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Não vou listar isso agora. As porcarias todas que inundam o circuito, estão aí pra quem gosta de posar de sofisticadinho.
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Sou um House em vários aspectos, por isso me identifico muito com ele. A série me pegou em parte por isso.
Ah, e você não gosta nem entende House, o que denota severo retardo mental, QI tendendo para o negativo, desses casos que figuram em livros de medicina. -
Abandonei Clancy faz tempo. Adoro Frederick Forsyth.
E blockbusters.
Sou um caso perdido. Me crucifiquem. Me mandem para o Tártaro.
Uma vez nele, prometo que só verei filmes nacionais com temática sócio-política engajada e que não toma banho todos os dias, filmes europeus com mensagens profundas, depressivas e angustiantes, clássicos iranianos, chineses, sul coreanos (desses ultraviolentos mas que todo mundo acha legal porque estão na modinha), estudarei a semiótica da propedêutica da hermenêutia à luz dos paradigmas da epistemologia radical de Michel Foucault, farei um doutorado em cima do A Nervura do Real, livro da Chauí, ouvirei MPB, direi que não há nada mais lindo que a voz fanha do Chico, lerei seus romances vagabundos e derivativos, lerei romances regionalistas, irei às palestras de Ariano Suassuna, irei aos shows do Djavan, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho e Elba, terei o Pereio como modelo de classe e discrição, não terei mais medo de ser feliz e votarei no PT, sim, até me filiarei ao partido, incluirei todos os excluídos (falar pobre não pode, é preconceituoso), me derreterei em lágrimas a cada novo filme dos irmãos Salles e, por mais que quebre a cara na vida lá no submundo - porque chapéu de otário é marreta - não desistirei nunca, jamais, porque sou brasileiro. -
Haha. Nossa, vocês me amam... Supondo que seja amor. Se me odiassem , ficaria com medo do que apareceria aqui.
Não, estou bem, tenho altíssimos contatos com as mulheres, essas criaturas do sexo feminino. Bem, com UMA representante da espécie, mas acho que já está bom, não? -
Ok. É que isso acontece direto aqui, essas tentativas de criar hostilidade entre um e outro.
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Que bom que João Paulo II e Ratzinger começaram a enquadrar esse pessoal da teologia da libertação já naquela época. E que bom termos um Papa conservador que não tolera esses desvios.
Me lembro de um professor de filosofia na faculdade de direito que passou (eu não li, deus me livre) um livro desse sujeito, A Águia e a Galinha.
Um dia peguei de uma colega e dei uma passada rápida nele. Marxismo diluído, ao que parece. Ou qualquer outra besteirinha. A maioria dos meus colegas, porém, era tão, mas tão burra, que nem esse marxismo subliminar entrou em suas cabecinhas.
De resto é facilmente identificável como livro de auto-ajuda ou espiritualista ralo. Impressiona, sei lá, quem vê filmes como Nosso Lar, um festival de breguice, e acha lindo e leva tudo aquilo muito a sério.
Olha só que meigo:
http://www.conteudoescola.com.br/colaboracao-do-leitor-resenhas/164-resenha-a-aguia-e-a-galinha-leonardo-boff -
Quando estamos na cidade, divertimo-nos. Quando estamos no campo, divertimos outras pessoas. É muito tedioso.
Oscar Wilde
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E mais:
Só as pessoas intelectualmente perdidas discutem.
A única coisa necessária é o supérfluo.
Cínico é aquele que sabe o preço de tudo e o valor de nada.
Nos exames, os tolos fazem perguntas que os sábios não conseguem responder.
Todo mundo que é incapaz de aprender agora deu pra ensinar.
Só os fracos resistem à tentação.
Posso resistir a tudo, menos às tentações.
Só os fúteis não julgam pela aparência.
Só os fúteis conhecem a si mesmos.
As pessoas gostam de esbanjar o que elas próprias mais necessitam. É o que chamo de abismo da generosidade.
