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    1. Alexandre Soares Silva

      Você Prefere Black Metal, Death Metal, Doom Metal Ou Thrash Metal?☠

      "Martini Metal is a term coined by Jason Sprengel of Metal Hammer Magazine in reference to Spoilt Tux and John Steed, two bands of anglophile Texans who sang about cricket matches at Lord's and fox hunting. The Martini Metal scene was big in Austin in the early part of the 90s but by 94 both bands had disappeared."

    2. Alexandre Soares Silva

      Com as adaptações de obras-primas de história em quadrinhos sob pretexto de facilitar a leitura, pode-se 'destruir' a literatura? Acredita que com isso as verdadeiras obras-primas podem ser banalizadas? /Tenhas um produtivo final de semana ☺

      Uma vez perguntaram para um escritor, não lembro quem, se o filme que tinham feito baseado no livro dele havia destruído o livro; ele apontou para o livro na estante e disse "Não, o meu livro está lá".

    3. F'rnanda

      Acho tão engraçado esse povo que vem te amolar por você ser protestante, Fê! Aposto que são as mesmas que ficam choramingando sobre todo o preconceito que ateus sofrem e tal. Isso te acontece pela vida afora ou é só aqui nesse celeiro de malucos?

      Pois é, Alessandra. Só acontece aqui mesmo, na gaiola dos doidos - pessoalmente as pessoas têm mais vergonha de falar besteira, parece. Ou é só minha amostragem que é excepcionalmente boa ; )

    4. Rodrigo Violante Spagnol

      Como você justifica a sua defesa da união civil de homossexuais etc.?

      De uma maneira bem simples. Dois - ou mais - indivíduos adultos devem ter autonomia para estabelecer contratos entre si. Desde, é claro, que sejam feitos de acordo com a Constituição. Se sou favorável à alteração da Constituição neste aspecto? Sou. Aquela decisão do STF foi furada.

      E tem a questão da posição da Igreja. Ora, é claro que é dever dela expressar sua contrariedade e advertir a sociedade. Não fizesse isso, negaria sua fé. Mas, apesar de válido, acho errado tentar garantir por meio de lei civil a proibição. Primeiro, porque são pessoas que o fazem por livre-arbítrio, sem envolvimento e imposições a terceiros (como, por exemplo, no caso do aborto). Depois, porque não vai ser proibindo uniões jurídicas deste tipo que se alcançará ou mesmo prevenirá a salvação das almas.

      Por mais que relações homossexuais não estejam de acordo com a doutrina cristã, acho cruel a privação do reconhecimento civil. Sexualidade não é matéria de deliberação. Ou somos ou não somos. Não reconhecer a união formal, e apenas permitir a relação informal, como que olhando para o outro lado, constitui marginalizar pessoas por questões que não estão em seu poder. Além de ser uma posição injusta, o juízo moral sobre a licitude ou não deste tipo de escolha não convém ao Estado.

      É preciso ter em mente a questão da lei eterna versus a temporal. Não é função da lei temporal promover a reforma do homem, mas apenas garantir a paz e o possível bem público. Quem realmente acredita que gays passarão a eternidade no inferno (algo que para mim é muito difícil imaginar, já que convivo com muitos deles, a maioria dos quais pessoas boas e generosas) e devem ser julgados por suas relações, que reserve este juízo a seu foro de direito: o divino, e não o humano.

    5. Alexandre Soares Silva

      Me explica uma coisa: eu li ontem seu texto dos Brâmanes e no último parágrafo, naquela lista de artistas, o nome do JP Cuenca está lá. Reli o texto hoje e a menção ao Cuencão sumiu. O q houve? Ficou com medinho? Ou leu o autor e descobriu q ele é GÊNIO?

      "Ficou com medinho". Alguém que não tem coragem de por o nome nem no formspring me dizer isso. Reduza-se à dimensão da sua paúra.

      Você acha que eu controlo a versão online do texto que escrevi para ser impresso? Vou, contudo, contar-lhe uma anedota.

      Na semana passada meu editor recebeu o JP Cuenca na sala dele. A certa altura ele disse, "E temos um colunista novo muito bom, lê isto", e deu esse texto para o Cuenca ler, esquecido que havia uma menção negativa a ele bem lá no finzinho.

