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Vamos por partes. O mangá Usagi Drop é bem realista em muitos aspectos. Em primeiro lugar, filhos ilegítimos e mães solteiras não são bem vistos no Japão, já a legislação sobre o aborto é flexível o suficiente para que virtualmente qualquer mulher possa abortar (http://bit.ly/wq3OcC). Isso conjugado a uma política de saúde que manteve as pílulas anticoncepcionais proibidas até 1999 (http://bit.ly/y2mLVm) e não estimula seu uso até hoje (*os velhos da dieta diziam que iria estimular a imoralidade feminina*), as taxas de aborto no Japão bem mais elevadas que em outros países do 1º Mundo, afinal, ter um filho ilegítimo não é socialmente aceitável e o ônus (*como por aqui*) será todo da mãe. Outra saída é o abandono dos bebês e eu li a primeira vez sobre a questão da adoção no Japão por conta disso.
Faz alguns anos que alguns hospitais católicos japoneses recriaram a "roda dos expostos", isto é, você pode deixar seu bebê com segurança e anonimamente e alguém irá cuidar dele. Adoção no Japão, segundo várias matérias que encontrei (http://bit.ly/wbgHIR, http://bit.ly/w4PIGX, http://bit.ly/yOfQ5t), é algo muito mal visto e difícil, também. Ao longo dos séculos, a adoção estava ligada a garantia da linhagem. Você não tinha filhos, precisava manter o nome da família, adotava um parente. Por que? Porque partilhavam dos mesmos ancestrais. Veja que nesse aspecto, Rin poderia ser acolhida sem problema, só que ela é ilegítima e, portanto, uma vergonha para a família.
No pós-guerra, a legislação de adoção no Japão mudou, ajustou-se mais ao que é no Ocidente (EUA), no entanto, por tudo o que li e já vi em mangá, a coisa não mudou muito, porque a cultura é a mesma. O Estado e a opinião pública não estimulam a adoção. A responsabilidade por uma criança é da família, e alguns acreditam que, se o Estado estimular as adoções, estará estimulando a imoralidade e irresponsabilidade. Espera-se, portanto, que uma criança órfã, abandonada e/ou ilegítima, fique em uma instituição até atingir a maioridade. Não há estímulo à adoção internacional, também. Rin seria mandada para uma instituição se seu sobrinho não a acolhesse.
Há a adoção? Quando criança recebe o nome da nova família? Há. Daikichi luta contra a opinião de várias pessoas, inclusive da mãe de Rin, para adotar a menina e dar-lhe seu nome, tornando-se seu pai. A mãe de Rin até diz que para uma mulher isso pouco importa, um nome de família, já que, ao casar, ela mudará de nome. Veja que é a idéia de que uma mulher não é da família, simplesmente está na família. Mas curiosamente, a lei japonesa mudou ano passado, acho, e as mulheres podem escolher se mantêm seu nome de família, ou não. Essa parte do mangá foi escrita antes. Resultado, Rin não é adotada, não muda de nome, mas Daikichi tem a sua guarda. Ao que parece, por tudo o que li, essa relação é a mais comum, seja porque adotar é burocraticamente complicado, seja porque culturalmente a situação não é bem vista, ou porque, para muitos, acolher uma criança em sua casa e ter sua guarda já é suficiente.
A meu ver, toda essa situação é um problema. Veja que o Japão tem sérios problemas com natalidade e dificulta a contracepção, mas não dá apoio às mães solteiras. Resultado? Aborto e/ou abandonos. Há muitas crianças em instituições? Sim. Mas, de novo, a adoção não é bem vista ou estimulada. Assim fica difícil, não é? Espero ter ajudado a tirar as dúvidas. O caso da "roda", meu interesse pela questão da adoção e o mangá de Karekano me fizeram ler sobre a questão, por isso, tinha um link arquivado, mas precisava pesquisar mais. -
Li uma review do filme, mas não pode assistir anida. Está na minha lista.
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Nenhuma. E o mangá não sinaliza estar terminando... Acho eu.
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A pessoa que xerocou para mim foi direto na biblioteca da USP. aliás, foi uma gentileza enorme e eu nem esperava. Realmente, não sei se estão on line. Muita coisa das teses mais recentes (2005 para cá), está na rede, mas as da Yoko Fujino são anteriores. Dê uma busca. Vou fazer o mesmo. Se eu encontrar, coloco no blog, OK?
