmaras ou orquestras. Mas aceito aquela teoria, não ligo.

    8. André Kangussu

      Meu sobrenome já foi objeto de umas dezoito perguntas desde que abri o formspring. Como cada vez adiciono uma info extra, vou falar de uma que minha tia mineira me contou da última vez que esteve aqui em CWB: Leolino Pinheiro Canguçu, que pode ou não ter sido antepassado nosso (já que a mudança gráfica de Canguçu para Kangussu se deu por conflitos entre famílias da mesma árvore), foi um homem que no século XIX raptou Pórcia, a tia do Castro Alves.

      Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sinhazinha (Não li o romance, não investiguei. Nem vem. Só quero me gabar)

    9. André Kangussu

      Não sei se você quer eu fale também "como entender" sua persona virtual ou sua poesia ou quer apenas que eu fale qualquer coisa sobre ela, mas só sei falar de Ana Guadalupe com o coração.

      Eu também a conheci em Maringá, quando, muito antes dela publicar ou ter sua personalidade cultuada na internet, eu fui a um show (Wander Wildner, =/ ) onde eu saberia que ela estaria (porque eu era stalker) e deu certo de sermos apresentados. Também sou admirador de seus textos, de seu estilo preciso, enxuto, de seu tom de quem deprecia levemente a vida.

      Sobre a poesia dela não tenho arcabouço intelectual para mais do que uma mera opinião. (Levanta placa com pedido de licença). Gosto de sua poesia. Acho que o "senso poético" lá está na voz, no tom de contemplação sobre temas pequenos de sua poesia, que evidentemente não é uma poesia de formas, ou de informação, ou de aforismos, frases de efeito ou grandes emoções. Ela parece estar bem alinhada com outros poetas jovens de um estilo de que aprendi a gostar. Há dois anos eu musiquei e gravei um poema seu (sim, rs, componho nas horas vagas), mas não dispus na internet.

      Mas o quê? Sou biógrafo vida-e-obra de meus amigos agora?

    10. André Kangussu

      O nome dele é Munhoz, senhor. Munhoz.

      É fácil entendê-lo. Seus textos do formspring, blog e twitter são humor em maioria. Acho que o termo é "comedy of manners": Munhoz usualmente se apresenta como um nobre, um senhor feudal, uma matriarca moralista, um ocultista, um arauto, um bardo, ou mais raramente como figuras oprimidas e sem prestígio: um operário degradado, um camponês, mas sempre mimetizando as falas e costumes de um passado que ele considera pomposo. Ele faz ficção nas redes socias sem pedir nada em troca (e amiúde estende sua pompa teatral até em comunicações privadas: e-mail, cartas e até vida real)! Deixa o menino, vai.

      Conhecemo-nos quando eu estudava em Maringá. A exibição de riquezas e poderes de suas personagens, acho, é também uma distração mental (bem humorada) contra essa cidade agropecuária de pessoas agropecuárias e calçadas rachadas por raízes de árvores. É desnecessário dizer que gosto muito dele e de seu humor.

    11. André Kangussu

      Não é de hoje. Lembro de ter escrito numa das páginas de um dos dias do Carnaval da agenda do NOSSO AMIGUINHO de 1996 "eu odeio carnaval". A caligrafia era tremida e com vértices não intencionados, como fazem as crianças, mas o recado era grande, extrapolava a pauta.

      Já estive em alguns carnavais de rua: em Curitiba, em Antonina (PR) e em Navegantes (SC). Estando em Curitiba, eu poderia voltar para casa a qualquer momento, mas nos dois últimos, não. Nestes eu aceitei ir tomado por uma boa vontade e inocência dizendo que afinal eu deveria abrir o coração e permiti-lo ser fulminado pelas flechas da brasilidad, mas como era de se esperar, eu experienciei uma grande tristeza. Uma hora e meia de permanência em um lugar onde desconhecidos tocavam meu ombro para pedir licença para passar — elas se moviam incessantemente! — já era suficiente para a boa vontade esvaecer e eu desejar voltar para casa.