      JP Cuenca foi lendo com um leve sorriso, mas quando chegou no último parágrafo ergueu as sobrancelhas, e seu cachecol tremulou no vento, acariciando as samambaias que ficam atrás da cadeira de visitante. Disse que ele não era bem assim, que não tem essa fixação com pobre, etc. Meu editor, embaraçado - ainda mais porque, segundo ele, JP Cuenca foi "um gentleman" e muito simpático durante a conversa toda.

      Termina que ele vai escrever um texto se defendendo na próxima Alfa. O motivo de apagarem a menção a ele na versão online, não sei.

    6. Marcio S.

      Por que me segue? (repasse se quiser)

      Dois grandes tipos de escritores (pensei em escrever "respondedores", em respeito à santidade da palavra "escritor", mas que besteira isso), aqui no Formspring: o catador de caranguejo e o patinador artístico.

      (Acho que ninguém vai se sentir elogiado nessa minha resposta, já que a primeira atividade pode ser vista como baixa e degradante e a segunda como ridícula e aviadada, mas gosto de todos que vou comentar aqui.)

      O catador de caranguejo, como podemos ver nas fotos, http://bit.ly/Kj4DPP, usa pouca roupa e trabalha enfiando os pés na lama, andando lerdo, vasculhando o que não é importante para ele (a lama - que porém é importante para o caranguejo, que vive lá) em busca de algo que servirá de alimento para os outros e para si mesmo. O patinador artístico é mais composto, muitas vezes usa roupas que só deixam ver pescoço, cabeça e mãos; seu objetivo não é vasculhar, mas utilizar a superfície sólida, percorrê-la de modo gracioso, usá-la como plataforma para saltos, surpreender o público realizando movimentos e piruetas que ele, o público, talvez não acreditasse serem possíveis. O uniforme que usa costuma ser ornado e colorido, chamando atenção para si mesmo.

      O catador de caranguejo não sente embaraço em lidar com a lama e sujar-se com ela. Ele está disposto, e gosta, de percorrer o caminho que leva do insignificante (de novo: insignificante talvez para ele, mas não para o caranguejo (Barthes disse que "the apparently insignificant is the locus of true significance", achei uma frase genial, e esse é o lema oculto dos catadores)) àquilo que lhe é precioso. O patinador artístico não lida com essas coisas. O que está sob a camada de gelo que lhe serve de base é indiferente para ele. Ele pula até um certo ponto no ar de um jeito esquisito e inesperado, e depois sai deslizando de costas, com um sorriso para o público que diz: viu? Isso é possível. Eu vou até lá. E desse jeito mesmo. O objetivo dele é ser ininterruptamente gracioso e elegante (ou erudito, culto, inteligente, witty, no caso dos escritores).

      O catador de caranguejo, definitivamente, não está preocupado com elegância. O patinador quer deslizar, pairar no ar por alguns momentos. Para o catador, é essencial enterrar pés e mãos em alguma coisa.

      O exemplo mais consumado de patinador aqui no Formspring é o @soaressilva. O Alexandre não gosta de se revelar - não à toa, já citou algumas vezes uma frase da Greta Garbo, "Há muitas coisas em seu coração que você nunca deve contar a ninguém. Seria baratear o seu íntimo sair espalhando-as por aí", não à toa tem como subtítulo de um dos primeiros blogs o seguinte: "porque eu não estou interessado na vida pessoal de vocês, nem vocês na minha" ( http://bit.ly/KYAlwG ).

      O patinador é esnobe e na vida gosta de coisas bem seletas (outro patinador egrégio é o @bdelykleon - aliás, tive que ir lá no perfil dele para transcrever o username corretamente, esse username é o equivalente de um movimento especial de um patinador, só ele faz, ou ele é quem o faz notavelmente melhor do que os outros.)

      O catador de caranguejo procura expandir, em vez de limitar, o contato com as coisas e pessoas do mundo. O catador - você, é claro, já entendeu que eu te coloco nessa cetegoria - vai de um clipe de Mariah Carey para uma opinião sobre as maneiras de amar (aliás, a propósito dessa resposta sua, quero te contar uma cena de Mad Men: a esposa do Don Draper, o protagonista da série, o está traindo com outro cara. Os dois (ela e o amante) estão dentro de um carro discutindo o futuro do relacionamento, e o cara vira pra ela e diz: "olha, eu não estou nem um pouco apaixonado pelo drama da coisa. Levo esse relacionamento muito a sério, e quero me casar com você"; gostei muito da seriedade do cara, de como para ele toda a história que se poderia contar em torno do caso - uma história dramática e cheia de obstáculos, quiçá trágica - não tinha a menor importância, e o que importava era ela somente. Tudo bem, ela estaria deixando o marido, mas essa traição dela vem de toda uma história, de infidelidades mil do Don Draper).

