E despejo aqui todas as minhas palavras incontidas, pesadas e vazias, enquanto elas fazem algum sentido.☺
Recent Responses
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Gosto muito de Investigações filosóficas. Guardou-me do mundo cartografado, sem hidras nos mares infinitos e outras dimensões. Aprendi com ele que as tentativas de explicar o mundo não são como colônias expansivas e destruidoras, que desbastam o ambiente silvestre à sua volta para poderem fundar-se, mas sim como uma pequena colônia capsular que robustece sua carapaça com cada vez mais camadas, mais rígidas e complexas, deixando o mundo misterioso intacto do lado de fora. E, apesar de termos aí dentro o necessário, encolhidinhos, aconchegados e com o coração vibrante de medo a cada trovão, de termos até mesmo janelinhas redondas e turvas para observarmos um pouco do exotismo exterior, alguns de nós queremos aventura e mistério. Esse livro foi minha chave para o portão principal.'-'
Guia Quatro Rodas 1990. Guardou-me de quebrar a costela quando caí de uma carroceria no Mato Grosso. :/
O pequeno príncipe. Guardou-me a lembrança mais próxima da minha mãe.♥
Afinal, mais amuletos do que livros.☺ -
Tô lendo um pulp que comprei em um sebo, chamado The Choirboys, mas estou achando chatinho. O último que li foi Extremely Loud and Incredibly Close, do Jonathan Safran Foer. Não gostei muito não, me irritou. Mas acho que algumas (poucas) coisas salvam.☺
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Ah é, pardon my french.
Megane a troi é uma lenda, é o que as mães sussurram para suas crianças quando querem que elas se comportem, é o que existe na escuridão, o que acontecerá quando os Old Ones acordarem e o Ragnarok acontecer, é o que você vê no canto do olho quando está sozinho em casa, é o que sempre foi e nunca será etc etc etc.☺ -
Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.
Ou seja,como diria meu avô - "Os inteligentes aprendem. Os gênios criam"
Gênios da musica.♥
http://www.youtube.com/watch?v=QjFRHIhSvwc
http://www.youtube.com/watch?v=IQlehVpcAes -
95% dos seus problemas foram resolvidos no momento em que você nasceu. Querer fazer uma coisa desde sempre deve ser muito "relaxante". É isso, vou estudar e tentar passar, mas É ISSO. Como foi? Parece que você tá me contando como é ir pra Nárnia voando em um balão feito de chiclete.☺
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Obrigado '-' Creio que sem perceber, a gente sempre vai pegando coisas daqui e dali pelo caminho. Dessa apanhadura acabamos ficando com coleções de objetos e técnicas: maneiras de falar de amor e de morte, o tino para escrever leve ao cruzar com alguns temas, imagens que podem ser usadas distintamente, argumentos, máximas, como fazer boas listas e não deixá-las porcas como esta, as coleções são grandes mesmo. A peculiaridade delas é que vai determinar o seu grau de, sente-se e peça já um copo de água com açúcar, originalidade.
Se isso estiver nos seus planos, é claro que é bom variar as fontes das coisas que se vai juntando, para que as coleções não sejam anagramas de uma obra, de um autor, de um movimento. É bom também variar a área, o que pode querer dizer muitas coisas, mas, num conselho: leia até livros de receita. E, se no caminho, puder aprender na prática as diferenças entre molhos de tomate bons, maus e ótimos, talvez isso sirva para inspirar reflexões sobre método, intuição, tradição, escolas, padrões, nomes, ciência, moda, probabilidade, ingredientes, rigor, acidentes criativos e muitos outros temas que estarão pairando com a fumacinha. Ler sobre a feitura das coisas não supre a feitura das coisas; o imprevisto e o improviso só poderiam estar nas páginas de um livro de adivinhações. Além disso, se acrescentam às coleções muitas imagens bonitas, ações e, portanto, palavras e descrições.
Ao mesmo tempo, existem coisas que trazemos conosco sem sabermos de onde vêm, mas que são tão mais fortes que o resto que parecem não poder ter vindo de fora, como os fascínios da infância: acompanham-nos por toda a vida, incólumes às mudanças, e cumprindo papéis especiais, de organização de tudo que já colhemos. Nossa fidelidade a esses elementos mais profundos pode dar ao que escrevemos algo de, sente-se duas vezes e peça dois copos de água com açúcar, autenticidade.☺ -
Apenas digo que a memória mais vívida da minha infância é o cheiro dos mamutes em uma tarde de verão.♥
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Eu achei muito interessante. É bastante sombrio, como um pesadelo. O personagem principal, Mr. Golyadkin, é um dos mais superficiais que já vi (falo do caráter dele, e não do valor literário). Eu não pude evitar achar merecidas as várias situações difíceis que lhe ocorrem. Como quando se assiste a um filme de terror e os personagens agem de maneira estúpida e ficamos pensando como nos sairíamos muito melhor na situação deles.
