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    1. André Kangussu

      Você planeja fazer o quê depois de se formar na faculdade?

      Planejo transformar meu corpo
      em luz
      e correr o cosmos à velocidade
      da luz.

      E você?

    2. André Kangussu

      no que vocês estavam pensando antes de ler essa pergunta?

      Nos rotarianos. Tava lendo sobre os clubes Rotary do mundo, pensando se eles podem mesmo ser boa gente com tantas boas intenções, se não cultuam o capeta e o oculto. Fui pesquisar porque me lembrei que cresci a duas quadras do clube Rotary de minha cidade. Era um lugar muito triste, que funcionava como creche, promovia festas de novena, aulas de catequese. Lembro de minha irmã percorrendo a nave da capela do clube enquanto tocava "É como a chuva que lava/ é como o fogo que arrasa". Nave é aquele corredor. Aliás... Curte arquitetura eclesiástica?

    3. militrissa

      Por que vocês não fazem sucesso fora da internet? E lhes interessa?

      Sucesso fora da Internet, em livros publicados, matérias de jornais e entrevistas têm uma função importante: tornar felizes nossas mães. Elas precisam e gostam de ver que os filhos têm um carimbo de aprovado pela sociedade, passam a vê-los com orgulho e projetam para seus sorrisos em fotos de divulgação uma faísca ou brilho nos dentes brancos. Sucesso e prestígio são destinados às mães.

      Sim, me interessa, queria deixar mamãe orgulhosa e feliz.

    4. Letícia Duarte
    5. André Kangussu

      cê já foi visto NU por estranhos?

      Deve ter acontecido no vestiário da natação, aos 12. Mas não sei se posso considerar estranhos tais testemunhas de minha nudez. As testemunhas das ocasiões do sexo também não são estranhos, né? Também não devo considerar os que me viram na minha infância campestre celeste, né?, como a parteira da vila, o curandeiro etc.

      Então vou dizer que não. E que gosto disso. Gosto que a nudez seja algo sofrido, que incorra numa tradição milenar de culpa e ignomínia. (Rs. Sou bem cristão, bem ocidental, me deixa)

    6. Letícia Duarte

      What's in your refrigerator?

      um vegan morto

    7. militrissa

      joguinhos preferidos na infância?

      joguinhos ;)

    8. militrissa

      Mili, por que você escreve?

      vaga esperança de premiações em futuro indeterminado. mulheres azuis, por exemplo. <-- mas essa foi só a resposta engraçadinha.

      A séria favorece a adoção de maiúsculas. Um sentimento mallarmaico de que o múltiplo disperso no mundo -- essas sensações todas que recebo em torrentes, jatos de tinta pollockiana na cara -- tem como finalidade ultima um livro. Qualquer atividade que desempenhe ou afeto que sinta sem ter este objetivo em vista me parece nulidade absoluta. Até filhos, principalmente filhos. Cachorros também. Humilhações. Amor. Euforia. Apendicite. Crise renal. Futebol. Barbara Evans. Churrascos. Samba. Felação. Sofrimento. Bach. Caipirinha. Drogas. Lógica paraconsistente. Bctah. Decepção. Culpa. Pizza de calabresa. Kierkegaard. Sono. Antidepressivos. Tudo é degrau, oportunidade e subsídio.

    9. André Kangussu

      vc se considera mt pedante e/ou elitista?

      Sim, me considero ambos. Houve épocas em que tentava esconder, em que achava legal dar conversa para mendigos e donos de lanchonete carentes que me abordavam. Hoje só não sou mais pedante e elitista porque não sou mais inteligente e mais rico.

    10. André Kangussu

      quais sao seus seriados favoritos???

      Desisti de tentar conhecer seriados. Todo mundo já conhece tudo mesmo.

    11. militrissa

      a lorelai é linda, mili :~

      13 POEMAS DE OLHAR LORELAI

      I

      O Brasil escuta o quebrar dos ossos

      da rolinha na boca de Lorelai

      transbordando de penas.

      II

      Se cachorros falassem.

      Falamos e eles não entendem.

      Se falassem,

      não entenderíamos.

      III

      Abana o rabo, late e pula

      quando chego em casa atrasado

      com A Apologia de Raymond Sebond.

      IV

      Cães,

      paleontólogos de gatos recentíssimos,

      próteses nasais da Divisão de Narcóticos,

      cheiram a rua de até 24hs atrás.

      V

      Lorelai deita deixando cair o corpo

      enquanto produz um ronco

      que parece um suspiro de

      frustração, tédio e resignação.

      VI

      MUNDO CÃO é só nome de petshop.

      O mundo vai bem.

      Lorelai é feliz.

      VII

      O nome dessa série,

      falsa imitação de Wallace Stevens,

      é “A Tristeza da Zoofilia”

      VIII

      Ela brinca com Scooby Doo.

      Conversam sobre os silogismos

      do cão de Crisipo.

      IX

      Filhos servem para nos sobreviver.

      Cães para a viuvez antecipada.

      O mundo fica viúvo de todo mundo.

      Relaxe.

      X

      O focinho pulsa cardiacamente

      até quando ela dorme.

      Vivemos aquém do limiar da percepção

      dos bons cheiros que há no mundo.

      XI

      Lorelai sonha com os três cães magros

      de O Triunfo da Morte de Bruegel, o velho.

      Dois correm atrás de um menino pelado,

      o outro lambe o rosto da matrona morta.

      XII

      A lemniscata delineada por tuas narinas,

      orgulhoso brasão da espécie.