      O catador, quando perguntado o que o faz levantar da cama todos os dias, não tem pejo de dar uma resposta não-total, não-teórica, não-geral, não-edificante, e totalmente contingente. Como você disse numa das respostas recentes, "Mas o que me faz levantar todos os dias pra ir trabalhar é um colega de trabalho bonitão." O catador de caranguejo admite na boa - ou, melhor, faz questão de admiti-la - a própria contingência. O patinador, se o faz, é exclusivamente para divertir o leitor (e sempre ficamos na dúvida quanto à sinceridade da admissão).

      O patinador se sente bem usando roupas bonitas e que são agradáveis para nós, seu público. O catador está sempre se livrando das roupas, que o atrapalham na busca, está num constante strip-tease anímico. O patinador fala mais do ideal, do que devemos ser. O catador, daquilo que já somos. O objetivo do patinador é causar admiração, o do catador, identificação. (Não à toa, sempre pedem listas de livros e músicas e filmes ao patinador, e o patinador sempre as faz. O patinador admite ser tomado como modelo; o catador se sente desconfortável nesse papel). O patinador é invulnerável, o catador está sempre de quatro no chão. Do catador sabemos que tem espinhas na cara e que sente inveja. O patinador considera uma agressão imperdoável ir tomar café da manhã sem antes pentear os cabelos, trocar de roupa e escovar os dentes, e se recusa a, na mesa, confessar sentimentos indelicados.

      Talvez a resposta seja frustrante, pois estou falando de tipos, e não de você individualmente. Mas, se serve de consolo, eu sou extremamente ruim em captar individualidades, e pelo menos um pouquinho bom em captar tipos. (Você é boa em captar individualidades, o @cabritoequanime também, ele é o rei disso aqui no FS.)

      O catador de caranguejos mais puro aqui do FS talvez seja o @lcaralho03; @militrissa consegue fazer piruetas inacreditáveis, mas não dá para dizer que ele transita entre os dois estilos, pois isso que eu falei de confessar a própria contingência é sempre presente nele, num nível radical, e um patinador nunca confessa a própria contingência, o objetivo dele é justamente ignorar a existência da contingência, e simular uma versão perfeita de si mesmo. Digamos que o mili é um catador para quem a lama não é tão densa quanto para os outros.

      As respostas do patinador via de regra não conterão erros de português e as normas das maiúsculas e da acentuação serão rigorosamente respeitadas (sendo @andreisp uma exceção, ele é patinador, apesar de não usar maiúsculas, etc.). O catador não se importa tanto com essas coisas (cabrito, por exemplo, não revisa o que escreve, Lucas não usa maiúsculas). Há exceções também, claro, você respeita as maiúsculas.

      Óbvio que dá para extrapolar essa tipologia para outras coisas, para séries, escritores, cantores. The Wire é claramente uma série catadora, Fernando Pessoa é um catador. Wodehouse é um patinador, Chesterton e Emerson idem. Ella Fitzgerald é patinadora, Billie Holliday catadora. E por aí vai.

      Devo ter arranjado algumas inimizades com essa resposta, mas que se foda, estou bêbado (quando bêbado, escrevo respostas mais catador, quando sóbrio, mais patinador).

      Você é uma das minhas catadoras favoritas aqui do FS.

    7. Delance
      delance2 responded to animadruga 7 May

      Vc não acha que deveriamos adestrar macacos para trabalhar para nós em atividades manuais simples?De certa forma,trabalhando "de graça" para nós?Ou vc acha que seria anti-etico escravizar animais?Quais animais mereceriam ser escravizados na sua opinião?

    8. F'rnanda

      Faz um resumo sobre a história da música? Meu professor pediu mas os livros são grandes e pesados, tão querendo que agente leia. Se quiser mais espaço dá pra fazer no word e mandar aqui tbm. Bjs

      Faço.

