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    1. Anderson Paz

      Sei que o que vou falar aqui é óbvio, e talvez vc pense que não ajuda em muita coisa, mas tenho que dizer que antes de tudo a vontade de Deus deve ser buscada, não para sabê-la, mas para vivê-la,

      Pode ser que seja da vontade de Deus que alguém deixe determinado grupo para se vincular a outro. Eu mesmo já passei por essa experiência. Há motivos para essa decisão que podem ser legítimos, como, por exemplo, uma grande divergência teológico-doutrinária. Mas ainda assim deve-se estar sensível à vontade de Deus.

      Contudo, se o motivo para "trocar de igreja" são problemas de relacionamentos, como no caso da raiva, então existem algum princípios e mandamentos bíblicos para os quais precisamos voltar nossa atenção antes de tomar uma decisão. Antes de decidir sobre a "trocar de igreja", é preciso considerar o seguinte: Muitas vezes, com a saída de uma congregação, estamos tentando resolver um problema, quando na verdade deveríamos estar mais focados em resolver corações, seja o nosso, seja os das pessoas com quem temos problemas. Jesus não veio para resolver problemas, veio resolver corações.

      Abaixo estão alguns princípios para reflexão:

      1º) Mt. 5:23-26 diz: "Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta. Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo".

      Mais do que nas nossas ofertas ou no que podemos fazer para Ele, Deus está interessado em nossos relacionamentos com nossos irmãos. De tal forma que Ele não aceita algo que fazemos para Ele se não buscarmos resolver nossos problemas na família.de Deus. Isso é tão sério que Pv. 6:16-19 diz que o semear contenda entre irmãos está entre as coisas que Deus abomina.

      Portanto, mesmo se trocarmos de congregação, vamos continuar colhendo amargas consequências por não resolvermos problemas de relacionamento na congregação da qual saímos.

      2º) "Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão" (Mt. 18:15 ss).

      Se no princípio anterior Jesus ensinou a irmos até o irmãos que tem algo contra nós, aqui Ele nos ensina a ir quando nós temos algo contra o irmãos. Não importa se somos a parte ofendida ou a parte ofensora. Sempre temos que ter a iniciativa da reconciliação, sem esperar pelo outro.

      3º) "Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos" (Hb. 12:15). A amargura com o tempo aprofunda suas raízes, e nós podemos ficar privados da graça de Deus. Podemos deixar de congregar em um grupo, mas isso não deve ser movido pela amargura.


      4º) Os irmãos da igreja em Corinto estavam tendo problemas entre si e iam resolver na Justiça. Contudo, Paulo lhes dirige a seguinte repreensão: "Portanto, se vocês têm questões relativas às coisas desta vida, designem para juízes os que são da igreja, mesmo que sejam os menos importantes.
      Digo isso para envergonhá-los. Acaso não há entre vocês alguém suficientemente sábio para julgar uma causa entre irmãos? Mas, ao invés disso, um irmão vai ao tribunal contra outro irmão, e isso diante de descrentes!" (I Co. 4-6). Logo no versículo seguinte Paulo fala sobre qual era a verdadeira derrota dos coríntios "O fato de haver litígios entre vocês já significa uma completa derrota". O que deveria ser feito então? Paulo prossegue "Por que não preferem sofrer a injustiça? Por que não preferem sofrer o prejuízo? Em vez disso vocês mesmos causam injustiças e prejuízos, e isso contra irmãos!" (I Co. 6:7-8). Paulo fala que nos conflitos com irmãos devemos estar abertos para sofrer o dano.

      Com tudo o que escrevi pretendo dizer que a questão mais importante não é o "trocar de igreja" mas é a reconciliação. Antes de resolver sair de um grupo, todos os esforços devem ser investidos na reconciliação. E isso inclui passos como perdoar (por pior que seja a ofensa), pedir perdão (por mais humilhante que seja, e mesmo quando foi o pecado da outra parte que te induziu a pecar), confessar o pecado etc...

      Não quero ser simplista com essa resposta. Cada situação traz consigo certas características específicas, que podem dificultar o perdão. Para cada situação específica há dificuldades que lhe são próprias. Mas tudo o que falei é o ensino geral, o ponto em que precisamos e devemos chegar.

      Se vc quiser conversar mais e se aprofundar no assunto, podemos fazer contato por e-mail ou skype. No meu blog, na página contato, vc vai encontrar meu e-mail.

      Espero poder te ajudar.

      Abração!
      Fique na paz!

    2. Anderson Paz

      Oi Pablo.

      A curto prazo, não vejo perspectiva de sair de Curitiba. Estou bem envolvido com a supervisão de uma rede de igrejas nos lares aqui, e estamos trabalhando também outras cidades aqui no Sul. Contudo, estou plenamente aberto para trabalhar em qualquer outro lugar, inclusive em outros países. Mas, a curto prazo, não tenho percebido uma direção de Deus nesse sentido.

