Ask me anything

RSS Feed
  1. All responses Most smiled responses
    1. Michel Leme

      Então, Alexandre, o Zé Walter é engenheiro formado, chegou a tocar na noite pelo que eu saiba, disco gravado não sei te dizer se ele tem. Ele foi um dos caras mais organizados que já conheci e me mostrou várias coisas legais na guitarra como alguns blocos e formatos de acordes que eu desconhecia na época, tive algumas poucas aulas com ele em 1996. A última notícia que tive dele, através do Mozart Mello, foi que ele estava trabalhando como engenheiro no metrô de SP. É um cara muito querido. Abraço!

    2. Michel Leme

      Então, já cantei e fiz backing vocal na banda de baile na qual trabalhei de 1992 a 1996. Eu até que sou afinado, mas este mundo não merece mais um tormento que seria meu timbre vocal... Mas estou sempre cantando através da guitarra. Digo isso porque se eu tocasse qualquer outro instrumento eu muito provavelmente tocaria as mesmas frases, me expressaria da mesma maneira. Então é importante cantar, mesmo para quem tem a voz feia como eu; é mais um meio de garimpar a música que está dentro da gente. Abraço.

    3. Michel Leme
    4. Michel Leme
    5. Michel Leme
    6. Michel Leme

      Eu vivo da música, e não refiro-me ao lado financeiro; eu vivo rodeado por música e vivo imaginando e tocando música. Então, esta é a forma de arte que faz parte da minha vida diária desde que nasci. Mas sempre que me exponho a outras formas de arte tenho prazer, sou desafiado, me encanto com a beleza, aprendo muitíssimo etc. É importante não bitolar só em música. A vida alimenta a música. Abraço.

    7. Michel Leme

      Obrigado, Bernardo. Bem, tocar algo e depois ficar insatisfeito ou mesmo triste com o resultado é uma boa parte da história da minha vida! hehehe Rio mas é a pura verdade. O sucesso está no processo, diz o sábio. Concordo com ele, porque é um grande processo de autoconhecimento, de paciência, de superação, de aceitação, enfim, não é fácil. Existe uma grande disciplina na música improvisada, é necessário firmar muitas bases pra começar a jornada, não é nada simples - e ainda tem gente que ignora esse fato e acha que música improvisada é tocar "qualquer coisa". Como manter a lógica no discurso musical? Como rimar uma frase com a outra? Como manter o próprio interesse na música que se está tocando? Enfim, estas e outras porradas de perguntas fazem parte. É coisa pra quem realmente ama tocar, é pra pessoas cuja vida é tocar. E passa-se por fases e mais fases. Eu digo que estou no começo ainda, porque a cada dia descubro e entendo alguma coisa. É um aprendizado intenso e riquíssimo se você estiver atento. E a coisa realmente tem seu lado difícil, por exemplo: quando você ouve uma gravação sua e detesta tudo o que tocou, metade ou que sejam 15% - o que já é um golpe duro, um soco no estômago. É dureza. Aí é se reerguer e trabalhar pra não repetir as mesmas merdas. Por outro lado, quando a música dá uma mera piscadinha pra você, muito rápida - como quando você sente que tocou o que ela precisava, por ex. - aí é como se você recebesse uma bênção que terá a duração de uns 3 anos... Pra quem não quer se submeter a este processo e pra quem não sente a necessidade VITAL de tocar, o melhor é, usando uma frase do Frank Zappa, que abra um franchising da Herbalife. Abraço..

    8. Michel Leme

      Marcos, o acorde meio-diminuto foi um dos que mais demoraram pra que eu fizesse algo razoável sobre. A idéia é tocar o modo lócrio 9 sobre ele, é um senso comum, basta sacar as gravações dos grandes improvisadores. Pra ficar mais prático: acorde Bm5b,7 => escala Dm melódica. Belê? A respeito de cadências onde ele apareça: não tem atalho, o lance é tocar acorde por acorde, porque cada acorde exige um conjunto de notas e mesmo algumas sendo coicidentes entre 2 ou 3 acordes, não dá pra fugir de tocar direito sobre cada um deles. Não existem fórmulas mágicas. Por isso, insista e fique tocando só sobre as sequencias de acordes sobre as quais você se ferra mais. Não tem outro caminho, experiência própria. Abraço.

