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    1. Dionísio Areopagita

      tóteles o considera tão necessário?Acho que isso é coisa para responder em um livro rsrs.Obrigado.
      _____________________________________

      Por causa do princípio de causalidade.

      Aristóteles parte da observação comum e cotidiana.

      Tudo o que um dia não foi e agora é, só é a partir da ação de um outro que já é. Tudo o que está em potência só passa para ato por outro que já está em ato. Tudo o que não existia só passou a existir pela ação de outo que já existia.

      Negar isso seria afirmar que

      1)Ou algo pode vir a ser pelo nada;
      2)Ou algo pode vir a ser por si mesmo.

      Em 1 se afirma que o nada, ou não-ser, pode agir. Mas de onde viria a ação do não-ser? Se não-é, como pode agir?

      Em 2 se afirma que algo que não existe ainda pode agir de modo a trazer a si mesmo à existência. De novo, como algo que não existe pode trazer a si mesmo à existência antes de existir?

      A única opção que não leva a absurdo é que tudo o que veio a ser só pôde vir a ser por meio de algo que já era.

      Ninguém dá o que não tem. O não-existente não pode gerar a existência de si mesmo ou de outro por si mesmo, já que não é nada em particular, mas mera ausência de ser.

      O contrário disso é dar positividade ao nada ou ao não-ser, o que é contraditório.

      No caso de uma cadeia de causas causadas por outras causas - ou seja, de causas que dependem de outras para serem e estas de outras e assim ad infinitum - a ausência de uma causa prima incausada significa um regresso infinito de causas não-subsistentes e dependentes, o que não explica nada e cria um problema de fundamento.

      Se cada uma delas depende de outras tantas e estas de outras e assim ao infinito, então a própria cadeia causal é contingente, pois nenhuma das causas pode sustentar-se sem as outras e estas sem outras, etc.

      Há que existir uma causa cuja subsitência não dependa de outras causas - caso contrário voltaríamos ao regresso ao infinito - e que sustenta todas as outras. A infinitude de causas significaria a irracionalidade do cosmos.

      Deus é essa causa incausada, é ato puro, ou seja, não é misto de potência e ato, como todas as coisas que observamos. Elas um dia não foram, agora são e um dia deixarão de ser. Dependem de uma causa anterior - temporal e ontologicamente - para existir.

      Deus, como ato puro, é a causa final de todas as coisas, pois - em última instância - é ele o ato que torna possível a qualquer potência passar para ato.

      Sua ausência significa a ausência de reais poderes causais nas causas da cadeia de causas, pois cada um dos elos só é causa pq recebe seus poderes do anterior. Ou mais, cada elo só é na medida em que é causado por outros causados por outros , sucessivamente.

      É na causa incausada que reside o real e definitivo poder causal.

      ...

      http://www.reading.ac.uk/AcaDepts/ld/Philos/dso/papers/Cosmological%20argument.pdf

      http://edwardfeser.blogspot.com.br/2010/08/edwards-on-infinite-causal-series.html

    2. Dionísio Areopagita
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    4. Dionísio Areopagita

      Há dias que não leio nada.

      Não tenho planos de estudo diário ou semanal.

      Leio quando me sinto inclinado a fazê-lo.

    5. Dionísio Areopagita

      Qual a melhor eu não sei. Mas uma certamente confiável é a R.C.Zaehner.

    6. Dionísio Areopagita
    7. Dionísio Areopagita

      É uma mera hipótese.

      Se, como dizem os relatos, Plotino foi à Índia e realmente transmitiu em sua filosofia e esta , como se sabe, influenciou muito diversos autores cristãos - como Dionísio Areopagita -, então, talvez se pudesse falar de uma influência indiana indireta sobre certo tipo de misticismo cristão.

      Mas, como o @bdelykleon apontou nos comentários à pergunta original, a própria idéia da viagem de Plotino à Índia pode ser questionada.

      Mas se houve tal influ~encia via Plotino, creio que ela se deu principalmente no caráter apofático do discurso sobre Deus, por exemplo, em Dionísio Areopagita.

      É uma hipótese, como disse.

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    12. Dionísio Areopagita

      Já respondi sobre ele aqui. Não o conheço com profundidade, mas o que li dele não era abonador.

    13. Dionísio Areopagita

      Há registros de que Pirro de Eléia e Plotino tenham viajado para a Índia.

      Do primeiro fala-se do contato dele com os gimnosofistas, "sábios nus", que poderiam ser jainistas, saddhus ou ainda outro gênero de homens retirados.

      De Plotino sabe-se pouco, só que acompanhou uma expedição do imperador romanos contra o império persa sassânida com o objetivo de alcançar a Índia. Parace ter logrado êxito em seu intento.

      Uma das coisas interessantes que se pode pensar é que, tendo realmente Plotino chegado à Índia e aprendido algo por lá, ele trouxe isso para o ocidente e transmitiu-o por sua obra e, como esta influenciou o cristianismo, seria possível então afirmar uma influência indiana indireta, algo que não é de todo estranho se se toma em conta a obra de um Dionísio Areopagita, por exemplo.

