5/8/13 – Great news friends, Formspring has been saved and is now under new management. Get ready for some cool and exciting new features. Stay tuned for more updates and happy posting!!

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Recent Responses

    1. Alana Falcão

      "Como muitos filósofos, acredito que a ciência e a ética são dois sistemas independentes aplicados para as mesmas entidades no mundo, assim como o pôquer e o bridge são jogos diferentes jogados com o mesmo baralho de 52 cartas. O jogo da ciência trata as pessoas como objetos materiais, e suas regras são os processos físicos que causam o comportamento por meio da seleção natural e da neurofisiologia. O jogo da ética trata as pessoas como agentes equivalentes, sencientes, racionais e detentores de livre arbítrio, e suas regras são o cálculo que atribui valor moral ao comportamento por meio da natureza inerente do comportamento ou suas consequências.
      O livre-arbítrio é uma idealização dos seres humanos que torna o jogo da ética possível de jogar. A geometria euclidiana requer idealizações, como linhas retas infinitas e círculos perfeitos, e suas deduções são judiciosas e úteis, muito embora o mundo não possua realmente linhas retas infinitas ou círculos perfeitos. O mundo é próximo o bastante da idealização para que os teoremas possam ser proveitosamente aplicados. De modo semelhante, a teoria ética requer idealizações como agentes livres, sencientes, racionais e equivalentes cujo comportamento é não-causado, e as conclusões da teoria ética podem ser sensatas e úteis muito embora o mundo, como a ciência o vê, não apresente verdadeiramente eventos não causados. Desde que não haja uma coerção inequívoca ou uma grave perturbação do raciocínio, o mundo é próximo o bastante da idealização do livre-arbítrio para que tenha sentido aplicar-lhe a teoria moral. "

      ISBN: 978-85-7164-846-3

    2. Alana Falcão

      "Quem dá comida aos abutres uma vez, precisa alimentá-los para sempre até o dia em que ele bique seus olhos." provérbio flamengo do sec XVI


      A verdade é que o FS já havia acabado entre nossos pares, independente da sobrevida do site. E se ele agora acaba e deixa um buraco negro no espaço virtual, cujo rastro é só o pálido brilho dos áureos tempos em nossa memória e um legado de arquivos zipados ao meu ver, pq ele está mais pra dinâmica dos corpos celestes cujos acidentes cósmicos resvalam em nós (podendo nos destruir completamente, inclusive) do que por ações causadas pelos usuários dele, não dá pra gente matar o sol, e o FS acaba por eventos que fogem ao nosso controle enquanto usuários, assim como o sistema solar se modifica mais pelas grandes catástrofes planetárias que pelos usuários do Cosmo, a saber noizinhos aqui. Quer dizer, Animadruga detonou nossa interação mas não culpemos o pequeno verme pelo anúncio do fim do site. Ele não é capaz para tanto. E nem me venham com a história boba do adejo das asas da borboleta q causam um furacão do outro lado do mundo. O Madrugs parece uma borboletinha, eu sei, mas já teve suicídio adolescente causado por relacionamento bullyingoso e o site não acabou por isso.