    3. Anderson Paz

      Vc deve ser o Pablo, o Silva, né?

      Aquele lugar é o Jardim Botânico daqui de Curitiba. É um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade.

    4. Anderson Paz

      Oi Flavinha. Tudo na paz? Como estão as coisas aí no Tocantins?

      Quanto à sua pergunta, tenho as seguintes observações:

      Por muitos séculos os cristãos têm construído prédios para reuniões. Isso por si só, isoladamente, não constitui um erro. O erro surge quando esse prédio é chamado de Templo ou de Casa de Deus. E o Macedo tem cometido esse erro, principalmente quando afirma que quem tocar nas pedras que serão trazidas de Jerusalém estará como que tocando em Deus. Ora, tocar em Deus é servir aos nossos irmãos, pedras vivas. O Novo Testamento é claro: "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas” (At. 17:24).. "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual" (I Pe. 2:5) e "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (I Co. 3:16).

      Contudo, nem todos os que criticam o Macedo e a IURD estão fazendo as devidas reflexões sobre o tema. Nem todos admitem que o equívoco de Macedo é fundamentado em um erro que lhe é anterior, e que tem a concordância de muitos cristãos: a idéia de que prédios são a casa de Deus. Ora, como escrevi em um post lá no blog, não foram poucas as vezes em que vi cristãos honestos se referirem a um prédio como se fosse casa de Deus. Já vi templos que em suas paredes traziam escritos versículos como “alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR” (Sl. 122:1); ”guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus” (Ec. 5:1) e aquele que mais inspira reverência “o SENHOR está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (Hc. 2:20). Na infância, aprendi a cantar “a casa de deus, a casa de Deus, eu amo a casa de Deus; ali vou orar, ali vou cantar, eu amo a casa de Deus”. Minha avó, até hoje, quando vê algo que considera errado no templo, cita um hino tradicional, chamado Culto à Trindade, que começa dizendo: "Deus está no templo, Pai onipotente. Aos Seus pés nos humilhemos...”.

      Macedo só levou ao extremo um erro muito antigo, e talvez só tenha causado tanta repercussão por causa do volume de dinheiro que será gasto nessa construção.

      Acredito que essa questão da IURD pode nos levar a refletir em outras coisas nas nossas vidas pessoais. Primeiramente, como está meu relacionamento com a verdadeira casa de Deus, que são as pessoas, a Igreja. Sou uma pedra viva inserida nessa construção, ou sou uma pedra solta, sem vínculos? E como está o meu serviço aos meus irmãos?

      Ficam essas perguntas para nós e para todos os que lerem essa resposta.

      Abração e fique na paz!

    5. Anderson Paz

      Boa pergunta, mas ao mesmo tempo polêmica. Por isso não posso dar uma resposta simplista. Terei que entrar em alguns detalhes sobre o tema. Tenho 10 observações a fazer sobre o dízimo:

      1º) Dízimo é um mandamento da Lei de Moisés, contudo esta apenas consagrou e tornou obrigatória uma prática que lhe era anterior. Afinal, tanto Abraão como Jacó entregaram dízimos.

      2º) O Novo Testamento quase não faz referência a dízimos. Acredito que isso ocorre em 3 ocasiões: A primeira é na parábola do fariseu e do publicano, onde o fariseu diz: "dou o dízimo de tudo quanto ganho" (Lc. 18:12). Na segunda, Jesus diz que os fariseus entregavam os dízimos da hortaliças mas negligenciavam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Eles deveriam entregar os dízimos sem esquecer desses preceitos (Mt. 23:23; Lc. 11:42). A terceira ocasião é em Hebreus 7:1-9, onde é dito que Abraão entregou dízimo a Melquisedeque.

      3º) O livro de Atos não registra que a igreja primitiva entregava dízimos. Nas epístolas não há nenhuma orientação, conselho ou mandamento nessa direção.

      4º) Mas o Novo Testamento é cheio de orientações quanto à contribuição financeira dos cristãos. Abaixo estão apenas alguns exemplos:

      a) II Co. 8 e 9 - instruções quanto à coleta em favor dos cristãos pobres da Judéia
      b) II Tm. 5:3-16 - instruções a Timóteo quanto ao auxílio às viúvas necessitadas, o que demanda contribuição regular por parte da Igreja.
      c) I Co. 9:16 - Paulo fala sobre a honra e o sustento dos que se dedicam integralmente à pregação do Evangelho, dizendo: "... o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho". Nesse ponto, por haver muita confusão sobre o tema, preciso entrar em alguns detalhes:
      * Paulo, em duas cidades (Corinto e Tessalônica) não foi sustentado pelas igrejas desses locais, por razões muito específicas. Por isso fazia tendas. Contudo, aos coríntios ele mesmo diz que foi sustentado por outras igrejas: "Despojei outras igrejas, recebendo delas sustento, a fim de servi-los. Quando estive entre vocês e passei por alguma necessidade, não fui um peso para ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram aquilo de que eu necessitava" (II Co. 11:8,9). O livro de Atos diz que Paulo, em sua estada em Corinto, se juntou à Áquila e Priscila "uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas. ... Depois que Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se dedicou exclusivamente à pregação" (At. 18:3-5).
      ** O próprio Paulo dá a seguinte orientação à Timóteo: "Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino, pois a Escritura diz: "Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal", e "o trabalhador merece o seu salário" (I Tm. 5:17,18). Fica claro que Paulo está falando sobre honra financeira.

