Um segundo, deixa eu pôr os óculos.

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    1. Richard

      Com que idade, mais ou menos, você começou a ler frequentemente?

      Não sei. Nunca contei quantos livros li, nunca cronometrei leituras, mas os livros que li foram lidos como um homem que percorre o corpo de uma moça virgem na noite de núpcias: com calma, paciência, e muito amorzinho.

    2. Marcos

      Cite um casal (oficial ou não) que você gosta ou gostaria de ver junto em alguma série, filme, livro, HQ, anime e/ou mangá. Se possível, poste uma imagem deles.

      Drauzio Varella e Richard Dawkins. Personagens de qualquer gibi de terror classe Z, ou do filme "A casa dos mil corpos".

    3. André

      Vc acha que compensaria para o país investir decentemente no exército?

      Acho que sim, independente dos fatos, quero dizer, da nossa realidade geopolítica, que é a seguinte: estamos cercados de países fracos, pobres e desunidos; estamos destinados a ser a potência local, a hegemonia regional de qualquer maneira; a Argentina, que pode vir a ser um problema no futuro distante, está no fundo do poço e não sairá dele tão cedo; o Chile é um caso sui generis, uma ilha - geograficamente e de racionalidade - que não é hostil nem teria como exercer hostilidade alguma e que está se lixando para o resto; nossa relação com os americanos é muito boa, tranquila e a geografia da América do Sul dificultaria qualquer tipo de ação militar em grande escala (movimentação de grandes exércitos), o que é ruim para nós e muito pior para os nossos vizinhos - vivemos mais ou menos insulados pela floresta amazônica e os Andes.

      Apesar disso tudo, é natural que um país grande, riquíssimo em recursos naturais e com um potencial imenso ainda inexplorado, mal explorado ou começando a ser aproveitado em várias áreas acabe desenvolvendo forças-armadas à altura. O tamanho do Brasil e suas prioridades exigem isso.

      Claro que nunca vamos ter forças-armadas no nível dos EUA, que precisam delas porque, bom, precisam - mas aí já são outros quinhentos, eles são um cachorro grande, bem grande, tem compromissos externos, querendo ou não teriam que se meter em quase todos os lugares, aquela história de que grande poder traz grandes responsabilidades, etc.

      Deixo a Rússia de fora por ser um caso específico. Sem levar em conta a escalada armamentista da guerra fria, ela precisa se proteger de várias ameaças à sua volta e, por ser uma ditadura eterna na prática, só mudando a fachada (czarismo, comunismo e agora um capitalismo de Estado ultra-autoritário) não vive sem forças de segurança interna onipresentes, um aparato que sai muito caro mas nunca foi opcional para eles. É isso ou a anarquia.

      O que o Brasil pode vir a ter um dia são forças no nível de uma Inglaterra ou França atuais, uma sombra do que estas foram no auge. Países que já estiveram em posição de liderança mundial e depois decaíram. Ainda assim, restaram uma aviação de guerra e marinha respeitáveis e um exército com forte capacidade expedicionária. Talvez um pouco menores que as deles, sobretudo nas partes mais sensíveis e, óbvio, incrivelmente caras. Ou seja, o Brasil não desenvolverá bombardeiros estratégicos, uma frota de submarinos nucleares capaz de lançar mísseis balísticos nem divisões de mísseis intercontinentais baseados em terra, em silos. A chamada tríade nuclear. Ao menos não numa quantidade real, que faça alguma diferença. Algumas unidades disso aqui, outras unidades daquilo mais pra lá, dissuasores vários num nível modesto. Não faria sentido uma nação superdesenvolvida com ambições limitadas à América do Sul torrar trilhões para manter uma estrutura feita para aniquilar um continente inteiro. Ou dois.

      Por falar nisso, nem as ex-potências mencionadas têm tais forças num nível devastador. Cortam ao máximo o que podem e onde podem faz uns vinte anos.

      E há a mentalidade do brasileiro, pacato, indolente e avesso à guerra. Não temos o gosto pela guerra, muito menos o amor à conquista no sangue, entre outras falhas. Esse assunto esgotei faz meses, por isso termino aqui.

    4. Alfredo della Scala

      Quais livros que tocam na natureza da matemática?

      Há dois livros particularmente preciosos como introdução à matemática:

      "An Introduction to Mathematics" - A.N.Whitead
      "Introduction to Mathematical Philosophy" - Bertrand Russell

      Ambos são de leitura agradável e relativamente acessível, e a notória importância de seus autores dispensa comentários adicionais.