    3. Alana Falcão

      Não, a educação de Theo nunca foi pensada - sequer direcionada - nesses termos. Tenho tratado a educação do meu filho como uma oportunidade de realização para ele. Eu, como criatura instruída que trabalha com educação e visualiza seus vícios, lacunas e inconsistências estruturais, tenho ambições de proporcionar uma chance de instrução enquanto uma coisa bela, não enquanto um mecanismo para competir com os outros e vencer na vida.
      Como filha de professora universitária, vi como os recalques de minha mãe orientaram minha formação. Minha mãe, uma ex-jeca com necessidade de aceitação, a roceira feia da pele manchada, apelidada de 'jibóia', que queria vencer pela prova incontestável de sua capacidade intelectual, fui educada pra ser a melhor aluna, pra agradar a autoridade expressa no professor, para ser simpática (não arrumar confusão nunca, pra ter medo de confusão) e benquista pelos colegas por esses atributos (inteligência, concentração, simpatia) e atitudes (notas altas, tira dúvida dos coleguinhas, senta no fundo e é respeitada pelos mestres). Quer saber? Foi uma merda. Eu tinha pavor mesmo de confusão e de certo modo projetava a figura da minha mãe em meus professores: queria ser amada por eles, tirava notas altas para ter o respeito e a estima deles. Quando eu chegava em casa e dizia 'mãe, tirei 10', ela virava e perguntava " e seus outros colegas, como foram? mais alguém tirou dez?". E não dava bola, minha nota só valia se estivesse muito longe, no pico mais alto da turma. Era muito frustrante viver atrás da aprovação dela. Recentemente assisti o ótimo "Doubt" com Philip Seymour Hoffman e Meryl Streep. A segunda me lembrava tanto mamãe, a figura da freira incansável à procura de defeitos morais em seus alunos, à procura de condutas reprováveis entre seus pares e superiores, sempre em prontidão para reparar uma lâmpada queimada ou um gesto daninho. A tônica na falta e em seu reparo, não chegava sequer a uma variação meritocrática, até pq não havia prêmio, nem elogio. O que havia era repreensão quando minha nota estava diluída na média da turma, na vala dos comuns, aí era um escarcéu. Consequências sérias disso? Cheguei a desmaiar numa prova de física, um desmaio falso, claro, porque percebi que não tiraria sequer um nove. Ou mesmo, ter ficado muito deprimida por tirar um 1,5 em biologia num teste valendo 4,0, e a professora se achar no direito (direito que eu transferi a ela, e a todos os outros professores, claro) de passar meia hora comigo depois da aula derramando sua decepção em cima do meu exame.
      Então, o que aprendi na escola? Aprendi que notas eram um mecanismo de controle sobre as pessoas. professores, colegas e minha mãe. Primeiro, estudava pra ser amada. Amada pelos colegas pra quem eu dava altas colas, pra quem eu fazia as provas muitas vezes; amada pelos professores, me projetando como filha deles. Depois tudo virou só isso: estudar por necessidade extrema de aprovação, reconhecimento, e em última instância carinho. Na fase hormonal da revolta, eu cobrava minhas saídas à noite cuspindo minhas notas altas em minha mãe. Queria que ela reconhecesse algum valor no meu esforço, e se não era no elogio, era na troca de favores: eu fazia o favor de tirar dez e de sua presença nunca ser cobrada em reunião de pais, e ela me fazia o favor de me deixar sair. Tinha raiva extrema do não comparecimento dela nas reuniões de pais, queria que ela ouvisse coisas boas a meu respeito, ao invés disso, eu ficava era ouvindo em casa o quanto eu era medíocre por tirar oito e não dez em química e por não estar magra quanto deveria nas aulas de ballet. Eu fui ficando bem muito insegura, medrosa, com muito medo de rejeição, superestimando reprovações e associando meus erros à decepção de outras pessoas.

      Para o Theo o que eu quero? Que ele frequente a escola e se divirta. E ofereço instrução em casa diferente da disposta no ensino formal para ele descobrir coisas novas, pra ver ele curtindo/descurtindo coisas dentro das coisas que apresento, pra ele ir mapeando o que interessa a ele e que eu possa acompanhar e apoiar suas escolhas futuras. Que ele saiba que suas notas não são moeda de troca na relação comigo, mas que na própria escola, sim, enquadram um item na escala de cool points. O Theo tem uma característica parecida comigo, que é gostar de ser obediente. Morro de medo disso. Eu estimulo pra q goste de estudar, goste genuinamente. Meu sonho é pagar um Maitre generalista da cultura pra estudar com ele. Mas que isso pareça uma obrigação mais leve e mais legal, como a obrigação maneira que é frequentar as aulas de natação e tênis. E que ele saiba se defender (de um jeito que eu nunca soube e que ele tb parece não saber muito) , mas que tenha condições de ser uma pessoa maneira, respeitosa e tolerante pras outras. Desculpa se não respondi a contento, Márcio, pero é o que tem pra hoje.

    4. Alana Falcão

      Meu facebook deu o maior pau, talvez precise cancelar a conta pq nem redefinir a senha eu consigo. Aliás, nem fazer denúncias ao suporte, nem abrir minha inbox, nem fazer nada. A barra lateral de bate-papo acabou. Estou feliz em ter um apocalipse pra participar. O Fs vai em boa hora. E fica a sensação generalizada de que a internet está mesmo decadente, só o fs soube a hora de parar. Ou será q voltarão anunciantes? Ai, só falta descobrir que o Stela vai fechar, que o Bar Bahia vai fechar e aí por diante. Brindemos.

