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    1. Gustavo
    2. Gustavo

      Agora que mudei pra Vitória, vou correr na praia às oito, dia sim, dia não. Baixei os livros de histórias marítimas que eu queria ler há tempos e os ouço enquanto isso no mp3. O atual é Moby Dick. No fim tomo água de côco. Depois estudo pra concorrer à bolsa de pesquisador pós-doc e desenho.

    3. Gustavo
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    6. Gustavo
    7. Gustavo

      Só quem está ameaçado aí são os quadrinhos; muita coisa ruim pode surgir, não apenas por incompetência técnica mas pelo fato de que há livros que funcionam mal se narrados em outros meio. Por outro lado, é uma boa oportunidade para melhorar histórias mal contadas na literatura (prefiro o Drácula de Crepax ao de Bram Stoker) e, no caso de boas obras onde a ação é importante, para a criação de bons quadrinhos (Rei Davi de Clive Baker, por exemplo).

    8. Gustavo

      Depende. Acho que o filme mais antigo de que eu gosto sem reservas é A Queda da Casa de Usher, de Jean Epstein, que é de 1928. O que eu vi de antes disso me causa mais admiração que prazer. É um caso parecido com o da pintura da Idade Média de antes do Gótico: respeito o valor histórico que claramente está ali, entendo que sem aquilo o que eu gosto não poderia existir, mas são tantas as falhas grosseiras, os meios estão ainda tão aquém das intenções que não consigo ir muito além da admiração e do respeito.

    9. Gustavo

      A dicussão pode enriquecer a percepção da obra. Pode também recuperar sentidos que foram se perdendo com o tempo (Panofsky faz isso). Teoria e crítica são importantes; o que pode dar a impressão contrária é o imenso volume de picaretagem na crítica do século XX e atual; mas isso é porque uma época de arte picareta tende a gerar uma crítica picareta, não é um problema da discussão em si mesma.

    10. Gustavo

      Vale se você gostar o suficiente de pintura e quiser entendê-la melhor. Nisso eles ajudarão com certeza. Não que eu censure alguém por não querer ler sobre, já que minha relação com a música é de ignorância conformada também.

    11. Gustavo
    12. Gustavo

      Pra homem infelizmente há menos opções de desenhos já testados pelo tempo e que fiquem bem em tatuagens. Há muitos bons desenhos art nouveau, mas todos os que me ocorreram são femininos demais.

      Além desses, eu descartaria dragões, pelo desgaste da figura. Se eu fosse fazer e soubesse árabe, talvez escolhesse alguma coisa da caligrafia islâmica, mas o risco do tatuador e eu mesmo trocar por um verso sagrado por ‘farofa’ me desanimaria. Convém evitar tatuagens numa língua que não se sabe.

      De modo que voltamos aos desenhos tirados de obras clássicas. Provavelmente escolheria algo tirado dos Ukiyo-e, estampas do Japão feudal. Com alguma simplificação e adaptação (tirando as plantas atrás, simplificando os cordões etc.), esse pássaro levando uma espada nas garras daria uma boa tatuagem: http://pinterest.com/pin/242279654923863980/ Gosto da segunda imagem também; se fosse fazer tatuagem simplificaria um pouco os ramos mas de resto está perfeito: http://www.ukiyoe-gallery.com/ukiyoe/a.crow3.jpg

      De um modo geral desenhos tirados daqui costumam ser de bom gosto: http://www.wikipaintings.org/en/paintings-by-style/ukiyo-e?firstArtist=utagawa-kuniyoshi#artist-utagawa-kuniyoshi

      Um bom jeito de achar coisas é digitar ukiyo-e e nome da figura desejada (bird, etc.) na busca de imagens do google.

      Princípios gerais: quanto menos cores além do preto, quanto mais contraste houver, e quanto mais simples, melhor.

    13. Gustavo
    14. Gustavo

      Hahaha
      Se é pra defendê-los assim prefiro que continuem na sombra. Imagine os livros que escreverão se as pessoas que se interessam por minorias passarem a gostar deles.

    15. Gustavo

      Não tenho tatuagem e não penso em fazer porque sempre posso mudar de idéia. Já li Emir Sader sem achar medonho, temo pelas ruindades hoje invisíveis para mim e que podem se revelar aos meus olhos um dia. .

    16. Gustavo
    17. Gustavo

      Alex Castro é o Dragon Ball das minhas leituras da internet: não é porque tomou um rumo errado depois que eu vou negar o que fez antes por mim. Sem entrar no mérito de seus textos – e gosto de outros ainda, como os da Escola Urbana –, foi ele que me apresentou a Gibbon, ao Romance da Pedra do Reino e aos Wuderblogs.

    18. Gustavo

      Somente coisas inúteis têm valor real; tudo o mais só vale na medida em que ajuda a alcançá-las. Pode-se questionar o sentido de um trabalho chato e responder que ele faz dinheiro; pode-se questinar o sentido do dinheiro e respoder que ele é necessário pra sair com a namorada; mas não cabe questionar o sentido da namorada: ela, como arte, como pudim, pertence à categoria das coisas que não precisam fazer outra coisa acontecer, que se bastam porque são boas em si mesmas.

    19. Gustavo
    20. Gustavo

      Não conhecia, mas navegando rápido por lá achei coisas boas, sim.

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