      Mas, voltando à Grécia, o mainstream acadêmico torce o nariz para uma possível influência indiana na filosofia grega por vários motivos.

      Um deles é o secularismo. O mainstream preza a tese de que a filosofia nasce de uma oposição à religião constituída, o "mito". Seria então o caso de uma passagem do irracional para o racional.

      A hostilidade à religião é bastante pronunciada e impede muitos de admitir que essa tese tem seus furos e limitações. O fato é que, na Índia, a passagem, por exemplo, dos cultos védicos para as meditações upanisádicas se dá não por abandono dos Vedas, mas por uma relativização dos sacrifícios (karma) prescritos em nome de uma experiência interior espiritual na qual o substrato de todas as coisas é encontrado na ultrapassagem de todo e qualquer limite e determinação.


      Desse modo, ainda se permanece dentro de uma perspectiva religioso-mística que, como aponta Dasgupta, ultrapassa toda a forma racional de explicação. Mas isso não significa que não haja razão a partir daí. Há, e com muita lógica e dialética, basta ler os tratados das diversas darsanas para perceber o refinamento lógico-argumentativo ali contido que, inclusive, antecipa teses que só vão ser tratdas séculos depois no ocidente.

      O mesmo se pode dizer, por exemplo, do budismo de Nagarjuna. Quem já leu o grande Nagarjuna, encontra ali uma aula de lógica e argumentação como poucas.

      O outro motivo para a rejeição de uma influência indiana é o simples e velho eurocentrismo. Afinal, os indianos são uns tontos asiáticos que vivem de adorar vacas e ratos em templos suntuosos no meio de miséria sem fim.

      Não estou dizendo, longe disso, que não existam razões para rejeitar a tese da influência indiana. Não são só motivos espúrios. O que digo é que a tese, em geral, permanece pouco explorada mais por preconceito do que por outra coisa.

      Aliás, se quiser conhecer uma tentativa de levar à sério essa tese, leia o monumental "The Shape of Ancient Thought - Comparative studies in greek and Indian Philosophies" de Thomas McEvilley. Tenho-o e estou lendo. Livraço.

    14. Dionísio Areopagita
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    17. Dionísio Areopagita

      Eu fui criado num lar kardecista. Meu pai é médium espírita e obrigava-nos a todos em casa a frequentar o centro onde ele trabalha.

      Nunca acreditei no espiritismo e , como cristão ortodoxo, rejeito o conceito de reencarnação.

      Agora, o que quer que seja esse conceito no Oriente, o reencarnacionismo moderno e ocidental é mais fruto da mentalidade da segunda metade do século XIX do que de outra coisa.

      Mas, com relação ao Oriente, há certa ambiguidade com relação a esse conceito. Há estudiosos que negam sua exist~encia nos escritos sagrados e só o reconhecem como deturpação popular, e outros que dizem que ele é parte essencial das doutrinas orientais.

      Só para dar um pequeno exemplo, leia os seguintes trechos do Milinda Panha:

      Livro 2, 17 e 22
      Livro 3, 13 e 14

    18. Dionísio Areopagita

      Tanto é que é necessário todos os corpos (fisico, eterico, astral, mental) p se livrar do cilco de renascimento. Se o corpo físico morre sem a deificação ele vai pro "Além" se dissolver, e lá não é possível se deificar pq falta o corpo físico.
      ____________________________________________

      Compreendo. Mas não tenho como comentar. Precisaria estudar melhor a teoria para dar uma opinião.

    19. Dionísio Areopagita

      libertar o microcosmo pela deificação, e findando assim o ciclo da roda de nascimento e morte. Ou seja, existe o microcosmo decaído, o cosmo e o macrocosmo. Isso faz sentido? Me parece que há algo verdadeiro nisso. Qual a sua opinião?

      Quando a personalidade-alma não consegue fazer "subir" o microcosmo decaído pro Reino Original, os agregados do corpo que morreu, corpos sutis, astral e mental, vão para uma região Espiritual-astral, onde lá se dissolvem novamente. Deve ser uma regiãodeve ser uma região tipo um Nosso Lar, mas os corpos sutis não estão lá pra reencarnar em outra pessoa, mas apenas para se dissolver totalmente. Ocorrido isto, o microcosmo ficaria esvaziado, pronto para receber uma nova personalidade-alma.

      __________________________________________________

      Não conheço essa teoria. Para bons comentários sobre o neoespiritualismo, leia "O Erro Espírita" de Guénon e "Máscaras e rostos do espiritualismo contemporâneo" do Evola.

    20. Dionísio Areopagita

      http://youtu.be/sAn7baRbhx4

      1) Não.
      2) Em quase tudo.
      3) Eu traduzi a partir do cotejamento de traduções bastante confiáveis em inglês, como as de R.C.Zaehner e do Ashrama Advaita, por exemplo.
      4) A qual órgão burocrático-espiritual deveria ter me reportado para solicitar a necessária permissão?

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Dionísio Areopagita

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