    5. Alana Falcão
    6. Alana Falcão
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    11. Alana Falcão
      alanafalcao responded to shebba 4 Aug 12

      Uns diabos de umas perguntas malucas que me acordam e duram dias. Desde que eu adquiri linguagem tenho isso. E Theo herdou.

    12. Alana Falcão

      Minha casa está cheia de filhos imaginários. Minha gravidez psicológica sempre tem gêmeos. Vejo placentas espalhadas por todos os lados. Fantasio com estrias de giz nas ancas. Todos mamarão até os quatro anos. E serão felizes até o fim. E tocarão piano, e teremos um belo quintal. e serão educados e amáveis e cultos. Seremos uma comunidade afetivamente autossuficiente. E todos eles sabem brincar com todos os bichos e cada um doma dois idiomas do reino animal: piar e cacarejar, latir e rugir, grunhir de micos e miados. Algum até farfalha como as plantas e espanta aos demais tamanha sua perícia na mimese do Natural. E são e serão todos bons, agradáveis, honrados, educados, sensíveis e hábeis, tolerantes, respeitosos, mediadores e diplomáticos. Terão infâncias sujas de frutas e lama e livros. Adolescência de artes do corpo e esportes, literatura, cinema e música e idiomas. Viajamos pra todas as partes do mundo. Há fotos diferentes nos facebooks de cada um deles. A Idade adulta é de caridade, eles formam famílias benfazejas. Eu matriarca tocando, cantando e cozinhando para netos e suas namoradas (os). Todos riem alto, comem e estão a vontade nos encontros transgeracionais. E contam histórias e são felizes e levam vidas satisfeitas e plenas.

      E é por tudo isso que não tenho mais filhos, lari.

    13. Alana Falcão
    14. Alana Falcão

      Parei de beber hoje. E to com uma carteira de cigarro que é a última, acabando esta é por tempo indeterminado sem fumar ou beber alcool. Fiz um plano de exercícios de respiração e flexibilidade hards. Recomecei a nadar para aumentar o fôlego, a resistência cardiorrespiratória.
      Quero e vou ficar mais forte, mais magra, mais flexível, resistente e consciente do corpo. O mais bem preparada possível dentro do prazo que tenho.
      Motivo? dança me chamando pra coisas lindas com datas no papel e eu não posso ficar aqui parada. Sou só um rato querendo ficar em forma para não parar de seguir o tal flautista de Hammelin.

    15. Alana Falcão
      alanafalcao responded to shebba 2 Aug 12

      Árvore da vida do Terrence Malick.
      Minha tolerância à contemplação estética é infinita.

    16. Alana Falcão
    17. Alana Falcão
    18. Alana Falcão
    19. Alana Falcão

      Nunca li nenhum. Na verdade, tinha certeza pia que nunca lera nenhum russo. Mas li o tchekhov, só que nunca me ocorreu que, nossa, estava diante da grande, da valiosa, da canônica literatura russa! A piada é que nunca me questionei sobre a nacionalidade do autor de Tio Vânia, porque na minha cabecinha de vento alguma informação enviesada deixou sinapses concluírem que o cara era tcheco. Entenderam a idiotice da minha pobre e boba mente infantil? Não? Tchekhov = theco. Err. O segredo é não ter vergonha do próprio ridículo. Hanram. Tá. Depois dessa, fui. Beijos pra vcs, pra minha mãe, pra Xuxa e pra Sasha.

    20. Alana Falcão

      A diversidade da vida no mundo é um negócio que me assusta.

      GO WIKIPÉDIA!

