
Blog menciona 18 artigos cientificos que "dão suporte" ao ID http://alturl.com/3hf29 Já ví que eles citam o novo artigo do Behe, que não dá nenhum suporte ao ID. Imagino que com os outros 17 acontece o mesmo (distorções e esquecimentos) Poderiam comentar?
Alguns desses artigos, como o de Stephen Meyer e o de Behe - que saiu no Protein Science - foram dissecados na blogosfera, assim como alguns conceitos presentes nos artigos do IEEE de Dembski e Marks sobre "informação ativa".
Gishlick, Nick Matzke, and Wesley R. Elsberry (2004) Meyer's Hopeless Monster Review of Meyer, Stephen C. 2004. The origin of biological information and the higher taxonomic categories. Proceedings of the Biological Society of Washington 117(2):213-239. Talkreason [http://www.talkreason.org/articles/Meyer.cfm]
http://pandasthumb.org/archives/2004/09/the-meyer-2004.html
http://www.talkreason.org/articles/active.cfm
http://www.talkreason.org/articles/olle.cfm
Veja especialmente os comentários desta thread do Panda's Thumb [http://pandasthumb.org/archives/2007/09/how-does-evolut.html] em que um dos colaboradores de Marks,Tom English, participa e mostra como a chamada “informação ativa” não pode ser utilizada como bandeira para o DI. O laboratório de Marks, a despeito das simpatias de Marks e da participação de Dembski, não está trabalhando com o DI, como bem ressalta English.
Alguns dos comentários de English são um tanto técnicos e abstratos, mas para ele, a evolução, simplesmente, não pode ser vista como um processo ou algorítimo de busca, o que é muito diferente do que dizer que ela não ocorre. Claro, o pessoal do DI deixa estes detalhes de lado e age com se este tipo de opinião invalidasse a evolução, quando na verdade só invalida a abordagem deles contra ela. Portanto, de novo a irrelevância da posição deles fica clara.
Veja também: http://www.formspring.me/Evolucionismo/q/871963639 e http://www.formspring.me/Evolucionismo/q/635607744
O novo artigo de Behe, publicado no The Quartery Review of Biology este final de ano, é um exemplo da estratégia dos membros do Instituto Discovery. Neste artigo Behe ele nem menciona a “complexidade irredutível” e o “Design Inteligente”, apenas comenta sobre a prevalência de um tipo de mutações adaptativas, as que causam perda/alteração de função). Os trabalhos de Axel, da mesma forma, apenas, indicam que as proteínas teriam baixa resistência a mutações em seu centro (core), mas como ele trabalha com mutações múltiplas e apenas no “core”, os trabalhos dele são pouco relevantes para os argumentos de Behe. Outros trabalhos, por outro lado, indicam que esta tolerância é bem maior. Veja, por exemplo:
Musgrave, Ian F., Reuland, Steve and Cartwright, Reed A. Theory is as Theory Does.(postado por Reed A. Cartwright em 11 de Outubr, 2004 11:06 AM) Panda's Thumb disponível na URL [http://pandasthumb.org/archives/2004/10/theory-is-as-th.html]
Além disso, veja um post recente no evolucionismo [http://evolucionismo.org/profiles/blogs/incoerencia-irredutivel] sobre a complexidade e irredutível feito a partir de um artigo, escrito por três filósofos Belgas, que trucidam Behe na mesma edição do The Quartery Review of Biology em que Behe publicou o seu artigo sobre mutações adaptativas.
Boudry, M., Blancke, S., & Braeckman, J. (2010). Irreducible Incoherence and Intelligent Design: A Look into the Conceptual Toolbox of a Pseudoscience The Quarterly Review of Biology, 85 (4), 473-482 DOI: 10.1086/656904; que pode ser encontrado em http://sites.google.com/site/maartenboudry/irreducible-incoherence
Alguns do artigos de Dembski são apenas críticas e tentativas de se levantar dúvidas sobre alguns trabalhos com simulação de evolução, como os trabalhos de Tom Schneider com o programa ev e de Chris Adami, com o Avida.
http://www.ccrnp.ncifcrf.gov/~toms/paper/ev/dembski/
http://www-lmmb.ncifcrf.gov/~toms/paper/ev/dembski/specified.complexity.html
http://www.formspring.me/Evolucionismo/q/1387948819
http://www.formspring.me/Evolucionismo/q/635607744
O ponto principal que precisa ficar claro é que os argumentos nestes artigos são basicamente picuinhas negativas sobre algum aspecto da biologia evolutiva (ou sobre a computação evolutiva e os algoritmos de busca desta disciplina), sem a menção a qualquer Designer inteligente que é o costumeiro "dead end" obscurantista da argumentação dos Criacionistas do Design Inteligente. Caso estes artigos não fossem feitos por afiliados do Instituto Discovery e simpatizantes do Design Inteligente, ninguém os relacionaria como o DI e o criacionismo, a não ser para fazer “quote mine” e distorcê-los, o que já acontece com artigos de biólogos evolutivos e outros cientistas.
Nenhum dos artigos listados trás uma teoria ou hipótese clara sobre o Designer, propriamente dito, ou como ele teria feito alguma coisa, que pudesse esclarecer os pontos levantados nas críticas à biologia evolutiva (o Designer, no máximo é cripticamente assumido pelos autores enquanto eles escrevem o artigo, talvez junto com alguns rizinhos incontidos) e, muito menos, constroem um argumento definitivo que mostre que a evolução e as adaptações mais complexas dependeriam do mesmo suposto Designer. No final das contas, é o mesmo argumento de ignorância com o qual não é possível construir uma teoria científica robusta e guiar um programa de pesquisa, mas desta vez ele nem é vociferado, fica apenas implícito, por que sabemos das opiniões anticientíficas de seus autores. Os adeptos do DI continuam sendo simples parasitas da literatura científica adicionando comentários irrelevantes a ela, na melhor das hipóteses e, fingindo pesquisar sobre o Designer quando , na realidade só fazem críticas a alguns aspectos da teoria evolutiva e de pouca relevância a ela que já são bem conhecidos pelos pesquisadores .
O fato é que alguns dos cabeças do DI, de tempos em tempos, podem publicar alguns artigos em revistas indexadas sobre questões tangencialmente ligadas ao seus argumentos do DI, mas estes artigos, além de não desenvolver esta suposta teoria, nem ao menos a mencionam. São sempre a mesma ladainha negativa e reclamatória em que implicam com detalhes conceituais e de implementação de outros trabalhos sérios, no máximo sugerindo que algumas vias evolutivas seriam mais complicadas ou improváveis do que alguns acreditam. Algumas vezes tentam criar expressões novas, como a “primeira lei da adaptação”, nova e festejada “contribuição” de Behe, ou a já mencionada “informação ativa” de Marks e Dembski. Eles fazem isso em veículos com pouca familiaridade ou tradição em biologia evolutiva, evitando as menções ao criacionismo ou ataques diretos à teoria evolutiva, para evitar críticas mais substanciais por parte de revisores e não serem pegos com a boca na botija. Nada disso é relevante para o DI e muito menos para à biologia evolutiva.
http://www.formspring.me/Evolucionismo/q/635607744
http://www.formspring.me/Evolucionismo/q/1025087908
Abraços,
Rodrigo