    9. Michel Leme
    10. Michel Leme

      Desculpe a demora pra responder, Ronaldo. E obrigado por perguntar. Desde que comecei a tocar violão com meu avô aos sete anos eu já queria tocar guitarra, então já comecei a palhetar desde moleque. Eu até fazia alguns acompanhamentos sem palheta, mas já a utilizava na maior parte do tempo. Depois que passei pra guitarra aos 13 anos, eu demorei 05 anos pra encontrar uma palheta realmente decente e que combinasse com a minha maneira de tocar. Esta palheta é a que uso até hoje: a Dunlop 2.0mm, roxinha. Até então, tudo era um desastre em se tratando de palhetada para mim. nada dava certo e era muito frustrante tentar tocar as coisas que me vinham à mente. Depois dessa palheta, tudo mudou, porque ela permite um leque de dinâmicas muito grande. Então, recomendo que você teste várias palhetas e escolha a sua pelo que você sente que te faz você tocar melhor - conselhos de outras pessoas nem sempre são bem-vindos como "pra violão você tem que usar essa palheta" ou "pra guitarra acústica você deve usar a palheta x" etc. Tudo isso é como alguém te "prescrever" uma mulher, entende? Na maioria das vezes não funciona, porque só você sabe do que precisa e do que gosta numa mulher - e a mesma coisa com palhetas... Tecnicamente falando, ouve-se muitas coisas por aí que são pura besteira como caras que dizem "eu alterno tudo" e infantilidades do gênero. Ora, a música pede fraseados que podem ser executados com palhetada alternada, com "sweep picking", sem palhetar (usando ligaduras, slides) etc. Então, é importante que você estude várias técnicas pra, na hora de tocar, cantar no instrumento, ouvindo o que vem à sua mente e tentando expressar isso na guitarra. Desta maneira, você não fica pensando ou classificando o que toca como "sweep", "alternado", "ligado", e blablabla. Não, você simplesmente toca, indo para aquele caminho que a guitarra se torna extensão de você. É preciso cuidar sempre do repertório, seja de músicas, de técnicas, de "línguas" musicais etc. porque esses recursos (mais a musicalidade de cada um e o quanto se pratica) são o que nos possibilitam tocar música de maneira cada vez mais fluente, ao contrário de ficar presos a travas como classificar tecnicamente o que estamos fazendo no momento de tocar. Ter técnica nos possibilita ir para o próximo estágio, que é fazer música. Abraço.

    11. Michel Leme

      Obrigado, Paulo. Às vezes caras mais introspectivos fazem sons mais agressivos e "pra fora", contrariando o que se esperaria deles. Mas vejo que isso ocorre mais raramente, porque rdepois de conviver com alguns caras eu entendo o porquê deles soarem como soam ao tocar. Mas o mais importante nisso é continuar fiel à sua visão musical. Soe como soar, o que sai quando você toca é, no mínimo, uma parte importante de você, sem dúvidas. O lance é não "passar vontade", ou se "adequar" ao que as pessoas ou ao que o "mercado" exige de você. Não ter medo de tocar o que acreditamos ser o que há de mais verdadeiro é uma disposição que nos expõe muito mais às maravilhas da música. Abraço.

    12. Michel Leme
    13. Michel Leme

      Obrigado, Marcos. Infelizmente a gente vê muito essa postura lamentável de insistir em endeusar os norte-americanos e caras de outros países ricos - ricos em grana e não necessariamente em musicalidade, principalmente no atual momento. Nas redes sociais, que funcionam como microcosmos reveladores, se vê isso direto: um cara posta que vai tocar no bar da esquina de sua cidade aqui no Brasil e 3 pessoas "curtem"; aí, outro cara diz que está tocando em Londres e 150 pessoas "curtem" e festejam com comentários como "aí, sim" e outras merdas. Paga-paus patéticos de gringos, gentinha sem respeito próprio que derrete-se frente a estrangeiros, verdadeiras "Marias-Passaporte". Música não tem nada a ver com esse lixo; música tem a ver com Igualdade. Qual a diferença em valor artístico entre tocar na gringa e tocar aqui no Brasil? Mais: qual a diferença em valor artístico entre tocar num boteco onde se toca à vontade ou nos "grandes palcos" onde tudo passa a ser mais medido, ensaiado, planejado, e, consequentemente, cada vez mais morto artisticamente? Valoriza-se o CEP, o glamour e não a música em si. Proceder dessa maneira é igualar-se aos piores racistas. Abraço.

    14. Michel Leme

      Obrigado por perguntar,... Não sei seu nome. Esse papo é comum, é a velha conversa de quem acredita que "lá (nos EUA) é que está A COISA", uma idéia que só vem a perpetuar o complexo de inferioridade em relação a tudo o que é norte-americano que não é nada raro por aqui. Eu não partilho dessa opinião; temos que fazer som e exercer nossa arte onde vivemos, junto aos vários bons músicos que tem potencial pra desenvolver um som decente juntos. E não se trata de "jazz", trata-se de fazer música. Obviamente, se o som é improvisado, tem a ver com o espírito da música negra que é a raiz do que chamam "jazz", mas esse espírito tem a ver também com a música indiana, africana ou qualquer cultura musical na qual a improvisação seja importante. É esse espírito, essa vida na música que interessa, pelo menos para mim. E não importa de onde ele venha ou esteja, música não tem pátria. Quando eu tinha uns 20 anos eu cogitei essa possibilidade de ir pros EUA “tentar a vida”, obviamente influenciado pelo complexo de inferioridade corrente em nossa cultura, mas não nunca tive grana pra isso e a vida levou-me para outros lados logo em seguida e, quer saber?, foi ótimo, porque todo dia atesto que a música está dentro de cada um, assim como está presente numa simples reunião de pessoas que amam tocar e que respeitam e ouvem de verdade umas às outras ao fazer som coletivamente. A música acontece em qualquer lugar onde existirem condições para que ela aconteça. O valor está no som e não no CEP. Abraço.