      Caso você queira algo num nível já mais avançado, recomendo "The Principles of Mathematics", de Bertrand Russell.

    5. cydlos

      acha injusto o tratamento aos professores no Brasil? acha que deveriam ganhar salários mais altos?

      Acho que superestimamos o papel do professor, ao menos tal como acontece aqui -- não só no Brasil, mas já que é o que está em questão... Basta uma olhada em algumas campanhas realizadas na Internet em prol de maiores salários pra reparar o quão idílicas são nossas noções sobre o papel do educador.

      Todos nós já tivemos bons professores, alguns mais marcantes do que outros, mas, via de regra, dependendo do curso superior que fizermos, não percebemos o quão limitada era a forma como abordávamos determinada matéria nos tempos da escola? É bonito achar que o professor prepara o aluno para o futuro, para a vida, mas, na prática, o que é feito se não uma aplicação de preceitos pedagógicos idiotas tirados de Piaget e Paulo Freire? E o Ensino Médio, o que é, além de uma preparação sistemática pro concurso do vestibular? E, nesse caso, se os professores são tão competentes, por que o sucesso dos recursos extra-escolares(i.e., cursinhos pré-vestibulares e reforços particulares)?

    6. Dionísio Areopagita

      Tentei, mas não consegui entender a ideia de que Deus não tem causa, que ele é incausado, incriado, eterno, etc. É o que falta para eu deixar de ser ateu, mas não consigo dar esse passo. Como entender isso?

      Deus é a causa incausada fundante de todas as causas que são elas mesmas causadas por outras causas.

      Um regresso infinito de causas significaria que nenhuma das causas da cadeia é realmente uma causa, na medida em que nenhuma dessas causas tem poder de causar a não ser recebendo esse poder de outra causa.

      E se uma causa só existe na medida em que é causada pela anterior e a anterior , por sua vez, só existe por ser causada por uma outra e esta por outra e assim ad infinitum, então nenhuma delas tem em si autonomia na existência.

      Todas dependem das anteriores.

      A imagem clássica para se compreender isso é pensar numa pedra movida por uma vara movida por uma mão humana.

      A pedra só se move por causa da vara, a vara só se move por causa da mão e a mão só se move por causa da vontade. O real motor nessa cadeia é a vontade, pois ela move a mão que move a vara que move a pedra.

      Se não houvesse fim nessa cadeia, não haveria um real motor, pois cada um elo dessa cadeia só se move pelo outro.

      Isso independe da cadeia ser temporal ou não, circular ou não, eterna ou não.

      Uma cadeia infinita e eterna sofreria da mesma deficiência.

      Por outro lado, uma cadeia infinita de causas significa ausência de explicação e, no limite, irracionalidade do mundo. Numa cadeia infinita de causas, cada causa remete à anterior e esta à anterior, etc. Assim sendo, nenhuma explicação de nenhum fenômeno seria possível, pois todas as explicações, quaisquer que fossem, remeteriam à outras e à outras e à outras ad infinitum.

      Em algum momento, na explicação de qualquer fenômeno que seja, a cadeia causal deve encerrar-se pela postulação de uma causa que, sob aquele ângulo, é uma causa última, da qual todas derivam.

      Por exemplo, se digo que explico determinado comportamento observável no mundo físico, quero dizer que explico esse comportamento evidente por outras causas não-evidentes e essas por outras e essas por outras, até que chega um momento em que simplesmente digo: sob o aspecto físico, tal é a causa fundamental daquele comportamento observável estudado.

      Se a física somente recuasse sempre de novo na cadeia causal, não haveria nenhuma explicação dos fenômenos físicos.

      Da mesma forma, quando se trata da origem última de todas as coisas, físicas ou não, um regresso infinito de causas não explica nada, pois cada membro da cadeia depende de outro anterior para vir a ser.

      Ou seja, tudo aquilo que um dia não existiu, e que existe agora e não existirá mais no futuro deve sua origem a outro ser existente. Só o fogo existente pode esquentar a água.

      Da mesma forma, esse ser existente que é origem de outro ser existente também teve sua origem em outro ser existente, e este em outro, ad infinitum.

      O ponto é que, se há uma cadeia infinita de regresso causal, então não há causa verdadeira, da mesma forma que se não houvesse a vontade, não haveria causa verdadeira para a mão que move a vara que move a pedra.