Não tenho nada a declarar, exceto meu gênio.
Podemos sempre ser gentis com pessoas que não têm qualquer importância para nós.
Gosto de homens com futuro e de mulheres com passado.
Decididamente, um de nós dois terá que ir embora. (Wilde teria dito isto em seu leito de morte, a respeito do papel de parede florido cor de magenta do seu quarto de hotel em Paris)
Entre homens e mulheres não é possível haver amizade. Há paixão, animosidade, adoração, amor – jamais amizade.
A força das mulheres reside no fato de a psicologia não conseguir explicá-las. Os homens podem ser analisados; as mulheres, apenas adoradas.
É um absurdo ter normas rígidas sobre o que se deve e o que não se deve ler. Mais da metade da cultura moderna depende do que não se deve ler.
Os livros que o mundo considera imorais são aqueles que mostram a sua própria degradação.
Antigamente os livros eram escritos por homens de letras e lidos pelo público. Hoje são escritos pelo público e lidos por ninguém.
Hoje em dia as pessoas são tão superficiais que não compreendem a filosofia do superficial. O essencial para a gravata é o estilo. Atar bem a gravata é dar o primeiro passo sério na vida.
Há momentos em que temos de escolher entre levar uma vida completa e íntegra ou suportar a existência falsa, frívola e degradante que o mundo, em sua hipocrisia, exige.
Somente dando calote é que podemos esperar permanecer na memória dos comerciantes.
Os erros fatais da vida não se devem ao fato de o homem ser irracional, pois os momentos irracionais podem ser muito bons. Eles se devem ao fato de ser lógico, o que é totalmente diferente.
Há três tipos de déspota: aquele que tiraniza o corpo, aquele que tiraniza a alma e aquele que tiraniza, a um só tempo, o corpo e a alma. O primeiro é chamado de príncipe, o segundo de papa e o terceiro de povo.
Houve uma época em que se depositou muita esperança na democracia. Mas a democracia significa simplesmente o esmagamento do povo pelo povo e para o povo. Foi o que se descobriu, e devo dizer que já não era sem tempo, pois toda autoridade é degradante.
Estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós olham para as estrelas.
O descontentamento é o primeiro passo para o progresso de um homem ou nação.
Posso acreditar em qualquer coisa, contanto que seja inverossímil.
O eleito não aspira a fazer nada, pois a ação é limitada e relativa. Ilimitada e absoluta é a visão daquele que se senta tranqüilamente e observa, que caminha sozinho e sonha. Mas nós, que nascemos no final desta época maravilhosa, somos demasiadamente críticos, cultos, intelectualmente sutis e curiosos a respeito de prazeres requintados para aceitar especulações sobre a vida em troca da própria vida.
Os polidos contradizem os outros. Os sábios contradizem a si mesmos.
O conhecimento pode ser fatal. O que me fascina é a incerteza – ela torna as coisas realmente encantadoras.
Sempre passo adiante os bons conselhos. É a única coisa a ser feita. Eles nunca servem para nós mesmos.
A consistência é o último refúgio dos sem imaginação.
Quando estamos na cidade, divertimo-nos. Quando estamos no campo, divertimos outras pessoas. É muito tedioso.
Ser bom é estar em harmonia consigo mesmo. Os conflitos surgem quando se é forçado a entrar em harmonia com os demais.
A única coisa capaz de consolar alguém por não ter dinheiro é a extravagância.
A educação é algo admirável. Mas de vez em quando é bom lembrar que nada que mereça ser conhecido pode ser ensinado.
A ação realmente sempre é fácil. E quando nos é apresentada em sua forma mais irritante – porque mais contínua – que é a do trabalho concreto, torna-se simplesmente o refúgio das pessoas que não têm qualquer outra coisa a fazer.
O motivo pelo qual gostamos de pensar tão bem dos outros é que tememos por nós mesmos. A base do otimismo é o terror absoluto.
