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Se você já está dizendo que o ciúme é doentio, você já tem a resposta que você quer.
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Ela sofre por ter me encontrado.
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Essas perguntas. São tão boas.
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O que você quer saber?
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Tv senado.
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Nada em particular, tem umas coisas nas gavetas, outras no guarda-roupa. Mas eu realmente gostaria de guardar e um dia construir um grotesco monumento à tecnologia.
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Internet não traz conhecimento, se é essa que é a pergunta.
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"Como ser um escroto mesquinho absolutamente igual qualquer outro ser humano no planeta, mas com caracteres demais para exprimir seu estúpido senso comum"
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Monismo? Se Dualismo, só se uma das substâncias for apimentada.
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Na verdade, eu queria uma desculpa mesmo pra falar sobre o wikileaks. Eu só não sei se quero colocar ética como força de se alcançar etc e tal no meio.
Eu não sou apaixonado pela idéia do Wikileaks como as pessoas estão sendo agora. A noção de ter documentos confidenciais espalhados por aí é muito bonita até isso colocar um pedaço de chumbo em alta velocidade no cérebro de um ser humano graças a essas informações. Se o Wikileaks não divulgou nada perigoso ainda, não significa que um dia alguém não vá divulgar.
No mundo atual, com terrorismo religioso, guerra contra o tráfico de drogas, escrotices violentas em geral, publicar um documento dizendo "eis como causar caos" não me parece uma boa idéia. É verdade que o governo talvez esconda mais do que deveria, e é uma verdade eterna e absoluta dita a mim pelo próprio papai do céu que enquanto existir governo, este vai abusar de suas funções e será uma ameaça pelo menos tão grande quanto são inimigos externos, mas lidar com a ameaça que o próprio governo coloca faz parte do jogo de peso e contrapeso da democracia; retirar do governo o direito ao sigilo de certas informações é foder com essa balança de modo potencialmente perigoso.
Além disso, toda reforma tem que lidar com o problema da contra-reforma. Os EUA já estão debatendo e a ponto de aprovar medidas que prejudicam seriamente com a liberdade na internet, jogue problemas de segurança nacional no bolo e a balança pode decidir que é preciso uma tonelada no pesinho "segurança" pra se equilibrar com a liberdade que de repente se tornou livre demais.
Então sobre a questão ética; eu não consigo achar que irresponsabilidade é uma questão ética, não sei se a recompensa em saber certas informações supera o risco de gente escrota violenta também sabendo certas informações. -
Sim, fazem. O elo que nos une como cidadão é um dos mais importantes, pois é um dos que mais nos asseguram contra mútua destruição.
Pode-se argumentar que as pessoas ainda se matam pelas ruas e tal, mas mesmo um estado de alta criminalidade urbana é ainda preferível ao estado de plena guerra civil que as pessoas se encontrariam.
E mesmo sem esse princípio básico, coisas que transformam grupos de pessoas em "nós" (mesmo que isso inevitavelmente gere um "eles") são positivas na medida em que elas auxiliam a cooperação.
Comemorar que somos um país, que somos cidadãos protegidos por um conjunto de normas racionais e realizar os nossos deveres cívicos é um gesto básico de qualquer sociedade civilizada, pois civilização implica certa segurança e paz.
Além disso, comemorar que somos uma república democrática, que estamos não apenas nos guardando contra destruição, como também assegurando liberdades enquanto mantemos um processo político que é aberto à mudanças e receptivo de melhorias é algo bem legal, eu diria.
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Ser um brasileiro é bom, pois sou um de nós. Como diz Hannah Arendt, um governo único global tenderia muito mais à tirania do que um governo que tem seu poder mantido em cheque por outros governos.
Acho que culturalmente funciona parecido. Posso ser um brasileiro com orgulho de ser brasileiro sem ser xenófobo por admirar as outras culturas e automaticamente me torno uma pessoa mais tolerante, graças ao meu patriotismo, por entender que um certo povo não é meu povo e ainda assim desejar a paz a ele. -
Sei lá. Eu precisaria ter mais informações (que não dá pra ter de dentro da minha própria vida) pra saber o que e importante ou não.
Rodrigo’s Bio
Bacharel em filosofia, roteirista de histórias em quadrinho. Grande potência, nem tanto ato.