      Se todas as causas que conhecemos são contingentes, ou seja, um dia não existiram, existem hoje e amanhã não existirão e se cada uma delas só existe ou existiu por causa de outra cauisa existente, então nenhuma delas é causa real de nada, todas dependendo de outras que dependem de outras.

      Assim, se cada uma das causas é contingente, a própria cadeia é contingente, poderia não existir. Há que haver uma causa que seja a causa de todas as causas contingentes e que seja, ela mesma, não contingente. Pois se fosse contingente, ou seja, dependesse de outra causa anterior, cairíamos no mesmo regresso ao infinito.

      Deus é essa causa incausada. Por ser incausada, ou seja, não depender de nenhuma outra, ele é ilimitado, pois aquilo que tem causa tem limites, uma vez que recebe seu ser de outro.

      Sendo sem limites, é simples, pois só tem partes o todo limitado.

      Se é simples, não tem partes para atualizar e sem partes para atualizar, não está no tempo, logo é eterno.

      Se é eterno, não tem começo ou fim, logo é incriado. se é incriado, não é criação de nenhum outro, logo é incausado.

      Lembre-se, no entanto, que sendo eterno, ele é causa de tudo o que foi, é ou será um dia. É causa agora, pois só existimos pq Ele é a causa última de tudo.

      A causalidade divina, então, é atemporal e independe de um universo infinito no tempo ou não. Pois mesmo que o universo fosse infinito no tempo, ou seja, que não tivesse começo, ele ainda seria formado de causas que dependem de outras causas ad infinitum e, por isso, exigirria uma causa incausada.

      ...

      Leia "Filosofia Concreta", "Ontologia e Cosmologia" , "Homem perante o infinito" de Mário Ferreira dos Santos

      "The last Superstition" e "Aquinas" de Edward Feser

      Sua Teológica de Tomás de Aquino

      http://www.formspring.me/Areopagita/q/286155001808558776

    7. meiapataca

      Você sabe bastante sobre o quê?

      ENFIM CHEGOU O DIA :(

      Desde que estou aqui receio esta exata precisa pergunta. Não sei bastante sobre nada :(

      Tenho dois planos, e será bem difícil concretizar os dois ao mesmo tempo. Um é saber bastante sobre VERSO. Retórica é um interesse forte, também, num sentido bem amplo, e que acho que só ajuda ao caso.

      O outro é ser sábio 8Y

      Ao fim do ano que vem tenho a obrigação formal de ter concluído uma história das tentativas de inserção de metros clássicos em português.


      MENTIRA SEI BASTANTE SOBRE UMA COISA

      Tenho uma excelente capacidade prática, derivada de temperamento guiado por técnica, de ficar sozinho por tempos enormes sem me entediar. Posso ficar sozinho e sem nenhum estímulo divertido, aliás. Parece besta (a mim me parece besta), mas [talvez esteja a me convencer de que] é algo a se orgulhar, e só recentemente terminei de aprender o básico. Agora é levar testes adiante, e aplicar às mil coisas :)

    8. Gustavo

      Sendo a arte sem utilidade, qual o sentido de discutir a utilidade de imagens em obras de arte?

      Somente coisas inúteis têm valor real; tudo o mais só vale na medida em que ajuda a alcançá-las. Pode-se questionar o sentido de um trabalho chato e responder que ele faz dinheiro; pode-se questinar o sentido do dinheiro e respoder que ele é necessário pra sair com a namorada; mas não cabe questionar o sentido da namorada: ela, como arte, como pudim, pertence à categoria das coisas que não precisam fazer outra coisa acontecer, que se bastam porque são boas em si mesmas.

    9. Gustavo

      Gosta de tatuagem, Gustavo? Você tem alguma? Caso não tenha, gostaria de fazer alguma especificamente?

      Não tenho tatuagem e não penso em fazer porque sempre posso mudar de idéia. Já li Emir Sader sem achar medonho, temo pelas ruindades hoje invisíveis para mim e que podem se revelar aos meus olhos um dia. .

    10. Alexandre Soares Silva

      Você é espírita? Fiquei decepcionado.

      Não sou mais, entrei para a cientologia ontem. Tenho agora a sua admiração?

    11. Alexandre Soares Silva

      Sensacional o seu texto "Tudo junto e misturado", na Alfa. Melhor retrato do Brasil jamais publicado em periódicos nacionais, digno de figurar em antologias.

      Obrigado! Fiquei satisfeito também.