Da mesma maneira que a seriedade é o disfarce do tolo, a leviandade – em seus requintados traços de trivialidade, indiferença e descuido – é a roupa do sábio. Numa época vulgar como a nossa, todos precisamos de máscaras.
Cansada da conversa chata e comedida daqueles sem habilidade para o exagero nem talento para a ficção, fatigada das pessoas inteligentes cujas lembranças se baseiam apenas na memória, cujas declarações são invariavelmente limitadas pelo verossímil e podem ser corroboradas por qualquer filisteu presente, a sociedade retornará mais cedo ou mais tarde ao seu líder perdido: o fascinante e refinado mentiroso.
O trabalho nunca me parece real, mas sim um meio de escapar à realidade.
O objetivo da vida é o autodesenvolvimento. É para realizar à perfeição a nossa própria natureza que cada um de nós está aqui.
Muitas vezes a vida real é aquela que não vivemos.
A vida é importante demais para que falemos sobre ela.
O homem que deseja ser algo distante de si mesmo, como membro do parlamento, grande comerciante, advogado de renome, juiz ou qualquer outra coisa igualmente tediosa, acaba sempre conseguindo se tornar o que quer. Esta é a sua punição. Quem pede uma máscara, tem que colocá-la.
É difícil abalar a crença popular em milagres, mas ninguém admitirá que o pecado e a imoralidade sejam atributos do ideal que venera.
Milagres sempre acontecem. É por isso que não podemos acreditar neles.
O verdadeiro mistério do mundo é o visível, não o invisível.
Moralista é simplesmente a atitude que adotamos em relação às pessoas com quem antipatizamos.
Não tenho medo da morte. O que me aterroriza é a aproximação dela.
Amar a si mesmo é o começo de um romance para toda a vida.
A única coisa que segura alguém na vida é a consciência da imensa inferioridade de todos os demais.
Estou plenamente consciente de que vivemos numa época em que só os obtusos são levados a sério – e morro de medo de ser compreendido.
A obtusidade marca a entrada na vida adulta.
A ociosidade culta me parece a atividade ideal para o homem.
A opinião pública se impõe apenas onde não há idéias.
Adoro ouvir falar mal dos meus parentes. É a única coisa que me faz suportá-los. Os parentes são um punhado de gente chata que não tem o menor conhecimento de como viver nem a menor percepção de quando deve morrer.
Considero perfeita a pessoa que se desenvolve em condições ideais: não está magoada, preocupada, mutilada ou em perigo. A maioria das personalidades é obrigada a rebelar-se e acaba desperdiçando a metade de sua energia em confrontos.
Só pela contemplação contínua de sua própria perfeição é que uma pessoa pode tornar-se perfeita.
A personalidade é algo muito misterioso. As pessoas não podem ser julgadas por seus atos. Alguém pode respeitar a lei e, ainda assim, ser imprestável. Pode desrespeitá-la e ser ótimo. Pode ser mau sem ter feito nada de ruim. Pode cometer um delito contra a sociedade e, por meio dele, atingir sua verdadeira perfeição.
As pessoas comuns compreendem tão pouco o que é o pensamento que, ao dizerem que uma teoria é perigosa, têm a impressão de que a estão condenando. Na verdade, só teorias assim têm algum valor intelectual.
É absurdo dividir as pessoas em boas ou más. Ou elas são interessantes ou são chatas.
As pessoas boas e normais são corriqueiras, e portanto não têm o menor interesse estético. As pessoas más, ao contrário, permitem estudos artísticos fascinantes: elas têm cor, variedade e originalidade. As pessoas boas exasperam a nossa razão, enquanto as más estimulam a nossa imaginação.
Estou farto do povo e de seus direitos. Isso me entedia. Nos dias atuais, ser vulgar, iletrado, ordinário e vicioso parece dar à pessoa uma infinidade de direitos com os quais seus honestos pais jamais sonharam.