      Os rinocerontes, por exemplo, chegam a ter uma série de diferenças grande entre os gêneros e famílias. A grande característica comum à ordem não é o chifre, como imagina a maioria de nós, os LEIGOS em tudo. Os Rhino de pelo menos cinco gêneros diferentes -Ceratotherium,
      Coleodonta, Dicerorhinus, Diceros e Menoceras - possuem dois chifres; os pertencentes a outros sete gêneros - Elasmotherium, Rhinoceros, Sinotherium, Prosantorhinus, Iranotherium, Shennongtherium e Teleoceras - possuem um chifre. Há ainda oito gêneros de rinocerontes sem chifres e algumas subdivisões que dizem respeito à disposição do chifre na fronte - se lado a lado, se um atrás do outro. A grande característica do rinoceronte (vou me espalhar porque se biólogos não sofrem de frescurite com a repetição de termos no mesmo período, dá pra ver pelos artigos, porque eu me afrescalharia?) expressa no nome é aparentemente óbvia: mamíferos de pele espessa e pregueado que podem ter um ou dois chifres sob o nariz.
      Aonde eu quero chegar? Chifre não é característica DEFINIDORA da ordem, como vimos. Há diversos gêneros e subdivisões. Sabe onde elas se ramificam? na ordem, cuja característica comum aparentemente irrelevante é a perissodactilia - com número ímpar de dedos em cada pata. Muito curioso que uma categoria inteira seja definida por um traço de aparente irrelevância. Por isso que eu digo: quanto às pessoas, preste atenção em tudo. Em especial nas miudezas, donde podem vir pistas inesperadas.

      Achei curioso que um bicho troncudo e pertencente ao big five (NOME DE GANG DA SAVANA) não ponha calcanhares no chão. Parecem sempre na ponta das patas traseiras, o que garante um 'rebolado' e uma inesperada delicadeza. Ah, o big five é uma terminologia pra definir o grupo dos cinco mais difíceis de caçar, a saber: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.

      Isso tudo só me ocorreu de procurar por conta do cd que tô viciada, O Plastic Beach do Gorillaz. Todas as faixas discutem ... não, não discutem, abordam, todas as faixas abordam um tipo de futuro pós humano, um futuro plástico. Vida surgindo de outras matérias primas, as disponíveis, claro. E as mesmas questões de fundo: se alguma consciência emerge, se algum tipo de natureza emerge, outro tipo de ouro, outro tipo de alma, ainda assim o futuro disso será a poeira. Portanto, que Deus nos perdoe. Esse pedido de perdão está no futuro e no agora: agora enquanto estamos dando tchau e no futuro, quem estiver lá pedirá.
      Sempre penso nisso, nas matérias primas da vida. A impressão LEIGA, portanto criativa que tenho é: não importa se estamos entupindo o espaço terrestre e sideral de detritos. Isso certamente agiliza nossa saída de cena, mas a vida - eu acho - SEMPRE surge. Ademais, criamos esses materiais com os materiais disponíveis. Portanto o que foi criado por nós não é alienígena ao universo. É feito do que já existe nele. Vida pós plástico, oceanos de mercúrio e petróleo. O horizonte de todas as vidas de todas as eras é mesmo a poeira. Os rinocerontes, tão pesados, IMC altinho, bravos e da gang dos Big five vão virar poeira. De que matéria prima, detrito de outras eles terão vindo?

      Só pra terminar: tem outro aspecto no cd que me faz pensar um dia inteiro. O da vida não só como fenômeno que nos faz crescer, reproduzir, mover e respirar. Mas a vida dos objetos. Se num futuro de sabe-se lá quando toda tranqueira plástica que produzimos hoje se tornar algum tipo de matéria prima de outra vida, os seres do futuro, se autoconscientes verão retrospectivamente esse mesmo material no passado como indício da vida que eles iriam se tornar, não como tranqueira. Então, a abordagem do fim da utilidade das nossas tranqueiras tem tratamento meio fúnebre, triste. Há um clipe (postei até no FB) Melancoly Hill, com cenas de guerra e evacuação de guerra* que os caças são jogados ao mar por mãos humanas como se fossem cadáveres. E depois os detritos de guerra na praia parecendo umas baleias encalhadas ou mortas. É inacreditavelmente triste, aos meus olhos. E o pedido de perdão a deus noutra música, podendo ser também um pedido de perdão DOS OBJETOS pelo que fizeram ou permitiram também me parece genial. Os objetos de hoje, podem ser a vida de amanhã. E para ambos os casos, é bom pedir desculpas.

      http://www.youtube.com/watch?v=S02Sb_KnndQ&feature=player_embedded




      *'Imagens de guerra gentilmente traduzidas' pelo @DerelictLV426

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Alana Falcão’s Bio

."A zoeira não tem fim, o formspring sim" MORAES, Vinicius.