    12. Alexandre Soares Silva

      Me explica uma coisa: eu li ontem seu texto dos Brâmanes e no último parágrafo, naquela lista de artistas, o nome do JP Cuenca está lá. Reli o texto hoje e a menção ao Cuencão sumiu. O q houve? Ficou com medinho? Ou leu o autor e descobriu q ele é GÊNIO?

      "Ficou com medinho". Alguém que não tem coragem de por o nome nem no formspring me dizer isso. Reduza-se à dimensão da sua paúra.

      Você acha que eu controlo a versão online do texto que escrevi para ser impresso? Vou, contudo, contar-lhe uma anedota.

      Na semana passada meu editor recebeu o JP Cuenca na sala dele. A certa altura ele disse, "E temos um colunista novo muito bom, lê isto", e deu esse texto para o Cuenca ler, esquecido que havia uma menção negativa a ele bem lá no finzinho.

      JP Cuenca foi lendo com um leve sorriso, mas quando chegou no último parágrafo ergueu as sobrancelhas, e seu cachecol tremulou no vento, acariciando as samambaias que ficam atrás da cadeira de visitante. Disse que ele não era bem assim, que não tem essa fixação com pobre, etc. Meu editor, embaraçado - ainda mais porque, segundo ele, JP Cuenca foi "um gentleman" e muito simpático durante a conversa toda.

      Termina que ele vai escrever um texto se defendendo na próxima Alfa. O motivo de apagarem a menção a ele na versão online, não sei.

    13. Rodrigo Violante Spagnol

      o que você acha do voto obrigatório? deveria continuar? você acha que isso contradiz sua liberdade política mesmo que possa votar em branco?

      Já pensou que se acabassem ao menos em parte com os votos a política seria muito melhor? Ficar deslumbrado com escolha de político é coisa de jeca. "Oh, estou exercendo minha cidadania!". Já imagino um pobre coitado se sentindo muito digno e votando num picareta.

      "Vontade geral" uma pinóia, bem sabiam os gregos que democracia não é só voto. Vamos fazer uma tentativa: eleições parlamentares apenas na base da SORTE. E não vale querer se eleger. Os "candidatos" seriam qualquer ser humano não maluco, sem antecedentes criminais, mais de 50 anos, com ensino médio e algum dinheirinho. Aí você pega os eleitos e passa um provinha bem simples neles: o que eles sabem do que está acontecendo no mundo, se sabem ler e escrever direito, fazer contas etc. Se reprovados, novo sorteio eletrônico. Mais provinha até achar quem dê para o gasto. Tudo sem alarde, sem horário eleitoral, santinho e Eieieiemael. Estes mesmos parlamentares escolhidos aleatoriamente na sociedade (tirando as restrições que citei) elegeriam o primeiro ministro e este os membros do seu governo. E por aí vai.

      APOSTO que melhoraria.

    14. Alexandre Soares Silva

      Comprei uma revista com o Senna na capa pra ler um texto seu. Se isso não é amor, não sei o que é.

      Obrigado! Mas diz, não expliquei o Brasil definitivamente em meros 5000 toques? Coma a farinha dos vencidos, Gilberto Freyre!

    15. Thiago

      Você prefere ser sã... "santo", ou experimentar a LoL... "loucura"? rsrs

      Queria ser ele.

    16. André

      o que você acha do voto obrigatório? deveria continuar? você acha que isso contradiz sua liberdade política mesmo que possa votar em branco?

      Ah, a importância infantil que se dá ao voto no Brasil - e ao cargo de Presidente, como se este fosse um delegado de Deus na Terra - levando em conta a alta e média burocracias encravadas no poder, a máfia dos governadores, o Congresso, etc.

      Estou me lixando pra isso. Anulo meu voto pra quase tudo desde que comecei a votar. Bem, quer saber? Que acabasse. Aí sim veríamos a real quantidade de gente interessada na tal féstia da dimócrassia.

      Sou a favor do voto censitário (por renda) e capacitário (intelecto). Um dos links abaixo trata disso, de passagem.

      Me lembro de um professorzinho na faculdade de direito, um dos vários Nepomucenos e Epaminondas da vida, que falava assim: "Dinheiro é tudo na vida?" Os alunos respondiam: Nãããão!!!

      "Muito bem! Certo! Pois o dinheiro é... MAIS do que tudo na vida!"

      É que ele era um professor de cursinhos pra concursos também, desses que faz o tipo retardado motivacional.

      Esse desclassificado dizia que o voto no Brasil não era obrigatório, afinal você podia anular ou votar em branco. "Apenas o comparecimento no local de eleição é obrigatório." Nossa, que diferença... raciocínio próprio de um burocrata, aliás.