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Ainda não assisti. Na verdade, toda a parte live action de Honey & Clover ainda está pendente.
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Obrigada... Eu mesma ainda estou me acostumando... queria mesmo era um template exclusivo para o blog. A fonte é "georgia", bem padrão... Antes, acho eu, era tudo em arial.
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Pouco tempo? Não. Acredito em milagres, mas, geralmente, eles acontecem em escala micro.
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Na verdade, depende de onde você está. Normalmente, começa com Introdução à História, Pré-História, Antiguidade Oriental e Clássica, e Idade Média. Se o colégio tiver compromisso com a legislação vigente, deve haver tópicos de História da África. A depender do livro, pode ser que você estude China, Índia e Japão, mas é raro.
Até algum tempo atrás - eu realmente não sei se persiste assim - no Rio o conteúdo começava com Crise do Feudalismo e ia até Revolução Francesa. E, claro, nesse caso havia História do Brasil, também. -
O Integralismo é o fascismo à brasileira. Uma ideologia calcada na obediência cega, em um nacionalismo xenófobo, e em múltiplos racismos e discriminações é essencialmente ruim a meu ver. Quanto a um esforço revisionista, ele existe principalmente na internet e como muitos professores são tão ratos de wikipedia ou dependem da Veja e de guias como História Politicamente Incorreta para dar aula, a coisa fica muito complicada. Tempos atrás, e ainda não voltei lá este ano, os verbetes da Wikipedia para Plínio Salgado e Integralismo tentavam vender uma imagem muito bonita do movimento. Se alguém lê somente aquilo e está predisposto a acreditar que este tipo de ideologia que confisca o direito de escolha das pessoas é algo bom, já viu.
O exercício que eu sempre faço com meus alunos e alunas em relação ao Integralismo é o seguinte: os defensores do movimento dizem que ele não é racista e usam várias fotos multirraciais de reuniões integralistas para provar isso. OK, os negros, mulheres e outros estavam no movimento, sim, é inegável, mas pergunte para essas pessoas quantos negros ou mulheres ocupavam postos de comando no movimento. Peça os nomes. Geralmente, a conversa termina aí.
Acho lamentável que meninos e meninas - porque o alvo principal são os muito jovens - abram mão de seu senso crítico e sua liberdade para aderirem á segurança de ideologias políticas e religiosas totalitárias. Sim, porque podemos colocar tudo no mesmo pacote e o resultado muito provavelmente não será dos melhores. -
Infelizmente, não comecei a ler o livro 1, que comprei bem antes da estréia da série, nem me senti muito estimulada a assistir o seriado... Já insistiram comigo, mas continuo enrolando.
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Ué, crer em uma divindade ou várias, mas não ser adepto de nenhuma religião não é algo incomum. Geralmente, as pessoas dizem que não têm religião. Não lembro de nenhum nome específico para isso.
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Eu já comentei sobre isso no blog e no Twitter. Sim, me irrita muito que as salas de cinema estejam sendo entupidas de filmes em sua versão dublada, não acredito que isso seja demanda de mercado, e percebo um apartheid social se formando. exemplo disso é que quase 100% dos filmes que estreiam na Baixada Fluminense (RJ) são dublados. por conta disso, Cavalo de Guerra não estreou e ninguém vai me convencer que os fãs de Spielberg ou de filmes do gênero fossem rejeitar simplesmente por ser dublado.
Quanto a questão da preguiça, até alguns anos atrás eu seria categórica em dizer, sim, essa é a chave. Acredito mesmo que mutia gente prefira a dublagem por preguiça, acomodação, falta de interesse em aproveitar o filme de forma mais integral. No entanto, há outros fatores. Deficientes visuais, pessoas que tem dificuldades com as legendas e aqueles que preferem ver dublado devem ser respeitados. Há quem considere ter que ler legenda uma distração, você tem que se dividir entre o assistir o filme e avaliá-lo no conjunto e ter que ler legendas. Isso conta. A questão é equilibrar a sessões entre dubladas e legendadas e, não, impôr uma versão ou outra por discriminação, por exemplo.