      5º) Vemos que os cristãos primitivos enxergavam a contribuição financeira, seja para ajuda aos pobres, seja para honra dos obreiros, como um dever e uma honra ao próprio Deus. E praticavam isso com liberalidade e genorisedade.

      6º) Ora, onde há liberalidade e generosidade, nem mesmo há necessidade de se falar sobre dízimo. Até mesmo Jesus diz que nossa justiça deve exceder em muito a dos escribas e fariseus (Mt. 5:20).

      7º) Paulo faz um alerta aos Coríntios dizendo que as contribuições podem ser expressão de avareza, e não de generosidade (II Co. 9:5). Aliás, os fariseus, apesar de serem fiéis no dízimo, eram avarentos (Lc. 16:4). Por isso, deixar de entregar o dízimo por dizer que o Novo Testamento não diz nada sobre o assunto pode ser uma tentativa de disfarçar um coração avarento.

      8º) A oferta da viúva pobre foi destacada por Jesus. Infelizmente, muitos estão deixando de entregar o dízimo não para se aproximarem da viúva pobre, mas para ficarem aquém dos fariseus.

      9º) Portanto, o dízimo não é um mandamento para nós, cristãos, pois o mandamento que temos é o da generosidade e o da liberalidade. Pra os generosos e liberal em suas oferta, falar e dízimo não tem muita relevância. Sendo assim, trato o dízimo apenas como uma referência do Antigo Testamento, e apartir dessa referência posso estabelecer outras quantias para minha contribuição financeira.

      10º) Em minha administração financeira separo um percentual fixo para contribuição, e também fico atento nas necessidades especiais que podem demandar ofertas extraordinárias.

      Desculpe-me pelo texto enorme, mas dado a polêmica sobre o assunto, eu tive que ser mais detalhista. E mesmo assim podem surgir outras perguntas sobre o tema. Se você discordar de algo que escrevi, pode deixar registrado aqui. Assim podemos seguir com a conversa.

      Abraço e fique na paz!

      Abraço e fique na paz!

    6. Anderson Paz

      Sim, nasci em uma família cristã. Mas, como todo filho de crente, tive que tomar minha própria decisão por Jesus, individualmente. No meu caso, essa decisão foi tomada muito cedo, o que me permitiu passar minha adolescência e chegar à vida adulta no meio da Igreja e com o Senhor até hoje. Apesar de nunca ter me desviado, por vários momentos pensei em desistir. Mas sei que vale a pena seguir a Jesus, e minha vida não faz sentido algum sem Ele.

      Meus dois irmãos, mais tarde do que eu, também tomaram suas decisões por Jesus. Hoje, graças a Deus, todos nós servimos ao Senhor.

      Abraço!

    7. Anderson Paz

      Sim, sou um dos reponsáveis pelo blog Conexão Eclésia, juntamente com meus companheiros Sandro Lourenço, Cristiano Brum e Ideraldo Assis. Todos as quartas nos reunimos para tratar de assuntos da rede de igrejas nos lares de que somos parte e também para falarmos sobre o Conexão. Vc já deve ter visto que nas quartas sempre deixo um tweet dizendo: "Na reunião da Supervisão c/ @Sandroamd7 @Cristiano_Brum e @IderaldoCAssis". Recomendo que vc siga todos eles.

      Além disso, contamos com muitos colaborados na produção dos vídeos. E ainda temos um colaborador nas charges das quartas-feiras. Tem muita gente por trás do Conexão Eclésia.

      Se vc assistiu o vídeo desta semana, deve ter me visto lá..

      A ideia do Conexão Eclésia surgiu como um espaço para armanezarmos e concentrarmos os vídeos que estamos produzindo para uma temporada de estudos sobre a maturidade cristã, na rede de igrejas no lares. Mas aí, percebemos que esse projeto poderia ter um alcance muito maior, pois outros pessoas se interessariam sobre o tema. Por isso fizemos uma grande divulgação do Conexão, e vamos mantê-lo funcionando mesmo depois da temporada de estudos. Queremos tratar de temas relevantes para a vida cristã e para a Igreja em geral, edificando o maio número possível de pessoas.

      Abraço!
      Fique na paz!

Anderson Paz

Curitiba - PR

www.pensandoavida.com

Anderson Paz’s Bio

Alguém que tenta andar nos passos de seu Mestre e Senhor.

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