    15. Michel Leme

      Obrigado, Gabriel. Realmente a minha opinião não é nada importante, e a coisa fica menos relevante ainda quando é pra falar de outro guitarrista. Se você gosta ou não do som seja de quem for, a questão está no som e não na opinião de terceiros. Nestas horas a melhor resposta, a mais construtiva, talvez seja: por favor, vamos tocar mais e tentar especular menos sobre o que um músico pensa sobre outro, ou seja, vamos fazer algo que realmente nos ajude a melhorar como músicos. Esta é minha opinião, a única que talvez valha algo. Abraço.

    16. Michel Leme
    17. Michel Leme
    18. Michel Leme

      Rodrigo, de fato eu não falo sobre "capitalismo versus socialismo". Eu levanto a discussão em torno do capitalismo apenas, porque eu não posso concordar com um sistema que é baseado na desigualdade e no tal crescimento perpétuo que vem acabando com o planeta. Obviamente, a ideologia dominante faz as pessoas acreditarem que esse consumismo todo é bom e que é "obra de Deus" a maioria da população viver em estado de miséria para que uns poucos vivam como reis, etc. Aí você começa a pesquisar algumas coisas e ver que a mídia, o Estado e os tri ou bilionários dos monopólios manobram para que tudo continue como está porque eles estão lucrando de forma absurda, a despeito de toda a miséria e destruição que causam. E aí você percebe, bem próximo de você, como reflexo dessa ideologia dominante, que muitos colegas seus de profissão são uns vendidos individualistas porque ignoram estas coisas e acabam por proceder como meros executores do que o sistema quer ao, principalmente, confundir 'trampo' (trabalho pra pagar contas e sobreviver) com arte de fato. E como isso se dá? Quando se portam como competidores ao tocar, quando fazem um som pré-moldado e com adaptações mercadológicas (ingênuas ou não) ao gravar seus discos, quando provam não ter nenhuma consciência de classe etc. Então, é óbvio que a lógica ilógica do capital, que inverteu os valores da sociedade, invadiu a música, assim como invadiu todos os ramos de atividade do Homem. É lamentável e é preciso levantar essa discussão pra que algo possa mudar. E não sou só eu o insatisfeito; acompanhe o que está rolando no mundo: trabalhadores dos países ricos insatisfeitos (pesquisa sobre o grau de "engajamento" no trabalho), Ocuppy Wall Street, a primavera árabe... Passo muito longe, mas a anos-luz, de ter a resposta sobre qual deve ser o sistema a substituir esse atual e duvido que alguém tenha, mas, pelas razões acima, eu não quero esse sistema. Abraço.

    19. Michel Leme

      Doglas, pega a melodia de ouvido, por favor. Segue a harmonia:

      2/4 B7M | E7| A7M | D7 | G7M | C7M | B7M | F#7 ||
      || B7M | E7| A7M | D7 | G7M | C7M | B7M | G#7||
      || C#m | F#7 | Em | A7 | D7M | Dm G7 | C7M | C#m F#7 ||
      || B7M | E7| A7M | D7 | G7M | C7M | B7M | F#7 ||

      Forma: AABA. Abraço!

    20. Michel Leme

      Obrigado, Paulo. Sugestões: 1) toque e grave como você soa junto com uma banda. Não confie na regulagem do seu equipamento feita em casa, porque em casa o volume é completamente irreal perto do volume que é necessário com uma banda. Lembre-se: quando o volume muda, toda a regulagem muda junto; 2) tente reproduzir o som que você tem na mente com os recursos que você tem no momento; 3) Não se iluda com todo o falatório existente sobre timbre e equipamentos; simplesmente toque o máximo que puder. Tocando mais você vai aprendendo e caminhando para melhorar tudo, inclusive o timbre. Abraço.

Michel Leme

São Paulo, Brasil

www.michelleme.com

friends
smiles
18 all-time

Michel Leme’s Bio

Facebook:http://www.facebook.com/michellememusic
Myspace: http://myspace.com/michellemeguitarist

Advertisement

Who Michel Leme responded to

  • Diego Maderal
  • Bruno
  • Thiago Alves
  • Tulio
  • Felipe Silveira
  • thiago
  • Luis Philippe Sacramento
  • Davi Machado Jr.
  • Marcelo Zarske
See all »

Who is following Michel Leme

  • WISMEK
  • aquieles
  • Gerson Laurentino
  • Ka Luthieria
  • Paulo de Tarso
See all »