      A das nossas, zombaria

      dos desejos infinitos que sofremos.

      XIII

      Empoleira-se na grama feito gárgula

      para fazer cocô.

    12. militrissa

      mili vc acredita em sarau?

      mili, meu funcionário tá aqui tentando me convencer a sentir alguma culpa por ter mandado um velho se foder na fila do hortifruti. não tá conseguindo e já sinto pena, to pensando em ajudar mas vai ser foda, aquele velho era o maior filho da puta.

    13. Renão

      renato, me diz um jogo bom pra ps3 amor. comprei um mas descobri que não pega mário. to loka. rsrsrs

      devolve e pega o wii, o videogame da dona de casa (tem mario a dar com pau)

    14. Letícia Duarte

      What do you put on your french fries?

      minh'alma

    15. André Kangussu

      Quais são as expectativas para essa semana?

      Arrancar com a unha essa sua máscara nefasta de fetichista sem-vergonha e cobrir seu rosto com adesivinhos Tilibra.

    16. gabriel queiroz

      gabriel's responses are protected.

    17. Letícia Duarte
    18. keyser söze

      ao contrário dos meus deveres, quero te jogar na mesa e só te largar quando você tiver acabado

      acabado de quê? de ser oferecido pro diabo num ritual macabro? de ser esquartejado? de trepar que nem louco?

      e você fala como aquele pedreiro punhetão que chama de gostosa todo mundo que passa na frente da obra só porque sabe que não ia ter nenhuma louca de dar pra ele ou como aquelas doidivanas que no início da adolescência nos arrastam pra dentro de cômodos escuros e cujo espírito livre só podemos invejar?

      enfim, obrigado e sorte com os deveres.

    19. militrissa

      Qual teu nível de misantropia? E a que você atribui a misantropia de modo geral? Quer dizer, que tipo de sentimento ou atitude pode se esconder por trás do ódio à convivência?

      meu nível é o "fico no meu quarto com o ar ligado vendo fotos de celebridades na praia".

    20. militrissa

      O que é a camisinha diante do amor, Rota?

      Não usem.

      Entendo a Igreja ao nao promover o uso da camisinha. A civilização sempre foi fertilidade. Um longo espetáculo de fecundações. Vida vida vida queremos vida vida e mais vida. O desejo de morte é algo que já está dado. Pessoas odeiam e matam, os outros e a si mesmas. O sofrimento também é uma premissa incontornável. Somos sofrimento e morte. Mas temos vida, e fazemos vida, amamos foder e fazer vida.

      Antes não usávamos cinto de segurança e dirigíamos com mais cautela. Quanto maior a sensação de insegurança e as chances de morrer menos pisamos no acelerador. Quando chove vamos mais devagar. O cinto, o airbag e outras medidas proporcionam mais confiança. Então pisamos um pouco mais fundo. Essas medidas resultaram na diminuição de mortes de motoristas e passageiros, e no aumento de acidentes, ou pelo menos não diminuíram. Por outro lado, o numero de fatalidades de pedestres aumentou.

      Imagine que a camisinha, espécie de cinto de segurança, ou outras formas de contracepção nao existam. Passaríamos a fazer sexo com mais cuidado. Talvez, pelo menos boa parte de nós, faça sexo apenas se houver amor, um mínimo de. Com uma pessoa que você conhece admira e respeita e que, portanto, deixa entrar em você ou em cujo corpo você se permite entrar. As entradas, choques, saídas, ingestões, fricçoes, excreções, incepções, articulações e misturas do sexo, penetração, felação, cunnilingus, sodomia etc, sao convivências-relâmpago. Mas são mais convivências do que uma que dure décadas entre colegas de trabalho. Você participa e entra na vida da pessoa, nao é isso o que acontece? Você troca milhoes de moléculas com ela. E só estou falando do aspecto físico, mas obviamente há também, mesmo na fornicação casual, um comércio psíquico.

      Não sou católico mas entendo a Igreja. A camisinha é uma borracha fúnebre, anteparo de látex malthusiano para o amor. Somos feitos de sofrimento e morte. Demógrafos utopistas querem policiar a fecundidade, quando é esta que é o contrapeso para a dimensão obscura do espírito, onde estão a destrutividade cega e o prazer do ódio.

      As políticas de controle de natalidade e de saúde publica nos confundem. Causam alardes perniciosos e desnecessários, e estimulam o medo da vida e o medo da morte, dois medos equivalentes. Querem menos pobres no mundo. Por quê? Porque seus autores têm medo da violencia urbana. São economistas sombrios, sensatos, tristes e pragmáticos. Querem menos nascimentos (e mais sexo) e menos mortes por dsts (por sexo). Burocratas sonhando com o mundo ideal, a felicidade perfeita a partir de uma frugalidade demógrafica e da redução dos gastos do estado com saúde. Nada disso diz respeito ao amor.

      A Igreja é mais realista, e até mais erótica, e por isso eu a entendo. Quer vida vida e vida. Se mais vida gerar mais sofrimento para os vivos é porque a vida é assim mesmo, nao deveria ser, mas é. Dor e finitude: assim que vive o ser humano pós-lapsário. A doutrina da queda é essencial para entender o cristianismo e esse discurso obsessivo da vida vida vida, que, porém, não deixa de reconhecer a estrutura existencial do ser humano, com uma parte má e degenerada (com A Queda) . É até surpreendentemente freudiano esse pendularismo, entre pulsão de vida e pulsão de morte.

      NÃO USEM CAMISINHA!

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