Fiquei um pouco frustrado ao fim da leitura. Tantas dúvidas e tão pouco material para respondê-las. O que é provavelmente uma ingratidão de minha parte, pois o livro me deixou com bastante combustível para pensar, e isso deveria ser o suficiente. Assim como a vida para Woody Allen, o livro é cheio de solidão, tristeza, e sofrimento, e acaba rápido demais.☺ -
De São Paulo todo, que é nosso estado que eu mais bem conheço. Assim como tomar uísque em copo de Nutella é melhor que em copo de requeijão Aviação, ouvir discos como Diamond Land, Moonstone e Terra dos pássaros é melhor aqui do que em qualquer outro lugar.♥
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Gente, tem como botar um filtro no formspring? queria censurar toda pergunta contendo "transar/transam/boquete/trepar" (a pequena suffragette que mora no meu coração anda quebrando os móveis). ☺
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Demais. Eu já disse. Se me derem um penico e falarem "é especial", eu vou guardar pra sempre como se ele fosse o melhor penico do mundo.♥
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Não tenho nenhum dos dois,anon. A primeira é uma rede social cujo conceito é desabafar — por menos abafado que esteja o fato de que você encontrou Doritos siameses no pacote e não conseguiu comer. E a segunda é o ludo das redes sociais; apesar de possuir uma conta ai,elaesta inativa a bastante tempo.A ideia mais básica e sem personalidade que poderia haver; no que não é única, diga-se. Gosto de peculiaridades e, para quem brincava de Gente de Expressão quando criança, nada mais propício que uma rede cuja ideia de base é a da entrevista.☺
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(Tive tantos problemas com essa pergunta que agora quero respondê-la).
Ontem li a história de uma menina, Luce, que enxergava sombras disformes quando ficava sozinha. Ela contou para os pais sobre o problema, e eles levaram a moça a um oculista. Recebeu um óculos de grau, o que não resolveu nada. Depois, contou dos sons que ouvia daquelas mesmas criaturas negras e estranhas. Dessa vez, os pais levaram a um otorrino. Mas a situação só foi piorando. Ela ainda enxergava e ouvia tudo. Os pais foram mais incisivos: terapia e terapia.
Tudo bem, acho que é perdoável, se considerar que o nome dela é Luce. Quer dizer, Luce é um nome para essas pessoas ingênuas, que confiam fácil, que tropeçam-a-cada-quarteirão. Se anjos existissem, todos eles se chamariam Luce.
Aprendi com Luce. É melhor deixar as sombras em segredo com a gente, mesmo que assustem um pouquinho de vez em quando. Quando a gente inventa de falar sobre elas, as pessoas tentam desfazê-las, colocar óculos, começar terapias e tudo. Então, não, Formspring. Não. Eu deixo minhas sombras comigo.☺ -
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Não, porque eu ainda estou pra ver um paladino da justiça linguística que não seja, ele mesmo, um fraco, um oprimido pela opressora norma culta, que seja uma Martha Suplicy do linguisticamente correto. Porque, por mais que a Martha não seja um exemplo lá muito exemplar de favorecido em favor dos desfavorecidos, nem isso eles têm. Por exemplo, eu aposto que o Marcos Bagno tem um revisor, já que ele mesmo deve escrever revisor com z no campo subject — o que o revisor revisa quando responde o email originalmente sem texto no campo body.☺
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Fico triste com tudo que envolva o Natal,desde sempre. Como um órfão perambulando pela cidade vazia à noite. Olho para a janela iluminada e é natal. A família está reunida na sala, rindo, conversando, rolando pelo chão com um cachorro, a fogueira aquece a sala decorada, uma grande árvore de natal perigosamente próxima da lareira. Alguém toca ao piano, algumas moças lindas sorriem, alguém canta. Os rapazes e as velhas jogam cartas e bebem licores. Todos riem tão fácil, bebem, comem e se divertem. Junto à árvore há presentes coloridos e brilhantes. Tudo está iluminado com uma luz âmbar. Olho para baixo e vejo meus próprios pés, azulados contra a neve branca. Chego mais perto da janela e toco-lhe o vidro. Aqueço um pouco meus dedos. Não importa que me encoste, está escuro, muito escuro aqui fora e eu sou muito pequeno. Ninguém vai reparar. Eu posso até me recostar um pouco na parede desta casa. Sentar-me sobre a neve e ouvir a música do piano que me chega tão distante, misturada às vozes das pessoas, porém com uma força e uma beleza doce que não acredito que possa ser apreciada de dentro. É uma beleza filtrada pela distância e pelo vidro da janela. Eu sou o que goza a festa de fora, e creio que mesmo que estivesse dentro ficaria a olhar tudo de longe e a olhar para os meus pés.☺
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Quando eu era pequeno, com uns 5 anos, antes d'eu dormir minha mãe me dava banho e passava talco embaixo do meu braço e no pescoço. Eu acostumei e faço isso até hoje. PODEM RIR.☺
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Anon, querida(o), eu responderia com boa vontade e já ia mesmo respondendo quando esse verbo aí que você usou começou a fazer efeito, retardado. Toda vez que eu o ouço ou leio em sentido figurado, em vez de eu ficar zonzo,meu cabelo a arrepiar,meu quimono esfiapar e minha pálpebra tremelear dreyfusianamente, vem-me a imagem de todos esses reveses alcançando o próprio Leão Lobo, que se não estou enganada há anos foi quem cunhou a acepção. E daí eu fico sem jeito e perco a graça. Mais pelo quimono, mesmo.☺
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Apenas 60 segundos senhorita Dani? Vejamos, talvez ter me empenhado para desentortar a língua e moldar meu jeito de falar ao do meu pai, quando enfim consegui juntar as pistas dos gracejos afáveis, do amor pela língua, da especialidade e da personalidade dele e compreender sua vontade mais íntima. E eu só sei que nunca consegui por ter visto no sorriso desprevenido dele, quando eu, me acidentando entre meus espinhentos esforços, pronunciei uma palavra ou montei uma frase da maneira correta, que ele sentia ter passado adiante sequer um pouco do presente mais peculiar que podia me dar.♥
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Rafael Vilela’s Bio
São Paulo/SP
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*Na sétima série ganhei um concurso literário com um conto chamado "Assaz" que era a coisa mais Caio Fernando de Abreu-Clarice-sentimentos-tripas-profundidade que já existiu. Oh,a juventude.





