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asked by Lebart1
Todo julgamento que fazemos do comportamento alheio está fadado à injustiça se deixarmos de considerar que as pessoas variam naturalmente em suas propensões aos mais diversos tipos de comportamento.
É apenas esperado que numa parte da população, cujo tamanho desconheço, a monogamia é difícil de ser seguida. Para outra parte, talvez a maioria, a monogamia é natural e vantajosa na economia dos prós e contras emocionais.
No entanto, apontar um fato sobre propensões individuais de maneira alguma é justificativa suficiente para aprovar as consequências dessas propensões. Me parece evidente que um comportamento não-monogâmico que desfavoreça um gênero tem consequências deletérias para a sociedade: uma aprovação exclusiva da poliginia (um homem casado com várias mulheres) pode apenas reforçar estereótipos e vieses contra a mulher, sendo um ambiente propício para o crescimento da misoginia.
O mesmo valeria para a aprovação exclusiva da poliandria (uma mulher se casando com vários homens). É raríssimo, mas existem lugares no mundo em que o gênero masculino é o desfavorecido, como em Meghalaya na Índia ( http://www.bbc.co.uk/news/magazine-16592633 ).
O poliamor parece ser uma categoria legalmente justificável de poligamia, em que não há viés de desigualdade entre os gêneros. No entanto, penso que se avançarmos ao ponto de codificar tal comportamento marital em lei, devemos levar em conta um limite, baseado em pesquisa mas inevitavelmente arbitrário, para o número de pessoas que poderiam ser consideradas "casadas entre si".
Dar status legal ao poliamor seria uma boa forma de acolher legalmente aquela parcela da população para a qual a monogamia é impossível.
P.S.: Alguns ainda insistem na besteira de que o macho humano é poligâmico por natureza. Isso não faz sentido nenhum à luz da evolução, dado que nossa espécie tem razão sexual de um macho para cada fêmea (o pequeno excesso de mulheres nas populações não é suficiente para amparar a tese da poligamia natural). Essa crença tem muito pouco a ver com biologia e muito a ver com machismo e tentativa de justificá-lo biologicamente. Ainda que fosse verdade que homens têm maior propensão à poligamia, seria nada menos que falácia naturalista aprovar o hábito de "pular a cerca" com base nisso. Nós ainda somos seres racionais e aprendemos desde crianças a frear nossos impulsos em nome de nossos compromissos morais e em nome do contrato social. Uma pessoa que jura a outra que terá com ela uma relação exclusiva, mas a trai mesmo assim, é um ser que se mostra incapaz de um mínimo de compromisso civilizado com o que alega ser importante para si, e esse ser merece toda condenação moral que merece qualquer pessoa que vive em mentira e hipocrisia, e não adianta tentar se esconder por trás dos erros da sociedade ao redor ou de teorias da biologia. -
Minha página pessoal de perguntas será http://tiv.elivieira.com/ask, estou deixando o formspring.
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asked by anatidaefobia
São conhecidos atualmente 21277 genes humanos codificadores de proteínas.
Este é um site confiável com informações sobre genes humanos:
http://www.genecards.org/
Abraço e desculpe pela demora. -
Não apenas acredito, eu sei que foi.
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asked by joaocunha
Pseudociência da grossa.
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asked by nilton
Ontem eu estava bem desolado, pensando em dívidas, problemas de amigos, problemas meus. Estava lendo um livro para me distrair. Parei de ler um pouco, e me dei conta: "que silêncio!"
Reinava um absoluto silêncio. Minha rua costuma ser movimentada, mas nesta madrugada estava tudo quieto. Nenhum vizinho, das dezenas de apartamentos ao redor, fazendo qualquer ruído que chegasse até aqui. Silêncio. Calmaria.
Eu olhei ao redor, para minhas paredes, para meus "post-it" com telefones úteis colados na parede, para o chão, para tudo ao meu redor.
E neste momento eu lembrei que viver é uma coisa maravilhosa, e que cada pedacinho da minha parede, de mim, e até do ar entre mim e o cantinho da parede são coisas infinita e assombrosamente interessantes!
Eu tenho esse tipo de epifania diariamente. Quando ando na rua imagino mil coisas acontecendo, me esforço para imaginar as coisas se distorcendo na minha frente, o chão explodindo, as coisas girando, as pessoas voando, minha consciência se destacando e observando, do ponto exato em que eu estava, a Terra se afastando até sumir num universo enorme e negro cheio de galáxias.
Eu olho para o abismo, o abismo olha de volta para mim, mas eu decido sorrir para ele. -
asked by cao
Que estudo e dedicação têm efeito está bastante claro, inclusive ler bastante e se manter em constante desafio intelectual previne Alzheimer (café também previne).
Quanto aos 50%, aí é forçar a barra... usamos 100% dos nossos cérebros o tempo todo, basta fazer uma ressonância magnética para ver que existe uma atividade basal constante. -
Isso respondi aqui, em inglês: http://migre.me/4erhe
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Na complexidade de seu objeto de estudo, que é diretamente proporcional à dificuldade de obter teorias que prevejam seu comportamento e o expliquem.
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Problema público de educação similar ao analfabetismo.
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Existe filosofia da biologia e filosofia da matemática. Logo, sim.
"Não existe ciência sem filosofia, existe ciência que conseguiu embarcar sem ter a bagagem revistada". Daniel Dennett. -
Ainda não dei atenção a isso. É 'fringe' demais.
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Não. Não existe nada de intencional na origem do cristianismo. Como outros tipos de mitologia, ele apenas tem um apelo natural a nossas propensões ao pensamento mágico.
É ingênuo quem pensa que instituições culturais como o cristianismo são a criação consciente de alguém para deliberadamente enganar as pessoas.
Não são. Nem sempre quem diz inverdades está mentindo, na maioria das vezes apenas não sabe o suficiente e está sendo movido pelo engano da falta de rigor filosófico.
Conceitos mitológicos simplesmente grudam na memória. O resto é consequência.
Não estou inocentando todos os clérigos. A História é clara ao mostrar que muitos deles sequer acreditavam no que estavam dizendo e usavam o mito em benefício próprio, ou então, mesmo acreditando, agiam cinicamente ignorando o que diziam defender. -
Vítima de autoengano com endofenótipos de algum transtorno psiquiátrico. Obviamente não falava com espíritos, espíritos não existem.
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asked by NihilLemos
Não sei. Não sei o suficiente sobre o caso nem tenho tempo de pesquisar. Pergunte ao Pedro Almeida.
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Não assisti, li. E se chama Apologia de Sócrates.
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Eli’s Bio
Presidente da LiHS, criador do Evolucionismo.org, biólogo por paixão e mestrando em genética evolutiva humana.




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