      ~A HISTÓRIA DA MÚSICA~

      A história da música é assim: começou ninguém sabe como porque ninguém sabe como aqueles homens que só diziam uga-buga faziam música. A gente sabe do Egito, de Bizâncio e de uns outros lugares aí, mas não quero começar com esses lugares e sim com a Grécia. Na Grécia eles tocavam umas flautas de dois tubos e faziam uma música estranha pra animar as peças de teatro.

      Aí depois teve a Idade Média. Na idade média a galera fazia música pra Deus e nem se importava em botar o próprio nome. Tinha os cantos gregorianos e aquelas musiquinhas que tocam no Senhor dos Anéis.

      Depois teve a Renascença porque todo mundo cansou de só ficar cantando na igreja e descobriu que o que eles faziam na Grécia Antiga era bem irado. Tinha uns negócios chamados madrigais que era um monte de gente cantando um monte de palavra tudo junto que nem dá pra entender nada e depois um clubinho de nobres metidos a besta decidiu que queria inventar a ópera.

      No barroco a galera usava peruca, pó de arroz, sapatinho de salto e tocava viola da gamba com as perninhas em demi-pliés. Teve um aí que regia a orquestra do rei francês mas morreu porque bateu com o cetro no pé e deu gangrena.

      Aí veio o classicismo: Mozart que era um boca-suja e viveu toda aquela história lá do filme e Beethoven que foi ficando surdo e a aluna lá teve que reger escondida pra ele. Tinha um outro que o nome parecia de um lutador do Mortal Kombat mas nem lembro.

      No Romantismo as pessoas eram todas depressivas, tuberculosas e dramáticas e aquele polonês que morava na França e fazia as musiquinhas de piano teve o caso com a doida que se vestia de homem.

      No século XX todo mundo pirou o cabeção


      e é isso.

      Espero ter ajudado!

    9. F'rnanda

      Fê, de onde você acha que vem essa relação de amizade da música clássica com metal? Me parece que existe uma intersecção bem grande de fãs desses dois tipos de música.

      Existe sim a intersecção, Alessandra, tanto que um observador um pouco mais atento saberá que pode esperar todo ano pelo menos uns dois cabeludos (se não mais) entrando nos cursos universitários de Composição e Regência ; )

      De onde vem, agora, é uma pergunta que não sei responder completamente - é evidente que certas vertentes do metal são influenciadas pela música clássica (há inclusive o chamado "metal sinfônico"), mas só isso não me parece forte o suficiente pra estabelecer um laço tão grande. Talvez tenha também a ver com a tendência que têm boa parte dos metaleiros a se interessar por outros períodos históricos e cultura erudita em geral - riam, riam, mas é verdade.

    10. João

      cê já conhecia a shibbo em minas?

      A ano era 1989, a cidade era Varsóvia. O comunismo definhava, os ventos da mudança sopravam, as ruas cheiravam a centaurea e sonhos despedaçados. Eu, fugindo de um negócio que não havia dado certo e tendo que me disfarçar sob o nome Andrcz Punilak, entrei em um cabaré em busca de vodka barata, amor descompromissado e possivelmente um prato envolvendo repolho porque quando eu bebo de estômago vazio fico todo zonzo e isso ia atrapalhar a prática do amor descompromissado que eu tinha mencionado anteriormente. No palco tocavam uma melodia triste, nas mesas as conversas eram tidas em voz baixa, no balcão bêbados esperavam algo que não sabiam explicar, com olhos e copos vazios. Nesse momento Shibbo se sentou ao meu lado e perguntou se não era cedo demais pra uma vodka. Eu disse que ela estava enganada, nunca era cedo demais pra uma vodka. Então ela me perguntou o que eu estava fazendo na Polônia. Eu disse que ela não tinha que se meter nos meus negócios. Então ela me perguntou que merda um moleque de 5 anos estava fazendo num bar. Aí foi foda, porque eu fiquei sem ter o que replicar.

      Possivelmente eu devia apenas ter dito não ia ouvir ordens de uma criança de três anos e meio, mas só pensei nisso depois.

      Mas voltando ao assunto: não, nem conhecia Shibbo em minas não.

    11. Alexandre Soares Silva

      Quantos livros você tem, Lord? Idelber Avelar tem 4500.

      Metade, mas pelo menos os meus não têm mullet.

    12. Richard

      O que acha da literatura Beat, Rich?

      "That's not writing, it's typing."
      - Truman Capote, sobre On the Road

    13. Delance
    14. Alexandre Soares Silva

      Você é podre mesmo viu. Todo direita é podre, só sabe explorar e ser pedante.

