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Não chegou tudo :// enfim... Obrigada! Espero que você esteja certa, que essa fic seja mesmo um porto seguro pras garotas, porque é pra mim *.*
Queria ler o que você esreveu por inteiro.. Esse formspring! @@: Mas obrigada mesmo, de verdade, você nem imagina o quão importante isso é =) bjss -
oown, eu tbm! D: a gabee mandou a fic pro site hoje só... só vai entrar depois da reforma! :// mas é uma att dupla hehehe não sou tão malvada =)
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Meu Danny hahahaha :33
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Bom, eu gostaria de discutir com você sobre esse ''plágio''. Eu conheço a autora de buli(mia) há mais de 10 anos, somos melhores amigas. Ela escreveu bem antes de mim, e agora, finalmente, ela está muito melhor. Quando ela melhorou, começou a minha bulimia. Mas enfim, esse não o caso... Queria saber se você LEU a minha fic. Leu ela inteira? e queria que você apontasse os pontos pra que esse plágio seja comprovado. Porque, bem, não é porque uma estória se trata do mesmo tema de outra, que seja uma cópia.
As duas estórias são completamente diferentes, e se você tivesse lido a minha POR INTEIRO saberia que você está fazendo papel de rídicula.
E perai, como assim eu COPIEI a Mia? A MIA EXISTE, PORRA. Não é questão de copiar. É só você se informar UM POUCO sobre o tema e vai saber que todas as bulímicas ouvem essa ''voz''.
Pelo amor de Deus, viu. -
Não, eu concordo com você em parte. Pra quem nunca vivenciou a mia, é realmente difícil entender a doença. Não é só parar de comer ou vomitar depois do almoço. É muito mais complexo do que isso, é como se fosse uma lavagem cerebral ou coisa do tipo... Enfim, eu agradeço a você por ter vindo aqui e por desejar que eu melhore. =)
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Já pensou em fazer uma visita à Africa,ou talvez à esquina da sua casa,e encontrar a maior quantidade de pessoas com o padrão de beleza da "mia" e reparar quão triste é a quantidade de meninas se privando de algo que muitos morrem por n ter?
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O dia em que eu percebi que tinha mesmo um distúrbio alimentar foi quando olhei justamente para a foto de uma mulher africana, que era magérrima por conta da fome que sentia. Sabe o que eu senti? Senti inveja. Inveja dos ossos; collarbones, hipbones, cheekbones, e todas essas outras palavras que terminam em ''bones''. Eu sou fascinada por ossos e adoro a sensação de sentir fome. É como se eu tivesse fazendo algo ''certo'', é quando eu me sinto bem - muito melhor do que quando acabo de comer. Enfim, quando me dei conta do que tinha acabado de fazer, eu fiquei me perguntando ''Por que? Por que eu senti INVEJA de uma mulher que daria tudo pra ter o que eu tenho? De alguem que está a beira da morte por conta da comida, que eu tenho e de sobra aqui em casa?" Esse choque, como vc mesma disse, durou no máximo algumas horas. Logo depois já havia voltado a toda aquela coisa ''preciso ser magra, não posso comer''. E como eu me sinto em relação a isso? Me sinto egoísta, suja, e foi difícil tomar coragem pra dizer que eu senti inveja de algo assim. É como se eu nem merecesse estar na Terra, mas o que eu posso fazer? A bulimia é uma doença, e é isso que ela faz com as garotas. A Mia faz a gente mentir, nos torna verdadeiros monstros. E é isso que eu sinto. Me sinto um monstro quando penso que tem milhares de crianças morrendo de fome e eu QUERENDO passar fome.
Mas é difícil explicar pra quem nunca teve isso. Você vai pensar horrores de mim, mas como eu disse, é uma doença como qualquer outra. A diferença é que eu mesma sou o meu próprio vírus, e só eu - só se eu quiser - posso me curar. -
Eu li isso hoje de manhã pelo celular e fiquei feliz pro resto do dia, de verdade! É muito bom saber que eu estou ajudando de alguma forma você, pois é isso que eu sempre quis - ajudar as pessoas, principalmente quem tem problemas parecidos com os meus.
Mas enfimm, não sinta vergonha de contar sua história, de vez em quando é bom ''desabafar''!