Prazer é o que recebemos dos outros. Obrigação, o que esperamos dos outros. E gênio, o que negamos nos outros.
A diferença entre o santo e o pecador é que todo santo tem um passado e todo pecador tem um futuro.
Adoro os prazeres simples. São o último refúgio das pessoas complexas.
Sabemos muito bem qual é a visão corriqueira de saúde: um aristocrata rural inglês galopando atrás de uma raposa – ou seja, o inqualificável em plena perseguição ao incomível.
Erram aqueles filantropos e sentimentais que vivem martelando em nossos ouvidos os deveres que temos para com o próximo, pois o progresso da humanidade depende do desenvolvimento da esfera individual. Quando o culto do eu deixa de ser um ideal, o nível intelectual cai instantaneamente e, com freqüência, desaparece.
Só há duas coisas realmente importantes nesse mundo: o amor e a arte.
A arte é a única coisa séria do mundo. E o artista é a única pessoa que nunca é séria.
A arte nunca deve tentar ser popular. O público é que deve tentar tornar-se artístico.
Arte é individualismo, e o individualismo perturba e desintegra. Aí reside seu imenso valor. A arte investe contra a monotonia do clichê, a escravidão do costume, a tirania do hábito e a degradação do homem ao nível da máquina.
Quando descobrirmos inteiramente as leis científicas que governam a vida, perceberemos que o homem de ação se ilude muito mais do que o sonhador – ele não sabe a origem nem os resultados de seus feitos.
É por nunca saber aonde vai que a humanidade consegue encontrar seu caminho.
A humanidade se leva muito a sério, este é o pecado original do mundo. Se o homem da caverna tivesse aprendido a rir, a história teria sido muito diferente.
A maneira mais segura de não saber nada sobre a vida é tentar tornar-se útil.
Deveríamos passar o dia dizendo o que é incrível e as noites fazendo o que é improvável.
A indiferença é a vingança do mundo contra as mediocridades.
Perguntar se o individualismo é prático é como perguntar se a evolução é prática. A evolução é a lei da vida e só há evolução no sentido do individualismo.
Com toda sua pompa, opulência e arte, vocês não sabem viver – e nem sequer sabem que não sabem viver. Gostam da beleza que conseguem ver, tocar e controlar, a beleza que conseguem destruir. Mas não conhecem nada da beleza oculta da vida, da beleza invisível de uma vida mais elevada: perderam o segredo da vida. Ah, a sociedade inglesa me parece superficial, egoísta e idiota.
Ao nos fornecer as opiniões dos incultos, o jornalismo atual nos mantém em dia com a ignorância coletiva. Ao relatar cuidadosamente os eventos corriqueiros da vida contemporânea, nos mostra que eles realmente não têm a menor importância.
Não desperdice sua juventude prestando atenção aos chatos, tentando consertar falhas incorrigíveis ou dedicando sua vida à ignorância, à mesmice e à vulgaridade – objetivos doentios e falsos ideais de nossa época.
Basta ler os jornais e romances ingleses do nosso tempo para perceber que só ocorrem coisas óbvias, sobre as quais só se escreve o óbvio.
Para recuperar a juventude, as pessoas têm apenas que repetir as mesmas loucuras.
Na Inglaterra, o homem que não pode falar sobre moral duas vezes por semana para uma platéia numerosa, plebéia e imoral está acabado como político sério. Só lhe resta espaço na botânica ou na Igreja.
Se fingimos ser bons, o mundo nos leva muito a sério. Se fingimos ser maus, não. Assim é a impressionante estupidez do otimismo.
No plano da civilização, a estética está para a ética assim como, no plano do mundo físico, o sexo está para a seleção natural. Tanto quanto a seleção natural, a ética torna possível a existência. Tanto quanto a seleção sexual, a estética torna a vida encantadora e maravilhosa, inunda-a de novas formas e lhe imprime progresso, variedade e mudança.