      NINOTCHKA
      Tell me, in America, are you one of the oppressors or one of the oppressed?

      CANFIELD
      One of the oppressors, definitely.

      NINOTCHKA
      Aren't you ashamed?

      CANFIELD
      Come now, as one oppressor to the other... you know it's the best spot to be in.

    15. cersibon Lannister

      vale destruir mobília e quebrar coisas da casa quando fica bravo?

      Ficar bravo não é e nunca foi desculpa para agir como idiota. Muita gente faz issou, eu acho pobre. Quase sempre é melhor quebrar coisas do outro.

    16. B

      Caro, vejo que há muito a considerar antes de tomar o pensamento de Tomás de Aquino como suporte filosófico. Nesta minha resposta (link), viso apontar porque tal argumento não convence, discorda de algo? ->http://4ms.me/IXSsVV

      São Tomás de Aquino jamais argumentou pela criação do mundo no início dos tempos. O argumento da primeira causa fala de causas simultâneas aqui e agora. MEsmo se o mundo fosse eterno (que era a opinião de, por exemplo, Aristóteles) a simples existência do mundo aqui e agora com causas que se sucedem exigiria a explicação do primeiro motor.

      São Tomás mesmo disse que só acreditava na criação do mundo por causa da fé.

      Por isso argumentos como um criador que não atuam mais no mundo tem nada a ver com a filosofia aristotélico-tomista, Deus criou o mundo e o sustenta aqui e agora. Ele não é apenas o criador do mundo mas a própria essência absoluta da existência de qualquer coisa, sem o qual tudo se dissolveria.

      Acho que primeiro é preciso que você entenda o que está em jogo, sem ser com um objetivo erístico, sem querer disputar o que é certo e errado, antes de julgar um assunto é necessário compreendê-lo.

    17. Alexandre Soares Silva

      O que achou de Habemus Papam, Lord?

      Estava achando bom (bonzinho, mas divertido) até os vinte minutos finais. Aquele fim parece narrativamente errado - o personagem principal começa cheio de medo fugindo do papado, passa o filme cheio de medo fugindo do papado, e termina o filme cheio de medo fugindo do papado. Nada acontece com ele, emocionalmente. Me pareceu que Moretti quis mostrar que é muito superior a finais hollywoodianos, e daí fez aquilo.

      "Moretti deserves respect for not simply taking a hatchet to the papal office; it's an easy target in the aftermath of the abuse scandals and most directors would be unable to resist", disse o cara do The Guardian. É verdade, esse é um mérito dele. Mas um dos problemas do filme é que, como ateu, Moretti não consegue imaginar que o papa do filme pudesse obter alguma coragem, ou pelo menos consolo, rezando. O papa do filme não aparece rezando um momento sequer que eu me lembre. Suponho que essa possibilidade nem passou pela cabeça de Moretti, o que mostra a sua inadequação para filmar essa história. (Por contraste, leia "The Colour of Bood", de Brian Moore, tão ateu quando Moretti, mas mais capaz de imaginar alguém diferente dele mesmo.)

    18. Delance

      (Responda com foto) Uma cena de beijo de um filme que você goste?

    19. Thiago M.
      maiolos responded to animadruga 4 Apr

      Uma das coisas mais nojentas desses ateus, é que eles não acreditam no plano metafisico. Alguns deles tambem não acreditam em dimensões paralelas onde existem dragões, ou seja, SÃO GENTE DE MENTE FECHADA. Como pode haver tanta desonestidade intelectual?

      Que mal eu te fiz para você passar a me seguir?

    20. Alexandre Soares Silva

      Não acha que deveria haver uma confraria das poucas pessoas-civilizadas-que-odeiam-a-esquerda-gostam-de-Waugh-e-Schubert-e-vinho-e-têm-wit? Eu sei que a direita é mais antissocial, não é muito de grupelho e panelinha, mas faz falta.

      Algo como um clube? Teria que ser muito, mas muito bem selecionado, inclusive de aparência - de outra forma terminaríamos parecendo com estes pobres rapazes. (Isso é que os conservadores do mundo inteiro tem que evitar, mas é a armadilha em que sempre caem. O movimento precisa desesperadamente de levantamento de peso e melhores roupas. O movimento precisa odiar mullets mais do que odeia Che Guevara.)

Alessandra Souza

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