Tô realmente MUUUUITO feliz de saber que te ajudei! beeeeijos s2 -
Não veio o resto do que você escreveu aqui... que pena, queria ler! ://
Mas enfim, sou eu sou na foto =) Obrigada mesmo, de verdade! Mesmo não lendo o resto do que você tinha pra me dizer, já fiquei super feliz, sério, porque eu sei que você quer me apoiar. De qualquer modo, queria que você soubesse que as leitoras de CAB, como você, me fizeram melhorar de verdade. A Mia quase não existe mais, e eu me sinto culpada quando sinto falta dela, porque sei que tem gente por aí (pessoas que eu nem conheço, por incrível que pareça!), que querem meu bem.
A única coisa que eu posso fazer é agradecer, mas de verdade. OBRIGADA MESMO <3 -
vou tentar enviar pra gabee até amanhã, e depois demora mais umas duas semanas pra entrar no site... mas vai ser uma att dupla, pelo menos! haha
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Sim, criticas é o que não falta. Mas eu passei a ter mais o que fazer do que me importar com esse povo hahaha
Obrigada mesmo <3 -
E você, não tem vergonha de vir aqui em ANÔNIMO falar bosta pra mim? Você conhece alguma coisa da minha vida? Sabe quem eu sou? Vai se fuder então. Eu, pelo menos, tive a coragem de assumir que tenho problema e contar minha história de uma forma que sei que muita gente admira.
Agora, me diz: o que você faz de útil na sua vida? Óbvio, além xingar as pessoas sem ter a decência de mostrar a cara. rs
Pelo amor de Deus, vai fazer sexo, fazer amigos, ir á festas, sei lá, porque falar bosta em formspring sem mostrar quem é, é a maior humilhação que um ser humano pode se submeter. -
acho que amanhã entra o novo capítulo (: se não for amanhã, terça feira é certeza
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Meus pais nunca viram nada, mas duas ou três amigas sabem, mas também nunca me disseram ''para com isso'', ou coisa do tipo.
Agora, se alguém mais sabe, eu não sei... Alguns amigos (inclusive minhas irmãs mais novas, o que me machuca muito) já me perguntaram o que eram as marcas, e dei qualquer desculpa. Se desconfiam de algo, não sei. -
Bom, essa N/A vai ficar bem grandinha, mas é porque quero esclarecer todas as perguntas de comentários como “você tem bulimia?”
Tive bulimia, hoje estou um estágio bem melhor, mas algumas vezes consigo ouvir a voz de Mia em minha cabeça. Comecei com isso porque queria ter controle. A comida não me controlava, certo? Errado. Quanto mais calorias eu contava, sentia-me sim no controle, mas na verdade quem estava no comando eram as próprias calorias. Eu vivia em função daquilo, contando uma por uma.
Sempre digo que tive uma bulimia “saudável”. Não durou mais do que seis meses e não chegou no estado que o distúrbio da personagem chegou. Quando digo saudável, é porque eu comia o dia inteiro. Sim, o dia todo; de 3h em 3h para ser mais exata. Ia à academia todos os dias, se deixassem. Comecei a contar as calorias, para ter mais controle sobre minha dieta. Primeiro não podia comer mais de 800 calorias, depois 700, e depois se eu comesse mais de 500 calorias por dia, eu era uma falha. Pode parecer que é muito, mas pense comigo: dois cookies de chocolate já ultrapassam esse valor. E para fazia seis “refeições” ao dia isso era muito pouco. Corria na esteira até queimar ao menos 700 calorias – mais do que eu ingeria -, tirando as calorias de gastamos ao dia-a-dia. Era fácil, todos perceberam o quanto emagreci. Tudo estava ótimo, certo? Eu ia a festas, estava magra e bonita, rodeada de amigos. O que ninguém sabia é que todos os dias em que eu chegava em casa, desabava. Me sentia um lixo, uma falha. Mia me dizia que nunca ninguém jamais me amaria e que eu não merecia ser amada. Garotas feias e gordas não merecem nada de bom na vida, ela me dizia, e eu acabei acreditando nisso.