Agora, falando em inclusão, não vejo a preocupação em incluir os surdos. Todos os filmes deveriam ter legendas. Mas, surpresa, não têm! Daí, fico pensando quais os interesses econômicos envolvidos nessa ditadura da dublagem... Agora, é fundamental que todo DVD ou BluRay lançado aqui tenha dublagem e a legenda em nossa língua. É uma vergonha que tantos materiais saiam sem essa opção e que nos imponham a dublagem no cinema. -
Na verdade, acredito que a fascinação pela monarquia nunca foi totalmente desmantelada no Ocidente (*porque estamos nos concentrando no nosso ladinho do mundo, eu acho*), afinal, há sólidas monarquias que continuam na imprensa, quando um príncipe casa a imprensa toda faz festinha, como se fosse alguém da nossa família. E, claro, há quem falte escola, faculdade, trabalho, para assistir. Se formos para o cinema, os livros, a idéia de que ser príncipe ou princesa é algo muito bom ou de que a monarquia – mesmo a absoluta – é um sistema aceitável de governo continua sendo vendida para as massas. Enfim, no caso das menininhas, elas são bombardeadas com coisas rosas e fofas que dizem que ser princesa é algo muito bom.
Se formos para a internet brasileira – que é o principal veículo de difusão dessa louvação da monarquia por aqui – temos o que? A construção da ficção de que D. Pedro II era um homem sem defeitos, talvez o melhor governante que este país já teve. Esquecem, por exemplo, da escravidão que persistiu até 1888, das desigualdades sociais, do atraso crônico que, se não era culpa do monarca, seu governo não fez muito para minorar. E veja que eu não tenho problema algum com D. Pedro, não acho nossos republicanos muito melhores que os monarquistas, mas não acredito que alguém tenha o direito de governar simplesmente porque nasceu "na família certa". Aliás, não existe coisa mais problemática do que o princípio da primogenitura, que também se grudou na monarquia, porque não basta nascer na família certa, mas tem que nascer na ordem certa... E, bem, nem sempre o filho mais velho era o mais indicado par ao posto.
Enfim, acredito que o que pesa para que a monarquia seja aceitável é o reforço de representações sociais positivas em nosso imaginário a respeito da nobreza e o desconhecimento que muitos têm da história. Culpa, assumo eu minha parte, de muitos professores de História. Aliás, eu tive um professor monarquista no 2º Ano que conseguiu converter muitos ao longo dos quatro bimestres. Era ano do Plebiscito Monarquia X República e Parlamentarismo X Presidencialismo. -
asked by jvbaessa
Olha, as mulheres participaram ativamente dos incidentes antes da Revolução, como os motins por alimentos, e tomaram parte nos primeiros anos da revolução em si. Quando a família real foi obrigada a deixar Versalhes e vir para Paris, o incidente iniciou com a chamada "Marcha das Mulheres" que foram em massa exigir a transferência do rei. É quando Maria Antonieta é obrigada a ir até a sacada e se curva. As mulheres estavam presentes nas execuções na guilhotina, nos clubes políticos e algumas tomaram parte nos primórdios da Guarda Nacional. Só que com os Jacobinos no poder, na verdade, ainda antes, os homens começaram a limitar a presença das mulheres nos espaço público, proibir que fundassem e/ou participassem de clubes políticos, até culminar com o Código Napoleônico (posterior à Revolução e base do nosso direito aqui no Brasil), o mais duro golpe aos direitos das mulheres. As mulheres foram postas para fora do movimento à força mesmo.
Um dos símbolos mais conhecidos dessa luta das mulheres na Revolução e pela igualdade é Olympe de Gouges (http://bit.ly/yivAZQ), jornalista, que escreveu "A Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã", pois tinha perfeita noção de que "Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão" não pretendia incorporar as mulheres. Ela questionava os motivos pelos quais uma mulher poderia ser presa e executada, mas, não, participar politicamente em igualdade. Foi morta na guilhotina em 1793, durante o governo de Robespierre. Procurando umas informações para essa resposta, acabei topando com um texto bem didático, ainda que pequeno, sobre as mulheres na Revolução Francesa. Está aqui: http://bit.ly/A0wnhN -
Acho que não é possível ter uma opinião única sobre a questão. À princípio, eu diria que esse tipo de história – especialmente entre um adulto e uma adolescente – não me agradam. Só que tudo vai depender de como o autor ou autora encaminha a questão. Por exemplo, Marmalade Boy trabalha o tema de forma razoável, mostrando o preço que cada uma das partes tem a pagar e que a situação não é fácil de ser aceita. Já outros mangás, tratam a questão de forma bem leviana, enfatizando a tensão sexual, ou fazendo piada.
