
Só para constar, o correto é LEIAM e não LEIÃO (como você escreveu mais de uma vez no Twitter). Minha pergunta: Você se formou aonde?
Não me lembro ao certo, mas acredito que aprendi a conjugar verbos logo no início do Ensino Fundamental II. Eram listas e mais listas de verbos, divididos por terminações, regulares e irregulares, tempos, modos etc. No fundo, eu adorava! Minha mãe até meu deu uma coleção de livros que era dela, somente sobre verbos e suas conjugações. Eram uns sete ou oito livros.
Voltando ao caso Twitter, eu sei claramente que a palavra LEIÃO não existe. A que mais se aproxima desta grafia é LERÃO (3ª pessoa do plural do futuro do presente no modo Indicativo). Porém, esta última não se encaixa no contexto imperativo das frases em que o verbo é comumente empregado.
A correta conjugação do verbo LER na 3ª pessoa do plural no modo Imperativo Afirmativo realmente é LEIAM. Qualquer pessoa que prestou um pouco de atenção nas aulas de Português no ensino Fundamental e Médio sabe distinguir isso.
O fato é que no Twitter, assim como em todo ambiente de redes sociais, a linguagem utilizada, na maioria das vezes, é informal, o que nos abre espaço para alguns erros propositais, instigando a curiosidade do leitor para o nosso discurso.
Essa forma de conjugar o verbo LER, assim como o CORRER ("corrão" em vez de "corram") é nitidamente proposital e já é utilizada há certo tempo por diversos blogueiros, como o Cardoso, por exemplo.
Sabemos que a forma está gramaticalmente incorreta, mas é aí que encontramos apoio para criar uma maneira descontraída de chamar o leitor para um link, situação a qual é comum perceber esta prática.
Enfim, o fato de eu ter utilizado LEIÃO mais de uma vez, e escrito em caixa alta, foi justamente para gerar estranheza.
As pessoas que já conhecem essa prática sabem exatamente do que se trata, e sabem também que a grafia não está correta.
Aliás, se você parar para analisar a literatura brasileira, vai lembrar que Guimarães Rosa já inventava novas palavras, por meios totalmente pessoais, e isso enriqueceu - e muito - a nossa produção literária.
O texto literal, e mesmo o informal, permite algumas brincadeiras com a Língua Portuguesa exatamente com o intuito de entreter o leitor, causar estranheza, torná-lo mais descontraído.
Tudo isso é uma questão de querer dar características próprias a um texto. É tão simples!
Ah, quase me esqueço. Sou graduada em Letras pela Anhangüera Educacional. Estudei no campus de Limeira/SP e me formei em 2007. Em 2008 fui professora de Inglês no CNA Limeira e também professora de Literatura no Cursinho Práxis Limeira.
Respondi sua dúvida?