Desde 2010, já tinha algumas tendências depressivas. Depois do suicídio de uma “amiga”, senti-me extremamente culpada. Todos os dias eu pensava que deveria me juntar a ela, seja lá onde a garota estava. Começaram os cortes então. A dor era tanta, mas ninguém suspeitava. Sentia-me vazia e entediada, e acabei chegando aos 60kg, o que pra mim foi o inferno. Percebi que precisava fazer alguma coisa, então busquei dietas rápidas no Google. Em pouco tempo eu estava com 55kg, o que sempre pesei. Houve um intervalo de alguns meses até tudo voltar, e bem pior. Passei a virada de 2010/2011 chorando, sozinha e me cortando. Não consigo nem explicar o quão horrível é a sensação da solidão enquanto a maioria das pessoas estão comemorando e alegres. A vontade de me matar era grande, mas não maior do que é hoje em dia. 2011 se resultou num ano muito bom, terei boas lembranças dos meus 14 aninhos hahaha Porém em 2011 que a voz da Mia começou, e os cortes ficaram mais profundos e tudo aquilo que expliquei mais acima. Em novembro, eu já não me importava mais com dieta nenhuma, estava pesando 49kg, quase 50. É engraçado quando eu penso hoje que perdi 10kg num período de menos de um ano. Eu me sinto satisfeita com meu peso, mas ainda me acho gorda. Não importa o que digam, o quanto minhas amigas digam que meu corpo é “perfeito”, eu me sinto gorda. Hoje como normalmente, mas tenho que admitir que sinto falta da Mia. Era ela quem me mantinha na linha. Se eu engordar – o que sei que aconteceu, mas estou com medo da balança – tenho certeza que voltarei á estaca zero. Meu sonho ainda é pesar 45kg, mas não é mais meu único objetivo na vida.
A verdade é que todos os testes que fiz sobre depressão, o resultado era o mesmo: Procure um médico já! Tenho a maioria dos sintomas e assumi para mim mesma que preciso de ajuda, mas não posso contar pros meus pais. Eles provavelmente tentariam resolver isso sozinhos, e tenho medo de eles cancelarem minha viagem á Inglaterra. Eu tento manter as aparências, e ninguém imagina o inferno que é minha mente. Eu me sinto perdida, vazia, como se ninguém se importasse com quantos cortes eu faço na bosta da minha perna, que tá um horror de cicatrizes. Sei lá... Meio que desabafei aqui, mas queria esclarecer as coisas.
Queria agradecer MUITO mesmo ás garotas que estão me ajudando, e quem sem CAB, jamais as conheceria. Vocês me fazem sentir menos sozinha <3 Não vou citar nomes, porque elas sabem que é delas que estou falando. Obrigada mesmo! -
importa. Você também é, flor. : D E, nós nos temos no MSN, já. Duda. Lembra?
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Dudaa! Claro que lembro! haha Eu espero que você esteja certa, espero que, assim como te ajudei, eu ajude outras garotas. Isso foi muito importante pra mim mesmo, obrigada <3 -
De acabar escorregando, e não emagrecer nada. Eu me enganava, na verdade. Fiquei injuriada. Minha mãe já me contou, que ela fazia isso quando era nova, assim; ela sofria muita pressão da mãe dela, de não engordar, pois era rainha de carnaval e tal, aí para não passar fome, apelava para isso. E, eu quis fazer isso, mas nunca por influência dela, por mim mesma. Eu consegui miar, aí, vim procurar sobre isso aqui - e na minha matéria de E. Física estavam essas coisas. Então, parei e pensei sobre isso. e fui percebendo o quanto isso é HORRÍVEL, ainda mais quando fui lendo sua fic. Só tenho a te agradecer por ter me ajudado, por ter me feito acordar, por ter me salvado. Obrigada, Clarice. Tenho certeza que irá ajudar outras meninas também. Beijos'
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"Só tenho a te agradecer por ter me ajudado, por ter me feito acordar, por ter me salvado"
Uau... Me emocionei lendo isso, de verdade. Você fez o meu dia. :) Fico realmente MUITO MUITO MUITO feliz em saber que te ajudei! Era exatamente isso que eu queria ao escrever a fic - fazer as garotas acordarem e perceberem o quão horrível é um distúrbio alimentar. Sinto que cumpri minha ''missão'' UHAUHAUHUHA Mas sério, eu que agradeço a você! E fico também muito contente em saber que você percebeu que esse mundo não vale a pena <33 tenho certeza de que tu é linda do jeito que é! -
Exatamente. Como acredito que uma boa escritora faz, tento descrever os sentimentos e a culpa da melhor forma possível (sem deixar de mostrar o quão horrível é a sensação), para quem está lendo, entrar no mundo da Mia, MAS SÓ DURANTE A LEITURA. Depois que fechar a página, voltar a sua vida antes. Mas sei que algumas meninas não conseguem separar uma coisa da outra, e por isso tenho um medo enorme de influenciar alguém, fico com peso na consciência depois...
Mas enfim, obrigada! *.*
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CAB - Confessions...’s Bio
Formspring criado para perguntas e respostas sobre a fanfiction CAB - Confessions About Bulimia.
* Caso você esteja passando por algum problema como os da personagem, sinta-se livre para fazer uma confissão - anonimamente ou não.