O fato é que o professor/a é uma figura de autoridade e deve agir com o devido afastamento e responsabilidade que a sua posição lhe impõe. A coisa pode ser ainda mais pesada se estamos pensando em sociedades como a chinesa ou japonesa, na qual os ideais do confucionismo estão marcados dentro da cultura. Ora, volta e meia temos notícias de abusos – violências físicas e sexuais – praticadas por professores e de como os alunos e alunas se calam, porque, afinal, eles são a autoridade e seu dever é obedecer. Por isso mesmo, essas histórias de professor/aluna me deixam com o pé atrás, já que podem ser uma forma florida de normalizar uma situação de abuso e violência.
Agora, quando se trata de professor e aluna criança, sem negociação. Caso, por exemplo, do relacionamento entre a Rika e o Terada no mangá de Sakura. O professor, um adulto, estimula a paixonite da aluna – coisa que pode acontecer e acontece – e a estimula a pensar nele como um futuro parceiro amoroso/sexual. É isso que está caracterizado quando ele pede que a criança espere por ele e lhe dá um anel de compromisso. Mas veja que, neste caso, o agente é o adulto pedófilo (*há outro nome?*), a coisa é mais perversa ainda quando tentam colocar o adulto (homem) na posição de vítima do assédio da criança, que é ardilosa, e sabe (*ou parece saber*) o que quer. Caso, por exemplo, de Kodomo no Jikan. Entre adultos, claro, sem que exista a violência, não vejo problema algum. -
Um dos motivos pelos quais não consegui gostar de Nana foi exatamente a Hachi.
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Eu realmente não conheço (*e deve ser falha minha*) nenhum que tenha estreado recentemente, mas dois homens que fazem ou fizeram shoujo mangá e são muito reconhecidos é o Mineo Maya de Patarillo (*o shoujo com mais volumes até hoje*) e o Shinji Wada, que faleceu recentemente. Ele criou o shoujo policial nos anos 1970 com Sukeban Deka. Agora, até o início dos anos 1970 havia muitos homens fazendo shoujo ainda e na virada dos anos 1950/1960, eles eram a grande maioria. Praticamente todos os grandes mangá-kas da época fizeram algum ou vários shoujo, caso de Tezuka, por exemplo.
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Eu gosto bastante. Meu gosto pelas histórias do Rei Arthur começou com o anime que passava no SBT e na Record nos anos 1980. Foi ele que me fez começar a ler sobre Arthur, Ginevere, Lancelote, Tristão, etc. Acabei descobrindo que a adaptação da TV foi muito livre, mas foi o meu motivador inicial. Assisti um filme sobre uma prima-dona que ficava aleijada, o sonho dela era ser a Isolda da ópera de Wagner, e descobri que os dois morriam no final. Fiquei desesperada – eu tinha uns 10 ou 11 anos – porque queria conhecer a história "de verdade", não a do anime. Daí, ganhei de amigo oculto Tristão e Isolda da Ediouro, a versão recontada da coleção Elefante. Eu tinha 12 anos. Aliás, aconselho a leitura de Tristão e Isolda: http://bit.ly/wN855y O próximo passo foi ler As Brumas de Avalon, mas só ganhei com 15... Demorou. Eu gosto bastante das Brumas, mesmo que não concorde com certas escolhas da autora, a maneira como ela trata algumas personagens. Mas não é um romance com compromisso histórico, é maior que uma apropriação pagã e feminista dos mitos e, bem, eu adoro a Morgana, o Kevin, o primeiro Merlin, Viviane, etc. Tentei ler outros romances modernos sobre a histórias do Rei Arthur, mas nunca consegui me empolgar. Sugiro a ida aos contos medievais, como O Cavaleiro da Charrete de Chrétien de Troyes e a Morte de Arthur de Thomas Malory. É uma forma de perceber de onde autores e autoras foram tirar a matéria para compor os seus romances.
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Ainda não assisti nenhum episódio dessa série. Só vi as chamadas e, a última em especial (*a Selvagem de sei lá onde*), não me agradou nem um pouco... acho que nem ao povo da cidade: http://bit.ly/yzu7bU No horário dessa série, estou assistindo Rei Davi. É mais divertido, ou assim me parece.
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Ai... Eu respondi isso várias vezes. Faz uma busca no meu Tumblr e você vai achar os motivos: http://shoujo-cafe.tumblr.com/
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Valéria Fernandes da...’s Bio
* Professora de História * Especializada em Idade Média * Apaixonada por Shoujo * Redatora da Neo Tokyo* Protestante Batista * Fluminense exilada em Brasília * Feminista *




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