A ciência está fora do alcance da moral, pois seus olhos se dirigem para as verdades eternas. A arte está fora do alcance da moral, pois seus olhos se dirigem para coisas belas, imortais e em constante transformação. A moral pertence às esferas mais baixas e menos intelectivas.
As pessoas que só amam uma vez na vida são as verdadeiramente superficiais. O que denominam lealdade ou fidelidade, eu chamo de letargia ou falta de imaginação.
A vantagem das emoções é que nos tiram do bom caminho. A vantagem da ciência é não ser emocional.
Eleito é aquele para quem as coisas bonitas significam simplesmente beleza.
O amor se alimenta da imaginação, que nos torna mais sábios, melhores e mais nobres, que nos permite ver a vida como um todo, que nos faz - e só ela - compreender os outros em suas relações reais, e também nas ideais.” -
Se foi, nem vi. Não leio tudo aqui, dou uma passada rápida no formspring dos outros e só leio atentamente quatro ou cinco aqui.
Bom, eu não deixaria de comprar um livro com textos dele (e tomara que façam outros, com mais colunas da Folha, todas, as do Estadão também, tudo) nem que viesse com um prefácio da Marilena Chauí, posfácio de Ribamar, o do bigode escovão (José Sarney) e notas de Luis Inácio, vulgo Virgulino Ferreira, o Lampião, bandoleiro das terras nordestinas.
E mesmo que viesse com as bençãos de Frei Betto, Boff, Marcelo Rossi e do Padre Antônio Maria, aquele dos casamentos de celebridades. -
Ela teria se identificado, não? Bom, já conversamos um pouco fora daqui, ela é muito legal, parece ser uma excelente pessoa.
Se tivesse sido ela, acho que teria escrito de outra forma. Apenas acho, mas minha intuição é boa.
E você acha que vou cair nessa? O sujeito X odeia você, a sujeita Y disse isso... Cresça e apareça.
Além do que, discordância e eventuais correções não são a mesma coisa que ódio. Vocês anônimos, neuróticos, paranóicos e esquizofrênicos nunca aprendem isso. -
Existem, claro. Só não levo a sério pesquisas que dizem que algumas são superiores. Agora, que a espécie se divide em raças, nada de anormal nisso.
Biologicamente, geneticamente, não faz sentido falar nisso. Mas as pessoas acreditam em raças, culturalmente. Portanto, elas existem. É como dividimos uns aos outros, nos separando daqueles que são diferentes de nós. Raças existem porque culturalmente aceitas, goste-se disso ou não.
Eu particularmente adoro a variedade e sou totalmente a favor da mistura racial. A única maneira de suavizar o rascismo é pela miscigenação.
Me lembro de um professor de biologia no segundo grau que dizia ser "indiscutível" o fato de que não há raças, de que somos todos um grupo só, etc. Ele não conseguia nem falar Darwin direito, a pronúncia sempre saía errado. Uma hora era Daruín, outra era Dauin. Curiosamente, ele era negro, afroblacknegão mesmo - aqui em Brasília seria facilmente confundido com africano de uma dessas embaixadas - e tinha um complexo racial enorme. Odiava brancos.
A gente não o suportava, mas não era por causa disso. Não éramos racistas - havia até dois descendentes de índio brasileiro na minha sala, fora amigos meus que eram tão negros quanto o professor. Ele era arrogante e tratava mal os alunos, não deixava passar uma oportunidade de humilhá-los. Quase fui suspenso uma vez porque levantei a voz pra ele. Era um mané. -
Mea culpa, mea maxima culpa, signore.
Você ficaria surpreso com a quantidade de gente inteligente (ao menos inteligente para os parcos padrões de nossa mofina sociedade) que exala mau gosto por tudo o que é canto.
Eu, não.
Podem me acusar de qualquer coisa, menos de mau gosto. Você precisa me ver num Prince of Wales, quase viro um aristocrata inglês. Fico uma coisa de louco. Minha entrada não seria barrada em nenhum castelo daquele país, I must say. -
Não precisa ter grande fé em mim, não sou santo nem porta-voz de nenhuma crença.