      Dada a natureza bovina de qualquer povo, o nosso então nem se fala, a mera obrigação de ter que ir lá votar já induz ao voto. O sujeito pode até ir sem vontade, mas chegando no lugar acaba votando em alguém. Bom, que votem e vão todos pro inferno.

      Fora que há milhões de toupeiras que acreditam num tal de voto útil. Raimunda está na frente, Raimunda vai ganhar, Jurema não tem a menor chance... logo, vamos todos votar na Raimunda porque, ora, ela está na frente, porque não quero "desperdiçar meu voto".

      Falam muito em eleitor consciente. Usam outra palavrinha ainda mais nojenta do que essa: politizado. A terceira mais nojenta atual é ética; a quarta, republicano.

      Desnecessário dizer que 90% desses conscientes são um caso perdido. Mas ninguém fala no eleitor inconsciente ou teleguiado. Tenho mais respeito por esse, porque é uma besta e assume que é uma, não fica posando de informadinho.

      Achei que já tivesse falado em voto, mas do pouco que falei em política nacional e Brasil fui por outro caminho:

      http://www.formspring.me/DerelictLV426/q/316581912510479617

      http://www.formspring.me/DerelictLV426/q/316966853828164778

      http://www.formspring.me/DerelictLV426/q/318833335621125083

      http://www.formspring.me/DerelictLV426/q/316350801867971885

      Como pode se ver, sou um amante da democracia e um pai do povo consumado, um nhônhô paternalista.

    17. Carlos Augusto
    18. Alex Magus

      Não acha estranho o Gripp se dizer tão culto e escrever tão mal em português?

      hahaha! Não basta o cara saber uma dúzia de línguas, ser professor de filologia grega, conhecer música clássica e cultura geral.. ele tem que escrever em um estilo que agrade os anônimos sedentos por estética das redes sociais. Se vocês tivessem 5% desse rigor com seus professores universitários, e com vocês mesmos, o mundo seria um lugar mais agradável.

    19. Evelyn Petersen

      O que acha do Feminismo, Evelyn? Tudo umas bobas peludonas?

      Me parece que a conquista das liberdades civis que justificavam a existência do feminismo o deixou num vácuo que agora é preenchido por melindres e reivindicações inócuas. A cultura feminista nos dias de hoje é o maior reservatório de paradoxos. Exaltam o útero e ao mesmo tempo lutam pela legitimidade do aborto; consideram a feminilidade uma construção cultural ao mesmo tempo em que cultuam uma suposta supremacia feminina que dá vazão ao desprezo pelo sexo oposto; desejam extravasar a própria sexualidade mas não querem ser tratadas como objeto, e assim vai.

      O que se passa na cabeça das feministas é que a sociedade tem uma dívida histórica que deve ser sanada através da hiperafirmação radical daqueles aspectos sob os quais a mulher supostamente teria sofrido algum tipo de repressão na história (estejam relacionados ao poder, à sexualidade ou ao espaço ocupado na sociedade), e nesta hiperafirmação acabam eliminando características constitutivas, como se tudo o que se relacionasse ao feminino fosse um papel imputado por um tipo de cultura dominante.

      Na maior parte das vezes o que você vê é um discurso sexista e autoglorificador baseado num entendimento superficial e desarticulado do mundo, que não só confunde o papel da mulher, quanto tem por efeito colateral confundir o papel do próprio homem.

    20. B

      "E ainda criaram a cultura moderna do vinho e da cerveja." Sério? Como assim?

      A enologia moderna é toda derivada do trabalho de pesquisa e cultivo de vinhas. Toda a terminologia, a diferenciação de tipos de uva, a classificação de regiões de solos, tudo foi feito pelos beneditinos. As vinícolas mais famosas eram todas de abadias beneditinas, quem é que andou pela região vinícola da Borgonha (aliás, os beneditinos eram muito poderosos na Borgonha, por isso que essa região se especializou tanto em vinho) vai ver que era tudo beneditino que foi expropriado na Revolução.

      A origem monástica da cerveja ainda é mais facilmente perceptível porque as principais regiões estavam fora da França e portanto não tiveram sua propriedade expropriada nos decretos de 1792.

      Mas toda a técnica moderna de vinho e cerveja foi criada em mosteiros beneditinos na Idade Média. um vinho grego ou romano antigo seria insuportável para o gosot moderno (no caso do grego, é, porque um vinho que remonta à antiguidade como a retsina é tido como um vinho menor).

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