      No repertório da banda, estavam alternados axé e marchinhas, que, cessada a empatia pelo ambiente, soavam-me demoníacas. Sim, a partir de um momento tudo que eu conseguia ler nas marchinhas eram temas de ódio sexual (misoginia, homofobia), louvor ao álcool (aparentemente o prazer de beber está no ato de ostentá-lo) e metalinguagem (temas de carnaval que louvam o carnaval). O travestismo praticado não era nenhuma ode à diversidade; homens vestidos de mulher também sentiam ódio. Eles nem tocam samba lá, por exemplo.

      A inaptidão em compartilhar essa alegria bestial que de início me irritava, depois me entristecia. O carnaval de rua me punha diante de reflexões sobre a minha identidade e a do meu país.

      Certamente não sou contra o Carnaval. Acho importante que as pessoas possam celebrar sua saúde e sua fertilidade. Fora das ruas, não me incomoda at all. Acho melhor o país ter um símbolo, aliás, do que não ter nenhum. Mas se hoje eu me esforço para evitar contato é porque eu me esforço para gostar de meu país. Estando aqui no Sul, posso minimizar meu contato com o Carnaval a manchetes em portais de notícia ("Nana Gouveia apresenta sua fantasia etc") ou foliões isolados na rua a caminho de festas.

    12. André Kangussu
    13. André Kangussu
    14. André Kangussu
    15. André Kangussu
    16. André Kangussu
    17. André Kangussu

      Tenho medo de me tornar essa pessoa que distribui dikas de viagem. Mas acho que posso ajudar um anônimo.

      Veja esse mapa: http://www.argentina-estancias-country-wide.com/blog/wp-content/uploads/2009/11/Where-to-stay-in-Buenos-Aires-Map1.jpg Se você tiver grana e se hospedar na Recoleta, Retiro, San Nicolas, San Telmo ou Monserrat, ficará perto dos roteiros turísticos. É isso que você quer? Eu fiquei em Almagro e foi tranks: o táxi é barato e o metrô, absurdamente barato.

    18. André Kangussu

      Mas você fala como se o adultério fosse assunto do qual a lei deveria se ocupar? Não acho que seja um problema social. Nossa, não acho mesmo.

      Se fosse legalizado o número de casamentos poligâmicos seriam tão pequeno, como tem sido com o casamento gay, embora eu ache que este ainda vá "decolar" nas próximas décadas no país. Talvez a poligamia também invada todo o Ocidente em um futuro de 50 ou 100+ anos que eu não consigo imaginar bem.

      Não acho que a poligamia possa impedir o adultério. Ele veio pra ficar, esteve aí desde o início, desde a queda, "desde que a putaria começou a rolar no mundo".

    19. André Kangussu

      Ah, tem que ter paixão na pergunta. Eu já mandei várias perguntas boas para uns três usuários daqui. Um exemplo foi quando perguntei coletivamente o que as pessoas faziam para chegar aos limiar do prazer. Não precisa parecer retardado na pergunta ou tentar forçar-se para tal, como eu fiz. Eu só mencionei a falta de qualidade das perguntas porque o que estive recebendo na época era só conteúdo como "me passa a reseita para ser lindo assim", "oi palhaço", para as quais nem existe uma resposta, só um gesto de ok, mas não querendo que meu formspring seja um amontoado de gestos de ok e monossílabos cuspidos, passo sem responder.

    20. André Kangussu

      "Personalidade alheia" quer dizer que ela é alheia à dos que você conhece, do tipo nunca vista, inauguradora? No twitter, por exemplo, deve haver uma meia dúzia de personas virtuais que talvez lhe causassem a mesma impressão, que talvez sejam iguais a mim até nas diferenças. Não tô sozinho não, viu? Pro bem ou pro mal. Na vida real deve haver mais, bem mais, embora sem internet a busca se torne mais difícil e a ocorrência de tais alikes fique muito diluída em um espaço amostral tão grande que inclui toda a população.

      Será que você não precisa mudar de amigos, passear por novos círculos sociais e arejar os seus contatos? Tem gente imtrigamt no mundo. Mas ao mesmo tempo me pergunto o que você quer com gente intrigante. Sentir-se intrigado na frente dela, como uma atração de circo ou como um fascinante caso clínico da psicologia? Qq é, heim? Cê quer sëx, é isso? Quer uma "boa companhia para ir ao teatro, pegar um cineminha, um bom restaurante"? Fala.

André Kangussu

Curitiba, Brazil

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"São tantas as respostas que eu não sei
Mas me perguntar já é tão gostoso"

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