Acho aceitável, não vejo nada de mais nele. Nem para ser notado, nem para ser desprezado. Lia ocasionalmente. Quando ele começava a falar do sangue da menstruação e a elogiar troços como Anticristo do Lars von Trier, pulo pedaços ou leio correndo.
Mas o fato é que parei de ler suas colunas já tem uns três ou quatro meses. Tem umas tiradas boas, mas comete dois erros que são fatais, o beijo da morte a meu ver: é repetitivo demais e superficial demais. Outro problema são aquelas observações professorais, típicas de acadêmico, empoladas e querendo dar a entender que, nossa, ele acabou de descobrir a pólvora.
Observações que você já leu há dez ou quinze anos num livro de Ortega Y Gasset, Schopenhauer, Nietzsche, La Rochefoucauld, Voltaire, expostas de maniera incomparável, mil vezes superior ao que o Pondé disse, e lá está ele, todo excitado com sua descoberta.
Aí eu páro e penso: nossa, esse cara fez mestrado não sei das quantas não sei onde, doutorado na Sorbonne de Oxford elevado à décima potência de Cambridge multiplicada por Stanford... e isso é tudo o que ele tem a dizer? E pior, ele realmente pensa isso daí?
Não gosto de Sartre, mas adoro uma frase dele: o que me estarrece nos acadêmicos é a modéstia de suas ambições.
E me cansei de sua postura de poetinha Mal do Século, essa obsessão com degeneração, morte, velhice, fracasso, com o fato de que vamos passar por "n" garotas bonitas que nem tomarão conhecimento de nossa existência, que a vida é feita quase que exclusivamente de decepções e tragédias. Ele adora ressaltar que viemos do pó e a ele voltaremos. Grande coisa. Chega de catastrofismo, depressão e amargor.
Seus livros sérios de filosofia (Do Pensamento no Deserto, Conhecimento na Desgraça, O Homem Insuficiente, me parece que estudos sobre Pascal e outros, etc) são ilegíveis. Chatérrimos, com páginas onde as notas de rodapé são tantas e tão extensas que acabam virando o texto principal. Alguns também não passam de coletâneas de outros acadêmicos insípidos e anódinos. Deve ter quem goste, mas pra mim é leitura vaporosa, fico longe disso. -
E daí? Pondé tem seus lugares-comuns, mas está longe de ser um idiota. E o posfácio dele é bom, por falar nisso.
O que importa, o bone of contention, o osso que se quer abocanhar é que estamos falando de Paulo Francis.
Um livro bastante substancial, não desses fininhos, anêmicos, e cheio de colunas dele. E você aí com nojinho de um apêndice feito pelo Pondé.
Ou seja. -
Antigamente a sensação era de ser o único com expertise em certas coisas num raio de trinta mil...
Não é, dependendo do assunto. Há assuntos muito específicos, altamente restritos, por exemplo, nas áreas militar e de inteligência. Nem é nada classified, só falta de gente com vontade de ir atrás deles.
E, independente de eu tirar proveito disso (não tiro), é uma sensação muito boa, reconfortante mesmo, saber que sou o único - ou talvez o primeiro de um grupinho de quatro ou cinco. Num raio de dez mil quilômetros! -
Os videozinhos dela são divertidos:
http://www.ellenjabour.com/ -
O Dr. Dráuzio é tão didático. Ele é didático o tempo todo. Imaginem uma aula de educação sexual dada por ele. Todo mundo iria preferir ser assexuado. O mais engraçado é que ele se leva a sério, muito, muito a sério.
http://faltaestudo.tumblr.com/post/23672576086/falta-cigarro
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André
City 17
André’s Bio
The end comes when we no longer talk with ourselves. It is the end of genuine thinking and the beginning of the final loneliness.
Edward Gibbon













