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Existe, sim. O Magnoli tem formação acadêmica, escreveu um livro muito interessante, "O Corpo da Pátria", é de nível bem superior ao Azevedo, o que não é um elogio dos mais impressionantes. O problema do Magnoli é que ele virou uma figura de mídia meio esquisita, dando opinião sobre tudo, de maneira, acho eu, algo atabalhoada. Mas o Magnoli eu sempre discuto, porque é um interlocutor bacana. O Azevedo é só um mané.
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Bom, suponho que você não esteja falando dos fodões master Durkheim e Mauss. Bom, o Bourdieu é muito inteligente e talentoso, mas pouco rigoroso. É um pouco irritante de ler, mas não há dúvida de que teve algumas boas idéias. Os mais recentes eu acho que não conheço, você tem algum específico em mente?
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Governador, Sérgio Cabral (PMDB). Primeira Vaga de Senador, Lindberg Farias (PT). Deputado Federal, Alessandro Molon (PT).
Ainda não sei em quem vou votar na segunda vaga para o Senado. Para deputado estadual, acho que no Minc, mas ainda vou parar para analisar melhor as opções. -
Pelo que me lembro, Rodolsky é coisa fina, bacana. Acho que foi o primeiro livro sobre os Grundrisse. Gostaria de ter tempo para reler, não só os Grundrisse, mas também o Rodolsky, o Nicolau, essa turma.
Claro, é só para quem quiser mesmo se aprofundar no Marx. -
Boa pergunta, vou ver se respondo depois no blog. Bom, começaria com Maquiavel e as duas vocações do Weber.
Teria o Mancur Olson sobre problema da ação coletiva, e o Downs sobre análise econômica da política, algo na linha da Public Choice, talvez.
Depois a dobradinha 3 tipos de dominação do Weber + uns dois cadernos do Gramsci.
Hanna Arendt e o totalitarismo, sem dúvida.
O que não consigo pensar agora seriam as melhores escolhas sobre algo na linha da sociologia histórica, e algo habermasiano para discutir junto com o Putnam sobre capital social.
Estou deixando de fora tanto a filosofia política quanto a discussão de Relações Internacionais.
Depois vou ver se organizo isso direitinho. -
Rapaz, não sei. Bom, tem uma certa curva de aprendizado, demora um tempo até você saber usar direito. Não acho que seja bem por uma preferência por métodos qualitativos, que também não são bem ensinados: boa parte das faculdades simplesmente dá teoria nos cursos de metodologia.
É ruim por vários motivos, principalmente teóricos, mas, também porque torna impossível ler a melhor produção lá de fora. Se o cara não quer saber estatística o suficiente para fazer análise, tudo bem, mas precisa pelo menos ser capaz de ler os caras que fazem.
Acho que também atrapalha o fato de que tem uns picaretas que aprendem meia estatística e começam a tirar onda, desmoralizando um pouco a coisa toda. A solução, naturalmente seria todo mundo aprender bastante estatística, o que expulsaria os picaretas da discussão. -
Comecei a acompanhar faz pouco tempo. Escreve bem, muito bem. É inteligente. Se tiver 40% da oratória do avô, vai longe. Mas não pode continuar só com as idéias do avô (que, ao menos, tinha a desculpa de ter participado das brigas do século XX).
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Rapaz, pra ser honesto, não conhecia esses sites. Mas acho que realmente lucraríamos se mais gente aqui no Brasil fizesse o tipo de estudo que o Anthony Heath ou o Robert Andersen fizeram sobre eleições no UK. Justiça seja feita, o Limongi sempre reclama dessa visão de que nossa democracia seria de alguma maneira singular, diferente de todas as outras.
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Acho que não, mas sem dúvida ajuda, porque solapa a legitimidade da oposição.
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Bem, a maior parte das oportunidades de emprego é mesmo na academia, que às vezes é mesmo barra pesada. Hoje em dia tem bastante gente prestando concurso para gestor público, e os que passaram que eu conheço gostaram. Dependendo do tipo de cientista político que você queira ser, diplomacia pode ser uma boa opção.
Ainda não há, eu acho, um mercado muito bom para cientista político assessorando político no Brasil, mas pode ser que haja coisas que eu não conheço.
E, bem, já que você prefere política à academia, há a opção de entrar para a política. -
Sempre que eu li algo dele a respeito de um assunto que eu entendia, achei superficial e verbalmente complexo, uma combinação "pior de dois mundos". Mas talvez seja bom e eu não saiba. O fato é que sempre que eu pedi para alguém que lê me explicar porque é bom, achei a resposta enrolação.
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Não sei, ando meio afastado da academia. Eu acho que da tradição radical, Negri e Hardt, sem dúvida. Parece que tem bastante gente lendo Zizek, Badiou, essas coisas, mas ainda não estou convencido de que sejam realmente feras. Na centro-esquerda, acho que muita coisa está girando em torno dessa turma da filosofia política, Habermas, Rawls, teoria da justiça, essas coisas, das quais, aliás, gosto muito. Não sei bem o que os conservadores andam escrevendo, gostaria de saber.
Um cara difícil de classificar é o Mangabeira. Mas ele é muito respeitado. -
Bom, se sua pergunta for "devemos ser ainda bolchevistas de algum tipo?", a resposta é não. Se for "tudo que os bolchevistas disseram ao longo de suas vidas é uma horrenda estupidez?", a reposta também é não.
O bolchevismo foi derrotado, como movimento e como idéia, pela social-democracia, mas, antes de mais nada, por suas próprias atrocidades. Mas os caras acabaram pensando muito mais que os social-democratas, por exemplo, a respeito da questão do subdesenvolvimento. Talvez haja idéias a serem aproveitadas ali, não sei. Em geral, prefiro ler outras coisas. -
asked by gustavares
Rapaz, ando sem tempo para nada. Se alguém quiser escrever sobre isso, recomendo começar pelo texto "A Social-Democracia e o PT" (algo assim) que saiu na Teoria e Debate no começo dos anos 90.
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Grande H.W. Bach! Espero poder escrever sobre isso em breve. Acho que o Raul vai tentar adotar o modelo chinês, mercado sem democracia (que beleza isso), mas ainda não sabemos bem quanta certeza se pode ter a esse respeito.
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É uma escola de pensamento, que tem seus clássicos e seus vieses (é assim que se escreve o plural de viés?). Em geral, quando me perguntam "Por que ler Marx?", eu respondo, "Olha, se não quiser ler, beleza, tem outras coisas boas para ler. Mas eu continuo tendo boas idéias quando leio."
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NPTO’s Bio
Celso Rocha de Barros, o culpado pelo blog Na Prática a Teoria é Outra, Doutor em Sociologia (eu sei, eu sei), Flamenguista, meio esquerdoso.

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